
Os chinêses, falan de unha era, durante a dinastía Hsia (c. 2205 a 1782 a. C.), na qual o nosso entorno cósmico variou súbitamente. Apareceram dez soles no céu. A xente na Terra sofreu muito de tanto calor, de maneira que o Imperador ordenou a um célebre arqueiro que disparára contra os soles adicionais. O arqueiro foi recompensado com unha píldora, que tinha o poder da imortalidade, mas a sua mulher liscou-lha. E, por este delíto foi desterrada para a Lúa. Os chinêses, estábam no certo ao pensar que um sistema solar com dez soles, non resultaría acolhedor para a vida humana. Actualmente sabemos que, aínda que se nos ofertaríam grandes possibilidades de bronceádo, a vida probabelmente non se desarrolharía nunca, num sistema solar com múltiples soles. As razóns non som tán sinxélas, como o calor asfixiante imaxinádo na lenda chinêsa. De feito, um planeta podería ter unha temperatura agradábel, aínda que orbitrára ó redor de múltiples soles, ao menos durante um certo intervalo. Mas, parece improbábel que assím se púdera alcançar um aquecimento uniforme durante largos intervalos de tempo, situaçón que parece necessária para a vida. Para saber porqué, consideremos o que acontece com o tipo mais sinxélo de sistema de múltiples estrelas, um sistema com dous soles, que é denominado unha “estrela binária”. Aproximadamente, a metade das estrelas do firmamento som de tais sistemas. Mas, incluso os sistemas binários sinxélos, só podem manter certos tipos de órbitas estábeis. E, em cada unha delas, é probábel que haxa intervalos de tempo em que o planeta está demasiádo quente ou demasiádo frio, para poder albergar vida. A situaçón sería ainda pior para sistemas com muitas estrelas.
STEPHEN HAWKING E LEONARD MLODINOW