
Hahn, químico, e Meitner, física, fizeram várias descobertas importantes nestes anos. A mais importânte delas, a fissón do núcleo de urânio, chegaría no final da sua colaboraçón, quando Meitner xá tinha sído forçada a abandonar a Alemanha. Em 1912, Planck nomeou Meitner sua assistente, o que proporcionou a esta última o seu primeiro salário como cientista. Até aí, o seu trabalho no Instituto de Quimica non tinha sído remunerado. Na verdade, era a única cientista do instituto e tinha-lhe sído atribuída unha porta na cave para non ter que passar pola porta principal. Aparentemente, os sisudos científicos non podiam conceber unha senhora cientista e o mero avistamento de unha mulher polos corredores distraía-os da sua missón elevada. Anos mais tarde, Meitner foi nomeada cientista associada do instituto e começou a receber um salário mais decênte. Em 1914, recebeu unha oferta xenerosa da Universidade de Praga. Planck actuou novamente de forma decisíva, convencendo o director do instituto, Fischer, para que dobrasse o salário de Meitner. Em 1918. Meitner e Hahn descobriram o protactínio. Em 1919, Meitner foi nomeada “catedráctica”, sendo probábelmente a primeira mulher que atinxíu este título académico na Alemanha. Planck e Meitner continuaram sempre muito unidos. Na verdade, Planck persuadíu-a a permanecer no seu cargo, apesar das leis racistas dos nazis. Meitner aguentou até 1938 e entón teve de exiliar-se, non sem risco para sí, xá que, por essa altura, fuxir do pais tinha-se convertido nunha taréfa muito complicáda. Se non fosse por Planck, Meitner ter-se-ia certamente exilado anos antes.
ALBERTO TOMÁS PÉREZ IZQUIERDO