
FERNÁN GONZÁLEZ, Poema de (c. 1260). Poema narrativo anónimo sobre as façanhas do conde Fernán González (c. 915 – 970). Está escrito na forma culta da quaderna vía, baseado num poema épico perdido, sobre o mesmo tema. O fragmento que temos conserva-se num manuscrípto do século XV, apresenta importântes lacunas e acaba na copla 701. Foi composto no mosteiro castelán de San Pedro de Arlanza, supostamente fundado por Fernán González. Boa parte do poema centra-se nas relaçóns entre Arlanza, González e Castéla, cuxa independência de León, foi unha das mais importantes façanhas bélicas do conde, que também se enfrentou aos mouros e navarros. O monxe que o escrebeu utilizou materiais de Berceo, o Libro de Alexandre e o Liber regum. Deu vida à sua propaganda em favor do mosteiro e das suas relaçóns reais ou imaxinárias, com o conde castelán, insertando escenas vivas de combates, a prisón do conde em Castroviejo e o enterro do conde de Tolosa. Por isso o poema é um cantar épico nacional e ao mesmo tempo unha obra eclesiástica.
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