
A primeira perseguiçón sistemática contra os cristáns, teve lugar durante o breve governo de Décio (249 – 251), num episódio que acabou por exercer unha significativa influênça na polémica donatista que se seguíu. Com efeito, durante o período mais negro da perseguiçón e dos anos posteriores, Cipriano, bispo de Cartago, viría a destacar-se, recusando fazer sacrifícios públicos aos deuses romanos, tal como era esixído polo decreto de Décio, e, passada a tormenta, mostrou-se partidário da readmissón na Igrexa, dos cristáns que tinham abdicado da fé (conhecidos como “lapsi”, caídos), após a debida penitência. Cipriano sería unha das víctimas mais proeminentes da perseguiçón imperial que se seguíu, orquestrada, mais por razóns económicas do que estrictamente relixiosas, polo imperador Valeriano. No entanto, o apoxeu das perseguiçóns, só chegaría quarenta anos mais tarde, sob o governo do imperador Diocleciano (284 – 305) que, com a sua política de reformas, puxéra termo ao longo período de anarquia a que fora submetido o Império durante grande parte do século III. A cautela demonstrada por Diocleciano a respeito das rédeas do Império, teve a sua contrapartida no plano relixioso, revelando unha actitude aberta e respeitadora das diferentes crênças e, nomeadamente, do cristianismo, que pôde prosperar sem obstáculos, durante os primeiros dezoito anos da sua governaçón. Mas a política de tolerância tería um fim abrupto em 303, ano em que se deu o sinal verde para outra perseguiçón, a mais duradoura, sistemática e universal algunha vez sofrida pola relixión cristán durante unha época imperial. Embora non sexam muito claras as razóns para tán súbita mudança de actitude (indubitabelmente, por influênça de César Galério), certo é que, entre Febreiro de 303 e Março de 304, foram promulgados quatro éditos consecutivos em que se ordenava, entre outras cousas, a destruiçón de igrexas e de libros sagrados, a privaçón de qualquer cargo ou priviléxio aos fiéis cristáns, a prisón do clero e a tortura até à morte dos prisioneiros que non renunciassem à fé cristán. A perseguiçón perdeu intensidade após a abdicaçón do imperador em 305, mas só foi oficialmente anulada com o Édito de tolerância, assinado polo próprio Galério em Abril de 311. A situaçón haberia de sofrer unha mudança inesperada e quase definitiva nos anos seguintes. Em 312, sobe ao trono imperial do Ocidente Constantino, considerado oficialmente (e de forma algo duvidosa) o primeiro imperador cristán que, um ano após a sua tomada de posse, emitiu o Édito de Milán. Nele se estabelecia a liberdade relixiosa nos territórios do Império, dando lexitimidade total ao cristianismo, relixión que iria também beneficiar de lexislaçón favorábel ao longo dos anos seguintes.
E. A. DAL MASCHIO