
Vale a pena citar alguns parágrafos do Manifesto Einstein-Russell, assinado por vintidous grandes cientistas, muitos deles prémios Nobel, contra a proliferaçón das armas nucleares. Foi redixído por Russell e assinado por Einstein uns dias antes da sua morte (a 18 de Abril de 1955): “Aqui está entón, o problema que apresentamos, na sua crueza horríbel e inevitábel: ¿vamos pôr fim à espécie humana ou deberá a humanidade renunciar à guerra? As pessoas non consideram esta alternativa porque é muito difícil abolir a guerra. A aboliçón da guerra esixiría desagradáveis limitaçóns da soberania nacional, mas, mais que qualquer outra cousa, o que talvez nos impéça de comprehender a situaçón é que a palabra “humanidade” parece um tanto vaga e abstracta. As pessoas dificilmente imaxinam que o perigo é para elas e para os seus filhos e netos, e non só para unha humanidade vagamente precavida. Mal imaxinam que som elas, individualmente, e aqueles que amam quem está em perigo iminente de perecer de forma angustiante. E, por isso, pensam que talvez devam permitir que a guerra continue desde que se proíbam as armas modernas. Esta esperança é ilusória. Nenhum acordo alcançado em tempos de paz, para non utilizar “bombas H”, será vinculativo em tempos de guerra, e ambas as partes se porám a fabricar “bombas H” assim que estalar o conflícto, porque se um lado fabricasse bombas e o outro non o fizésse, quem as fabricára sairía inevitabelmente victorioso.
FERNANDO BRONCANO