A humanidade non representa um desenvolvimento para algunha cousa melhor, mais forte ou mais elevada, como hoxe se pensa. O “progresso” non passa de unha idéia moderna, isto é, de unha ideia falsa. No seu valor, o europeu de hoxe está bastante abaixo do europeu da renascença. Desemvolver-se non significa em absolucto necessariamente elevar-se, realçar-se, fortalecer-se. N’outro sentido, existe um êxito continuo de casos isolados em lugares diferêntes da terra, e em meio das mais diversas civilizaçóns, com as quais se representa efectivamente um “typo superior”, algunha cousa que, em relaçón à humanidade enteira, constituie unha espécie de “super-homem”. Tais acasos de grande êxito fôram sempre possíbeis, e selo-hán talvez em todos os tempos. E até raças inteiras, tribus e pobos podem, em circunstâncias particulares, representar semelhante “homem de sorte”. Ante os meus olhos apresentou-se um espectáculo doloroso e terrorífico: corri a cortina da “corrupçón” dos homes. Esta palabra na minha boca está ao menos ao abrigo de unha suspeita, a de conter unha acusaçón moral do home. Digo-o (quixéra sublinhá-lo unha vez mais) desprovido de “moraline”: e isto até ao ponto de que eu noto precisamente mais esta corrupçón nos lugares onde, até aos nossos dias, se aspiraba mais conscienciosamente à “virtude”, à “divindade”. Entendo a corrupçón, como decerto se adivinhou, no sentido de “décadence”. Pretendo eu que todos os valores que servem hoxe à humanidade para compendiar os seus mais elevados desexos, som valores de “décadence”. Chamo corrompido, quer sexa um animal quer sexa unha espécie, ou um indivíduo quando perde os seus instintos, quando escolhe e prefére aquilo que lhe é perxudicial. Unha história dos “mais elevados sentimentos,” dos “ídeais da humanidade” (e é possíbel que me sexa preciso contá-la) daría aproximadamente a explicaçón da causa pola qual o home se atopa tán corrompido. A própria vida é para mim o instinto do crescimento, da duraçón, da acumulaçón de forças, de potência; onde falta a vontade de poder, existe dexeneraçón. E eu pretendo que esta vontade falta em todos os valores superiores da humanidade (que gobernam sob os nomes mais sagrados), valores de dexeneraçón, valores “nihilistas”.
Quem queira que tenha disfrutado dum cacho de uvas moscatel, reconhecerá sem dificuldade um vinho de moscatel, o sabor é único e inconfundíbel. Com uvas negras, roxas e outras brancas, os vinhos que produze som portânto muito variábeis e ván desde os brancos espumântes até aos vinhos xenerosos, ricos e densos. Pode ser a mais antiga de todas as videiras, antepassada das outras formas de “Vitis vinifera”. Tudo isto é indemostrábel, mas, sabemos que xá se cultivaba moscatel (ou algo parecido) na Grécia antiga e que unha das variedades descríptas polo escritor latino Plinio, era moscatel. Na actualidade continua cultivando-se em Grécia, Crimea e Marselha, entre outros muitos lugares. Aínda que a família das moscateles, conta com mais de duzentas representantes, a moscatel branca de vagos pequenos está considerada como a melhor. Esta variedade aprecía os climas muito calurosos, onde se fabrica um vinho doce natural, e está bem representada em Itália e Espanha, assim como noutros países mediterrâneos.
LUGARES ONDE SE PODE ENCONTRAR
Moscatel muito velho, “Toneles” é um dos mais grandes vinhos do mundo, unha xóia escassíssima, que impôn a sua classe e a sua potência entre todos os catadores de primeiríssima fila, que o probam, xá sexa como colofón de unha cata dos mais selectos pagos, da Côte d’Or, dos mais prestixiosos Châteaux bordeleses, ou das melhores colheitas de Vintage Ports. As escalas deste vinho están compostas por unhas dozenas de toneles que venhem a desembocar nunha só bota final, que culmina a “Solera”. A sua idade média non se pode estabelecer com exactitude, mas polas suas características organolépticas e também pola história da “solera”, podería superar os setenta e cinco anos. De ela som extraídos os aproximadamente oitenta litros de vinho que cada ano som embotelhados. Os vinhos som doces e viscosos, com elevada densidade e escaso contído em água (a metade ou mais da sua composiçón é azúcar), non empapam a madeira das botas. Isto fai que, à diferênça dos vinhos secos submetidos a criânça oxidativa, a perda de etanol por evaporaçón sexa superior à pérda de água por ósmose através das duelas das tinalhas, assím que o seu gráu alcohólico vai disminuíndo paulatinamente ao longo do tempo, até chegar finalmente a um ponto de equilibrio. Pode consumir-se até dentro de cem anos.
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Gutiérrez de la Vega é unha bodega familiar situada em Marina Alta, dentro da denominaçón de orixem Alicante, onde Felipe, a sua mulher Pilar e os seus três filhos trabalham em duas casas antigas do poboado de Parcent. Os seus vinhos procedem de um total de 15 hectáreas de videiras dispersas entre poboados cercanos. Felipe dedicou-se à elaboraçón do vinho desde 1973, mas non o comercializou até 1984. Hoxe ofertam quatorze vinhos, algúns com nomes evocadores como: William Blake, María Callas, Donizetti, James Joyce, Viña Ulises, Rojo y Negro, Furtiva Lágrima e Casta Diva. Gutiérrez de la Vega, modernizou exquisitamente a tradiçón hispana dos moscateis doces. O Casta Diva Colheita mel de 2002, rebautizado Reserva Real, é obxecto de coleccionismo por haber sído servído no casamento dos Príncipes das Astúrias. De atractiva côr dourada, oferta essências de mel, cítricos, espécias e figos. Muito doce de paladar, rico e aveludado, com final longo, poderoso e seductor. Um vinho feito para a felicidade!
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A península Ibérica reúne unha boa representaçón de vinhos fortificados, como o Porto, o Xeréz e o Madeira, sem esquecer o Moscatel de Setúbal. José Maria da Fonseca, productor importânte, com unha adega de mais de duzentos anos de antiguidade. O moscatel de Setúbal é elaborado de forma muito similar aos “vins doux naturels” do Sul da França: é fortificado o mosto de moscatel parcialmente fermentado com alcohol neutro de alta graduaçón, com o obxecto de matar a levadura e preservar um alto nível de azúcar natural da uva. Estes vinhos acostumam ter pouca acidez, polo que a maior parte dos moscateis de Setúbal som “blends”, com um reetiquetado como “Setúbal”. Non obstânte, aínda quedam algúns moscateis puros, onde están os melhores vinhos de Fonseca, tal é o Moscatel Roxo de vinte anos. De viva côr âmbar média, com tôns verdes de envelhecimento, nariz encantadora de passas com caramelo e trazas de mondaduras tostadas. Paladar doce, mas com a frescura que lhe dá a sua equilibrada acidez. Um vinho para disfrutar como aperitivo ou acompanhar sobremessas.
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Telmo Rodríguez é o vitivinicultor mais famoso da Espanha. Trabalhou na adega familiar de Remelluri, na Rioja, até que decidíu elaborar o seu próprio vinho, fundando a Companhia de Vinos Telmo Rodríguez em 1994. Ao buscar de modo inexorábel zonas e vinhos esquecidos, interesado em preservar tradiçóns e em salvar velhos estilos e rexións. Unha vez ouvíu falar Hugh Johnson acerca de um vinho máxico doce de Málaga, e non puido sacá-lo da cabeza. Foi até lá, e falou com todo o mundo. Recorreu os poucos vinhedos malaguenos que ficabam, seleccionou os melhores e experimentou. Finalmente, com a colheita de 1998, nasceu o primeiro Molino Real Mountain Wine. As uvas moscatel, cultivadas nas empinadas ladeiras de pizarra de Cómpeta, em Málaga, secadas ao sol para concentrar o azúcar. Depois de vinte meses em barricas de carbalho novo françés, o vinho está replécto de notas florais, fruta e espécias exóticas. De unha belíssima côr dourada, e muito fino e elegante de aroma, alberga notas lácticas e balsâmicas. Ao degustá-lo em boca é denso mas de corpo médio, com dulzura bem compensada pola acidez final.
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No seu libro “Wine: A life Uncorked”, Hugh Johnson cita unhas velhas garrafas de “vinho de montaña” da bodega do duque de Wellington que comprou num leilón. O bodegueiro Telmo Rodríguez e o seu importador norteamericano Jorge Ordóñez, decidirom resuscitar este estilo especial de vinho malagueno. Axudado por Pepe Ávila, de Bodegas Almijara, explorarom as colinas de pizarra de Málaga e comprárom videiras de moscatel de raízes profundas e resistêntes às sequías. Ordóñez nomeou enólogo ao austríaco Alois Kracher (falecído em 2007). Na primeira vendíma de 2004, fabricarom cinco vinhos numerados: Nº 1 Selección Especial, elaborado com uvas muito maduras recolhidas nas próprias videiras. Nº 2 Victoria, com uvas desecadas nunha câmara de clima controlado. Nº 3 Old Vines, macera as melhores destas uvas desecadas com a pulpa e com um crianza de um ano. Nº 4 é Essencia. O vinho Nº 3, é dotado de muito corpo e intensamente rico, que possee unha grande acidez, incríbel dozúra e maravilhosos sabores de avelán, marmelada, café e damáscos. Se acaso puidéra, bébao por puro fedonismo, depois de comer, como se fosse unha sobremessa.
Carlos VIII impôs unha derrota vergonhosa a Florença, no seu caminho para Nápoles, e fê-lo unicamente com a ameaça das armas. Na sequência da dolorosa constataçón da fragilidade da sua pátria, corroborada no contacto posterior com várias cortes europeias, nasce unha convicçón patriótica em Machiavelli, que o acompanhará ao longo de toda a vida: só unha Itália unida será respeitada polas grandes potências internacionais. A exortaçón das páxinas finais de “O Príncipe” é precisamente esta: pede a outro príncipe Medici, ao filho do infortunado, que lidére um exército capaz de congregar os principados italianos sob unha mesma coroa, como tinham feito os Reis Católicos em Espanha. Na sequência desta revolta popular contra os Medici, arranca o primeiro interlúdio republicano. Foi restabelecido o poder do Grande Conselho, a instituiçón mais plural e democrática, e som escolhidos novos responsáveis para o governo da cidade. Produz-se entón unha dessas reacçóns que se imaxinam melhor se pensarmos num pêndulo. Neste caso, o instigador da reviravolta ideolóxica foi o carismático Girolamo Savonarola, um dominicano de tán ríxida moral e apocalípticos ideais que se propôs acabar com os anteriores excessos mundanos dos príncipes banqueiros. Depois de Florença ter passado por um dos momentos de maior esplendor artístico e cultural com o Magnífico, Savonarola tornou-se um vehemente defensor da austeridade e um exaltado profeta do cristianismo fundamentalista. Destacou-se pola sua capacidade de pregar às massas com inflamados sermóns do mais fanático fervor relixioso. Tais mensaxens de condenaçón e perdiçón espalharam-se como um rastilho de pólvora, non só entre os seus fiéis (os piagnoni, ou “choramingas”), como entre os restantes cidadáns florentinos. Os seus discursos inflamados deram asas às paixóns mais retrógradas, cuxo ponto alto foi a fogueira das vaidades que o prior dominicano ateou simbolicamente. Contudo, o radicalismo de Savonarola conduziu-o a enfrentar o papa, a quem criticaba abertamente por ser dissolucto e dado ós luxos. Esta situaçón levou a que o relixioso florentino, primeiro fosse excomungado e, depois, ficasse prohibido de pregar. O conflicto com o sumo pontífice agravou-se a tal ponto que o frade perdeu o favor da cidade e terminou os seus dias devorado polo fogo aniquilador dos grandes…
CASTRO, Rosalía de (Santiago de Compostela, 1837-1885). Poeta e româncista que escrebeu em Galego e em castelán. Aos quince anos descubríu que era filha ilexítima da sua nái, dona Teresa de Castro e dum sacerdote. Aos deçanove anos, deixou a Galiza natal e publicou em Madrid o seu primeiro libro, “La flor” (1857), no qual a forma poética do eneasílabo xá prefigura a renovaçón métrica de Rubén Darío, por exemplo em “La rosa del camposanto” escrito em 1851. Em 1858 casou com o crítico de arte e historiador galego Manuel Martínez Murguía. Com o resultado de seis filhos e unha vida familiar tranquila, mas, em certo sentido tédiosa com frequência. Nos seus poemas recorda com nostalxía um amor de xuventude perdido -que talvéz puido ser Aurelio Aguirre, o herói do seu românce “Flavio” (1861). Em 1863 publicou “A mi madre en castellano” e “Cantares gallegos”, este último reeditado em 1963. No qual notámos as influênças das baladas de Trueba e Ruiz Aguilera. Muitas das suas coplas tinham um sabor tán autêntico que hoxe som cantadas como cançóns tradicionais, aínda que Rosalía as escrebeu para ser publicadas neste libro. Esperanza, a heroína de “La hija del mar” (Vigo, 1859), unha marxinal filha de pais desconhecidos que acaba suicidândose no mar, parece unha personáxe em parte autobiográfica. Outros críticos identificarom o seu marido com a personáxe do senhor de la Albuérniga em “El caballero de las botas azules” (Lugo, 1867), mas, talvés foram meras suposiçóns românticas. O seu libro de poemas em Galego “Follas novas” (1880) será a sua obra mêstra na fala materna, mas o libro seguinte, “En las orillas del Sar” (1884), é o seu equivalente em castelán. Rosalía morreu e foi chorada polo pobo galego. ”Sus Obras completas” (1909-1911, 4 volûmes), forom reeditadas em 1944 (Madrid) num só volûme.
Nascida no calor do sonho expansionista do imperador macedónio Alexandre Magno (que deu nome à cidade no século IV a. C.), a Biblioteca de Alexandria aspirou a ser um compêndio exaustivo do saber de todas as épocas e culturas sobre a terra. Embora os números sexam discutíveis, poderia ter albergado 700.000 volûmes por volta do século I a. C., o seu momento máximo de esplendor. Foi a partir de entón que começarom as desgraças. No 47 a. C., o xeneral romano Xúlio César foi encurralado nunha zona próxima, durante os distúrbios a causa da sucessón ao trono exípcio, e unha porçón substâncial de volûmes arderom no combate. Se bem que as perdas tenham sído parcialmente repostas, a decadência do Exípto trouxo a precaridade à instituiçón, que se foi agravando com as ocupaçóns e os ataques sofridos pola cidade no século III por parte da tropa romana, implacábeis quando eram chamados para conservar os seus territórios. O golpe de misericórdia, no entanto, foi desferido polas relixións. A biblioteca do Serapeu, concebida para albergar unha selecçón dos tesouros literários de Alexandria, foi devastada em 391 por fiéis fanáticos do patriarca cristán Teófilo, exaltados após a proclamaçón do cristianismo como culto oficial do Império. Xá no século VII, durante a expanssón árabe sobre terras de Bizâncio, o califa Omar tería mandado destruir por completo os restos da biblioteca (agora mais povoada de tratados cristáns). A um xeneral culto que non se via com forças para dar tal ordem, o califa ditou unha sentença que se tornou célebre pola sua infâmia: “Se esses libros están de acordo com o Corán, non temos necessidade deles, e se contrários ao Corán, debem ser destruídos”.
À minha vez, mas com toda a tranquilidade, tomei o comboio unha linda manhán e começou a correr por aqueles campos admirábeis. Os viaxeiros americanos xá conhecemos a França, París e unha que outra grande cidade do litoral. A vida da campinha é-nos completamente desconhecida. É um dos inconvenientes do ferrocarril, cuxa rapidez e comodidade destruíu para sempre o carácter pintoresco das travesías. O meu pai viaxou por todo o Meiodia da França e a Itália enteira nunha pequena calesa, proveendo-se de cabalos nas postas. Só dessa maneira se conhece intimamente um país que se percorre, podem-se estudar as costûmes e encontrar curiosidades a cada passo. Mas, entre os extremos, o romanticismo non pode chegar nunca a preferir unha mula a um “express”. Um dos meus tíos, o coronel don Antonio Cané, depois da morte do xeneral Lavalle, em Jujuy, acompanhou o corpo do xeneral até à fronteira da Bolivia, xunto com os Ramos Mexía, Madero, Frías, etc… Quedou enfermo num dos poboádos fronteirizos, e quando os seus companheiros se dispersárom, uns para tomar serviço no exército boliviano, outros na direcçón de Chile ou Montevideo, el tomou unha mula e dirixíu-se a Brasil, que atravesou de Oeste a Este, chegando a Rio de Xaneiro, depois de seis ou oito meses, tendo percorrido non menos de seiscentas léguas. Mais tarde, o seu cunhado don Florencio Varela, o interrogaba sem parar, deplorando que a educaçón e os gostos do viaxeiro non lhe tivéram permitido anotar as suas impressóns. Cané tinha realizado este incríbel viáxe, detêndo-se em todos os lugares em que encontraba boa acolhida… e boas mozas. Passado o capricho, voltaba a montar na sua mula, e assím, de etapa em etapa, foi parar às costas do Atlântico. Admiro, mas prefíro os raíles de Orleáns, sobre os quais voámos neste momento, desenvolvêndose a âmbos lados do caminho os campos luminosos da Turena, admirabelmente cultivados e revelando, à sua simples vista o segredo da prosperidade extraordinária da França. Os canais de irrigaçón, caprichosos e alegres como arroios naturais, sucédem-se sem interrupçón. De pronto, caímos num val profundo, que serpentea entre duas elevadas colinas cobertas de bosques: por entre árbores, aparece na altura um castelo feudal, de toscas pedras escuras, cuxa vetustez característica contrasta com a brancura do humilde “hameau” que dorme à sombra, as perspectivas mudam constantemente, e os nomes que chegam ao ouvido, Angulema, Blois, Amboise, Chatellerault, Poitiers, etc…, fán reviver os quadros soberbos da velha história da França…
Entretanto, da Côrte, anunciam-lhe a retirada da sua pensón caso non regressasse a Hanôver para continuar com o seu trabalho como historiador. Nesse momento, Leibniz podia permitir-se essa renúncia económica, mas há dous acontecimentos que o obrigam a voltar: a morte, em Xunho de 1714, da sua protectora e amiga, a duquesa Sofia (um duro golpe do qual lhe custou recompor-se), e a coroaçón do príncipe eleitor Jorge Luís como rei de Inglaterra em Agosto. Regressará a Hanôver a 14 de Septembro desse mesmo ano, non sem antes deixar como presente aos príncipes vienenses duas das suas mais significativas obras metafísicas: A “Monadoloxia” e os “Princípios da Natureza e da Graça”. Leibniz oferece-se para acompanhar o novo rei a Inglaterra, mas Jorge Luís rexeita a proposta, ao mesmo tempo que o impede de regressar a Viena e o insta a terminar o seu trabalho como historiador. Leibniz propôn-se a tarefa de escreber os seus “Annalen der Welfischen Geschichte”, que tinham derivado cada vez mais nunha história do Império Alemán na Idade Média; trinta anos de documentos compilados que consegue pôr no papel até 1005. Isto implica um trabalho entédiante que, a par da gota e dos múltiplos achaques, non lhe permite sistematizar as suas ideias filosóficas e científicas para a posteridade, tal como relata ao matemático e físico veneziano Pietro Antonio Michelòtti, nunha carta de 17 de Septembro de 1715: ”Esforço-me por terminar a minha obra histórica, enquanto as forças me acompanhem, para que o trabalho realizado non se perca (…). Dedico a este trabalho todo o tempo que os meus deberes quotidianos e as preocupaçóns com a minha saúde me deixam libre, e vexo-me obrigado a relegar todas as reflexóns matemáticas, filosóficas e xurídicas, para as quais me sinto mais inclinado”.
Ennio non só foi um grande dramaturgo e o mais âmbicioso dos poetas épicos romanos. Também extendeu o âmbito da poesía romana a unha série de composiçóns no “genus humile” (o xénero humilde), basadas algunhas em modelos gregos e outras orixinais. O poeta tinha nestas unha parte importânte, a vezes como criador el mesmo e continuadamente como árbitro, editor e comentarista. O propósito de Ennio era às vezes instruir, outras divertir e mais frequentemente fazer âmbas cousas. Desde o princípio, “dizer a verdade com unha sorrisa” e “misturar o útil ao agradábel” forom características do que cinquenta anos mais tarde emerxéu em Lucilio como um importânte xénero especialmente romano, a sátira. Vexamos o conteúdo e o tôn destas obras menores. A “Sota” de Ennio era unha versón latina de um poema obsceno de Sotades, um alexandrino do século III a. C. Estaba escrito no tipo de tetrámetro xónico, chamado assím por Sotades, um ritmo que trataba de evocar o estilo de baile luxurioso de “cinaedi” e adecuá-lo ao tratamento da comédia: ”aquél, ferído polas costas, cai boca arriba sobre as nalgas…” Este foi um experimento linguístico e métrico de Ennio. Incluso os escasos fragmentos que quedam mostram que admitía a linguáxe vulgar e temas cuidadosamente evitados na “palliata”. Ennio usaba palabras também dialectais. A “Hedyphagetica” também era experimental. Temos alguns fragmentos do seu modelo, a “Gastronomia” de Arquéstrato de Gela, suficientes para mostrar que non se trataba simplemente de unha traduçón, senón de unha adaptaçón como a de outras obras teatrais de Plauto ou Ennio. Um anhadido ao catálogo de Arquéstrato, de suculentos pratos, implica que o poema non foi escripto até depois da visita de Ennio a Ambracia (189/8 a. C.). Em quanto a “Sota”, Ennio conservou o metro do orixinal, o hexámetro dactílico, apropriado para temas marciais e didácticos: ”Compra em Sorrento, o esturión, o peixe glauco em Cumas; ¿como esquecer o escaro, cerebro de Xúpiter quase? Este o poderás encontrar de grande tamanho e sabor na patria de Néstor…”
A ordem social também está submetida à ideia da razón e, consequentemente, nessa ordem também impera unha rigorosa necessidade, o que implica que nada do que aconteceu na história das sociedades sexa continxente, caprichoso ou inxusto. Velho problema teolóxico, sem dúvida, em relaçón ao qual deixo o leitor tomar o seu partido: as queixas de um Baudelaire (“Este punxente pranto que atravessa os tempos, fenecendo à beira da vossa Eternidade”) ou de um Machado (“Senhor, xá me arrancaste o que eu mais queria…”) seriam apenas manifestaçóns -certamente inevitábeis!- de unha “consciência infeliz”, infeliz simplesmente por falta de conceito; unha consciência que, como veremos, non teria acedido à autêntica significaçón do cristianismo. Questón importante: o devir tanto da natureza como das sociedades tem unha finalidade, que non é mais do que o advento de unha consciência que compreende a necessidade, que compreende no essencial o porquê de cada cousa, e que sente nela a sua exaustiva “razón de ser”. A concepçón desse saber traduz-se nunha fórmula importantíssima que constitui o postulado fundamental do hegelianismo: ”tudo o que é real é racional; tudo o que é racional é real”. Non há ser possíbel do qual a razón non dé conta, e non há ideia da razón que non tenha realidade. Obviamente, isto quer dizer que as fantasmagorias non son ideias da razón, embora se a razón as tolera é por necessidade, o que implica que até o erro e o extravio têm a sua razón de ser.
À dona da casa onde se celebraba a malheira do cereal, eram pedidas as mexúas, que simbolizaba unha sorte de botín gastronómico que era reclamado por todos os vecinhos colaboradores ó finalizar o trabalho, em lugares da zona ourensá de Viana do Bolo.
INGREDIENTES:
Rebandas de pantrigo
Ovo
Leite
Azeite ou manteiga de vaca
Mel, azucre ou canela e um pouco de anís
RECEITA:
Comézase por cortar o pantrigo (que era máis esponxoso, aínda que máis escaso e só empregado en ocasións especiais) en rebandas dun tamaño que se adaptará á tixola na que se van facer, aínda que o ideal é que a codia rodee completamente a miga. Seguidamente, nun prato fondo mestúrase abundante ovo batido con leite para empapar as talladas convenientemente. Así, caladas de arriba a abaixo, van logo á tixola, onde se friten en abundante manteiga de vaca – melhor que aceite – ata que simplemente se douren, sen torrarse. Vanse sacando e salferindo con azucre ou canela, ou ben untándose de mel pola parte que permanece cara a arriba na fonte na que se van colocando. Están moi boas quentes, e tamén frías, aínda que mesmo así pódense mollar en leite fervido para acompañalo e retomar temperatura.
GALICIA PARA COMELA (VOLUME I) HÉRCULES DE EDICIONES S. A.
Também seguindo a Sexto Empírico, o verdadeiro cepticismo configura-se como unha zetéctica (zétésis), investigaçón interrompida, pergunta, indagaçón, caça contínua: ”skepsis”, actividade de indagaçón, exame. O que, segundo Montaigne, distingue os pirronianos dos restantes cépticos, e na sua opinión os torna estimulantes, é que están sempre à procura da verdade. Se a profissón dos pirronianos é a busca incessante da “verdade”, “a ignorância que se sabe e se xulga e que se condena non é unha ignorância total, para sê-lo é preciso que se ignore a si própria”. Portanto, a sua profissón consiste em oscilar, duvidar, non ter a certeza de nada, non responder nada, mas antes continuar a investigar. Se os dogmáticos acham que sabem e conhecem os primeiros princípios da investigaçón, na verdade, como suxere Montaigne no “Costume da Ilha de Cea, filosofar é duvidar”: a dúvida é o primeiro princípio da investigaçón porque é o primeiro princípio da própria natureza. A pergunta (Que sais je?) representa a superaçón do cepticismo que se contradiz, matriz de unha práctica filosófica perfeitamente coherente, consciência das lacunas do saber e interrogaçón contínua. Plutarco acudiu a axudá-lo no proxecto montaigniano de revisón do cepticismo. Do filósofo de Queroneia, Montaigne retém sobretudo a definiçón de filosofia como “arte que nos ensina a viver”, arte da vida, exposta nas “Conversas à Mesa”. Em particular, gosta daquela sua forma de non estabelecer a certeza e de manter sempre um tom de dúvida e ambiguidade. A “Apologia de Raymond Sebond” pecha com a dicotomia entre ser/mente divina, “immota mens”, e ser/mente humana, “mota mens”. De facto estas últimas páxinas som unha reescripta de um longo fragmento de Plutarco extraído do opúsculo “O E de Delfos” (De E apud Delphos), que Montaigne leu na traduçón de Amyot. A sua tese principal é que Deus non tem mutaçóns, declinaçóns, tempo; o home é, “intus et in cute”, mutaçón, declinaçón, tempo. Por este motivo, o home non tem nenhuma comunicaçón com o ser!
O rei de Portugal, foi portanto para o Porto e mandou fazer uniformes para os homes de armas, que o acompanhavam: por cada um, um loudel de fustón branco com a cruz de San Jorge. Eram quinhentos cavaleiros; o rei vestia um traxo igual, mas de seda. Após ele iam quarenta montadas a destro, isto é, cavalos sem cavaleiro, axaezadas com os emblemas reais. Os fidalgos vinham depois com as suas mesnadas, que faziam dous milhares de homes. Chegada a data aprazada, dirixiram-se os dous aliados, com comitivas que pareciam exércitos, para o lugar marcado: ”E indo assim seu caminho da parte de aquém da Ponte do Mouro, o duque apareceu da outra parte, que vinha por apar de Melgaço, que estaba entón por Castela.” O rei atravessou a ponte e foi abraçar o aliado. Ia armado de todas as armas. Os ingleses vinham com cotas e braçais de grande gala. Depois dos cumprimentos, atravessaram os dois a ponte e vieram para as tendas que estavam na encosta e sentaram-se a comer, sem olhar a direitas nem esquerdas, etiqueta que, diz Fernán Lopes “inda entón non era em uso”. No dia seguinte xá estaba armada a grande tenda que os Portugueses tinham tomado na batalha real. Foi aí que correram as conversaçóns que terminaram polo axuste de casamento com D. Filipa de Lencastre e pola estipulaçón das condiçóns da axuda militar portuguesa na guerra que o duque de Lencastre ia fazer: unha hoste de duas mil lanças, mil besteiros e dous mil homes de pé, desde Xaneiro a Agosto do ano seguinte, em troca de grandes concessóns territoriais a Portugal na rexión fronteiriça. O duque mostrava-se xeneroso a dar o que ainda non tinha. De tudo isso, resta hoxe aquela ponte atrevida e áxil, que fez pensar num salto de lobo sobre a ravina profunda onde o Mouro, afluente do Minho, corre a espadanal com vigor num declive forte. O monumento talvez xá non dure muito mais tempo. O proprietário da fazenda ao lado perfurou a rocha do parapeito para amarrar lá os cabos de aço que sustentam todo o peso de unha extensa latada. É unha luta entre o vinho e a história: enquanto a pedra for mais pesada que as uvas, a ponte aguenta-se. Depois cai tudo, as uvas e a ponte. A Câmara de Monçao, na altura das comemoraçóns henriquinas, mandou colocar unha lexenda bem escolhida num rochedo. Por essa altura pensou-se na protecçón do local e foram prohibidas ou condicionadas as obras. Mas o tempo passa, o zelo esfría e o lugar está bem degradado, suxo e decadente. Unha antiga azenha está em ruinas. Um edifício de blocos megalíticos, que talvez fosse contemporâneo do encontro real, xá deixou afundar-se o telhado e oferece um quadro de miséria deprimente. ”Aquela casa é muito bonita. Porque non conservam o telhado?”, pergunto a um vizinho. ”Non deixam fazer obras”, diz-me. ”Non deixam?. Entón que é aquilo?” E olho para um chalé espaventoso, com um “court” de ténis empoleirado sobre os rochedos do rio, que mata inexorabelmente o conxunto do recinto histórico. ”Que é aquilo? É a força do dinheiro!” Non sei o que o vizinho quería dizer. Mas estamos em 1986: faz agora seis séculos que a aliança inglesa se concretizou ali, no meio daquela ponte. Non é um episódio de “petite histoire”: o casamento de D. Joao I, foi um factor decisivo da independência ganha em Aljubarrota.
O edificante recusa apresentar-se como se tivesse descoberto algunha verdade e aí está o paradoxo que torna difícil, mas non impossíbel, a sua tarefa: afirma que a edificaçón é mais importante do que a investigaçón, mas a seguir acrescenta que non acredita nisso por a ideia de investigaçón lhe parecer inexata e a de edificaçón mais exata. Enquanto os filósofos sistemáticos que introduzem mudanças podem dar-se ao luxo de ter opinións sobre muitas das cousas dos seus antecessores, os filósofos edificantes – acaba por dizer Rorty – “debem criticar a própria ideia de ter unha opinión e, ao mesmo tempo, evitar ter unha opinión sobre ter opinións”. Quando dizem algo non están necessariamente a expressar unha opinión sobre um assunto. Están simplesmente a participar nunha conversaçón, mas non a contribuir para unha investigaçón. ”Talvez o dizer cousas non sexa sempre dizer como som as cousas. Talvez dizer isso non sexa um caso de dizer como som as cousas”. Talvez possamos participar nunha conversaçón sem ver os nossos interlocutores como se só quisessem ter opinións sobre como som as cousas, mas vê-los como se simplesmente dissessem cousas, melhores ou piores. Na realidade. o que o filósofo edificante tenta fazer é deixar de usar metáforas visuais (non só a do espelho), em cuxo caso non podería ver-se a si próprio como alguém que vê isso. Ou sexa, tenta non ver-se a si próprio como se estivesse a ver algo que o filósofo sistemático non vê. Visto assim, o Rorty de 1979 estaba metido num tipo de dilema parecido com o que arrastaba desde a xuventude, quando começou a preocupar-se com o modo de conciliar os deveres públicos com a fantasia. Aos 48 anos, o dilema xuvenil continuava vixente, mas o seu primeiro libro desembocaba noutro dilema que resolveria como faria depois com outros: non há necessidade de reconciliar a investigaçón com a conversaçón; é possíbel viver bifocalmente, sem unir ambos os campos de visón; ”non há nenhuma razón nem necessidade de englobar os dous nunha síntese superior”. O curioso é que esta divisón sería válida “inclusive” se um dos assuntos, a investigaçón, non fosse entendido xá como a busca da verdade, mas como a produçón de ideias úteis para explicar as cousas. A filosofia edificante impediria a tentaçón de que a nossa imaxem de seres que resolvem problemas definisse novamente a nossa essência, tal como antes fez a imaxem de buscadores de verdade. Promover imaxens utilitárias do conhecimento em vez de contemplativas ou representacionais non desempenharia o mesmo papel que a filosofia edificante. Defender que a essência humana é resolver problemas continuaria a bloquear o tipo de conversaçón que nos faz intuir novas formas de usar as palabras. Portanto, a posiçón de Rorty era mais complexa do que a de outros pragmáticos. A ideia de investigaçón poderia ser entendida de unha forma menos enganosa e mais realista, se se substituir a imaxem do espelho pola da ferramenta, mas ao fazê-lo poderia induzir-se o autoengano de se ter descoberto a verdadeira natureza do conhecimento e novamente a autêntica essência humana.
Os astrónomos atoparom outros indicios que sostenhem a imaxem do “Big Bang” de um universo primitivo diminuto e muito quente. Por exemplo, durante o primeiro minuto, aproximadamente, o universo habería estado mais quente que o centro de unha estrela típica. Durante esse intervalo, o conxunto do universo tería-se comportado como um reactor nuclear de fusión. As reaçóns nucleares teríam cesado quando o universo se expandíu e enfriou o suficiente, mas a teoría predíz que isso tería que ter deixado o universo com um vintitrês por cento de hélio e trazas de litio e berilio (todos os elementos mais pesados forom formados posteriormente, no interior das estrelas). O cálculo está de acordo com as quantidades observadas de hélio, litio e berilio. As medidas da abundância de helio e da radiaçón cósmica de fundo proporcionarom evidencia convincente a favor da imaxem do Big Bang do universo muito primitivo, mas aínda que podemos considerar a dita imaxe como unha descripçón válida dos tempos muito primitivos, sería enganosso tomar a ideia do Big Bang literalmente, é dicer, pensar que a teoría de Einstein proporciona unha visón autêntica da “orixem” do universo. Isso porque a relatividade xeral predíz que há um instante em que a temperatura, a densidade e a curvatura do universo seríam infinitas, unha situaçón que os matemáticos chamam “singularidade”. Para os físicos, isto significa que a teoría de Einstein deixa de valer neste instante e polo tanto non pode ser utilizada para predecir como começou o universo, senón só como evolucionou depois daquel instânte. Assím, aínda que se poidam utilizar as equaçóns da relatividade xeral e as nossas observaçóns do firmamento para aprender como era o universo nunha idade muito temperám, non resulta correcto extrapolar a imaxem do Big Bang até exactamente ó inicio.
A pirâmide tem certamente unha altura determinada, como a base da pirâmide tem unha superfície. Mas a pirâmide non é altura e superfície, a pirâmide é antes de mais pedra, pedra talhada e axustada a outras talhas de pedra, segundo esixências matemáticas, mas pedra, ao fim e ao cabo… por trás da qual (para Tales) encontra-se a água, como se encontra a água por trás da terra e, em última instância, por trás da vida. Porquê a água? Entre outras cousas, porque Tales teve ocasión, como todos nós, de constatar que a vida surxe efectivamente em meios húmidos, de tal maneira que, como bem refere Schrödinger, esta água debe ser interpretada como o líquido ou fluido. Privilexiar o húmido equivale simplesmente a considerar que a diferença entre as cousas se reduz a unha diferença no grau de condensaçón (aspecto que, como veremos, será desenvolvido explicitamente por outro dos filósofos de Mileto). Condensando-se, a água forma os corpos sólidos; rarefazendo-se em forma de vapor, a água cria o ar que, por sua vez, xerará o fogo. Tudo excessivamente inxénuo? Tán inxénuo como pode parecer a um xeneticista contemporâneo a imaxem de James Watson e Francis Crick posando perante a “escultura” com dupla hélice que tentava reproduzir algo que até entón ninguém tinha contemplado. O peso revolucionário de unha hipótese científica non se mide pola configuraçón imaxinária, mas polo que representa como tentativa de abrir portas perante unha situaçón pechada. Unha hipótese fértil é algo que surxe necessariamente de unha crise, unha resposta literalmente de ”emerxência”, a necessidade de unha reaçón adequada perante unha situaçón urxente, como o foi a hipótese da relatividade de tempo e espaço, ou a do carácter discreto (em certas condiçóns) da luz, perante a crise em que se via a física no início do século passado. Dir-se-ia que Tales é receptivo ao facto de que a água se mostre simultaneamente como suporte das cousas e como fundo no qual se abismam. Percebendo que a madeira non se afunda na água, Tales aventura que a terra fluctua nesse elemento “como um pedaço de madeira”. Evocou-se a esse respeito a ilha de Delos que, no mito, se desloca sem rumo até ao nascimento dos xémeos Apolo e Ártemis. Non faltarán à imaxinaçón outros exemplos que evidenciam a tendência para reconhecer na água o fundamento. Basta evocar essa singular pulsón que pressupôs simplesmente erixir, sobre unha lagoa, a cidade de Veneza.