Aristóteles é acima de tudo, um cientista. Talvez o primeiro a questionar a aventura do conhecimento como um percurso sistemático e munido de método. De facto, a palabra “método” provém do grego “methodos” que significa “caminho” ou “via” para chegar a um lugar… ou a um fim. Alêm de ser pioneiro no uso de unha metodoloxía mais ou menos “científica”, apoiada na observaçón empírica e na deduçón lóxica, Aristóteles também é considerado como o fundador de diferentes disciplinas, entre as quais consta a bioloxía. Neste campo, foi o primeiro a classificar os seres vivos, dividindo-os em clásses. Apesar de nem sempre ter atinado ao classificar certas espécies, a sua relevância radica no facto de ter aplicado sempre um critério racional, a partir da observaçón das suas características fundamentais. É possíbel quel, na actualidade, esta metodoloxía possa parecer óbvia. acostumados como estamos a classificar tudo, mas nem sempre foi assim. Aristóteles foi o primeiro a classificar de maneira científica (por exemplo, os animais e as plantas). Há quem, partindo de posturas “pós-modernas”, como a de Michel Foucault, se tenha referido a ela precisamente para criticar a nossa mania classificatória e para reforçar unha tese idealista, de acordo com a qual as nossas classificaçóns non se baseiam em algo real que estexa nas cousas, mas que, polo contrário, inventamos divisóns do mundo com o único desexo de exercer o nosso poder sobre a realidade.
Até aos dezaseis quilómetros teríam-se perdido o cinquenta por cento das árbores, e o derrubamento de casas por ventos afuracanádos, com o cinco por cento de aprisionádos nas suas casas e o noventa e cinco por cento salvos. Abarcaría: Arbo, Tui, Vigo, Cañiza, etc… Até vinticinco quilómetros non funcionaríam os telefones, ademais da pérda do vinticinco por cento das árbores. Habería o cem por cento de salvados, mas, submetidos a unha intensa radioactividade. Abarcaría: Cangas, Pontevedra, etc… Dentro dos quarenta quilómetros. a vibraçón produzida polo rebentamento da bomba, destrozaría cristais e telhas, com o cem por cento de salvos. Estes estaríam afectados pola radiaçón gamma e expostos à contaminaçón por cinzas radioactivas produzidas pola radiaçón, que provocaríam nas células terríbeis efeitos no material xenético dos cromosomas, orixinando todo tipo de maleitas, sobre tudo o chamado “mal atómico”, ou sexa leucemia aguda. Os sobreviventes padeceríam alteraçóns nos glóbulos roxos, polo qual aos quinze dias da explosón apareceríam anemias producto da irradiaçón, acompanhados de alteraçóns sanguíneas, hemorraxías, espístasis (emorraxías polo naríz). Estes seríam os dramáticos efeitos em Pontareas e o seu entorno, debído à explosón de unha bomba de vinte megatóns (unha das de menor potência dentro do arsenal atómico. Para termos unha ideia do potencial existênte na actualidade, basta um exemplo: os temíbeis SS-20 soviéticos, que estám dotados de três oxíbas atómicas, com unha carga de seiscentos quilotones de potência, trinta vezes a bomba atómica de Hiroshima. Um só proxétil SS-20, sería capaz de destruir em apenas minutos unha cidade como Madrid, Zaragoza ou Valencia, matando perto de seis milhóns de pessoas). A única conclusón que podemos sacar depois de ler este artígo, é lutar por todos os meios, para que se aparte qualquer tipo de diálogo basado sobre o terror nuclear. Como firmante deste artígo, estou comprometido na negativa à nuclearizaçón e, por extensón, à participaçón da España na OTAN. Afirmo-o de maneira explícita, e assim o direi no referendum que todos esperamos.
Unha pergunta muito lexítima e pertinente neste ponto seria de onde podería vir o conhecimento a non ser dos sentidos. Qualquer pessoa sensata toma como verdade aquilo que experimenta e a partir daí passa a examiná-lo e a conhecê-lo, com maior ou menor gráu de formalizaçón e abstraçón: desde um cientista ou filósofo até alguém que sabe usar intuitivamente um aparelho sem conhecer a sua estructura e o seu funcionamento internos (por exemplo, sabe usar um computador ou ler um libro sem saber practicamente nada de informática ou de técnicas de impressón). Entón, se colocássemos a pergunta acerca da orixem do conhecimento, quase toda a xente responderia que se encontra nos dactos sensoriais, claro. As pessoas de índole espiritualista responderiam que viria através das vias extrassensoriais, mas a estas non se lhes costuma dar muita credibilidade fora dos seus círculos. Assim, à excepçón destas, todas as restantes, unhas mais do que outras, som bastânte empiristas. Contudo, durante um importânte episódio da filosofia europeia, as cousas non se entenderam assim. Hoube unha corrente principal do pensamento que desconfiou dos dactos dos sentidos, e defendeu que non se podía construir um conhecimento verdadeiro a partir da informaçón sensorial. Do mesmo modo que a visón nos engana quando introduzimos um ramo na água de um tanque e xulgamos ver que está torcido e malformado, os outros sentidos som igualmente falíbeis e enganosos. O que se passaria a chamar linha racionalista da filosofia, cuxas três estrelas som Descartes, Leibniz e Espinosa, mas que contava com precedentes ilustres como Platón ou Parménides, receou que os sentidos fossem merecedores de unha confiança completa ou até mesmo parcial num âmbito de filosofia séria e rigorosa. Como muitas noçóns se entendem melhor quando em contraste (o dia com a noite, a saúde com a doença, etc…), para entender em que consiste o empirismo vale a pena ficar com unha ideia do que foi o racionalismo. Avancemos, para sermos exactos, que as duas linhas filosóficas non som completamente contrárias nem antagónicas entre si, e se tivéssemos de as representar xeometricamente como círculos partilhariam um espaço de intersecçón nada desprezíbel. Mas o que é realmente contrário e oposto entre ambas as linhas é o fundamento, o ponto que ambas consideram como início de toda a sua construçón posterior. E se entender as linhas básicas do racionalismo axuda muito a entender as do empirismo, recordar as ideias principais de Descartes, o criador do primeiro. permitir-nos-á comprehender a novidade radical das concepçóns de Locke, que pôs o segundo em funcionamento.
A Segunda à noite tivem malos sonhos. Era um home que eu correra à pedrada, e logo de ir xá lonxe, se me representou como cabalgado. Dias antes destas lutas, xá sonhára que Leonora passára por mim e non falou nada, e eu tampouco díxem nada, como se nos despreçáramos. Había também muita xente, que profería palabras que non logro recordar, mas que me parecía que era o nome do Silva. O dia doze sonhei com Leonor, da mesma maneira que fixéra o dia dez, tudo igual, só que ó nosso lado estaba muita xente que non conhecía e xunto com nós Aldemira da Sorda. Eu levantando-me, atirei com Aldemira de costas, avistando-lhe a natura, ergo! Estes sonhos, non traíam nada de bom! O dia treze, fún xunto dela, e fíxo-me as carícias que sonhára. Ao vir, cheguei à Cruz-do-Balado, e vexo um Spírito xunto de mim. Escafedim-me e non parei até arriba do Roupeiro, onde me vem um pensamento tán vivo, que parecía estár a meu lado Pepe da Graña (que em paz descanse), e alá fun seguindo, escapando de um ruído cada vez mais forte, como me passára no monte de Novás. Botei a fuxir, para meter-me no carreiro que vai para casa. De noite, na cama. voltou a atormentar-me um home. O dia quatorze e quinze, ela andívo para o “Furudo”, e eu fun xunto dela e a esperei na sua casa até às onze da noite, encontrei-a indiferente. Tomou-me da mán, e combinámos ir a San Benito de Palermo em Angoares, o próximo Domingo dia dezassete, a que tivem a honra de assistir por vía dela, e vinhem com ela, mas non me fixo as carícias como antes. O dia vintium de Abril, Xoves, tinha estádo com Abelino da Flora e recomendou-me que lhe matára unha cobra gorda, que também a sua nái tinha intençón de pedir-mo. Dabam-me duas pesetas se lha colhía, decíndo que era para fazer um caldo para remédio, o qual a mim se me figurou asunto de bruxaría. À noite fún xunto de Leonor e a encontrei muito esmorecída, dixo que estivéra todo o dia na cama. O Domingo, 24 de Abril, estivem com Leonor, afirmando esta, que xa estaba algo melhor, mas as carícias cessarom; e non voltarom mais. Deus guarde a vossa mercê. Domingo, 25 de Abril de 1921, Guillade, lugar da Portela.
No que a nós diz respeito, Platón herdaría de Parménides o racionalismo (isto é, o descrédito dos sentidos e da experiência como fonte de conhecimento, prerrogativa exclusiva da razón) a tendência para identificar ou confundir linguaxem e pensamento com a realidade e o conceito de que o real para ser real debe ser eterno e imutábel. ¿O que é a realidade? Acabámos de ver como a filosofía imediatamente anterior a Platón se debatia entre o “pluralismo e a mutabilidade”, tal como parecia manifestar-se na realidade exterior, e o “monismo” radical de Parménides, ao qual parecía conduzir inevitabelmente o pensamento racional. Platón tentará unir os elementos de âmbas as posiçóns nunha síntese superior que dê razón tanto à multiplicidade da experiência como às esixências de imutabilidade e estabilidade que impunha o raciocínio puro. Para tal, criará a sua célebre teoria das Formas. ¿Formas ou Ideias? “Em tudo o que xá foi dito anteriormente, referimo-nos sempre à doutrina de Platón como teoria das Formas, e non como teoria das Ideias, o outro nome polo qual é tanto ou mais conhecida. Non se trata de que a segunda denominaçón sexa menos correcta do que a primeira, pois Platón utiliza âmbos os termos indistintamente e até costuma utilizar mais o segundo do que o primeiro. Mas sendo as duas denominaçóns absoluctamente lexítimas, preferimos falar de Formas em vez de Ideias, para evitar um certo anacronismo que podería levar-nos a interpretar de modo erróneo o pensamento de Platón. De facto, é de fundamental importância sublinhar que quando Platón fala das Ideias non se está a referir a unha criaçón da nossa mente, ao resultado de um processo mental (em resumo ao que hoxe em dia costumamos referir-nos com o termo “Ideia”). As Ideias platónicas non som abstraçóns ou constructos de um suxeito pensante (o resultado de eu, o Ego ou o “Suxeito Transcendental” que pensa). Som entes reais, existentes independentemente de haber um suxeito que os pense ou vexa: som “cousas”. Neste sentido, utilizar o termo “Forma” é mais claro e induz menos a confusón.”
Alguns cataláns, decían que essas “juergas andaluzas” eram também nacionalismos: nacionalismo invasor. ¿Que queriam? ¿Que para cantar bulerías puxéramos a barretina? ¿Ou que dançássemos sardanas? Aquelas fárrias repressentavam a melancolía de unha música e de outra cultura. O nacionalismo era cousa política, e o dos emigrantes, era pura emoçón e tristeza. Arsenio Puig ía buscarme a La Verneda com o seu enorme Mercedes os Domingos, quando eu ainda convalescía da resaca do Sábado, e algunhas vezes também entre semana. O Mercedes, em La Verneda, perto de Badalona, daba o cante da opulência. Mas os meus amigos “andalusus” eram xente de bem. Unha vez que o metín na fárria sabatina, o mais que chegarom a chamar-lhe a Arsenio, foi “señorito” e “burguês”. Por fim, descubrím o que Arsenio Puig quería de mim: que fixéra por el a carreira de dentista que el era incapaz de sacar. Desta vez, non había intermediário, assím que tudo sería para mím. Estívo dándome coba todo o Outono, mimândome como a um príncipe. Mas, ¿de que me servía tanta abundância se, enseguida me encontraba vivendo de fiádo? Quando, perto do Natal, se apercebeu de que os meus caudais tinham minguádo até esgotarse, voltou à carga. Oferecía-me um ordenado mensal, mentras durasem os três anos de carreira, que el confiába que eu sacaría em dous anos e acáso em um e meio. Tudo estaba preparado. Había meses que se tinha matriculádo por libre, para que os chanchulhos resultassem mais fáceis. A oferta era unha quantidade fixa ao mês e outra especial, segundo nota, ao aprobar cada asignatura. A minha existência estebe sempre condicionada pola brilhantés nos estudos; no seminário, se non obtinha unha meia de sobresalentes, adeus beca; em Barcelona, se baixaba do notábel, miserábel reducçón de ingresos. Com o protésico, se chumbaba perdía a quantidade extra, ainda que a mensualidade non era reverssíbel, “santa Rita Rita Rita, o que se dá non se quita”. Neguei-me! Estaba aborrecido daquela vida de millonário de fim de semana com Mercedes, restaurantes de luxo e teatro de Casona. Chegou aos ouvídos dos meus amigos os anarquistas do Paralelo o meu câmbio de vida, e non lhes pareceu mal, nem me repudiárom por isso. O único que lamentabam era vêr-me menos. Vêr-me acaso lhes dera igual; o que lhes fodía era perder um contacto nos baixos fundos policiais, que eu andaba quase todas as noites com a pasma de El Mellado, afirmabam que de infiltrado. Isto do Mellado, o “madero” morto de um “sifilázo”, xá o contei anteriormente, noutro libro desta memória sentimental, polo tanto non volto a repetí-lo agora. Foi por estas datas de Decembro ou de Xaneiro quando entrei a trabalhar na “cafetería” de Aribau-Diputación, na qual, como fica xá explicado, durei apenas quatro meses.
A sua indagaçón à história da sexualidade, que tal como em “A Vontade de Saber” fica programada nas suas linhas mestras, recorre também ao quadro retórico que foi esboçando nos seus textos anteriores. Também aqui denuncia a sexualidade como unha invençón recente e imaxina igualmente o final das suas prerrogativas. No entanto, trata-se de um quadro xeral, lonxínquo. O que lhe interessa especialmente agora, neste texto de introduçón à sua história, é estabelecer a pertinência da sua investigaçón. E fá-lo questionando um tema essencial, que é para ele furiosamente contemporâneo: o que afirma que, com a ascensón histórica da burguesia, com a modernidade, o sexo foi obxecto de unha repressón sistemática; que a estratéxia política que foi adoptada em relaçón à sexualidade foi reprimi-la. Para Foucault, esse lugar comum baseia-se nunha série de supostas evidências que deberiam ser questionadas. Lança entón três perguntas: É a repressón do sexo unha evidência histórica? A forma como o poder é exercido nunha sociedade como a nossa é através da repressón ou da negaçón? Existe unha ruptura histórica entre a época da repressón e a da crítica da repressón e a conseguinte proclamaçón da emancipaçón sexual? Na desconstruçón destas questóns, rapidamente se tornarám evidentes as razóns que o levaram a contestar assim o lugar-comum, traçando um plano de interrogaçón diferente em cada unha das suas perguntas. A primeira pergunta é histórica e para a responder Foucault deverá analisar de novo a massa verbal que acompanha o nascimento dos discursos sobre a sexualidade. E o que reterá de importante nesta análise é a constataçón do seu crescimento exponencial, a sua proliferaçón e a sua infiltraçón progressiva noutros domínios discursivos. A partir de um determinado momento, e com um estímulo crescente, a sexualidade começou a instituir-se como aquilo que debe ser conhecido e aquilo que debe ser pensado. A partir deste ponto de vista, o que estaria aqui em curso seria um mecanismo de incitaçón à (lidar com) sexualidade, non de restriçón.
Alfonso X representa unha das cimas culturais mais elevadas da Idade Média europeia. Agrupou na sua côrte a numerosos sábios de todas as razas, relixións e nacionalidades. e com o seu auxílio e colaboraçón proseguíu a grande tarefa de reunir, sistematizar e traduzir toda a ciência conhecida no seu tempo, com um critério de tolerância e universalidade que constituie a sua maior glória. Em quanto à fala, Alfonso o Sábio é o criador da prosa castelán. Em tempo do seu pái, como xá vimos, som escrítas as primeiras obras em prosa românce; mas só baixo a direcçón e o impulso de Alfonso X adquire esta prosa a categoría de unha fala nacional. A fala românce tinha sído utilizada desde os inícios para a poesía, estimada por entón como unha manifestaçón literária de importância menor: resultaba o xénero apropriádo para as cantigas do pobo, as diversóns xugrarescas. os relatos épicos, que non eram senón notícia oralmente transmitida. Non obstânte, existia unha radical dualidade para a prosa: falába-se em românce, mas continuava a escreber-se em latím, porque só a esta língua se lhe reconhecía dignidade para redactar os documentos, as historia, os libros gravemente doutrinais. Mas o estudo deste idioma latino, debído ao analfabetismo xeral, só era possíbel no âmbito -muito limitado- dos mosteiros, polo que cada vez era menor o número de quem era capaz de entendê-lo. À medida que avanzaba a Reconquista e eram incorporádas a Castela grandes focos da cultura árabe, advertía-se melhor o feito de que este pobo posseía unha fala viva, à vez escríta e faláda, própria de toda a naçón, tal como na antiguidade tinha sído o caso da Grécia e de Roma. Impunha-se, pois, o retorno à unidade linguística non só polo desexo natural de emular aqueles pobos na possessón de um vehículo nacional de cultura, senón porque só com um idioma único, se podía fazer a divulgaçón eficaz de todo o saber científico. Os colaboradores hebraicos de Alfonso X o Sábio, como fixo notar Américo Castro, forom quem mais influírom sobre o monarca para decidí-lo ao emprego do idioma vulgar como língua didáctica, apartando-se do latím, fala da Igrexa, e continuar nisto a natural secularizaçón da cultura que pouco a pouco viria-se a impôr em toda a Europa. A consecuçón desta unidade idiomática foi a grande empresa literária do século XIII e Alfonso o Sábio o seu propulsor e realizador xenial.
París pôs diante dos seus olhos outro palco, o de um mundo onde o feudalismo tinha sido derrotado, primeiro em 1789-1794 e, definitivamente, na revoluçón de Julho de 1830. França era a pátria da revoluçón, lugar para onde os revolucionários dirixiam o olhar e onde, de maneira voluntária ou forçada, muitos deles acabavam exiliados. Na París do momento, consequência do desenvolvimento do capitalismo, desarrolhavam-se novas lutas, agora dos trabalhadores contra as suas condiçóns de vida miserábeis e as suas xornadas de doze e até de quinze horas. Os trabalhadores viviam do trabalho, e também os capitalistas, como comprehenderia depois Marx, convencido de que o segredo dos males sociais habitava na sociedade civil, e que a alma desta era a produçón, começou a estudar os economistas da escola clássica, unha tarefa que se prolongaria por toda a sua vida. Non demorou muito a saber que o centro da vida económica capitalista era o trabalho. A mesma burguesia tinha-o dignificado e sacralizado, pensando-o como meio de realizaçón da natureza humana; o próprio Hegel, à sua maneira abstracta, tinha-o posto como meio para o desenvolvimento do espírito, como o momento da obxectivaçón, da alienaçón, nessa dialéctica para a sua autoconsciência que, aliás, criava o mundo histórico. Tudo, pois, parecia empurrar a sua reflexón para o trabalho. Se na Alemanha a filosofia vivia na ágora, nas cátedras, xornais e círculos literários, agora voltava o seu olhar para o mercado, para os lugares mais terrenos dos interesses e das lutas pola sobrevivência. A deslocaçón non é unha simples mudança do obxecto, do campo social que é necessário comprehender; a ampliaçón do campo da alienaçón humana da relixión e do estado à esfera económica implicará o início de um novo caminho para a libertaçón, que se costuma denominar “caminho materialista”. Identificada a orixem do mal social, ainda que de forma intuitiva, com a produçón capitalista, Marx iniciou a sua “crítica da economia política”, lugar onde se expressava a consciência do capitalismo. À medida que lia, tomava notas, acrescentava comentários, enchia quadernos de ideias. Os desta época conhecem-se como “Manuscritos de Economia e Filosofia” (porque também incluiem leituras e anotaçóns sobre Hegel), ou simplesmente “Manuscritos de 1844”. O mais extenso e suxestivo dos económicos trata do trabalho alienado, também som interessantes as reflexóns sobre a propriedade privada.
Vinte días despois, no porto de Veracruz, o secretario de Gobernación mexicano, Ignacio García Téllez, dálles a benvinda aos exiliados con sentidas verbas de apoio e solidariedade. “Non vos recibimos como náufragos da persecución ditatorial a quen misericordiosamente se bota unha táboa de salvación, senón coma defensores aguerridos da causa republicana e da soberanía territorial, que loitaron contra a maquinaria opresora ao servizo da conspiraçión totalitaria universal. O Goberno e o pobo de México recíbenvos coma expoñentes da causa imperecedoira das liberdades do home.” Tras a partida de pequenas expedicións, Viana organiza o frete doutro buque emblemático, o “Ipanema”, que dende Burdeos porá rumbo a México o día 12 de xuño con case un milleiro de exiliados, entre eles o seu amigo e químico galego Laureano Poza Juncal e o xornalista e escritor ponteareán afincado en Francia Manuel Domínguez Benavides. Daniel Viéitez e a súa familia tamén forman parte da expedición. “E un amigo, Viana, un deputado, un deputado galego, preocupouse moito do noso caso. O meu irmán estaba moribundo. As miñas irmás, pendentes del, unha nun refuxio; a miña muller, con dous nenos. Alejandro Viana foi unha gran persoa que se portou magnificamente e influíu para que nós embarcásemos.” Mentres Viana prepara unha nova expedición, a do “Mèxique”, o delegado da embaixada mexicana en París, Fernando Gamboa, escríbelle ao embaixador Narciso Bassols avaliando as expedicións do “Sinaía” e do “Ipanema”. Gamboa está preocupado polos criterios empregados no SERE para seleccionar os pasaxeiros. A embaixada quere coñecer os antecedentes e o perfil social e político dos exiliados que se dirixen a México porque en moitas ocasións son ocultados. Gamboa suxirelle ao embaixador que, en adiante, catro quintas partes dos expedicionarios sexan persoas saídas dos campos de concentración e que a maioría deles sexan labregos ou obreiros. No mes de xullo Alejandro Viana organiza a expedición máis numerosa con destino a México, a do barco “Mèxique”, que ofrece un novo porvir a máis de dous mil exiliados.
Quando afirmamos algo acerca do mundo fazemo-lo com a pretenssón de que estexa certo. Mas existem diferentes tipos e graus de certeza. A máxima certeza que o espírito humano alcançou é a da matemática e da ciência física. Por outro lado, a metafísica non pode oferecer nada demasiado convincente. As suas afirmaçóns non som nem empíricas (non podem demonstrar-se pola experiência) nem analíticas (isto é que podem ser negadas sem incorrer em contradiçón). Afirmaçóns do tipo “Deus existe”, “Deus non existe”, “A alma do home é imortal”, “A alma do home é mortal” e “O home é libre e responsábel polas suas acçóns” non som do mesmo tipo que a) “O xelo do Ártico está a derreter” ou “Ontem choveu em Caliningrado” nem b) “Os solteiros som non casados” ou “Um organismo vivo realiza funçóns vitais”. Non se podem verificar ou refutar mediante observaçón ou experimentaçón, como é possíbel fazer com as duas proposiçóns “a”; nem mediante a introduçón de unha negaçón que implique automaticamente unha contradiçón interna, como nas duas proposiçóns “b”. Em que se diferenciam as proposiçóns da matemática e da física que, segundo Kant, som certas e seguras, das demais, que non o som? Para explicá-lo, Kant introduz a distinçón entre diversos tipos de xuízo, articulados através de unha dupla oposiçón. Podemos glosá-la assím: Há xuízos que requerem a experiência (observaçón sensorial) para serem verificados. Por exemplo: “Na primavera, com o desxélo, os rios têm mais água”, “O raio vê-se antes de se ouvir o trono”, “No inverno desaparecem quase todos os insectos”. Para determinar se estas afirmaçóns som certas non temos outra opçón que non sexa recorrer à experiência, porque non contêm em si mesmas nenhum elemento concludente. Som xuízos empíricos ou factuais, sobre factos. Kant chama-os “xuízos a posteriori”. Fornecem conhecimento novo, embora de tipo inseguro, porque a experiência é finita e particular. Outros xuízos permitem determinar a sua validade sem recorrer à experiência: “Os gatos som animais”, “Os satélites xiram à volta dos planetas”, “A soma dos ângulos de um triângulo dá 180º” non requerem a sua verificaçón mediante experiência porque o que se afirma neles xá está incluído na definiçón dos seus suxeitos. Kant chama-lhes “xuízos a priori”. Non fornecem conhecimento novo, mas esclarecem e tornam precisos os conceitos. A distinçón entre “xuízos a priori” e “a posteriori” está estreitamente relacionada, embora non coincida totalmente, com um segundo binómio, que se diferencia do primeiro sobretudo pola perspectiva a partir da qual se observa:
O Palerma tinha a vida entregue. Morava num terceiro andar da rua das Gáveas, entre um polícia e unha puta da rua. A puta, fazia-lhe uma caridade semanal e o polícia arrecadáva-lhe duzentos euros mensais, por acompanhá-lo nos seus passeios. A comida era-lhe servida pela vizinha do rés-do-chao; uma minhota de Monçao que trabalhava onde a aceitavam. Uma prima longínqua, fazia-lhe as contas e levava-o a sua casa pelo Natal. Era feliz. Uma manha de Inverno acordou com azia: pensou que lhe ardia o estômago. Meteu-se no chuveiro. Deixou cair água. O ardor nao abrandava. A água transbordou. Foi inundando a casa. A vizinha do segundo andar centro, uma rameira reformada da funçao pública, cheia de veneno, começou aos berros. Veio para a janela. A rua das Gáveas entrou em histeria. Chegaram os Bombeiros. Apareceu o polícia. A puta da caridade, acababa de fazer um serviço, correu, com o saquinho das ferramentas laborais a fazer remoinho, a abrir a porta. O polícia, pretendia abri-la ao pontapé. A torrente de água saída da casa de banho fez cambalear o polícia, enquanto a puta, de gatas, se dirixia à da casa de banho. O Palerma cantava a sua cançao a Desfolhada. Os Bombeiros, martelaram a janela e entraram pela cozinha. O Palerma, quando viu entrar a puta na casa de banho toda arregaçada, pensou que lhe tocava a caridade semanal. Aplaudiu com entusiasmo. A puta fechou a água, enquanto o Palerma exclamou: -“HOJE SOMOS TODOS AO MESMO TEMPO ? ! .” Fez-se silêncio. A vizinha do segundo andar centro, continuava aos berros. Estava possessa. O Palerma, deixou de sentir azia. Saiu da duche. Viu o panorama. Alegrou-se; pensou que a sua casa se transformara numa piscina. O polícia telefonou para a prima. A puta vestiu-o. Os Bombeiros secaram a água. A prima respondeu que estava na hora de fazer as compras. O polícia telefonou para o Julio de Matos. A puta agredíu o polícia com um chapéu-de-chuva. O Palerma voltou à casa de banho, para urinar. A vizinha do segundo deixou de berrar. A brigada do Julio de Matos, confundíu-a com o Palerma. Acordou amarrada num quarto insonorizado do Júlio de Matos. O polícia foi curar-se à farmácia. A puta ficou com o Palerma. Arrumou a casa. Fez o almoço. Lavou a loiça e durante a tarde, fez-lhe a caridade com parcimónia.
A imaxem do “super-home” que nos oferece Zaratustra está traçada com base em metáforas. Noutras ocasións, Nietzsche delineia esta figura servindo-se de personáxes históricas, imaxinando o “super-home” como unha espécie de “César romano com alma de Jesus Crísto”, ou um cruzamento entre Goethe e Napoleón. Non obstânte, os grandes nomes da história som manifestamente insuficientes quando se imaxina o novo ideal da humanidade. Zaratustra diz-nos que víu o “home-grande” e o “home-pequeno” nus: “Demasiado semelhantes som ainda entre sí. Em boa verdade, também achei o maior… demasiado humano!”. Ainda non hoube, pois, nenhuma realizaçón de “super-home” sobre a Terra. Apesar de às vezes cortexar o darwinismo (recordemos a comparaçón do macaco e do home), Zaratustra deixa claro que alcançar esse tipo supremo de indivíduo non é unha questón de evoluçón biolóxica. O profeta non só nos diz que o home vai ser superado, como “terá de” ser superado. O “super-home” é um ideal que há que alcançar no nosso futuro como espécie, um mandato moral que temos de cumprir para nos realizarmos como seres humanos. Como é sabido, o Terceiro Reich tentou criar unha espécie de “super-home” nazi, inspirado em certos traços do turbio pensamento nietzschiano (a apoloxía da força, a recusa da compaixón, “o triunfo da vontade”, etc…). A este respeito cabe destacar à partida que, para Nietzsche, a valia do “super-home” está baseáda na grandeza do espírito, que non depende de características raciais. Se bem que Nietzsche, nunha passaxem que suscitou muita polémica, se refíra a certas “raças nobres” e a unha “magnífica besta loura”, e de seguida ofereça exemplos (“a nobreza romana, árabe, xermânica, xaponesa”) que deixam claro que a aristocracia que reivindica, non está fundada nunha carga xenética específica. A superioridade do “super-home” radica na sua capacidade de deixar para trás a metafísica e o idealismo. E é claro que a ideoloxía do nazismo non pode entender-se sem tais hábitos de pensamento, como é evidenciádo pola sua exaltaçón de realidades transcendentes: a raça, a nazón, o pobo, etc…
A Nebbiolo, é a principal contribuiçón da Itália para as variedades clássicas. Orixinária dos vales do Piamonte, onde se produzem o vinho “Barolo” e o “Barbaresco”. Non se cultiva practicamente fora de Itália. Nas vinhas do Piamonte as uvas maduram tarde, incluso em Novembro, e necessitam o calor das ladeiras orientadas cara ó Sul. Os seus bagos som escuros, com unha pel grossa e unha acidez forte, o que fai quase obrigatória unha selecçón prévia para aproveitálas para o vinho. Os vinhos de Nebbiolo tenhem unha lonxevidade proverbial e debem passar certo tempo nas garrafas, para que os seus taninos sexam reducídos e o seu buquê se desarrolle. O amargor próprio desta videira, pode chegar a ser abstrinxente, se non está bem vinificada.
LUGARES ONDE SE PODE ENCONTRAR
A colheita de 1990 foi no Piamonte quase perfeita, graças a um verán cálido e seco com a chuva xusta e um rendimento baixo de forma natural. Mas a década de 1990 foi difícil para os enólogos de Itália, e para o Barolo em concreto, porque os tradicionalistas forom criticádos por aferrar-se ao que muitos considerabam técnicas adegueiras antiquadas, sobre tudo em quanto ao envelhecimento em barrica. Giovani Conterno seguíu adiante pesse ao que dixéram, e envelheceu o “Monfortino” de 1990 durante seis anos em grandes toneis de carbalho. Respeitando com lealdade a filosofia do seu difunto pái, Roberto Conterno non reducíu o envelhecimento em madeira do Monfortino e evitou abertamente as barricas francesas, mais pequenas, que tenden a suavizar o complexo carácter do barolo. O “Monfortino” de 1990, triunfou com orgulho como barolo por antonomasia, com forza e clásse -ainda que é muito novo- , com taninos firmes mas sedosos e unha acidez fresca. O contraste de sensaçóns de regaliz, menta e matices florais evolucionando com lentitude na garrafa, para um ponto alxído entre o 2010 e o 2040.
Este é, sem dúvida, um dos melhores emprazamentos de Barbaresco polo seu singular microclima, influído polas refrescantes brisas procedentes do rio Tanaro. O terreno calizo e arenoso de Rabajà dán uns barbarescos elegantes mas com muito corpo, deliciosos quando som novos, ainda que também se encontram entre os que mais dignamente envelhecem de toda a denominaçón. Produttori del Barbaresco fundou-se em 1958, no emprazamento das adegas orixinais do pái fundador de Barbaresco, Domizio Cavazza. Baixo a direcçón de Aldo Vaca, “Produttori” segue elaborando uns barbarescos sobresaíntes. Elaborados artesanalmente e à maneira tradicional, com uvas procedentes dos vinhedos mais afamados da rexión, os “Riservas” monovarietais da firma alcanzam as cotas mais elevadas do vinho italiano. Rabajà Riserva 2001. Esta soberba colheita tem muito corpo mas é elegante e apresenta um equilíbrio impecábel. A sua estructura tânica e a sua frescura, permitirá-lhe envelhecer e evolucionar durante décadas.
Roberto Voerzio segue unha senda intermédia entre a velha e a nova vinicultura. A sua principal prioridade é o minucioso cuidado do vinhedo. Cada cepa tem únicamente quatro cachos, o qual se traduz nunha grande concentraçón de aromas. A fermentaçón é prolongada por duas semanas ou inclúso trinta dias, segundo o terreno, o aspecto e o microclima do vinhedo. Para Voerzio o terreno é mais importânte que o enólogo, e também que a variedade da uva. O “Barbara d’Alba Riserva Pozzo dell’Annunziata” foi feito com uva de um dos melhores emprazamentos de La Morra, mas está feito de videiras velhas de barbera, unha variedade de segunda categoria. A nebbiolo claro está, é de melhor clásse, e La Morra é terra de barolos mais suaves e suculentos, ningúm tanto como o do cru “Cerequio”, da madura e suave colheita de 1999. Este delicioso vinho apresenta grande complexidade de aromas a couro e carnosidade, mas com notas de rosas muchas e trufas. Ao paladar, o sabor a cereixas mistura-se com naturalidade com o carbalho, dando lugar a unha textura sumptuosamente rica, e com um final glorioso de vinosidade.
A família Gaja instalou-se no Piamonte a meiados do século XVII, e alí Giovanni Gaja fundou as adegas que levam o seu nome em 1859. Angelo uniu-se ao negócio em 1961 e hoxe em dia a família alberga a posse de cento unha hectárias de vinhedos de primeira qualidade em Barbaresco e Barolo, assim como outras duas propriedades na Toscana. Gaja elabora vários vinhos barbaresco procedentes cada um de um só vinhedo. Também conta com dous crus de barolo: Sperss e Conteisa Cerequio. Mas o “Barbaresco tout court” segue sendo o buque insígnia das adegas Gaja, elaborado com unha mistura de uvas procedentes de quatorze parcelas diferêntes. As colheitas de 2000 e 2001, forom as duas últimas de unha série extraordinária de anhadas excelentes, das que se beneficiárom os caldos de Alba desde o ano 1995 em diante. Mas, agora que os vinhos levam certo tempo engarrafados, a de 2001 resultou ser a melhor, a que apresenta maior graça, elegancia e forza para perdurar no tempo. Quando se procedeu à sua cata em Março do 2006, o Barbaresco de Gaja de 2001 resultou ser um clássico entre os do seu rango, com um aroma de nebbiolo em nariz soberbamente puro e maduro. O paladar estaba ainda pechado e sem desarrolhar, o qual non resultaba extranho, mas a magnífica concentraçón e perdurabilidade, xá resultabam evidentes. Num ano tán excelente como 2001, o melhor barbaresco pode envelhecer durante trinta anos ou mais, ainda que probabelmente non começará a ser accessíbel até transcorridos uns dez anos.
Descartes foi associado reiteradamente com a ordem “Rosa -cruz”, unha irmandade secreta, de carácter renovador, cheia de alussóns a unha sabedoria sagrada traída do Oriente e transmitida entre uns quantos iluminados, que causou furor na Europa entre 1612 e 1623, depois de ter sido dada como desaparecida. Os sonhos do quarto aquecido som similares a relatos esotéricos da época, e decía-se inclusive que o filósofo era membro activo da ordem, o que choca com a sua rexeiçón das “falsas ciências” e a sua proximidade dos xesuítas, inimigos declarados dos rosa-cruzes. Unha hipótese recente é que Descartes se tivéra infiltrado como espia dentro do movimento, sob o pseudónimo de “Polybius Cosmopolitanus”. Que aproveitasse a ocasión para fazer contactos e estudar as suas teorias científicas, tampouco sería descabido. Apesar de tudo, mais do que unha seita, a “Rosa-cruz” era um código subversivo que unia a elite descontente com o poder eclesiástico, entre a qual chegarom a contar-se cientistas como Bacon ou Newton. Recorriam frequentemente a pinturas nas paredes, panfletos incendiários e ao anúncio de profecias para atear o rastilho do descontentamento popular. Eram, em suma, um síntoma do momento crítico polo qual a Europa passava: o velho xá non servía, mas o novo ainda non acabara de ganhar forma. E entretanto: a ficçón, a lenda e o recurso pueril mas sempre estimulante à sabedoria perdida dos ancestrais.