
Alguns cataláns, decían que essas “juergas andaluzas” eram também nacionalismos: nacionalismo invasor. ¿Que queriam? ¿Que para cantar bulerías puxéramos a barretina? ¿Ou que dançássemos sardanas? Aquelas fárrias repressentavam a melancolía de unha música e de outra cultura. O nacionalismo era cousa política, e o dos emigrantes, era pura emoçón e tristeza. Arsenio Puig ía buscarme a La Verneda com o seu enorme Mercedes os Domingos, quando eu ainda convalescía da resaca do Sábado, e algunhas vezes também entre semana. O Mercedes, em La Verneda, perto de Badalona, daba o cante da opulência. Mas os meus amigos “andalusus” eram xente de bem. Unha vez que o metín na fárria sabatina, o mais que chegarom a chamar-lhe a Arsenio, foi “señorito” e “burguês”. Por fim, descubrím o que Arsenio Puig quería de mim: que fixéra por el a carreira de dentista que el era incapaz de sacar. Desta vez, non había intermediário, assím que tudo sería para mím. Estívo dándome coba todo o Outono, mimândome como a um príncipe. Mas, ¿de que me servía tanta abundância se, enseguida me encontraba vivendo de fiádo? Quando, perto do Natal, se apercebeu de que os meus caudais tinham minguádo até esgotarse, voltou à carga. Oferecía-me um ordenado mensal, mentras durasem os três anos de carreira, que el confiába que eu sacaría em dous anos e acáso em um e meio. Tudo estaba preparado. Había meses que se tinha matriculádo por libre, para que os chanchulhos resultassem mais fáceis. A oferta era unha quantidade fixa ao mês e outra especial, segundo nota, ao aprobar cada asignatura. A minha existência estebe sempre condicionada pola brilhantés nos estudos; no seminário, se non obtinha unha meia de sobresalentes, adeus beca; em Barcelona, se baixaba do notábel, miserábel reducçón de ingresos. Com o protésico, se chumbaba perdía a quantidade extra, ainda que a mensualidade non era reverssíbel, “santa Rita Rita Rita, o que se dá non se quita”. Neguei-me! Estaba aborrecido daquela vida de millonário de fim de semana com Mercedes, restaurantes de luxo e teatro de Casona. Chegou aos ouvídos dos meus amigos os anarquistas do Paralelo o meu câmbio de vida, e non lhes pareceu mal, nem me repudiárom por isso. O único que lamentabam era vêr-me menos. Vêr-me acaso lhes dera igual; o que lhes fodía era perder um contacto nos baixos fundos policiais, que eu andaba quase todas as noites com a pasma de El Mellado, afirmabam que de infiltrado. Isto do Mellado, o “madero” morto de um “sifilázo”, xá o contei anteriormente, noutro libro desta memória sentimental, polo tanto non volto a repetí-lo agora. Foi por estas datas de Decembro ou de Xaneiro quando entrei a trabalhar na “cafetería” de Aribau-Diputación, na qual, como fica xá explicado, durei apenas quatro meses.
JAVIER VILLÁN E DAVID OURO