CONTRERAS, Raúl (Cojutepeque, 1896). Poeta, autor teatral e diplomático salvadorenho que passou muitos anos em Espanha. É unha figura importânte no postmodernismo do seu país. Entre os seus libros destacan “Armonías íntimas” (1919), “Poesías escogidas” (Barcelona, 1922), “La princesa está triste: glosa escénica en tres actos de la “Sonatina” de Rubén Darío” (Madrid, 1925) e “Presencia de humo” (1959). A obra da poetisa “Lydia Nogales”, que apareceu no panorama da literatura centroamericana polos anos de 1946, foi atribuída a Contreras.
CONTRERAS, Jerónimo de (Aragón?, c. 1520 – c. 1585). Novelista. Chamou-se a sí mesmo “cronista de Su Majestad”, num dos prefácios que escrebeu. Xá non se-o recorda como autor do “Dechado de varios sujetos” (Zaragoza, 1572), senón polo seu “Selva de aventuras” (Barcelona, 1565), narraçón de amores frustrados na melhor tradiçón da novela bizantina.
CONTRERAS, Francisco (1877-1933). Poeta chileno, discípulo de Rubén Darío. Residíu em París desde 1905 até à sua morte. Foi colaborador de Le Mercure de France. Recebeu a influênça de Gautier, Baudelaire, Moréas e em particular a de Darío. Tem vários libros um tanto vacilantes: “Esmaltines” (1890), “Toison” (1906), “Romances de hoy” (1907), “Almas y panoramas” (1910), “La piedad sentimental” (1911), “Luna de la patria” (1913) e “La barillita de la virtud” (1919). Foi também crítico intelixente e assíduo leitor da literatura hispanoamericana. Dos seus trabalhos críticos podemos citar: “Les écrivains contemporains de l’Amerique espagnole” (París, 1920), “L’esprit de l’Amerique espagnole” (1931) e “Rubén Darío: su vida y su obra” (Barcelona, 1930; 2ª ed., Santiago de Chile, 1937).
CONTRERAS, Alonso de (Madrid, 1582-1641). Autor dunha autobiografía. Ó parecer, non recebeu unha educaçón esmerada. A instâncias de Lope de Vega escrebeu a “Vida del capitán Alonso de Contreras”, publicada por primeira vez em BRAH (1900). A primeira notícia que temos das múltiples aventuras vividas por Contreras, a oferta Lope de Vega na dedicatória a “El rey sin reino” (Parte XX, 1625). Contreras começou a escreber a sua história em 1630 e mais tarde adxuntou vários pasáxes. Ainda que o valor literário da obra é mais bem escaso, trata-se de unha história cheia de emoçón e muito absorvente. Depois de haber lutádo em Itália e em Flandes, Contreras foi pirata no Mediterrâneo. Tomou parte como tal no cerco de Hammamet em 1601 e colheu alí barcos turcos e bárbaros. Perdeu pronto a fortuna que ganhou como pirata e dirixíu-se a Grécia, onde lutou como mercenário às ordens dos Cabaleiros de Malta. Ao regresar a Espanha, foi acusado de ser um dos cabecilhas do complot dos mouriscos de Hornachuelos (Badajoz), mas foi libertado pouco depois. Viaxou a Flandes, Puerto Rico, Santo Domingo e Cuba, e os Cabaleiros de Malta o nomeárom gobernador da ilha de Pantellería. Contreras escrebeu também “Derrotero de Mediterráneo”, manuscripto que permanece inédito na Biblioteca Nacional de Madrid, nunha copia do primeiro terço do século XVII e que consiste em cento sete folhas em quarto.
CONTRARREFORMA. Foi um movimento destinado a contrarrestar a força da Reforma protestante da Igrexa. Especialmente intensa em Espanha, baixo o reinado de Felipe II, que foi quem a impulsou. A contrarreforma também pretendía eliminar da Igrexa todo excesso ou abuso e foi, neste sentido, unha autêntica “reforma” em sí mesma. Com o Concílio de Trento (1545 – 1563), iniciou-se unha modificaçón e unha renovaçón da Igrexa. Forom criádas novas Ordens relixiosas, entre elas os xesuitas, os escolápios e os capuchinos, mentras que outras forom reformadas, como as carmelitas (vexa-se Juan de La Cruz, e Teresa de Jesús). Os escritores ascéticos do século XVI, Luis de Granada, Alonso de Orozco, Pedro de Alcântara e outros, só podem ser comprehendidos cabalmente a través do clima criádo pola Contrarreforma. O movimento favoreceu agudas controversias tais como: “De auxiliis”, sobre o problema do “libre albedrío” e da “graça divina”, assim como também foi criáda unha nova teoloxía basada parcialmente na reacçón antiprotestante, como a exposta por Melchor Cano no seu “Tratado de la victoria de sí mismo”. No teatro, homes como Calderón, Tirso e outros muitos, tomam como tema asuntos debatidos na Contrarreforma, como em a “Devoción de la Cruz”, do primeiro, ou “El condenado por desconfiado”, do segundo. Depois e durante a Contrarreforma, o contído moral dos libros foi em aumento.
CONTEMPORÁNEOS, La revista, a mais importante de México no período 1928 – 1931. Nela publicou-se a obra do seu fundador, Bernardo Ortiz de Montellano, e a de Xavier Villaurrutia, José Gorostiza, Jaime Torres Bodet, Jorge Cuesta, Enrique González Rojo, Bernardo J. Gastélum, Salvador Novo, Elías Nandino, Gilberto Owen e Octavio G. Barreda, que continuaría a tradiçón desta revista literária em “El Hijo Pródigo” (1943-1946). Contemporáneos mantívo a posiçón cosmopolita que habíam imposto as suas antecessoras “La Revista Azul” e “La Revista Moderna” em particular porque renovarom a influênça francesa na literatura mexicana, e porque defenderom um ponto de vista esteticista e vanguardista, que xá tinha rebrotado em publicaçóns anteriores, como “Pegaso” (fundada em 1917 por Ramón López Velarde), “Falange” (fundada em 1922) e “Ulises” (fundada por Novo e Villaurrutia em 1927), mas que em Contemporáneos chegou à sua máxima expressón. Os temas preferidos polos poetas deste grupo forom a solidón, a morte, o sonho e a anestesía. Existe unha ediçón facsimilar (1977).
CONGRAINS MARTÍN, Enrique (Lima, 1932). Contista peruano. Os seus libros “Lima, hora cero” (1954) e “Kikuyu” (1955) tratan dos bairros pobres limenhos e dos seus desamparados habitantes. A miúdo afloram toques de surrealismo e de realismo máxico, talvés reflexos da realidade que narra, mais que do estilo que utiliza. A sua melhor obra é a novela “No una sino varias muertes” (Buenos Aires, 1957), na qual narra dous dias da vida de unha “chica”, Maruja, que lava garrafas e que sonha com ter unha fábrica própria.
CONDE, José Antonio (Peraleja, Cuenca, 1765-1820). Historiador e, o melhor conhecedor da Espanha musulmana anterior a R. Dozy (1820-1883). Estudou em Cuenca e Alcalá e foi bibliotecário de El Escorial e mais tarde da Biblioteca Real (hoxe Biblioteca Nacional) em Madrid. Foi um escritor pedestre, mas a sua obra tivo grande importância, pois opuxo-se à perspectiva hispanocêntrica da história mediterrânea que prevalecía entón. A “História de la dominación de los árabes en España, sacada de varios manuscritos y memorias arábigas” (1820-1821, três volûmes) foi cuidadosamente enxuizáda por Dozy.
CONDE, Carmen (Cartagena, 1907). Poeta considerada a melhor da sua época. Casou com o também poeta Antonio Oliver Belmás, de quem editou as “Obras completas” (vol. I, 1971). Unha antoloxía sua apareceu em “Obra poética” (1967), onde se percebe, expressado em versos de grande paixón, um grande amor à vida e ao sentimento. Publicou também “Júbilos” (1934), “Pasión del verbo” (1944), “Ansia de la gracia” (1945), “Mujer sin edén” (1947), “Sea la luz” (1947) e “Derribado arcángel” (1960), entre outros. Escrebeu também unha série de novelas de corte psicolóxico: “Vidas contra su espejo” (1944), “En manos del silencio” (Barcelona, 1950), “Las oscuras raíces” (1954) e um volûme de memórias da sua infância, “Empezando la vida” (Tetuán, 1955). Escrebeu também, em colaboraçón com o seu marido, vários libros infantís. Utilizou frequentemente o pseudónimo de “Florentina del mar”. É autora da antoloxía “Once grandes poetisas américo-hispanas” (1967) e das biografías “Menéndez Pidal” (1969) e “Gabriela Mistral” (1971). Em 1977 publicou “Cita con la vida”.
CONCEPTISMO. Estilo literário que utilizaba conceitos, agudezas, paradoxas e ambigüidades, ao mesmo tempo que cultibábam a criaçón de imáxens complicadas e metáforas. Por isso, se distingue do “culteranismo”, mais pola matéria do seu discurso que pola maneira de expôr. As raízes deste movimento podem-se encontrar nalgúns escritores do Renascimento, como Garcilaso ou fray Luís de León, mas alcançóu a categoría de movimento ou de estilo com a publicaçón dos “Conceptos espirituales” (1600 – 1612) de Alonso de Ledesma, que escrebía poesía ao divino. Quevedo e Gracián forom os mêstres reconhecidos deste estilo, ainda que também o cultivárom muitos outros poetas, durante o final do século XVI e todo o século XVII na España. Na sua “Agudeza y arte de ingenio” (Huesca, 1648), Gracián foi incapaz de chegar a unha definiçón precisa do termo, sem cair na definiçón por símil ou por símbolo. Sostem que o escritor debe combinar a complicaçón com a brevidade, as ideias orixinais com as metáforas mais violentas. A finalidade era estabelecer unha asociaçón conceptual basada no contraste de dous termos nunha mesma imáxem. Um dos propósitos que subxacem no conceptismo é que a comprehensón dos signos levem o leitor a um conhecimento das relaçóns existentes entre as cousas que conformam o mundo; ideia que surxe desde a Idade Média e que chega até fins do século XVII. Até fai pouco pensába-se que o “conceptismo” e o “culteranismo” eram antitécticos, mas hoxe reconhéce-se muitos rasgos em comúm entre escritores que pertencem a um e outro estilo: Góngora e Quevedo, por exemplo; âmbos movimentos cultivam unha expressón intencionadamente obscura, que requer um esforço de comprehensón por parte do leitor; âmbos querem que o leitor participe e descifre as insólitas imáxens e o seu significado. Neste sentido, o conceptismo relaciona-se com os emblemas.
COMELLA Y VILLAMITJANA, Luciano Francisco (Vic, 1751- 1812). Autor teatral da escola “irregular”, que se opunha aos “neoclássicos” ou “regulares” como Leandro Fernández de Moratín. A sua obra “El sitio de Calés” foi parodiada por Moratín em “La comedia nueva”, Comella deu-se conta e tratou em ván de parar a posta em escena da obra de Moratín. A obra do “neoclássico” criticaba, com razón, os efeitos espectaculares que se sucedíam em rápido acontecer sem ter ningunha relaçón com o argumento ou com as personáxes e, ademais, que este tipo de espectáculos estabam ganhando terreno às obras de profundidade e verdadeiro alento. Como sempre quixo estar à moda, Comella tentou em vários xéneros: fixo sainetes ao estilo de Ramón de la Cruz; escrebeu a obra realista “La familia indigente”; probou a comédia larmoyante em “Cecilia” y “Cecilia viuda” (1786 y 1877, respectivamente); escrebeu também um mal drama baixo o tema popular de “Doña Inés de Castro”; com o tema do déspota ilustrado escrebeu a triloxía que integram “Federico II, rey de Prusia”, “Federico II em el campo de Torgau”, na qual criticaba o uso da tortura, e “Federico II en Glatz”. O tema do matrimónio por conveniência foi tratado em “El matrimonio por razón de estado”.
Passemos xá a tratar do meio interno, no qual se apresentam outras muitas dificuldades. Se com um dos olhos miramos para arriba ou o forçamos a olhar de travesso, as cousas aparecem duplicádas (ainda que Aristóteles tenha pensado doutra maneira). Por isso resulta surprehendente que quem padece estrabismo non vexa doble todas as cousas. Mas, daremos razón disto em “Examen rerum”. O mesmo acontece se, recostândo-nos de lado, temos diante de nós algúm corpo que nos tapa a vista do olho que fica mais baixo: em tal caso, o olho superior percibirá todas as cousas que están mais abaixo que dito corpo, mentras que o outro só verá o corpo, e non com nitidez, senón nebulosamente. De este modo, vendo com um olho as cousas que ficam detrás desse corpo, e com o outro o corpo mesmo, parece-nos estar vendo à vez dous corpos, um dos quais está sobre o outro. E experimentarás isto mais fácilmente se, movendo um olho cara ó ângulo exterior. percebé-mos as cousas que están desse lado; entón, ao voltar o outro olho no mesmo sentido, a nariz interpóm-se na visón e parece recubrir, à maneira de sombra, as cousas que vê o outro olho. Igualmente, se pôns um dedo entre os olhos, mas sem vê-lo, senón dirixindo a atençón ao que está detrás del ou aos seus lados, parecerá, non obstânte, duplo. Outro tanto sucederá se dirixes âmbos olhos para o naríz: tudo se verá duplo. Se movêmos um só olho, parece mover-se tudo o que se vê; incluso, de duas cousas que se nos apresentam, unha se move e outra está quieta. Resulta: que unha se move para a dereita e outra para a esquerda se, ao contemplar um libro fixándo-nos só nas linhas e sem lêlas, moves continuamente os olhos por sí mesmos sem axuda do dedo. A tudo isto se xunta ademais a situaçón dos olhos, que, por natureza ou por azar, están afundados ou som saltóns. Entre um caso e outro há unha grande diferênça na visón, que resulta ainda maior se um deles está afundado e o outro é saltón. Ademais, um está mais alto e outro mais baixo, entón acontecería um erro notório, mentras que no outro caso, quando âmbos olhos están afundados ou som saltóns, non há erro algúm. Com a situaçón tem que ver também a maior ou menor aproximaçón dos párpados, ou a sua abertura. Se vês unha lâmpada com os olhos meio pechados, aparecerám muitos raios que se dirixem para eles e que se movem segundo o movimento dos párpados; se os abres de todo, detenhem-se e non som tán longos. Basten estes casos como exemplos; a partir deles poderás barruntar e comprobar outros muitos. As côres varíam ao câmbio de posiçón do olho, non menos que ao mudar de posiçón a cousa que se vai ver o o seu meio; mas isto xá foi dito. Talvez tu non dás ningunha importância a tudo isto e pensas que non pode impedir a ciência. Mas a realidade resulta ser outra. Isto, em efeito, é o que movéu a aqueles a duvidar de tudo quanto se mostra aos sentidos e a acreditar que as côres non están nas cousas mesmas, senón que é a luz que as cría e as modifica. De tudo isto xá falámos noutra parte, como verás, mas vamos ao essêncial.
A História de Milano, estívo sempre marcada por contínuos atropelos e desastres, dos quais logrou escapar relativamente através dos longos tempos. No século IV, quando é convertída na capital do Império Romano de Occidente, e sai o Édito de Milán, que permíte aos cristáns a liberdade de culto. Eram tempos do grande conde suevo Racimero, cuxo nome non romanizado, parece ser que era Richimer ou algo parecído. Home importânte, que dominou o Império ó seu antoxo, sacando e metendo imperadores segundo as circunstâncias, durante os últimos anos do Império Romano de Occidente (conforme nos conta o historiador Gibbon). Logo os longobardos, o mesmo Carlomagno e o imperador Otón I , quem estaba convencído de que se lográva dominá-la, se faría com o resto da península Itálica. Em 1162, trás o passo de Federico “Barbarroxa”, xá ninguém acreditaba que a cidade tivésse futuro. ¿Que quedaba desse passado remoto? ¡Muito pouco! Algúns restos da muralha em pé, escassos edifícios enteiros, um par de portas monumentais, dezasseis columnas romanas. Os Visconti forom os primeiros grandes senhores de Milán, e ainda se podem ver recordos do seu tempo no Castelo dos Sforza. O século XV, foi dominádo pelos Sforza, que com figuras ilustres como Leonardo ou Bramante, a convertírom num dos grandes centros artísticos do Resurximento.
Trás um breve período de domínio francês, chegarom os espanhois, os quais dominárom durante mais de cento setenta anos. E proclamarom o sistema do virreinato, baixo o qual gobernárom o Milanessado. Désta época, conserva o “meneghino” (dialecto milanês) bastântes palabras espanholas como, “cica” (chica), “larga”, “scior” (señor), “tomates”, “safran” (azafrán)… No século XVIII, a cidade continua dominada por forças estranxeiras, neste caso polos austríacos, que a transformam nunha das grandes capitais europeias, com um severo estilo neo-clássico preponderante. Entre 1797 e 1814, Napoleón será o dono da terra, deixando um sabor agri-doce entre os milaneses. A brevíssima República Cisalpina, foi a primeira experiência de independência, durante muitos séculos de dominaçón alheia. Quedarom desta era, monumentos e estátuas, mas o destino de Milano como centro indiscutíbel do norte de Itália, era xá imparábel. A última das barbáries, foi a Segunda Guerra Mundial, quando as tropas aliádas acabárom com grande parte do casco urbano.
A cidade com as suas néboas, é unha ponte entre Itália e Europa. Um lugar, onde se cruzam muitos caminhos. Austera e austríaca. Com as ruas de pedernal e os céus cinzentos. O Duomo ou a galería Vittorio Emanuelle, o Barrio de Brera e sobre tudo “La Scala”, templo da lírica mundial.
Os “naviglios”, som lugares suxestivos, com mercados, abundantes cafés e restaurantes populares. ¡¡Saúde!!
O arcebispo de Paris nega-se totalmente a autorizar um funeral relixioso e é preciso recorrer a unha estrataxema para sepultá-lo na Abadia de Sellières, perto de Troyes. Também non se oficiam as exéquias fúnebres que lhe correspondem como membro da Academia, porque os franciscanos recusam fazê-lo e o rei se abstém de intervir. Por outro lado, o bispo de Genebra impede igualmente a realizaçón de qualquer acto em Ferney. Por isso, só se celebra unha missa em Berlim, apoiada por Frederico II da Prússia, e outra cerimónia promovida por D’Alembert na Loxa das Nove Irmáns. Quando, xá em ruínas, a Abadia de Sellières ía ser vendida, procedeu-se em 1791 à trasladaçón do seu sarcófago para o Panteón. A onze de Xulho de 1791, um cofre de ouro continha os setenta volûmes das obras escritas polo herói do dia. O túmulo era conduzido por doze caválos e continha um sumptuoso sarcófago. Unha inscripçón dizia: “Vingou Calas. Poeta, filósofo e historiador que nos preparou para sermos libres”. Esse cortexo fúnebre passou diante das Tulherias. O que pensariam entón Luís XVI e Maria Antonieta ali encerrados? Essa pompa e circunstância implicavam também o funeral do seu mundo, daquele Antigo Rexime no qual, diga-se de passaxem, o nosso protagonista se sentiu à vontade. A igrexa de Saint-Geneviève, rebautizada como Panteón, acolheu os seus restos mortais nunha das primeiras grandes festas cívicas da Revoluçón Francesa. Que durante sessenta anos foi chamada de “Voltaire”.
Unha vez ía un rei paseando polo seu reinado e pasou por diante da casa onde vivía Santa Dora con dúas irmás máis, que estaban todas tres nun corredor para velo pasar. A máis vella díxolle que se a collía por muller habíalle facer un vestido sen costura ningunha. A do medio díxolle que se a quería a ela, que lle faría unha camisa sen puntada ningunha. Pero el seguía sen facerlles caso. Só llo fixo a Santa Dora cando lle dixo que, se casaba com ela, habíalle dar dous fillos, cunha estrela de ouro na fronte cada un. O rei pensou que sería moi bonito ter dous fillos coas estrelas de ouro, e foi e pediulle palabra de casamento. Casaron con moito rumbo e despois levou para o seu palacio ás tres irmás e, ao pouco tempo de que casara, tivo que marchar para moi lonxe, á defensa. Como Santa Dora dixera, deu a luz e trouxo un meniño e unha meniña, cada un cunha estrela de ouro na fronte, pero como as irmás lle tiñan moita envexa, colleron as criaturas, atáronlles uns tirelos na fronte para tapar as estrelas, e botáronas río abaixo metidas nun caixón, facéndolle ver ao rei que truxera dous gatos negros. O rei, cando recibiu a carta das cuñadas, entráronlle ganas de matar á muller, pero pensou que a morte era pouco castigo e mandouna emparedar para que morrese de fame. Pero non morreu, porque a Virxe botáballe pan e auga para que vivise. O caixón que levaba os meniños marchou polo río abaixo ata que quedou atrancado na cal dun muíño, facéndoo parar. O muiñeiro saíu afora para ver o que pasaba e, ao ver aquel caixón, pensou que iría cheo de diñeiro e sacouno correndo. Chamou pola muller para que lle axudase a abrilo e atopáronse cos dous meniños. Quedaron un pouco un mirando para o outro sen saberen que ían facer deles, porque eran pobres e xa tiñan un fillo, pero por últimas acordaron quedarse con eles. O muiñeiro non se marrou cando creu que o caixón ía cheo de diñeiro pois, dende que tivo os meniños na casa, cada día lle marchaban máis dereitas as cousas e estaba en camiño de se poñer rico. Os meniños espoliñaban moito e eran moi listos. Mandáronos á escola na compaña do fillo e eles eran tan listos que ao pouco tempo, xa o mestre non tiña que lles ensinar. Pero o fillo do muiñeiro era tan burro que non aprendía nada, e por eso tiñalles moita rabia aos outros e sempre lles andaba chamando lomeadas, entre elas “atopados”. Un día os meniños preguntáronlle ao muiñeiro que por que o irmán (eles pensaban que eran irmáns) lles andaba chamando “atopados” sempre. Entón o muiñeiro contoulles todo. Eles, ao saber que o muiñeiro non era seu pai, quixeron marchar polo mundo adiante e, anque o muiñeiro non os quería deixar marchar, eles teimaron tanto que non tiveron máis remedio ca deixalos ir, pero antes déronlles comida para o camiño e sete pesos, pois eles non quixeron máis cartos. Botaron a andar polo mundo adiante ata que chegaron a un lugar onde atoparon un home morto na rúa, e preguntaron por que non o enterraban. Respondéronlles que era porque non deixara nada cando morrera e ningúen lle quería pagar o enterro. Preguntaron canto custaba enterralo e dixéronlles que sete pesos e, como os tiñan, pagáronlle o enterro e seguiron o seu camiño. Chegaron cerca do palácio do rei e fixeron alí unha horta que era un xardín precioso, con tantas flores e tantas plantas que admiraba a toda a xente. Todo o mundo se preguntaba de onde virían aqueles rapaces e todos lles ían ver a horta, polas maravillas que tiña. E tanto falaron da horta, que tamén as tías dos rapaces foron vela. En canto chegaron xa coñeceron aos sobriños, e quedaron coma se viran visións, pois elas pensaban que afogaran. Coñecéronos porque os tirelos que lles ataran á cabeza inda os traían e ningúen fora capaz de desatárlellos. Volveron para o palacio e empezaron a pensar no que faría o rei se chegaba a ir ver a horta dos rapaces e os coñecía. E, como os rapaces tiñan cada vez máis fama de sabidos, procuraban non deixar nunca ao rei só, para estorbar que ningúen llo dixese. E, por últimas, foron falar cunha bruxa para que lles dixese como habían de facer para botalos de alí. Respondeulles que, se lle pagaban ben, xa ela se encargaría de quitarlles o estorbo de diante. A bruxa emprincipiou a ir pola horta todos os días, alaudoulles as cousas que tiñan nela e díxolles que aínda lles faltaba unha cousa. -¿E logo que é? -Unha música harmoniosa. -¿Onde a hai? -No castelo de Irás e Non Volverás. Os dous irmáns estiveron falando de ir buscar a música, e acordaron de que marchase el buscala, deixando de consigna un pan que se había volver en sangue se lle pasaba algunha cousa mala. Marchou el buscar o castelo e, no camiño, saíulle a figura do home que mandaran enterrar, que lle dixo: -Mira, no castelo haberá tres músicas: unha que toca moi ben, outra toca medianamente namais e outra dun tocar moi tristeiro, que non ha gustar oíla. Ti colle a do tocar tristeiro, pois se colles a que toca mellor, ¡cérranse as portas do castelo e quedas pechado dentro! O rapaz foi ao castelo, viu as tres músicas e fixo caso do que lle dixera o home, collendo a música do tocar máis tristeiro e, cando chegou á horta toda a xente quedaba admirada polo ben que tocaba. A bruxa quedou levada do demo cando viu que o rapaz non quedara preso no castelo, pero púxolle moi boa cara e díxolle: -¿Ti viches que música máis bonita? Pois inda faltan máis cousas neste xardín. -E logo, ¿que falta? -Unha fonte preciosa. -¿Onde a hai? -No castelo de Irás e Non Volverás. -Pois vou buscala. No camiño encontrou o home da outra vez, que lle dixo: -Encontrarás tres fontes dentro do castelo: unha que bota auga moi clara, outra que a bota algo alodada e outra que a bota alodada de feito. Ti colle a auga da fonte que a bota mais alodada, ¡senón cérranse as portas do castelo e quedas preso nel! O rapaz volveu facer caso do home e colleu a auga da fonte máis alodada, pero cando a puxo na horta formouse unha fonte preciosa que era a admiraçón de cantos ían vela. Cando a bruxa volveu por alí e viu que o rapaz outra vez en salvo non sabía que pensar. Púxolle moi boa cara, coma sempre, e díxolle: -Mirade inda falta outra cousa para estar o xardín completo. -¿Que falta? -É o paxaro que o fala todo. -¿E onde está? -Está no mesmo castelo de Irás e Non Volverás. Volveu o rapaz ao castelo de Irás e Non Volverás e, no camiño, saíulle o home das outras veces, que lle dixo. -No castelo de Irás e Non Volverás haberá tres paxaros, um moi falador, outro que fala algo e outro que parece que está malo, co bico metido debaixo dunha ala, moi morriñoso. Ti colle o paxaro morriñoso, pois xa sabes que se colles un dos outros, as portas cérranse e alí quedas para sempre! Pero o rapaz non seguíu o consello do home, porque tivo medo de que o paxaro morriñoso lle morrese no camiño, de tan malo como parecía que estaba, de maneira que colleu o que máis falaba. Pero inda non lle tocou cando caíu coma morto e cerráronse as portas do castelo. A irmá, que non facía máis ca estar mirando sempre para o pan, observou que se volvía en sangue e comprendeu que algunha cousa mala lle estaba pasando ao seu irmán e, a escape, marchou alá, a ver se o podía axudar. No camiño presentóuselle o home que lle tiña saído ao seu irmán e díxolle: -Eu son aquel home que mandastes enterrar, que vos quedei moi agradecido. A teu irmán díxenlle o que tiña que facer para que non lle pasase nada e, como foi mal mandado, por eso quedou preso no castelo. Ti non te apures, que todo se ha de arranxar se fas caso de min. Mira, cando chegues ao castelo has ver tres paxaros, un moi falador, outro que fala algo e outro que ten o bico metido debaixo dunha ala, coma se estivera malo. Ti colle este último, ¡pero escoita ben como has facer! Alí haberá tres homes coma mortos, dous á entrada e outro un pouco máis atrás, ese é teu irmán… Colles auga da fonte máis alodada que alí vexas, bótaslle man ao paxaro, salpícaslle unhas pingadas na cara a teu irmán que ha de volver en si e escapades axiña porque se han cerrar as portas do castelo. Fixo ela todo canto aquel home lle mandou e, inda así houberon quedar presos pois cerráronse as portas cando ían saíndo, e inda lle colleron a levita ao irmán, pero ela cortoulla cunhas tesoiras que levaba e escaparon. O paxaro que levaron era a maior marabilla do mundo, pois non había cousa que el non falase, e tiña resposta para todo o que se lle preguntase. Tanto e tanto se falou da marabilla do paxaro e das demais que había na horta, que chegou aos oídos do rei, que tamén quixo ir ver. Andou mirando todo e, cando chegou diante do paxaro, este non quixo falar máis e meteu a cabeza debaixo dunha ala. Entón preguntoulle o rei por que facía aquelo e respondeulle o paxaro: -¡É porque ti vives enganado, e estás facéndolle unha insustiza á túa muller…! E foille contado todo o que pasara, e díxolle que para facer xustiza que tiña que queimar as prendas que mais quería. Quíxolle desatar as cintas aos fillos para ver se fiñan as estrelas pero non foi capaz. Entón o paxaro díxolle que fora buscar a raíña, pois era a única persoa que o podía facer. -Si -respondeu o rei -. ¡A pobre estará en cinzas! -¡Non! -respondeu o paxaro- A raíña é santa e está viva. O rei, ao oír aquelo, púxose louco de contento e mandou a escape por ela e desatoulles os tirelos aos filhos, que facían dez anos aquel día. A raíña quería que o rei lles perdoase ás irmás, xa que tanto lles quería, pero el respondeulle que todos os castigos eran pequenos para o que fixeran, e mandounas queimar tal como lle dixera o paxaro.
HARGUINDEY, H. E BARRIO, M., 1999 (4ª ED.): ANTOLOXÍA DO CONTO POPULAR GALEGO, ED. GALAXIA, VIGO.
GALICIA PARA SOÑAR (GALICIA DE CONTO) HÉRCULES DE EDICIONES.