CREACIONISMO. Movimento vanguardista que apareceu em 1916 quase simultâneamente em França (Reverdy) e no mundo hispâno (Huidobro). O manifesto creacionista pode-se resumir nos seguintes versos do chileno: “¿Por qué cantáis la rosa, oh poetas? / ¡Hacedla florecer en el poema! / El poeta es un pequeño dios”. Depois de Huidobro, outros poetas creacionistas som Gerardo Diego e Juan Larrea. A sua intençón, segundo Huidobro, era escreber o poema como quem cria unha realidade cósmica que o artista adxunta à natureza e que debe albergar, como todas as demais cousas, mais forças que as centrífugas e as centríptas. As principais consequências do movimento forom a renovaçón da linguáxe poética e o seu enriquecimento a través de novas asociaçóns de imáxes e novas metáforas, nas que o poéta renunciába a refléxar a simples realidade para criar outra mais complexa e mais rica.
COVARRUBIAS (H)OROZCO, Sebastián de (Toledo, 1539-1613). Canónigo de Cuenca e lexicólogo. Filho de Sebastián de Horozco, quem recopilou infinidade de proverbios. O seu irmán foi Juan de Horozco y Covarrubias, autor de libros relixiosos. Escrebeu o “Tesoro de la lengua castellana o española” (1611), que é, xunto com o de Nebrija, o diccionário espanhol mais importânte até à apariçón do “Diccionario de autoridades” publicado pola Real Academia entre 1726 e 1739. Foi reeditado, revisado e completado por fray Benito Remigio Noydens em 1674. Covarrubias prometeu um “Suplemento al Tesoro” que nunca chegou a publicar-se. Tem a grande virtude de saber sacar todo o proveito possíbel ao material de que dispunha, que era imenso, ainda que lhe falta a sobriedade de Nebrija e a precisón do de Autoridades. Foi reeditado em 1944. Covarrubias escrebeu também unha colecçón de “Emblemas morales” (1610; 1973) muito diferênte à publicada polo seu irmán Juan em 1589.
COTARELO Y MORI, Emilio (Vega de Ribadeo, 1857-1936). Erudicto asturiano. Foi discípulo de Marcelino Menéndez y Pelayo e continuou as ediçóns e comentários de este à obra de Lope de Vega. Muitas colaboraçóns suas aparecerom no “Boletín de la Real Academia”, da qual foi membro desde 1898. Em parte a sua eleiçón debeu-se ao excelente estudo “Iriarte y su época” (1897). Dos seus melhores trabalhos citaremos “El conde de Villamediana” (1886). “Tirso de Molina” (1893), “Vida y obras de don Enrique de Villena” (1896), “Don Ramón de la Cruz” (1899), “Juan del Encina y los orígenes del teatro español” (1901), “Lope de Rueda y el teatro español” (1901), “Bibliografía de las controversias sobre la licitud del teatro en España” (1904), “Francisco de Rojas Zorrilla” (1911), a fundamental “Colección de entremeses, loas, bailes…” (1911), “Luis Vélez de Guevara” (1916-1917) e “Pedro Calderón de la Barca” (1924).
COTA, Rodrigo de (m. depois de 1504). Poeta probabelmente nascido em Toledo. Foi xudéu converso e durante algúm tempo foi-lhe atribuído o primeiro acto de “La Celestina” e as “Coplas del provincial”, assim como “Las Coplas de Mingo Revulgo. Escrebeu o “Epithalamium”, sátira contra o tesoureiro real, que non o tinha convidado à sua boda. É mais conhecido pelo seu “Diálogo entre el Amor y un viejo”, no qual um anciano que xa renunciou aos prazeres do amor é visitado por este, que com fermosas palabras volta a atear as paixóns, e leva-lhe unha doncela ao seu retiro, tán arruinado como a sua vida emocional. Quando o velho finalmente sucumbe à tentaçón, o amor acaba burlándo-se das suas aloucadas pretensóns. O argumento tem um hábil dessarrolho, enrriquecido com multitude de imáxes, mas non entra no xénero de debate porque termina com a victória dunha das partes. O estilo da última parte, fai esquecer o drama narrado. Foi imitado por Juan del Encina em duas ocasións. Foi publicado por primeira vez no “Cancioneiro general de 1511” e foi reeditado em Florencia, 1961, com um “Diálogo entre el Amor, el viejo y la hermosa”, que parece provir do de Cota, e que é de autor desconhecído.
COSTUMBRISMO. Chama-se assím em literatura à atençón especial que se dá ao retracto das costûmes e maneiras de vida que som características de unha rexión ou de um país. A corrente que tende ao “costumbrismo” esteve pressente na literatura espanhola desde o “Siglo de Oro” e ainda antes, por exemplo nos mais antigos entremeses de Cervantes ou nas suas “Novelas ejemplares”. A sua relativa importância cresceu nos séculos XVIII e XIX, sobre tudo com os chamados “cuadros de costûmes” e com os versos recitados no interválo das obras teatrais. Neles, a atmósfera social incrementou a sua importância, antes concedida únicamente ao argumento da obra. A grandes rasgos, pode-se dividir o xénero em duas tendências: “a neutral” ou filosófica e a “satírica” ou política, que podemos exemplificar com “Cartas del pobrecito holgazán” de Sebastián de Miñano (1820). Artígos xornalísticos com um costumbrismo incipiente apareceron no “El Pensador” de Clavigo y Fajardo e outros xornais. A culminaçón do xénero deu-se com “Los españoles pintados por sí mismos” (1850). Os escritores mais representativos do “costumbrismo” forom Fernán Caballero (pseudónimo de Cecilia Böhl de Faber) com os seus “Cuadros de costumbres” (1857) situados em Andalucía; Pedro Antonio de Alarcón em “Cosas que fueron” (1871), também âmbientada na Andalucía e em que demostra unha grande habilidade para resaltar o individual e o característico da España rural; e José María de Pereda, quem nas “Escenas montañesas” (1864) inicia a série de novelas nas que a paisáxe santanderina e o home das serras, serán protagonistas da acçón novelesca. Também costumbristas som Mariano José de Larra, Serafín Estébanez Calderón e Ramón de Mesonero Romanos. O movimento tivo grande importância no desarrolho da novela rural em España e Hispanoamerica.
COSTA Y MARTÍNEZ, Joaquín (Graus, Huesca, 1846-1911). Historiador, erudicto e político reformista. Filho de um campesinho aragonés pobre, mas, um seu tío, reconheceu o seu talento e pagou a sua educaçón. Depois de unha brilhante carreira universitária foi diputado a Cortes, mas nunca conseguíu um lugar. Precursor da xeraçón do 98. Costa propugnou o “regeneracionismo” e a europeizaçón da Espanha. Despreçaba o passado tradicionalista da sua patria, que acreditaba irrelevante na vida moderna. Nas suas “Obras completas” (Huesca, 1911-1924, 21 vols.) , incluie obras tán importântes como “Teoría del hecho jurídico, individual y social” (1880), “La poesía popular: mitología y literatura celtohispana” (1881), “Estudios ibéricos” (1891) e “El colectivismo agrario en España” (1898).
COSTA I LLOBERA, Miguel (Pollença, Mallorca, 1854-1922). Poeta mallorquín, que foi ordenado sacerdote em 1888 e alcanzou o gráu de doutor em teoloxía um ano depois. Com Joan Alcover, foi um dos poetas que practicárom um neoclassicismo cheio de claridade no uso da língua e riqueza formal. Foi nomeádo “mestre en gai saber” polo seu don poético. Combinou as tradiçóns do cristianismo e do paganismo no seu melhor libro, “Horaciones” (1906), no qual utilizou metros latinos. Viaxou por Itália e Europa, enriquecendo desta maneira a temática da sua obra. O seu melhor poema é “El pi de Formentor”. Entre os seus libros destacan “Poesies” (Palma, 1885), “Del ayre i de la terra” (1897), “Líricas” (1899), “Tradicions i fantasies” (Barcelona, 1903), “Poesies” (1907) e “Visiones de Palestina” (1908).
COSSÍO, Manuel Bartolomé (Haro, Logroño, 1858-1935). Educador e crítico literário. Foi discípulo de Giner de los Ríos. Dedicou a sua vida a reformar o sistema educativo espanhol. Durante mais de cinquenta anos foi professor da “Institución Libre de Enseñanza”, da Universidad de Madrid e director do Museo Pedagógico Nacional entre 1883 e 1929. Ademais de propugnar um novo tipo de professor mais receptivo para com a sensibilidade dos alumnos que com o aprendizáxe memorístico, Cossío colaborou na criaçón das “Misiones Pedagógicas” que, em vista do fracasado intento de encher o país de bibliotecas, cumprirom um papel importântíssimo no meio rural. As “Misiones” enviárom professores com pinturas, libros e grabaçóns por todo o país. Escrebeu “De su jornada” (1922) e “El Greco” (1908), um importânte estudo sobre o pintor.
COSSÍO, José María de (Santander, 1893-1977). Crítico literário. Estudou nas universidades de Valladolid e Madrid. As suas obras, nas quais se aprecía a sua “afición” pola tourada, som “Los toros en la poesía española: estudio y antología” (1931, dous volûmes), “Romancero popular de la montaña” (1933), “La obra literaria de Pereda: su historia y crítica” (1934), “Poesía española: notas de asedio” (1936), “Siglo XVII: Espinosa, Góngora, Gracián, Calderón, Polo de Medina, Solís” (1939), “El romanticismo a la vista: tres estudios” (1942), “Los toros” (1943-1961, quatro volûmes), “Fábulas mitológicas de España” (1952), “Cincuenta años de poesía española, 1850-1900” (1960, dous volûmes).
COSANTE (Em realidade cosaute, do françês “coursault”). Cançón cortesán orixinal da França, que deu nome à forma poética na qual muitas cantigas de amigo forom escritas. Consta de unha série de pareados e de um estribilho que se repete depois de cada um. Caracterizam-se pola repetiçón dos versos, polo paralelismo e por frases interconectadas. A matéria da qual tratam resulta frequêntemente lixeira e o tratamento é simples e viváz, como no famoso cosante de Diego Hurtado de Mendoza.
CORTÊS DE TOLOSA, Juan (Madrid. 1590-c. 1643). Novelista. Estudou no coléxio dos xesuitas. Chegou a ser secretário de Felipe III. Escrebeu “Discursos morales de cartas y novelas” (Zaragoza, 1617) e “Lazarillo de Manzanares, con otras cinco novelas” (1620), reeditádo em 1901 e 1970. Como o seu título suxére, trata-se de unha imitaçón do “Lazarillo de Tormes”, mas o autor propuxo-se superar o modelo a través de um argumento mais complexo e unha maior quantidade de personáxes desarrolhadas na obra. Non logrou o seu propósito.
CORTÊS, Hernán (Medellín, 1485-1547). Conquistador de México. Estudou humanidades em Salamanca. Parece ser que modelou o seu estilo literário com a leitura e traducçón de Julio César. Chegou a La Espanhola em 1504. Pasou a Cuba em 1511 e foi comissionado para emprehender a exploraçón do México em 1519. Non obstânte, non tinha autorizaçón de conquista, polo qual se apressurou a fundar a “Villa de Veracruz”. Passou por Tlaxcala e Cholula, engrossando as suas filas com tribus descontentas com os aztecas. Em 1520, chegou a cidade de México, mas tivo que voltar sobre os seus pasos, para fazer frente a Narváez, quem vinha para sacarlhe o mando. Depois de derrotar a este, voltou à cidade de México, onde foi derrotado por sua vez. Buscou refúxio em Tlaxcala e marchou de novo contra a cidade, à qual puxo sítio o vinte de Maio de 1521. As pugnas internas dos caciques, ademais de outras circunstâncias, o convertírom em vencedor. O quinze de Outubro de 1522, recebeu a carta do imperador que o confirmaba como conquistador de México e merecedor, por tanto, de unha série de possessóns, cargos e dinheiro. Depois de unha expediçón por terras de Guatemala e Honduras, iniciáda em 1524, voltou a Espanha em 1528. Em 1530 regressou a México, depois de haber probádo a sua inocência dos cargos de que fora acusado pola Audiência, mas em 1540 voltou a Espanha, onde morreu. Cortês, foi o primeiro cronista da sua façanha, em informes oficiais que envíou ao imperador, para dar-lhe conta dos feitos. Conhecemos cinco destes informes, escritos em epístolas: a primeira está perdida, e foi substituída, nas edicçóns das “Cartas de relación”, por um informe fechado o dez de Xulio de 1519, polo rexente da “Villa Rica de la Vera Cruz”, que conta a chegada dos conquistadores a México e a quantidade de ouro, xóias, prata e pedras preciosas que atoparom. A segunda carta tem data do trinta de Outubro de 1520 e foi publicada por primeira vez em Sevilha em 1522. Conta como Cortês e os seus homes entrarom no interior do país e quais forom as suas principais façanhas. Nesta carta conta-se a derrota espanhola de “La noche triste”, onde mais de quinhentos espanhois forom mortos e várias decenas forom apanhados para ser sacrificados depois aos deuses. A “Carta III” (quinze de Maio de 1522) alberga um subtítulo: “de las cosas sucedidas y muy dignas de admiraçón en la conquista y recuperaçión de … Temixtitán”, y que foi publicada em Sevilla no ano 1523. A quarta Carta (publicada em Toledo, 1525) foi enviada por Cortês o quinze de Outubro de 1524. Nela fala da traiçón de Diego Velázquez, gobernador da ilha de Cuba e seu rival como gobernador de México, xá que Cortês debía ter feito todas as suas conquistas em nome de Velázquez – por ser seu subordinado – e nunca em nome próprio. Pide ao imperador nessa carta que o reconheça como gobernador e capitán xeral de México e solicita mais homes para povoar o país. A quinta Carta (do três de Septembro de 1526) non foi publicada no seu tempo, pois até ao século XIX non se descubríu a sua existência -xunto com a primeira carta- na Biblioteca Imperial de Viena. Nela descrebe a traiçón feita por Cristóbal de Olid, a quem tinha enviado para conquistar o que hoxe é Honduras. Cortês tinha grandes inimigos na corte, que conspirabam contra el, acusando-o de ser o assassino da sua mulher e de Juan de Garay, e de haber ocultado grande parte do botín ao imperador. Foi entón chamado a Espanha, mas, ainda que ganhou o xuízo, non conseguíu ser nomeádo vicerrei de “Nova Espanha”, como había desexádo. O seu estilo literário resulta claro e a miúdo lacónico. Destaca como narrador, nos quadros que descrébem o novo mundo que se mostra ante os seus olhos. O entusiasmo pode ser rectórico, para enaltecer a sua conquista, mas, em parte debeu ser autêntico, pois transmíte-nos o seu asombro com grande vitalidade. As suas “Cartas de relación”, forom muito populares na Europa. Pouco depois da sua publicaçón em castelán forom vertídas para latim e para italiano. Lorenzana as publicou em México no século XVIII e entón traducidas para françês. A colecçón completa foi publicada por primeira vez em Madrid no ano 1852. E reeditadas em 1960.
CORTÊS, Alfonso (León, 1883). Poeta nicaragüense que vivíu mais de vinticinco anos na casa onde Rubén Darío passou a sua xuventude. Em 1927 foi declarado louco. O seu pai e as suas irmáns, reunirom os poemas que compuxo durante a sua xuventude e a madurés, tanto em períodos de lucidés como de loucura. Assim forom publicadas “Poesías” (1931; 1937), “Tardes de oro” (1934) e “Poemas eleusinos” (1935). Simbolista em poemas como “El barco pensativo” e místico em “La canción del espacio”, foi comparado com San Juan de la Cruz em “Nueva poesía nicaragüense” de Ernesto Cardenal (Madrid, 1949).
CORTÁZAR, Julio (Bruselas, 1916 -París, 1984). Filho de pais arxentinos. Contista, novelista e crítico literário. Pasou os seus primeiros anos na Bélxica. Regressou à Arxentina e voltou a expatriar-se em 1951. Desde entón viveu em París. Viaxou por Estados Unidos e por Hispanoamerica e Europa. Durante cinco anos foi mêstre em Buenos Aires. Afirmou que o “Opium” de Jean Cocteau despertou nele a vocaçón de escritor. Recebeu influênças de Julio Verne, Borges e Roberto Arlt. Baixo o pseudónimo de “Julio Denis” publicou o seu primeiro libro, “Presencia” (1938). “Los reyes” (1949), é um poema em prossa que recreia a lenda de Teseo. Os seus primeiros contos apareceron em “Bestiario” (1951), onde resulta evidente que para Cortázar, o mesmo que para Alfred Jarry, a natureza verdadeira da realidade non está nas suas leis, senón nas excepçóns a essas leis. O seu mundo compêndia terrores, fóbias e fantasias que se concretizam em formas animais. “Final del juego” (México, 1956; Buenos Aires, 1964) mostra a mesma preocupaçón por esse mundo do fantástico. Em “Las armas secretas” (1959) Cortázar expressou o seu interesse pola deshumanizaçón do home e pola sua angustia. “Historias de cronopios y famas” (1962) léva a Alice, a do país das maravilhas, a unha Arxentina de ciência ficçón no qual as “famas” som as personáxes convencionais, os “cronopios” som verdes e brilhantes elementos de alegría de viver e as “esperanzas” som extraordinarios microbios. A fantasía do autor converte-se em poesía e no manexo do elemento inesperado num mundo que accidental ou deliberadamente se deshumanizou. “Todos los fuegos el fuego” (1966) mostra a contínua rebeldía do autor frente à clásse média e seus valores. As suas novelas causárom ainda mais admiraçón que os seus contos, aos que el classificou de “literatura de evasión”. “Los premios” (1960) resulta unha parábola da vida moderna a través dunha viáxe em barco, ganha nunha lotaría. “Rayuela” (1963), com influênça de Marechal no planteamento, invita ao leitor a unha ordenaçón diferênte em cada leitura. O capítulo 62 consiste nunha obra que se publicou também por separado: 62, “modelo para armar” (1968). Escrebeu também dous libros que xogam com as palabras e que dentro da sua fragmentada estructura reflexam a existência do home e do mundo no qual vive: “La vuelta al día en ochenta mundos” (México, 1968), e “Último round” (México, 1969). Também escrebeu “El perseguidor y otros relatos” (1967), “Viaje alrededor de una mesa” (1970), “Pameos y meopas” (Barcelona, 1971), “Prosa del observatorio” (Barcelona, 1972), “Libro de Manuel” (1973), “La casilla de los Morelli y otros cuentos” (Barcelona, 1973), “Alguien que anda por ahí” (1977), “Un tal Lucas” (1979), “Queremos tanto a Glenda” (1981) e “Deshoras” (1983). Em colaboraçón com Mario Vargas Llosa e Oscar Collazos escrebeu “Literatura en la revolución y revolución en la literatura (México, 1970). A sua influênça dentro da literatura Hispanoamericana foi muito âmpla.
CORREA, Miguel Ángel (Rosario, 1881-1942). Novelista, poeta e dramaturgo arxentino, que utilizou com frequência o pseudónimo “Mateo Booz”. Foi xornalista, mas logo acadou renome literário com as novelas curtas: “El agua de la cisterna” (1919) e “La reparación” (1920). Pouco depois começou a publicar várias novelas de mais envergadura, baixo unha temática social e política: “La tierra del aire y del sol” (1926), sobre as dificuldades passadas polos desherdados; “La vuelta de Zamba” (1927); “El tropel” (1932), novela histórica situada no longo mandato de Rosas; “La mariposa quemada” (1932); “Aleluyas del brigadier” (1936), vida fictícia de Estanislao López de la Fe; “La ciudad cambió de voz” (1938), na qual mostra o crescimento de Rosario desde 1870 a través da vida de unha família espanhola inmigrada; “Santa fe, mi país” (1934) é unha popular colecçón de contos que desarrolha antigas lendas e mostra superstiçóns arraigadas entre a poboaçón. Unha obra cheia de ternura e de sarcasmo.