CORREA, Julio (1900-1953). Poeta e autor teatral paraguayo, colaborador da revista “Juventud”. Foi um dos fundadores do teatro guaraní, ao qual aportou obras com temas da “guerra del Chaco”. Criou personáxes do povo: soldados, campesinas, etc… Os seus primeiros poemas forom publicados dentro do libro “Cuerpo y alma” (Buenos Aires, 1943). Opuxo-se ao conceito da arte pola arte e abogou pola rebeldía dentro da literatura. Tivo bastânte influênça no teatro do seu país, ao insistir na inclusón de personáxes populares nas obras teatrais e ao conferir-lhes a estas unha maior importância como factores de câmbio, sobre tudo em épocas de guerra. Entre as suas obras teatrais podemos citar: “Sandía Ybyguy”, “Guerra ayá”, “Terejó yeby frente”, “Peicha guarante” e “Pleito riré”.
CORRAL, Pedro del (fl. 1440). Novelista espanhol autor da “Crónica sarracina”, chamada também “Crónica del rey don Rodrigo con la destrucción de España” (Sevilla, 1499), escrita por volta de 1443. Corral partíu sem dúvida das semihistóricas “crónicas de Ghazi”, da “Crónica general” e da “Crónica troyana”, mas depois renunciou aos feitos históricos para inventar-se três “autoridades”: Eleastras, Alanzuri e Carestas. Pérez de Guzmán, no seu libro “Generaciones y semblanzas”, despreça profundamente as mentiras do presuntuoso Corral. O seu libro no é, por tanto, unha crónica, ainda que foi chamada por Ausiàs March e outros, senón que resulta mais bem um libro de cabalaría. O seu valor literário é escaso, mas tem importância por ser unha das fontes mais antigas dos românces do rei Rodrigo; também inspirou “La jura de Santa Gadea” de Hartzenbuch e “La leyenda del Cid” de Zorrilla.
CORONEL UTRECHO, José (Granada, 1906). Crítico e poeta nicaragüense. Estudou nos Estados Unidos e publicou um útil “Panorama y antología de la nueva poesía norteamericana”, dada a conhecer fora de Nicaragua. Regresou ao seu país em 1925 e formou parte da vaguarda que editaba a revista “Semana” (1926), na qual se expresabam as novas voces tinxídas de “surrealismo” ou de “ultraísmo”. Poeta esperimental, durante alguns anos escrebeu poesía tradicional (1939-1941), mas logo voltou ao “hermetismo”, no qual se encontra mais à vontade. Os seus poemas, aparecem frequentemente em revistas e suplementos culturais, som quase sempre irónicos, cerebrais e esotéricos. A sua obra influíu intensamente nas novas xeraçóns de poetas como Ernesto Cardenal ou Ernesto Mejía Sánchez.
CORONADO, Carolina (Almendralejo, Badajoz, 1823-1911). Poeta e novelista. Casou com o diplomático norteamericano J. H. Parry. Aproveitando-se da inmunidade diplomática deu asilo a varios liberais espanhois, depois do fracasso da revolucçón de 1866. A sua poesía leva o amor humano a níveis quase de experiência mística. Acadou grande aceitaçón como poeta desde o seu primeiro volûme de versos, publicados em 1843. A sua obra antecede a de Bécquer. A segunda ediçón das suas “Poesías” (1852) leva um prefácio de J. E. Hartzenbuch. Reeditadas várias vezes. Menos afortunadas forom as suas novelas, que tivérom menor reconhecimento: “Paquita. Adoración” (San Fernando, 1850), “Jarilla” (1851), “La Sigea” (1854, dous volûmes) e “La rueda de la desgracia”. “Manuscrito de un conde” (1873). Entre as suas peças teatrais, hoxe esquecidas, podemos citar as de corte histórico “Alfonso IV de León”, “Petrarca” e “El divino Figueroa”, entre outras.
No relatório de 2021 do Painel Intergovernamental sobre as Alteraçóns Climáticas (PIAC), um grupo de 234 cientistas, oriundos de 66 países, concluiu “ser inequívoco que a influênça da espécie humana tem provocado o aquecimento da atmosfera, dos oceanos e dos solos. Têm acontecído alteraçóns xeneralizadas, e a um ritmo acelerado, na atmosfera, nos oceanos e na biosfera”. As emissóns de gases com efeito de estufa – entre os quais o dióxido de carbono, o metano, o óxido nitroso e os gases fluorados – resultantes das actividades humanas aumentaram para concentraçóns atmosféricas sem precedentes em milhóns de anos, desde unha época em que o Polo Sul ficou revestido de árbores e o nível do mar subíu vinte metros. De acordo com unha estimativa do PIAC, no início de 2020, com um orçamento de carbono de 400 xigatoneladas, a probabilidade de limitarmos o aquecimento a 1,5 ºC sería de 67%. À taxa actual de emissóns, esgotaremos este orçamento de carbono antes de 2030. Em 2015, quase todos os países do mundo – um total de 195 – assinaram o Acordo de París, cuxo obxectivo era limitar o aquecimento global a um nível bastante inferior a 2ºC, idealmente abaixo de 1,5ºC, em comparaçón com os níveis pré-industriais. O mundo non está no caminho certo para atinxir estes obxectivos. Existe unha enorme disparidade entre as promessas feitas polos governos e as medidas tomádas. Grande parte das emissóns – como as provenientes do transporte terrestre e marítimo internacional, bem como muitas das associadas às Forças Armadas – non está a ser rexistada nem contabilizada.
Cinco som os meios internos que enumeram os filósofos: vista, tacto, gosto, ouvido e cheiro. As esências de todos eles som diferêntes e, em consequência, também resultan diferêntes as cousas que se percebem por eles, ainda que há algunhas comúns; mencionadas anteriormente: tamanho, número, figura, etc… Os olhos vem unha só palmada; os ouvidos captam o impacto como duplo. Se os olhos non o houberam visto, sem dúvida pensarías que se trata de dous impactos. Fai o cego: vou dar duas palmadas, ou mais bem vou dar unha e outro vai dar outra lonxe de mim, imediatamente depois da minha, como se o outro fosse um eco. Instruído por alguém, no caso de que nunca tivéras vista, dirás que foi um eco; mas é falso. Incluso ainda que vexas: mando a outro que dé unha palmada, a escondidas, detrás de mím. Dirás que foi um eco; pois non foi. Quando galopa um cabalo, com muita frequência o ouvido acredita que som dous. Ou, se som dous, mas caminham ao mesmo passo, parece que é um só; também acredita a vista se os vê desde lonxe. Quando som muitas as cousas que se movem, âmbos os sentidos se enganam ainda mais. Tratándo-se do tamanho, acontece outro tanto: o que para a vista é pequeno, para o ouvido é grande, e ao revés. Com respeito à figura, o olho engana-se muito mais que o tacto, da mesma maneira que este se engana menos que aquel no referente ao tamanho. Às vezes, o que está perto parece muito lonxe à vista e ao ouvido, sobre tudo a este; em outros casos, é ao contrário. Non menos se engana o tacto em quanto à distância: se lhe presentamos, ainda que sexa de lonxe, algo grande e quente, xulga-o non obstânte cercano, a causa da grande impressón. Também com enorme frequência se engana o cheiro. ¿Para que dizer mais?: nada mais perto que os sentidos, nada mais enganoso que eles. ¿De qual te podes fiar? ¿Do ouvido? ¿Da vista? Em bom aperto te meto!
“Al Bunduquia”, para os amigos, unha cidade ancorada no meio dunha lagôa. O meu pai, non gostou, decía que cheiraba mal, mas, penso que o que o asustou verdadeiramente, foi a enorme aglomeraçón de xentes. Venetia, foi unha rexión administractiva do Império Romano, no ano 828 os piratas, tinham “traído” desde Alexandría o corpo de San Marcos o evanxelista. Durante séculos Venécia foi unha potência colonial, detentora de grande poder, como interlocutora previlexiáda de Bizâncio, da qual quería independizar-se. A influência oriental, os vínculos com Bizâncio eram muito fortes, e deixarom unha intensa marca, tanto no coraçón como na arquitectura. As Ilhas Rialtinas e Rivoaltus (Rialto), convertíron-se nunha grande potência económica e política, que chegou a dominar grande parte do Mediterrâneo. Chama à atençón, a sua grande beleza arquitectônica, comtempláda desde as gôndolas, San Marcos ou a Ponte de Rialto. Verdadeiramente impressionantes os centos de palácios e casonas que bordeiam os canais. Unha cidade singular, canais, palácios e igrexas, adoptáda de maneiras peculiáres em todos os estilos, teve talvés o seu apoxêo durante o século XVIII. A humidade o home e o tempo, fixérom estrágos abultádos. Actualmente, só resídem nela permanentemente, unhas setenta mil pessoas, mas muitos centos de milhares a inundam cada día, necessários para activar esta máquina de fazer dinheiro. Foi também a cidade de Marco Polo e a de Casanova, que frequentába o Florián e as masmorras do Palácio Ducal, através da Ponte dos Suspiros. Mostra os seus peitos xenerosos durante o “Carnaval” libertino de máscaras, que aínda teima em perdurar. Em 1797, após o seu último e grandioso canto do cisne, foi o último que se celebrou nunha Venécia dona de si mesma, libre de interferências extranxeiras. Os venecianos, celebrárom com o “Carnaval” a chegada de Napoleón, que os “recompensou”, aniquilando para sempre, qualquer atísbo de independência. Logo chegarom os austríacos, e mais tarde passou a formar parte do reino da Itália, criádo polos Saboya. Venécia, parasitária, provinciána, sublimemênte decadente. Venécia era o artificial vivente, convertido no natural, era a fruto maduro da árbore da intelixência humana. Venécia será o explendor e a calamidade da morte. A maleita torna-se metáfora da artificiosa beleza da maquilháxe, que alberga o nosso destino e o da civilizaçón que forxámos. A “Sereníssima” transformada num campo de batalha para turistas. ¿¿Onde se víu, labirinto tán cheio de xentes, que nunca perdem o caminho??
Definitivamente, había unha doutrina oficial e pública, acessíbel a todos, e outra autêntica e oculta, cuxas mensaxens e símbolos eram transmitidos apenas entre alguns escolhidos. No caso do cristianismo, por exemplo, o gnosticismo cristán sustentaba que Xesus tinha explicado apenas aos evanxelistas o autêntico significado das suas parábolas, significado que estes tinham mantido oculto aos demais, transmitindo-o de forma exclusivamente oral de pais para filhos. Unha verdade, portanto, que ia para lá do que podia ser entendido, de forma explícita, nos Evanxelhos (para uso do público em xeral). A relixión autêntica consistia, assim, em acceder a esse conhecimento oculto e reservado. Este saber esotérico constituía unha espécie de “mito total”, em que o iniciado descobría a verdadeira história do cosmos e do homem e o seu significado. Além das diferenças pontuais, as diversas formulaçóns do gnosticismo partilhabam um conxunto de temáticas comuns: a visón da criaçón (o mundo) como producto das forças do mal, o mito da queda da alma, como elemento divino aprisionado num corpo material, a promessa futura da chegada de um redentor e a victória final do Deus transcendental e do princípio do bem. Tratava-se, portanto, de unha concepçón pessimista e com forte coloraçón dualista: por um lado, o fragmento divino (alma) encerrado no corpo, por outro, o mundo criado e o próprio corpo como manifestaçón do mal. Porém, o conhecimento que a verdade gnóstica oferecia non era, simplesmente, um conhecimento intelectual, tinha também unha funçón salvífica. Ao desvelar a história e o sentido da criaçón, o “perfeito” descobria que a sua missón consistia na libertaçón dessa partícula divina através da práctica de um ideal ascético e purificador. Um caminho de perfeiçón que passava, sem dúvida, pola rexeiçón do mundo criado e do corpo e seus prazeres.
¡¡ Chico, Chico, do Caixiné. Quem te víu e quem te vê!! Olhai senhores, para esta Lisboa doutros tempos, ameaçada pola ignorância dos seus e a cobiça de extranhos. O Liberalismo, vai acabar contigo e com todos nós também.
Desta vez, a cousa foi diferênte, pois abandonamos os luxos do bom viver, para cair na vida comúm dos portugueses e dos turistas de pé descalzo.
Procuramos restaurantes populares de tradiçón portuguesa, tendo cuidado de evitar os negócios turísticos e os lugares de inspiraçón oriental.
Non vou dizer, que passámos fáme, porque non sería verdade, mas, quase.
A situaçón é mala, apesar da duplicaçón dos preços, quase non há um lugar decente onde se poida comer bem.
Non vale a pena falar destes restaurantes, nem dar-lhes publicidade, pois a mediocridade resulta xeral e absolucta. Somênte no “Corridinho Zaloio”, alá polas Travesseiras, conseguimos sair satisfeitos.
Aos cinquenta anos da “Revoluçón dos cravos” ou do “quartelázo militar”, que trouxo a “democracia” à Península. E propiciou, a integraçón definitiva das Espanhas baixo a órbita norte-americana, na Comunidade Europeia e na OTAN. Non há um lugar modesto onde se póida comer unha comida boa e saudável.
“¡¡Sabe mais o diábo por velho, que por diábo!!”, e sería ocasión para afirmar: “que o pobo está como o MFA”, isto é, âmbos totalmente desmantelados.
Embora de unha forma non totalmente clara, Hume tem ainda outro argumento reservado contra a credibilidade de qualquer milagre. Que um milagre sexa definido como unha transgressón de unha lei da natureza só pode significar – de acordo com o que se deduz do que estudámos da sua teoria do conhecimento – que é algo que non se axusta à nossa experiência uniforme no passado, estando, portanto, em oposiçón directa com as nossas expectativas sobre o curso da natureza no futuro. Porque, o que é unha lei da natureza senón unha expressón comprehendida do que observámos no passado? Se afirmarmos que “o Sol nasce todos os dias” é unha lei da natureza, que outra cousa queremos dizer que non sexa que o vimos sempre e que esperamos vê-lo amanha, depois de amanhá e assim sucessivamente? Imaxinémos agora que nos dizem que , em determinado dia do passado, o Sol non nasceu e hoube unha escuridón total na Terra durante oito dias, e que a testemunha a favor deste facto é de tal ordem que non podemos rexeitá-la. Estaríamos perante unha intervençón da divindade? Pode ser que sim, evidentemente. Mas também podemos pensar que se debe a algunha causa tán perfeitamente natural como, de momento, desconhecida. Desta forma, consideramos que, para admitir que um acontecimento é xenuinamente milagroso – isto é, que procede da intervençón directa da divindade -, teríamos de saber previamente que non pode ser explicado em funçón das leis da natureza que actualmente conhecemos, nem poderá sê-lo no futuro. E como podemos saber isto? Como poderíamos saber que o “milagre” em questón – é indiferente tratar-se da cura de um cego, da transformaçon da água em vinho, de unha escuridón total ou de outro exemplo qualquer – nunca vai poder ser explicado, nem mesmo após centenas de anos de investigaçón científica, de forma natural? Declarar que non existe unha explicaçón non parece senón unha afirmaçón dogmática que toma como definitivo o nível actual dos nossos conhecimentos sobre a natureza e a sua forma de agir. Sobre o absurdo dessa postura (e sobre as suas desastrosas consequências para o progresso científico) non parece necessário insistir. Aparentemente, quando nos convencemos que um acontecimento extraordinário ocorreu de facto, essa non constitui unha ocasión para proclamar alegremente que nos encontramos perante unha intervençón divina, mas para questionar os nossos conhecimentos científicos estabelecidos e iniciar novas investigaçóns. Apenas podemos concluir, portanto, que nunca poderemos convencer-nos da realidade de um milagre e que, consequentemente, o cristianismo carece de probas da sua verdade. Unha pessoa poderá ser cristán (ou acreditar em qualquer outra relixión revelada) por vários motivos, mas non, obviamente, porque a razón lhe diga que tem de o ser.
Era unha vez un rei e a muller do rei, e tiveron un fillo, e a irmá da muller, que fora asistida no parto, colleu o rapaz e botouno polo río abaixo metido nunha cesta e, no seu canto, levoulle ó rei un gato. Á beira de aquil río, e moito máis abaixo, vivía un senhor, amigo do rei, que viu a cesta co meniño e recolleuna e criou o neno, sin saber quen era. Outro ano volveu ter outro fillo a muller do rei e a irmá tamén o botou polo río abaixo, como fixera co primeiro. E tamén aquil amigo do rei o recolleu, como tiña recollido ó seu irmau. Pra outro ano volveron a ter os reises outro fillo, e a cuñada do rei fixo con il o mesmo que fixera cos irmaus, e tamén iste foi recollido por aquil señor que vivía à beira do río. Entón o rei coidou que a culpa de todo aquelo a tiña a súa muller e mandouna prender, sin se decatar que a que facía o mal era a súa cuñada, que tiña envexa da irmá e quería que o rei a matase pra pórse ela ó seu canto. Pasaron moitos anos e aqueles rapaces medraron e puxéronse moi guapos e, como eram moi bos cazadores, matinaron de sair pra un monte a buscar a Fortuna e cazar un paxaro moi bonito que había alí. Saíu primeiro o máis vello e ó se despedir dos irmaus deixoulles un espello e díxolles: -Si vedes que iste espello, está limpo, é señal de que estou ben, mais si vedes nil un lixo de sangue, é que estou morto. E botou a andar cara ó monte e, indo de camiño, atopou con un home de barbas moi longas, que lle preguntou onde iba, e o cazador díxolle que iba na precura da Fortuna; entón aquil home deulle unha bóla moura e díxolle: -Pois toma esta bóla e bótala a rodar, e vai tras dela, e ten moita conta con us bechos mouros, que che han de saír ó camiño, e han de rubir por ti e mais polo cabalo. Non lles dés tino, pois xa foi pra alá moita xente e ninguén volveu. O cazador deulle as gracias e, botando a rodar a bóla, seguiu tras dela e chegou a un sitio donde principiaron a saír unhos bechos mouros, que deron en rubir polo cabalo e mais por il enriba, e o cazador volveu a cabeza, pra tornalos, i entón quedaron feitos de pedra moura il e mais o cabalo. Un día os irmaus miraron o espello e viron que tiña un lixo de sangue. Entón dixeron: -O noso irmau morreu. E dixo o que era mediano: -Vouno buscar. Antes de se poñer ó camiño deixoulle unha navalliña ó irmau que quedaba e díxolle: -Si ves que está limpa é señal de que estou ben, e si se lixa de sangue, é que morrín. E saíu en precura do irmau, e topou co home das barbas, que lle preguntou onde iba. -Vou buscar a Fortuna e ó meu irmau, díxolle o cazador. -Pois toma esta bóla, contestoulle o vello, e bótala a rodar e vai tras dela, e ten moita conta con us bechos mouros, que che han de saír ó camiño e han de rubir por ti e mais polo cabalo. Non lles des tino, pois xá foi pra alá moita xente e ninguén volveu. O cazador sigueu tras da bóla e chegou a un sitio e principiaron a rubir polo cabalo e por il unhos bechos mouros e volveu a cabeza pra tornalos, e quedaron os dous de pedra moura. O irmau máis pequeno viu que un día aparecía lixada a navalliña e dixo: -Meu irmau morreu, vouno buscar. E saíu polo mesmo camiño que levaran os irmaus e levaba os bolsillos cheos de algodón. Cando chegou onda o home das barbas longas, iste preguntoulle onde iba, e díxolle o cazador máis pequeno: -Vou buscar ós meus irmaus e mais a Fortuna. -Pois toma esta bóla e bótala a rodar e vai tras dela, e ten moita conta con us bechos mouros, que che han de saír ó camiño e han de rubir por ti e máis polo cabalo. Non lles dés tino, pois xa foi pra alá moita xente, e ninguén volveu. Entón o cazador deulle as gracias, colleu a bóla, botouna a rodar, e saíu correndo tras dela, despois de meter algodón nos ouvidos. E como levaba os ouvidos tapados, non se decatou de que lle rubían os bechos mouros e chegou onda a Fortuna, e colleu moito ouro, e o paxaro bonito e desencantou a douscentos homes, que alí estaban dacabalo dos seus cabalos convertidos en pedras mouras. E saíron dalí todos xuntos e, cando chegaron á casa, aquiles cabaleiros déronlle un banquete ó seu salvador, ó que asistiu o rei. No banquete falou o paxaro bonito e contou a historia dos tres irmaus, descobrindo quen eran, e o rei, ó sabelo, abrazounos e levounos pro seu palacio e sacou á muller da cadea onde estaba presa.
GALICIA DE CONTO (HÉRCULES DE EDICIONES). FERNÁNDEZ OXEA, X. R., 1968: Santa Marta de Moreiras, Edicións Castrelos, Vigo.
Recentemente, o filósofo espanhol José Luis Villacañas fez unha observaçón muito oportuna e desanimadora. Na Europa, som os intelectuais da universidade que se ocupam de Gramsci. Nos Estados Unidos, por outro lado, temos desde os anos setenta do século passado um Gramsci em estado práctico financiado polos principais poderes económicos. Som os famosos “think tanks”, “corpos de elite da intelixência social, que están bem identificados e treinados, financiádos e recrutados, pagos e promovidos, porque toda a xente sabe que ganhar a batalha das ideias é vencer a guerra completamente” (Villacañas, “La semântica de la crisis”). Actualmente, o pensamento neoliberal ganhou por completo a batalha pola hexemonia. Mas houbo um tempo em que non era assim, um tempo em que o “Keynesianismo” reinava sobre o sentido comum, nos meios universitários e de comunicaçón. Os “think tanks” que reverterom essa situaçón trabalharam durante décadas, financiados e encoraxados por poderosos interesses. Como é sabido, a crise do Estado Social, iniciada nos anos setenta, permitiu a Ronald Reagan e a Margaret Thatcher decretar que tinha chegado o fim do “Keynesianismo”. O economista Friedrich Hayek, que até esse momento tinha sido considerado um anarcocapitalista marxinal, recebeu o Prémio Nobel da Economia (1974), e os seus discípulos – entre eles Milton Friedman, outro Nobel da Economia (1976) -, os famosos “chicago boys”, iniciarom entón unha verdadeira revoluçón económica que acabaria por impor o modelo neoliberal à escala planetária. Tinha começado aquilo a que o xá citado economista John Kenneth Galbraith chamaria “a revoluçón dos ricos contra os pobres”, unha revoluçón que se mantém em vigor e que non parece haber maneira de terminar. O que agora nos interessa realçar é a grande importância que os intelectuais tiverom em todo este processo. É como se, de facto, se entendesse melhor até que ponto Gramsci tinha razón ao constactar quam a sério as classes dominantes tomárom as lutas ideolóxicas. E essas lutas forom protagonizadas por intelectuais orgânicos que sabiam muito bem que era impossíbel dominar de forma estábel e duradoura sem unha hexemonia cultural capaz de produzir a submissón voluntária da populaçón. Que Gramsci tinha razón podemos confirmá-lo através non só do uso que a esquerda está a fazer da sua obra, mas, sobretudo, pola forma gramsciana como se comportaram os amos do mundo, os poderosos que conseguiram consumar esta revoluçón neoliberal na qual estamos imersos desde os anos oitenta.
Unha Anotaçón: O dia vintiseis de Abril de 1921, fún a Ponte, ao vir de volta por Fontenla, naquel olheiro (presa), que se encontra ao passar as cabadas, vexo vir pola áuga unha cobra pequena frente a mim, com um cagote na boca; eu vinha comendo pán, e ela parou-se mirando cara a mim e eu para ela, por momentos, logo seguíu viáxe. O quatorze de Maio, comprei unha roda de sabugueiro e fún xunto da “Baragera”, falando com ela sobre um sinfím de desatinos, etc… O quinze de Maio, indo eu xunto de Leonor, por um lugar chamado Folgado e no caminho encontrei outra cobra pequena, e deixei-na ir. Ao chegar alá, encontrei-a com o Silva, ela vem comigo e el seguíu-nos os passos, e dixo que me quería dar unha carga de porrada. Escondémo-nos, mudando de sitio. Andando eu assim escondido por muito tempo, até que unha vez me encontrou perto da igrexa, e correu em pós de mim. Nestes intervalos, eu sonhava com muita xente que non conhecía, a qual estaba ou parecía estar acabalo, e eram homes. Sei que Leonor non daba ocasión, às vezes abrazába-se a mim, mas a potência era a que me faltaba. O Domingo três de Xulho de 1921, quedei de ir o dia seis, estabamos acostumados a ir em dias alternativos. Correspondíame ir o dia oito, mas, quedara de ir xunto da Sibila e non aparecim. O dia sete à noite tivem o sonho seguinte: polas quatro horas da noite, passaba eu por um caminho e vim o Silva a um lado, como que saía dunha casa ou de entre unhas casas, eu apurei o passo e saím correndo, ao lonxe mirei para trás e vim a minha tía com um saco ó lombo, o Silva correu para ela para bater-lhe, ráudo eu voltei costas para arrear-nele. Entón, el vem para xunto de mim e sentou-se, e eu berregaba airádo com el, gritába-lhe que fora para xunto dela… que non quería estár agora discutindo sobre esse outro asunto, etc… Voltei a pegar no sono, estaba agora em Troncoso, com unha rapariga que non conhecía, e gozei-a, derramando-se por mim o leite dos amores. Despertei, eram as seis e meia da noite. Desde as três primeiras lutas, que non conseguía o meu intento, e que o oráculo me pedía que a esquecera, que por culpa dela, perdera a fé e a pena me dominaba.
Declínio da publicidade burguesa e erosón da individualidade. O confronto entre o ideal e a realidade da esfera pública burguesa, descripta por Habermas, evidenciou o seu lado obscuro. O relato habermasiano começa a afastar-se da época triunfante da “Öffentlichkeit” e um sinistro panorama começa a ser traçado à medida que nos aproximamos do século XX: “A publicidade parece ir perdendo a força do seu princípio à medida que se vai ampliando como esfera e minando o âmbito privado”. Derrubam-se os significados da autonomia que denotavam domínio e governo de si mesmo, autossuficiência e independência. O mundo burguês inicial sucumbe. O mapa do social sofre unha mudança decisiva: do público e do privado transitamos para o “social” e para o “íntimo”, categorias que correspondem ao diagnóstico da Modernidade que Arendt apresenta em “A Condiçón Humana”. O Estado e a sociedade “interpenetram-se”, a vida privada do burguês que incluía a família e a profissón agora bifurca-se: a família torna-se “íntima”, privatiza-se em extremo, e o âmbito do trabalho fica submetido aos imperativos funcionais das grandes organizaçóns. Face a estas transformaçóns, Habermas atenta nas suas consequências “subxectivas”: xá non se trabalha na esfera privada de outros, agora estabelece-se unha “relaçón de serviço” com unha grande empresa ou com um organismo estatal. O ideal burguês de profissón fende-se. A família, por seu lado, retrocede, perde funçóns que ván sendo assumidas polas instâncias públicas (educaçón e saúde). Fica reduzida a unidade de consumo e a proprietária dos rendimentos do trabalho. A autossuficiência de que o burguês se mostrava tán orgulhoso desaparece: o indivíduo fica entregue às decisóns empresariais, aos vaivéns do mercado laboral e às garantias do Estado social. O tempo que antes se dedicava à literatura e à política investe-se agora em consumo e lazer: “O que hoxe se costuma delimitar como ócio em contraponto com unha esfera profissional autonomizada tende a ocupar o espaço daquela publicidade literária em que, noutros tempos, esteve instalada a subxectividade surxida da esfera íntima da família burguesa”. O confinamento individualista intensifica-se. O público separa-se por completo do privado e perde-se de vista a possibilidade efectiva da participaçón política. Aparecem aquí, em embrión, os temas que conquistarám posteriormente todo o protagonismo em “Problemas de Lexitimaçón do Capitalismo Tardio” (1973). O indivíduo fica sem protecçón, perde a necessária distância e autonomia, por causa da massificaçón. Sem distância non há reflexón e sem reflexón non há autonomia. Ecoam aquí as preocupaçóns dos membros da Escola de Frankfurt: o carácter autoritário, a viraxem do Estado liberal para o totalitário, a estructura desequilibrada da família, o carácter pessoal sadomasoquista facilmente acessíbel à irracionalidade, a atomizaçón na sociedade, as mensaxens fabricadas dos meios de comunicaçón e a cultura de massas. A propaganda suplanta por completo o discurso público argumentativo.
Convocada pola comisión de Defensa do Miño tivo lugar o pasado dia 13 deste mes de maio unha manifestación no rio á que asistiron unhas 1.000 embarcacións dos dous países ribeireños. As lanchas saíron ás 11 da maña do lugar de Forcadela, en Tomiño camiño de Tui, lugar ao que chegaron ás 12,30. Nesta cidade foille entregado ao Comandante de Mariña un escrito de protesta, razonado, que contiña, entre outros, os seguintes pontos: – A protesta polo irregular caudal do rio, debido ás aperturas e peches dos encoros, sobre todo de Frieira, feitas por Unión FENOSA. – A protesta polos danos que as areeiras de aspiración ocasionan na fauna do rio, máis que nada nas angulas (meixóns). – A protesta polo medre da contaminación que vai crescendo nos rios que van morrer ao Miño e que levan resíduos das vilas polas que pasan: Louro, Coura, Tamuxa, Tea, Deva…