DÍAZ DE TOLEDO, Pedro (século XV). Traducíu os Proverbios de Séneca (Zamora, 1482), e editou as glosas dos “Proverbios” escritas polo marqués de Santillana (reed., 1944). É autor também do “Diálogo y razonamiento en la muerte del marqués de Santillana”, editado por Paz y Meliá en “Opúsculos literarios de los siglos XIV a XVI (1892).
DÍAZ DEL CASTILLO, Bernal (Medina del Campo, 1492-Guatemala, 1581). Conquistador e historiador da conquista de México. A pesar de ser um simples soldado, Díaz del Castillo era um home com educaçón. Chegou ao Nuevo Mundo em 1514 às órdens de Pedr’Árias Dávila. De Darién passou a Cuba e participou nas expediçóns de Hernández de Córdoba e Juan de Grijalva, para finalmente alistar-se na expediçón de Hernán Cortés a México. Foi premiádo com unha encomenda em Guatemala, onde morreu. Alí leu a história oficial que sobre a façanha de Cortés escrebeu Francisco López de Gómara, que lhe causou unha grande indignaçón e o motivou a escreber a sua própria versón dos feitos. Tinha mais de setenta anos quando começou a escreber a “Historia verdadera de la conquista de la Nueva España”. El mesmo fixo unha aceitábel cópia do libro sobre 1578, que non se publicou até 1632. Díaz non alberga o barniz literário de López de Gómara e por isso é muito mais acessíbel ao leitor moderno. Descrebe os feitos que viveu, mas também os sentimentos da tropa e do mesmo, frente aos feitos vividos, incluso o medo que sentíu antes de entrar em combate. O libro cobre as duas expediçóns exploratórias ao longo da costa mexicana, a marcha até à cidade de Moctezuma, a fuga dos espanhois durante a Noite Triste e a sua victória final sobre Cuauhtémoc. Narra também as intrigas em España, Cuba e La Espanhola, a marcha sobre a xungla hondurenha e o triunfo final de Cortés. Contradí a Las Casas, pois afirma que os conquistadores non só iban motivados pola sede de riquezas e xoias, terras e escravos, senón também por um celo misioneiro, pola lealdade a España e pola noçón algo vaga da gloriosa empresa que estabam levando a cabo. Como escritor, Díaz é menos tendencioso que López de Gómara. O seu sentido da traxédia mostra-se especialmente nas escenas em que intervenhem os simples soldados, entre os que se move como testemunha da sua luta. Díaz pinta aos conquistadores e aos homes de a pé com exactitude e rudeza, o mesmo que narra as maravilhas da cidade azteca ou a nobreza dos reis indígnas, aínda que non duvída xamais sobre a tarefa encomendada aos espanhois. A melhor ediçón da obra publicou-se em México (1955, dous volûmes)
DÍAZ DE GUZMÁN, Ruy (Asunción, c. 1554-1629). Historiador. Filho de Riquelme de Guzmán, quem chegou ao Rio de la Plata em companhia do seu tio, o adiantado Álvar Núñez Cabeza de Vaca, onde se casou com Úrsula, filha mestiça de Martínez de Irala, unha das figuras mais importântes da conquista do Paraguay. Díaz de Guzmán, foi o primeiro historiador mestiço do Rio de la Plata. Acabou de escreber o seu libro em 1612, que foi popularmente conhecido como “La Argentina manuscrípta”, para distinguí-lo do poema épico de 1602 publicado por Barco de Centenera. O libro non foi publicado até 1835. O título completo é “Anales del descubrimiento, población y conquista de las provincias del Rio de la Plata”. Existem vários manuscríptos incompletos, aínda que o orixinal perdeu-se. Estilo claro e narraçón modesta. A precisón histórica non é elevada, xá que o autor se mostra excessivamente crédulo, especialmente no que refére a lendas e milágres, que descrebe como se pertenceram ao mundo real. Também se resente a obra com unha excessiva parcialidade: busca engrandecer a memória de seu pái e do seu avô, esaxerando as proezas que levarom a cabo. As suas fontes forom eminentemente orais e de tipo tradicional. Nunca pôn em dúvida o relixioso ou as actitudes políticas e guerreiras dos conquistadores.
DÍAZ COVARRUBIAS, Juan (Xalapa, Veracruz, 1837-1859). Novelista mexicano. Estudou letras e humanidades no Colegio de San Juan de Letrán, e ingressou na Faculdade de Medicina. A morte de sua nái e um desengano amoroso impulsarom-no a enrolar-se no exército liberal como assistente médico durante a guerra civil mexicana de 1859. Durante um episódio sangrento, o xeneral Márquez fusilou os médicos e doentes em Tacubaya, e com eles ao xovem escritor mexicano, que entón tinha vintium anos. As suas novelas sentimentais albergabam o tema do amor frustrado como “leit-motif”, na mesma linha que as de Orozco y Berra. A falta de madurez artística nota-se sobre tudo nunha carência estilística e na falta de imaxinaçón. Non obstânte, mostra qualidades na descripçón de escenas e tipos mexicanos e também nas partes narrativas onde fala da guerra civil em que lhe tocou lutar e morrer. A obra mais vigorosa é “Gil Gómez el insurgente, o la hija del médico” (1859) e a mais fraca é “La sensitiva” (1859), mero esboço de novela na qual a heroína Luisa morre de amor. “La clase media” (1859) trata da reabilitaçón de unha prostituta que se encontra demasiado indigna para casar-se com Román e entra num convento. Em “El diablo en México” (1860) mostra como o amor puro de Enrique e Elena se contamina a partir de consideraçóns puramente materiais, e acabam casando-se cada um por seu lado, motivados polo interesse económico.
DÍAZ CASTRO, Eugenio (Soacha, 1804-1865). Novelista e autor de quadros de costûmes colombiano. A sua obra mais importânte foi “La Manuela” (1889), novela que apareceu por entregas no importânte diário colombiano “El Mosaico”. A acçón sitúa-se a finais da década de 1850. Cejador define-a como unha das melhores versóns artísticas da realidade e unha das novelas mais acabadas que forom escrítas em América até hoxe. Díaz, que era conservador, satiriza na novela a um benintencionado liberal, Demóstenes, que trata de liberar a Manuela do fazendeiro don Tadeo Candillo, ao mesmo tempo que intenta liberar ao pobo da sua nefasta influênça. Ainda que o argumento resulta débil, a novela segue sendo lexíbel, pola descripçón das festas do pobo e da vida dos trabalhadores. Tadeo é derrotado por Demóstenes nas eleiçóns, mas vinga-se queimando a igrexa, na qual Manuela está a casar com um xovem do lugar. “El rejo de enlazar” (1873) e outras novelas suas xá forom esquecídas, mas os viváces esbozos de “Una ronda de don Ventura Ahumada y otros cuadros” tenhem sído reimpressos e conservam toda a sua frescura.
DÍAZ CASANUEVA, Humberto (Santiago de Chile, 1905). Poeta. Estudou filosofía e ciências em Alemanha e depois passou para o corpo diplomático em Espanha, Estados Unidos, Argelia e outros países. Regresou e tomou parte na reforma educativa de Chile, que se iniciou esse mesmo ano. Por razóns políticas tivo que exiliarse. Radicou no Uruguay e foi depois professor na Universidade de Caracas. Trata-se de um poeta hermético, innovador, tanto na rima como nas metáforas que utiliza. Entre os seus libros citaremos “El aventurero de Sabá” (1926), “Vigilia por dentro” (1930), “El blasfemo coronado” (1941), “Réquiem” (1945), dedicado à sua nái, e “La estatua de sal” (1947).
DÍAZ CANEJA, Guillermo (Madrid, 1876-1933). Novelista. As suas últimas obras non están à altura do que prometíam as primeiras: “Escuela de humorismo” (1913), “La pecadora” (1914), “La deseada” (1915), “El sobre en blanco” (1918) e “Pilar Guerra” (1920). O seu estilo é medíocre, xá que carece de orixinalidade e de afán de experimentaçón. As suas personáxes tendem a ser morais e convencionais, especialmente nas últimas obras que escrebeu, “El vuelo de la dicha” (1921), “La virgen paleta” (1922), “La mujer que soñamos” (1924), “Garras blancas” (1925), “La novela sin título” e “El carpintero y los frailes” (ambas de 1927) e “El misterio del hotel” (1928).
DÍAZ CALLECERRADA, Marcelo (Madrid, século XVII). Poeta e reitor da Universidade de Salamanca, protexído de Rodríguez de Ledesma. Escrebeu Endimión (1627), poema narrativo em estilo culterano em oitavas reais. O poema (BAE, vol. XXIX, 1854) está dividido em três cantos: no primeiro, Venus é insultada pola lua e incita a Amor a enfeitiçála; no segundo, a fría deusa é queimada por Endimión; e no terceiro, fai-na dormir mentras o seu amor é satisfeito. Temáticamente, o poema de Díaz debe muito às Metamorfoses de Ovidio. Em quanto ao estilo, a obra rebosa elegância e atractivo. Lope eloxía-a no seu Laurel de Apolo.
DÍAZ ARRIETA, Hernán (Santiago de Chile, 1891). Crítico literário, historiador e autor de resenhas para “La Nación” e “El Mercurio”, os dous diários mais importântes do seu país. Firma os seus artígos baixo o pseudónimo de “Alone”. A sua semiautobiográfica novela “La sombra inquieta” (1915) é o diário de um cidadán de Santiago durante o ano de 1910. A sua aportaçón à história literária chilena começou com o seu muito útil “Panorama de la literatura chilena durante el siglo XX” (1931) e a antoloxía “Las cien mejores poesías chilenas” (1935; 3ª ed., 1957). Escrebeu também “Don Alberto Blest: biografía y crítica” (1941), “Reseña de historia cultural y literaria de Chile” (Buenos Aires, 1945), “Historia personal de la literatura chilena” (1954; 2ª ed., 1962), “Memorialistas chilenos: crónicas literarias” (1960), “Bello en Caracas” (Caracas, 1963) e “Los cuatro grandes de la literatura chilena del siglo XX: Augusto d’Halmar, Pedro Prado, Gabriela Mistral, Pablo Neruda” (1963). Reuníu alguns dos seus melhores escrítos em “Leer y escribir” (1962).
DÍAZ, Leopoldo (chivilcoy, Buenos Aires, 1862-1947). Poeta arxentino. Foi cónsul em Xinebra aos trinta e cinco anos. Logo foi embaixador do seu país em Noruega, Venezuela e Paraguay. O seu primeiro libro foi “Fuegos fatuos” (Mendoza, 1885), no qual percebe-se a influênça de Bécquer. Sonetos (1888) mostra xá a sua precisón e a sua maestría, mas mudou completamente o seu estilo, depois da chegada de Rubén Darío a Buenos Aires e sacou “Bajorrelieves” (1895). O seu libro “Traducciones” (1897) deu a conhecer na Arxentina os nomes de Edgar Allan Poe, Leconte de Lisle e D’Annunzio. O helenismo rectórico de Hérédia en “Les trophées” deixou a sua pegada nos sonetos de Díaz reunidos em “Las sombras de Hellas” (Xinebra, 1902), “Atlántida conquistada” (Xinebra, 1906) e “Las ánforas y las urnas” (1923). Em 1945 publicou-se unha “Antología”, na qual se sacan poemas inéditos de Díaz.
DÍAZ, Jorge (Rosario, Arxentina, 1930). Autor teatral chileno, cuxas primeiras obras forom estreádas em Santiago de Chile: “Un hombre llamado Isla” (1961), “El cepillo de dientes” (1961), “Réquiem por un girasol” (1961), “El velero en la botella” (1962), “El lugar donde mueren los mamíferos” (1963), “Variaciones para muertos de percusión” (1964) e “El nudo ciego” (1965), obras todas publicadas em Chile e no estranxeiro. “Teatro” (Madrid, 1967) contém a obra em um acto “La víspera del degüello”, comédia de humor negro sobre o fim do mundo, “El cepillo de dientes” e “Réquiem para un girasol”; nelas satiriza à burguesía seguindo a linha de Jarry e Genet. Díaz vive em Espanha desde 1965.
DIARIO DE LOS LITERATOS DE ESPAÑA. Revista fundada em 1737 por Francisco Manuel de Huerta y Vega, Juan Martínez Salafranca e Leopoldo Jerónimo Pug. O Diario tinha como modelo “Le Journal des Savants” (1655-1792 e de1816 até à data). Foi interrompida a sua publicaçón em 1742, principalmente porque non estaba suficientemente de acordo com as teorías de Luzán. O talânte da revista foi moderado e bastante ecléctico e daba muita importância aos temas científicos. A pesar de que quase nunca se emitían xuíços sobre os libros resenhados, muitos autores molestarom-se com os colaboradores da revista, que non temían emitir comentários adversos sobre as obras recentemente publicadas. José Gerardo de Hervás, foi um dos colaboradores da revista. Publicou unha “Sátira contra los malos escritores”, utilizando o pseudónimo de “Jorge Pitillas”. Também colaborarom Juan de Iriarte e Gregorio Mayans i Siscar, autor de unha crítica à “Poética” de Luzán, o qual contra atacou com unha demanda xudicial desfavorábel à obra de Mayans “Origenes de la lengua española” e unha “Conversación sobre el Diario de los Literatos en España” (1737) do mesmo Luzán, na qual atacava a revista.
DIAMANTE, Juan Bautista (Madrid, 1625-1687). Autor teatral muito prolífico que pertenceu à escola de Calderón. Durante a sua turbulenta xuventude assassinou um home, mas saíu em liberdade quando o seu pai pagou unha xenerosa indemnizaçón à viúva. A sua inquietude vital non acabou nem sequer ao tomar o hábito de San Juan de Jerusalén. Escrebeu numerosas zarzuelas e outras peças lixeiras para a corte dos reis Felipe IV e Carlos II, mas fai muito tempo que forom esquecidas. Forom-lhe atribuídas unhas cinquenta comédias e unha dozena de autos sacramentais, loas, entremeses e bailes. “El honrador de su padre”, escenificada por primeira vez em 1657, resulta quase unha traducçón literal de “Le Cid” de Corneille, excepto polo terceiro acto, que sim é orixinal de Diamante. Alguns críticos atribuirom-lhe a autoría de “La judía de Toledo”, mentras que outros pensam que é de Mira de Amescua. Outras obras suas som “El valor no tiene edad y Sansón de Extremadura” e “Cuánto mienten los indicios y el ganapán de desdichas”. No que respeita às obras relixiosas, podemos citar “La devoción del rosario”, que imita a obra de Calderón de la Barca “La devoción de la Cruz, y La Magdalena de Roma”, que trata da conversón de unha cortesana que supera as tentaçóns do démo com a intervençón divina. As obras teatrais de tipo histórico som as melhores da sua produçón: “María Estuarda” narra a vida da rainha católica desde a sua chegada a Inglaterra até à sua morte. As suas obras forom publicadas em 1670 e 1674, baixo os títulos de “Primera parte de las comédias” y “Segunda parte…”
¡DI, PANADERA! Coplas satíricas espanholas, escritas depois da batalha de Olmedo, na qual Juan II e Álvaro de Luna derrotarom aos nobres rebeldes, e na que só houbo que lamentar a morte de vintidous homes em total. Rincón suxére, que há mais crueldade nas coplas que a que houbo no campo de batalha. As coplas encontram-se em duas versóns: unha com o estribilho “¡Ay, panadera!”, no Cancioneiro de Gallardo (século XV) e a outra num manuscrípto da biblioteca de Marcelino Menéndez y Pelayo. Esta última foi atribuída a Juan de Mena. A versón que aparece no Gallardo é a que Rincón publica nas suas “Coplas satíricas y dramáticas de la Edad Media”.
DEÚSTUA, Alejandro (1849-1945). Filósofo positivista peruano que também escrebeu sobre temas de educaçón e estéctica. A sua obra mais famosa é “La cultura nacional” (1937), mas é mais recordado como mêstre. Entre os seus discípulos figurarom: Humberto Borja García (1890-1925) e Pedro S. Zulen (1889-1925).