FALLAS, Carlos Luis (Alajuela, 1909). Romancista costarricense, comunista e autodidacta. Trabalhou nunha fazenda bananeira e foi secretário do comité que organizou a grande greve de 1934. Desde 1944 a 1948 foi diputado do Congreso Nacional. A sua novela mais famosa é “Mamita Yunai” (1941). É um ataque contra a avarícia dos ricos, a pasividade do goberno e a exploraçón que practicam as companhias extranxeiras como a United Fruit (La “Yunaited”). Escrebeu também as novelas: “Gentes y gentecillas” (1947), “Marcos Ramírez” (1952) e três contos reunidos em “Mi madrina” (1954).
Iosef Dzhugashvili Vizsarionovich, sentíu-se profundamente desvalorizado e acabou demitindo do seu cargo no Conselho Militar Revolucionário. Durante a novena Conferência do Partido, em Septembro, tívo que suportar a maior humilhaçón pública da sua vida. Quando chegou a sua vez, falou muito pouco e non se defendeu com a vehemência que lhe era habitual, e parecía unha ruptura com Lenine, com quem xá tinha entrado em conflícto durante o passado. Trotsky e Lenine, confrontaram-se, por sua vez, polo control dos sindicatos soviéticos, e Lenine procurou recorrer a Iosef Dzhugashvili, que recuperou a sua confiança. A revolta dos marinheiros de Kronstadt, em Março de 1921, foi particularmente preocupante para o governo, porque envolveu soldados que anteriormente apoiavam os bolcheviques. Depois de terminada a guerra civil e as guerras externas, na Primavera de 1921, o décimo Congresso do Partido aprobou a Nova Política Económica ou “NEP”. Criticada polos exponentes mais à esquerda do governo, esta implicaba unha liberalizaçón da economia e a introduçón de elementos de “mercado”, como a liberdade de criaçón de pequenas empresas ou oficinas. Esta medida punha igualmente termo às requisiçóns de bens alimentares, tán odiádas polos camponeses, que puderom vender libremente os seus excedentes nos mercados a preços libres. Dzhugashvili apoiou esta política desde o início, como um passo necessário, embora provisório, para consolidar a revoluçón. Lenine tornou-se cada vez mais dependente de Dzhugashvili, e propô-lo para Secretário-Xeral do Partido Comunista Russo, e a três de Abril de 1922, no décimo primeiro Congresso do Partido, Iosef foi eleito para o cargo. Tratava-se de um novo cargo, que acumulaba com o de Comissário do Pobo para os Assuntos Nacionais e o de Chefe da Inspecçón dos Trabalhadores e Camponeses, de todas formas estaba lonxe da importância que as décadas seguintes lhe dariam. A morte de Lenine, em Xaneiro de 1924, exacerbou a luta entre as facçóns bolcheviques, onde ambiçóns políticas, dissensóns ideolóxicas e meras rivalidades pessoais eram facilmente confundidas. Trotsky Comissário do Pobo para os Assuntos Militares, controlaba o Exército Vermelho, a sua principal fraqueza era o facto de non ter quase nenhum apoio entre a velha guarda bolchevique, que o consideraba como um arrivista. Outros potenciais candidatos eram Grigory Zinoviev, Lev Kamenev e Nikolai Bukharin, para citar apenas alguns dos homes mais poderosos da época. Em Xaneiro de 1925, o Partido obrigou Trotsky a demitir-se do cargo de Comissário dos assuntos militares. A finais de 1927, Trotsky foi exiliádo na lonxínqua Alma Ata, no Cazaquistán. Embora nos últimos anos da década de 1920 a Unión Soviética non tivesse um poder absolucto, Dzhugashvili, como líder máximo, começou a definir as linhas xerais da política soviética em todos os domínios. Neste sentido a partir de 1928, alterou radicalmente a política económica, com o propósito de aplicar na práctica as teorias comunistas. Na realidade a “NEP” só lográra beneficiar verdadeiramente aos pequenos comerciantes e vendedores, e os “Kulaki”, camponeses ricos que prosperabam com a venda libre. Para Iosef Dzhugashvili, mudar a política económica significaba dar um passo em frente na revoluçón e recuperar os ideais orixinários. “Significaba comprometer-se com os obxectivos socialistas e de industrializaçón dos protagonistas da Revoluçón de Outubro.”
A tarefa de reconstruçón racional das condiçóns xerais da fala denomina-se “pragmática universal”. tratá-la-emos com mais detalhe no próximo capítulo, relativamente à ética do discurso, mas aquí avançaremos algunhas ideias. J. Corbí explica-nos o seu significado: “J. Habermas atribúi à “pragmática universal” a tarefa de “identificar e reconstruir” as condiçóns universais de todo o entendimento possíbel. Neste contexto, a noçón de entendimento está primariamente vinculada à ideia de acçón, pois segundo Habermas as acçóns orientadas para o entendimento, as acçóns comunicativas, representam o processo fundamental da acçao social. Por outro lado, o facto de no nosso estádo de desenvolvimento sociocultural os processos de entendimento serem linguisticamente mediádos permite-nos afirmar que o entendimento através da linguaxem representa o caso mais básico de acçón comunicativa. Podemos assim circunscreber a tarefa da “pragmática universal” à identificaçón e reconstruçón de todas as acçóns linguísticas possíbeis. (Corbí, “Pragmática universal e normatividade”) A pragmática universal encarrega-se, portanto, de identificar e reconstruir as condiçóns universais do entendimento, da acçón comunicativa. O novo lugar de residência da racionalidade vai ser a linguaxem nos seus usos, pelo que falaremos de racionalidade comunicativa. O problema é que a mesma linguaxem, como elemento constitutivo dos fenómenos sociais, transforma-se em meio de dominaçón se non cumprir a sua funçón “orixinária”: o uso interativo ao serviço do entendimento. Daí derivam as patoloxías sociais das crises de lexitimaçón nas sociedades modernas.
Alguns dos versos hexamétricos, senón todos, som fragmentos dos “silloi”. Foi neles onde Xenófanes revelou a sua “teoloxía radical”, e condenou com enerxía os relatos homéricos e hesiódicos sobre os deuses. Continuou extendendo a sua crítica, polo que parece, a todas as crênças teolóxicas existentes. De unha maneira meio em sério, meio em broma, argumenta que se os animais tivéram deuses, os forxaríam à sua imáxe e semelhança, igual que os deuses que os etíopes adoram som negros e com o nariz chato, mentras que os dos trácios tenhem olhos cincentos e som roxos. Ninguém tem unha ideia clara sobre os deuses, mas apesar disto, Xenófanes esboçou unha teoloxía bastante notábel para o seu tempo. Refutando na sua totalidade a pluralidade tradicional dos deuses antropomórficos, escrebeu sobre “um deus, o mais grande entre os deuses e os homes, diferênte dos mortais em forma ou pensamento”. Este “deus único” é completamente inmóbil: pensa e percíbe “como um todo” e fai que “todas as cousas se axítem com a sua mente”. Os escritores posteriores atribuíram a Xenófanes um deus esférico idêntico ao mundo, mas non podemos asegurar que ésta fora a sua opinión. Os escasos fragmentos cosmolóxicos som de um interesse xeral muito menor. Xenófanes consideraba a terra e a água, como fonte de todas as cousas vivas. Tinha opinións sobre meteoroloxía, mas ningúm dos seus fragmentos suxére que a sua ciência representára um avance significativo, com respeito à cosmoloxía milésia. Como a sua outra obra, non obstânte, mostra que foi um agudo observador do mundo, muito por diante das principais correntes de pensamento do seu tempo. Xenófanes non foi um escéptico no sentido técnico, mas os seus comentários sobre as limitaçóns da comprehensón humana, som parte integrante das suas actitudes críticas e inovadoras. Como poeta non resulta fácil de evaluar, posto que grande parte do material que se conserva é francamente real e descriptivo. O vocabulário e estructura dos seus versos, non chamam especialmente à atençón, mas a fluidez rítmica e a lucidez de pensamento som rasgos notábeis de todos os seus versos. Os “silloi”, por fragmentários que sexam, mostram que podía atemperar a sua polémica com inxénio, e como xénero orixinal proporcionam probas adicionais da sua mente independente. No é possíbel afirmar se incluíam unha paródia de Homero, como em Timón de Fliunte e os cínicos.
FÁLQUEZ AMPUERO, Francisco (1877-1947). Poeta equatoriano de importância. Escrebe versos parnasianos e simbolistas em Gobelinos, fundamentalmente sonetos, e alberga também traduçóns dos seus modelos franceses, especialmente “Les trophées de Hérédia.
O dezoito de Outubro de 1937, Segunda-feira, fún a xunto da Senhora Tomaza. Díxo-me que estabam duas mozas dentro, e que non quería que as conhecera. Por isso, consultou-me fora, e saíu quase o mesmo que a última vez. O onze de Xaneiro de 1938, saíu-me muita doênça, o aire dunha mulher que tinha morto, etc… O quinze de Xulho de 1938, Sexta-feira, consultei a Chiva. E, o dia três de Xunho de 1939, consultei a de Ourense, que era cega. O dezoito de Xunho de 1939, voltei a xunto da Chiva, encontrei-a muito diferente da primeira vez, malas ventas e aspecto carrancudo. A madre da Divina, mandou a Ganeca chamar por mim, para que fosse a Souto Bravo, e deu-me unha saqueta de batatas. Decíndo que era melhor dar-mas assim, do que venham depois aquí roubá-las. O dezassete de Febreiro de 1941, fún xunto à Senhora Tomaza, que vivía em Qeimadelos, na mesma casa onde tinha estado a outra Tomaza. Desta vez, fosse natural ou sobrenatural, notei efeitos maravilhosos. O cinco de Maio de 1941, voltei xunto da Senhora Tomaza, dei-lhe dous quilos de milho como pago. O dezoito de Agosto de 1941, fún ao médico D. Pepe, e díxo-me que isto non era nada. Fún à “Mesa adivinhatória”, e no meio da tramoia, deu-me um ataque que rebentei a chorar. Cada pranto e suspiros, que parecíam impossíbeis. Tudo isto acabou, com duas ou três missas pagas, unha dúzia de ouvídas, um quartilho de azeite para a Virxem da Franqueira, duas caixas de inxeçóns, águas de Cortegada e antes de tudo um purgante (três confessións).
FALCÓN, César (n. Lima, 1892). Româncista, contista e ensaista peruano. Transladou-se a Europa em 1920 com J. C. Mariátegui e nunca voltou a cruzar o mar. Em “Plantel de inválidos” (Madrid, 1921) reuníu os seus primeiros contos de tema rexional sobre os Andes centrais. Escrebeu três românces: “El pueblo sin Dios” (Madrid, 1928), no qual ataca o caciquismo e a exploraçón do indio nos Andes peruanos. Nela aparece por primeira vez na novelística peruana a técnica cinematográfica. “El buen vecino Sanabria U” (C. de México, 1947) é unha crítica irónica do período de Manuel Prado (presidente de Perú, 1940-1945) e da política de “buenos vecinos” practicada por Estados Unidos. “Por la ruta sin horizonte” (C. de México, 1961) que trata da vida espanhola durante a Segunda República. Os seus artígos e ensaios apareceram em “Crítica de la revolución española” (Madrid, 1931) e em “El mundo que agoniza” (México D. F., 1945)
Albert Einstein, desarrolhou duas teorías da relatividade. A primeira, a “teoría especial da relatividade” (1905), estabelece que a luz sempre viáxa a unha velocidade constante e que, a velocidade da luz é unha constante absolucta; qualquer outro desprazamento é relativo. Em 1916, Einstein publicou um artígo sobre a sua “teoría da relatividade xeral”. “A relatividade xeral” é, de maneira esêncial, unha teoría da gravitaçón como resultado da distorsón da xeometría espaço-tempo. A xeometría ordinária tem que ver com a distância entre dous pontos e os ângulos entre linhas. Non obstânte, sobre unha superfície curva, como a da Terra, estas distâncias e ângulos non obedecem às mesmas leis xeométricas que unha superfície plana. Por exemplo, se dous homes coméçam a caminhar em direcçóns opostas sobre unha superfície plana, alonxaríam-se cada vez mais. Mas se dous homes caminham em direcçóns opostas sobre a superfície da Terra, ao princípio alonxarám-se, mas depois acabarám por encontrar-se no outro lado da Terra. A xeometría espaço-tempo, também tem que ver com as distâncias e os ângulos, mas agora consideram-se os acontecimentos, isto é, os pontos que non só se separam no espaço, mas também no tempo. A pergunta mais importânte é se podemos ir de um acontecimento a outro à velocidade da luz ou mais lento. Como a gravidade é resultado da distorsón na xeometría espaço-tempo, os campos gravitacionais afectam as medidas de tempo e distância. Por exemplo, “a relatividade xeral” afirma que um átomo que oscila na cave de um edifício, debe facê-lo mais lento que um átomo no último andar. Este efeito é muito pequeno, mas pode-se medir ( num edifício de quatro andares) e a medida coincide com o previsto. Afirma-se que acontecem efeitos similáres (mas de muito maior magnitude) em campos gravitacionais muito grandes, como os que existen perto de um buraco negro.
FALCO, Líber (Montevideo, 1906 – 1955). Poeta uruguayo, senssíbel e inxénuo. À diferênça de muitos dos seus contemporâneos, Falco non inventa palabras novas nem cría metáforas rebuscadas. “Cometas sobre los muros” (1940), “Equis Andacalles” (1942) e “Días y noches” (1946) som recopilaçóns de poemas sobre o tempo, a solidón e a morte, com tôns de serena tristeza e pessimismo. Todos estes libros foram reeditados em “Tiempo y tiempo” (1956; ed. revisada e aumentada em 1963) xunto com outros inéditos e o longo poema “Artigas”, que tinha aparecido no semanário “Marcha” em 1954.
Como resultado de unha guerra semelhante, a destruçón de todas as instituiçóns coloniais, mais ou menos completas, mas instituiçóns ao fim, ao abandono absolucto da industria agrícola e gandeira, o enrarecimento da poboaçón, a ruína dos arquivos públicos, a desapariçón das fortunas particulares, a debilitaçón profunda de todas as forças sociais. Recordemos que na nossa luta pela independência; xamais um exército espanhol, passou ao Sul de Tucumán; xamais nos nossos campos recrutáram homes os realistas. Mais aínda: no meio da luta eram observadas as leis da guerra, e depois dos nossos desastres como depois dos nossos triunfos, o respeito pola vida do vecinho era unha lei sagrada. Nem as matanzas de Monteverde e Boves se víram na Arxentina, nem sobre ela lanzou os seus fúnebres resplendores o decreto de Trujillo. Depois… a triste noite da anarquía, caíu sobre nós. A guerra civil com todos os seus horrores, Artigas, Carrera, Ramírez, López; mais tarde, Quiroga, Oribe, acabaram de postrar-nos. Mas Venezuela, tomou também a sua parte nesse amargo lote dos pobos que se emancípam. As nossas dores acabáram em 1852 e pudémos aproveitar a metade deste século de movimento e de vida para ingressar com enerxía na linha de marcha das naçóns civilizadas. Até 1870 Venezuela foi presa de discórdias intestinas. ¡E que guerras! A luta da independência marcou escola; nas contendas fracticídas, o partidário viveu à custa dos bens do inimigo, e ao fim, a riqueza pública enteira desapareceu na voráxine da sangre e do fogo. Chamade a unha casa durante as campanhas venezolánas: Na voz que vos responde, notareis um tremor de inquietude vaga e secreta na garganta, e a porta só se abrirá para dar entrada, quando se contesta com tranquilo acento: “¡Gente de paz!”
FALCO, Ángel (Montevideo, 1882 – 1933). Poeta uruguayo de segunda fila que alcanzou fama com os seus “Cantos rojos” (1907) sobre diversos tópicos revolucionários. Escrebeu também unha série de sonetos: “Vida que canta” (1908) e poesía amorosa decadente, “Breviario galante” (1910). Segundo E. Díez-Echarri e J. M. Roca Franquesa, os versos de Falco mostram os “peores resabios da poesía socializante e modernista”. Escrebeu também poesía patriótica: “El alma de la raza” (1910) e “La leyenda del patriarca” (1911) sobre a luta de Artigas contra os espanhois.
A educaçón secundária para as raparigas era um priviléxio exclusivo das filhas da clásse alta rusa e dos polacos ricos. Em 1887, um decreto promulgou que os filhos de pais com menos meios foram apartados da educaçón superior, para non despertar neles o descontento social. As candidatas xudías xá tinham sofrído a restriçón das vacantes, e debíam pagar extraordinários aportes se queríam ser admitidas num instituto. O pai de Rozalia queria dar aos seus filhos varóns a melhor educaçón possíbel, e conseguíu unha praça para a sua filha menor num dos melhores lugares, dada a sua situaçón, posto que o coléxio femenino do primeiro distrícto de Varsóvia estaba reservado exclusivamente para as filhas dos funcionários e oficiais rusos. No instituto de Rozalia, essas raparigas também formabam a maioria, mas ademais había polacas de famílias burguesas e, em casos excepcionais, xudías. Rozalia teve que submeter-se a unha proba de admisón, que superou sem sobresaltos. Era unha alumna brilhante, se bem non tinha gozado das mesmas condiçóns materiais para a aprendizáxe que outras raparigas da sua clásse. Non tinha ningúm libro de estudo, nem atlas, nem obra de referência, e o seu material limitaba-se aos apontamentos que tomaba nas classes ou aos libros que outras alumnas lhe deixabam folhear durante os recreios. O programa da escola contaba com quatro idiomas, três matérias de matemáticas e várias de ciências naturais; história, desenho, manualidades e, naturalmente, relixión (unha matéria que figuraba em primeiro lugar no boletín). Para lograr sempre notas boas e excelentes fazía falta unha grande aplicaçón, mas isso non lhe bastaba a Rozalia, sedenta de conhecimentos. O estado insatisfactório do sistema educativo criába mau estar entre os alumnos e alumnas das clásses altas.
FABREGAT CÚNEO, Roberto (Montevideo,1906). Ensaista, novelista e dramaturgo uruguayo. Os seus ensaios versan principalmente sobre a sociedade e a propaganda: “Investigaciones de lógica social (1943), “La dialéctica del conocimiento” (1944), “Filosofía de la propaganda” (1946), “Caracteres sudamericanos” (1950) e “Propaganda y sociedad” (1961). As suas obras de teatro som “La dama del retrato” (representada por primeira vez em Buenos Aires em 1950), “Como por arte de magia” (1950), “Luces de cine” e “La verdad llega de noche” (1952) e “El pinar de las tierras altas” (1953). O seu primeiro relato foi “Los encuentros de Andrés”, ao qual seguíu o alucinante “Metro” (1962). Mas Fabregat foi conhecído principalmente por “La casa de los cincuenta mil hermanos” (1963).
Carácter, estilo e significaçón da sua obra. Don Juan Manuel é o primeiro escritor castelán preocupado pola posteridade e pola conservaçón e transmisón dos seus escritos. No prólogo do “Conde Lucanor” comenta que “vio e sabe que nos libros acontecem muitos erros nos traslados porque as letras parecem-se unhas às outras (cuidando que unha letra é a outra, em escribílos múda-se toda a razón, e por ventura confúnde-se), e os que depois encontram aquílo, ponhem a culpa em quem fíxo o libro”; e em consequência advirte-nos que, antes de facê-lo responsábel de algunha méngua, confrontem as cópias com o orixinal dos seus escritos (cuidadosamente corrixídos de seu punho) que ele tinha depositádo para a sua custódia no mosteiro de Peñafiel: “que se falharem algunha palabra mal posta, que non ponham a culpa nele até que vexán o libro mesmo que Don Johan fíxo, que emendado em muitos lugares de sua letra”. No prólogo xeral das suas obras conta que um cabaleiro de Perpignan compuxo unha cantiga de grande beleza e que passando por unha rua escúitou a um zapateiro que a cantaba de modo que a deixaba “muito mal parada”. O cabaleiro penetrou airadamente na tenda do zapateiro e destrozou quantos zapatos encontrou. Ao protestar este ante o rei, o cabaleiro xustificou-se dizendo que o que tinha feito com os zapatos, fora o mesmo que este tinha feito com a cançón. Em numerosos lugares dos seus libros, pode advertir-se que Don Johan Manuel (non menos susceptíbel como home que como escritor) atormentába-se vivamente, polo conceito que teríam os demais sobre os rasgos da sua prossa, o conteúdo das suas obras ou incluso a sua condiçón de escritor. De ahí as frequentes alusóns que fái ao seu próprio estilo. Constante é o cuidado de Don Johan Manuel polo aperfeiçoamento (até no material) dos seus trabalhos literários. Quando remete para o arzobispo de Toledo unha cópia do “Libro del Caballero et del Escudero”, o adverte que non lho envía escrito em boa letra, nem em bom pergaminho porque é possíbel que non lhe agrade, mas que se lhe gusta, o refará “más apostado”. Nada mais diferente entre esta postura de escritor (sempre em alerta pola sua obra) e a despreocupaçón que sente pola sua o Arcipreste de Hita, quem non duvída, como vímos, em convidar os seus leitores que disponham dos seus versos ao seu antoxo. Non obstânte, o destino, xogou-lhe unha mala passada a este Don Johan Manuel, pois os manuscríptos, tán cuidadosamente guardados, que tinha depositados em Peñafiel, acabarom deborados polas chamas de um incêndio. Conservarom-se medianas cópias de outras procedências, mas algunhas das suas obras, como anteriormente dito, perdeu-se totalmente.
FABRA, Pompeu (1868-1948). Criador da normativa lingüistica do catalán moderno. Escrebeu unhas “Normes ortogràfiques” (1913) e, em colaboraçón com Ruyra, o “Diccionari general de la llengua catalana” (1932).