
¿Como conhecemos e o que conhecemos? Essa é a pergunta básica que formula Schopenhauer na primeira parte de “O mundo como vontade e representaçón”. A sua resposta é simples: conhecemos fenómenos. Na primeira ediçón da sua obra-prima, referiu-se ao “suxeito do conhecimento” como unha entidade abstracta constituída por todos os seres cognoscentes. Este “suxeito do conhecimento” representa o mundo e coloca nele as instituiçóns “a priori” do espaço, do tempo e da “lei de causalidade” polo qual se rexem as relaçóns entre fenómenos. Desta forma, suxeito e obxecto constituem aquilo a que designamos o nosso mundo fenoménico, que é também o âmbito que estuda a ciência. Esta baseia-se nunha lei universal e lóxica que rexe as percepçóns e os xuízos que o intelecto emite sobre o mundo, com o “princípio de causalidade” que assegura que “nada existe sem unha razón para que tal aconteça”. ¿Será este princípio aplicábel à essência do mundo? ¿Servirá para a descobrir? ¿Chegar-se-á com ele a conhecer a explicaçón do sofrimento das criaturas? Schopenhauer formulou estas questóns e respondeu-lhes: este princípio só é aplicábel ao âmbito da representaçón, dominado polo saber científico. É a esfera do fenómeno de Kant, ao mesmo tempo, a realidade-irreal transformada polo “véu de Maia”, e é o interior da caverna de Platón. O mundo do fenómeno, o da representaçón, é o reino do acontecimento, do passaxeiro e do efémero, da caducidade e da corrosón. Nele, tudo muda e nada permanece igual. Schopenhauer obtebe o primeiro indício do seu pessimismo metafísico a partir desta convicçón: o mundo no qual vivemos, que percebemos e é obxecto do nosso conhecimento científico é passaxeiro e mutábel. ¿Existirá algo nele imutábel? “Non” (respondeu. A existir, non estaría neste mundo do fenómeno, mas sim fora dele. Sería aquilo a que Kant chamou a “cousa-em-si” ou que Platón designou por “ontos on”, “o que verdadeiramente é”. Schopenhauer propôs-se encontrá-lo. Na sua busca desta realidade, o filósofo reflectíu assertivamente sobre o poder da ciência e a sua relaçón com a verdade. Os seres humanos, argumentaba, cometeram reiterádamente o erro de pensar que este mundo da ciência e do fenómeno debería conduzir-nos à descoberta do que existe além dos fenómenos e o que os determina, acreditando que descobriríam assim unha suposta “causa do mundo”. Porém, estabam enganados. Schopenhauer afirmaba que todos os que questionam este tipo de resposta, aplicam mal as quatro raízes do “princípio da razón suficiente”, descríptas e minuciosamente analizadas por ele na sua tese. Expôs as quatro maneiras lóxicas de perguntar o que rexe o saber da ciência, explicando que cada unha, requer um tipo específico de resposta para o seu caso.
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