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Arquivo por autores: fontedopazo
EM NOME DE GUILLADE (XXVII)
HIDROGRAFÍA
A rede hidrográfica do termo está organizada ó redor do río Tea, um dos principais afluentes do Miño no seu curso baixo e de grande importância ecolóxica, polo que unha boa parte do seu curso está declarado Lugar de Importância Comunitária (LIC). Nasce no concelho pontevedrés de Covelo e atravessa o de Mondariz, com direcçón nordeste-sudoeste, até introducir-se no de Pontareas, onde muda a sua orientaçón (norte-sul), xá que aproveita unha fractura tectónica pola que cruza este território. O seu principal afluente pola marxem dereita é o Borbén, xunto co rego de Mouro, o regato de Cillarga, o río Xinzo e o regueiro da Barxa, e o seu contribuínte mais importânte pola parte esquerda é o Uma.
alberte reboreda carreira
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SCHOPENHAUER COMO FERIDA E COMO EDUCADOR (58)
É certeira a filosofía de Schopenhauer? O nosso mundo é um vale de lágrimas? Son todos os seres pobres e inconscientes vehículos da vontade, marionetas movidas por um desexo insaciável que non sabe o que quer porque non é mais do que querer? É o homem irreflexivo a mais temível das criaturas, porque adicciona ao desexar de todos os seres a hipocrisia e a maldade de unha intelixência que non se refreia a si mesma? É a inaçón compassiva a única maneira de aliviar o sofrimento no mundo, é a negaçón da vontade de viver a única saída para o “hamster” cansado de correr na roda? Schopenhauer non pode ser refutado com argumentos. Unha das cousas que qprendemos com ele é que os conceitos non son o dado fundamental, mas algo derivado e secundário. Para refutá-lo com argumentos, poder-se-ia usar como arma que o accesso á vontade non deixa de ser unha representaçón (páxinas 82-83), que a obxectivaçón da vontade nas Ideias non está xustificada, e a encarnaçón das Ideias nas cousas também non (páxinas 101-102). Mas aprendemos que a filosofía está mais próxima da arte do que da ciência, mais da intuiçón do que do conceito. No seu magnífico escrito “Schopenhauer como Educador”, Nietzsche adverte-nos que nunca podemos esquecer que a sua filosofía é a de um homem de vinte anos. A intensidade do sentimento e da visón que marca o primeiro tomo de “O Mundo como Vontade e Representaçón”, publicado aos trinta anos do autor, contém o dramatismo da xuventude. Schopenhauer escreve que a vida até aos quarenta anos é o texto e depois o comentário a esse texto; que até essa idade se vê o bordado, de um lado, e, depois a urdidura ou trama, do outro. O segundo tomo de “O Mundo”, que apareceu aos cinquenta e seis anos do autor, é mais pausado, mais pensado, mas conserva a visón orixinal, o pensamento singular do primeiro. Schopenhauer non modificou na substância, a sua concepçón do mundo e dos seus seres. Aprendemos com ele algunhas cousas que faríamos muito bem em non esquecer.
joan solé
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AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (17)
Mala Sorte as Tamancas. O día 15 de Xaneiro de 1906 (Segunda feira) um día todo nevoado e frío, tivem sonhos malos, que esquecin. Despois a minha nái fora ó monte vender uns pinheiros e eu puxem-me a descravar unhas tamancas e embrochá-las noutros paus novos. Despois chegou um suxeito e tanto fixo que me levou á festa, tendo que ir com as referidas tamancas. O día 18 de de Xaneiro de 1906 fixen unha cadeira. O 20 principiou a doer-me a cabeza, os dentes, a barriga e os sonhos malos seguem anunciando, pérdidas, desgraças, etc… O muinho, pragas. O día 26 de Xaneiro de 1906, a minha nái fora ó muinho e chegou decindo que a minha madrinha estava falando que eu batia nela; seguido começa a votar pragas por vía do aro de um caldeiro, que levara eu unhas semanas antes, e para que calara, foi preciso ir xunto dela e meter-lhe medo, calou, mas na cara parecia unha calavera. O día 14 de Agosto de 1906, todo o día estivem deitado na cama, e estava tan pessado que non podia mover-me, polas 12,30 da noite fún molestado polo Spírito infernal, sucedeu da maneira seguinte: estando eu deitado na cama com a barriga para o céu, e chegando o Spírito, deitou-se sobre mim, tanto me zambulhiu nas partes ocultas, votando-me man ó que é escusado decir, facendo-me correr o leite dos amores, despois descansei em Paz até de manhán. Mas levantei-me pesado e apaixonado (por mulheres) que non podia deter o vício. Sería pola astúcia do demónio, que pola noite do día 12, tinha dor de cabeza, o 21 de Agosto de 1906 ás dez.
manuel calviño souto
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O HOMEM DOMINADO E ESCRAVIZADO POLA VONTADE (57)
O homem dominado e escravizado pola vontade vive, assim num cosntante movimento pendular entre o desexo e o aborrecimento: quando chega a um extremo toma balanço para se deslocar para o outro. Schopenhauer usa três imaxens da mitoloxia grega para expressar a sua deplorável situaçón: Ixíon, que paga os seus crimes atado para toda eteridade com serpentes a unha roda em chamas que xira sem parar; as Danaides que pagam os seus pecados enchendo continuamente de água unha xarra com furos, por onde a água volta a sair; e Tântalo, condenado pelos deuses a sofrer de fame e sede, apesar de estar dentro de água até ao pescoço e ter um ramo carregado de frutos mesmo por cima da cabeça: quando baixa a cabeça para beber, a água escoa-se e quando ergue p braço para colher os frutos, o vento afasta o ramo. Há outra personaxem, mais próxima de nós, xá non arquétipo, mas quase ser real, que expressa na perfeiçón o fracasso do desexo cego, a compreensón demasiado tardia de que estar escravizado pola vontade non causa senón sofrimento, frustraçón e morte. O maior dos poetas, soube pôr em imaxens o que Schopenhauer mostrou na sua filosofia: “Amanhan, e amanhan, / arrasta-se com o seu passo lento día a día, / até à última sílaba do tempo previsto; / e todos os nossos ontes iluminarom tolos, / o caminho à morte empoeirada. / Fora, fora, breve candeia! / A vida non é mais que unha sombra móvel, / um mau actor que se pavoneia e inquieta no seu tempo em cena, / e que depois non mais se ouve. / É um conto contado por um idiota, / cheio de ruído e fúria, / sem nenhum sentido” (Macbeth, V, 5). Será tudo? Autoafirmaçón, ambiçón, competência, sobrevivência, procriaçón, crise dos quarenta, remorso, arrependimento, morte? Schopenhauer mostra duas saídas ao “hamster” para que saía da roda. Uma é um oásis no meio do deserto, a outra, um horizonte novo. Oásis, xá o vimos, é a experiência estéctica, que ilumina e redime momentaneamente. O horizonte novo é a compaixón, a resignaçón, a renúncia e a santidade.
joan solé
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DERIVA HISTÓRICA
A FOLHA PETRIFICADA
Foi casualmente, que eu encontrei esta folha petrificada, unha tardinha de vrán quando voltava a casa, depois de unha larga caminhada pelo bosque solitário. Em Rebordinhos, perto do lugar onde unha desafortunada mâmoa, fora cortada sem reparos por um caminho florestal. Ainda conserva a marca da picareta que abriu a pedra, mostrando o segredo que tinha guardado no seu interior. Parece ser a folha de unha planta xá desaparecida há muitos séculos, com duas pintas unha branca e outra negra. Tivem que traer a pedra desde Rebordinhos a pé, a cuxa pesava muito mais, que as minhas reservas em ouro. Qual Sísifo, condenado a andar com um penedo ás costas, durante toda a eternidade, porque ó chegar ó cume, os deuses faciam-na rodar costa a baixo, e volta a empezar outra vez. E tudo, isto, somente por ter facilitado a vida dos homes, ofertando-lhes o segredo do lume. “Esta pedrinha cinzenta, na que me sento e descanso”. “E este pinheiro manso, que em verde e oiro sixila”, passaron ó nosso património arqueolóxico.
a irmandade circular
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LUCIDEZ E SANTIDADE (56)
(ética e metafísica da pessoa)
E este indivíduo, que acredita agir a partir dos seus desexos pessoais, é vilmente enganado pela vontade. Até mesmo o que experimenta como mais próprio e intimo e pessoal, o amor arrebatado, a atracçón sexual, non é mais do que unha estratéxia da vontade, que se serve dele para se perpectuar mediante a procriaçón da espécie: o individuo acredita que age por e para si, quando, na realidade, non fai mais do que servir a vontade. Por isso, o centro mais poderoso desta encontra-se nos xenitais, nos quais se concentra com maior intensidade o ímpeto arrebatador do desexo irreprimível. Mas non só o sexo como instinto procriador inconsciente manifesta, a vontade. Qualquer desexo de poder, de protagonismo, de afirmaçón pessoal, é vontade que escraviza o indivíduo, por muito bem que tudo lhe corra no mundo fenoménico. Non invexemos os famosos, os poderosos, os ricos: eles ignoram-no, creem-se triunfadores, mas som escravos. Necessitam da sua fama, do seu poder, do seu património, están submetidos a eles e à vontade que os impulsiona a acrescentá-los indefinidamente, ao mesmo tempo que acrescentam também o sofrimento a este vale de lágrimas. Sofrem e fazem sofrer. Som marionetas da vontade. O seu ser individual desaparecerá sem que tenham entendido nada do mundo nem da sua essência: teran acreditado que se serviram a si mesmos quando na realidade serviam a força universal. O facto de nunca terem bastante fama, poder e património, de non poderem gozar o muito que têm e desexarem mais e mais, como se non tivessem nada, demostra a profunda infelicidade e infortúnio, a servidume à vontade que é insaciável. Os que non têm tanto êxito non están livres do sofrimento. Talvez estexam submetidos aos de cima nas condiçóns de escravidón fenoménica (non numénica, como os que mandam) talvez desexem em van alcançar os postos de cima e, entón a sua escravidón será tanto fenoménica como numénica. O egoísmo xamais se sacia nem preenche, non encontra um fim no qual descanse e se livre de si mesmo; a serenidade e o sossego están vedados ao egoísta. O egoísmo leva-o à crueldade mais intolerável: “em xeral, o comportamento dos homens uns com os outros manifesta inxustiça, iniquidade extrema, dureza e até crueldade; o contrário é a excepçón” (MVR2, 663). Como se comporta o homem com o homem mostra-o, por exemplo, a escravidón dos negros, cuxo obxectivo era o azúcar e o café. Mas non é preciso ir tan lonxe; entrar aos cinco anos nunha fábrica de têxteis ou noutra fábrica e lá permanecer primeiro dez, depois doze e depois catorze horas diárias, a executar sempre o mesmo trabalho mecânico, significa pagar muito caro o prazer de respirar. Pois bem, este é o destino de milhons de homes e muitos outros milhons têm um análogo. (MVR2,663). Nove décimos dos humanos vivem em luta contínua com a necessidade, sempre à beira de se precipitarem em direcçón ao abismo. (MVR2,670). Mas non só sofrem os oprimidos, humilhados e ofendidos. Todos os seres dominados pelo querer incessante procuram, em van, a satisfaçón. A um desexo sucede-se outro, non há repouso, e cada vez a frustraçón do desexo renovado produz sofrimento: “Nenhum obxecto do querer que se obtenha pode oferecer unha satisfaçón duradoura e incessante, parece-se, com a esmola deitada ao mendigo, que hoxe lhe permite seguir em frente para prolongar manhán o seu tormento” (MVR1,231). O sofrimento carece de xustificaçón trascendente. É simplesmente algo que define a existência humana.
joan solé
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AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (16)
Luz das luces. O dia 24 de Decembro de 1905 polas sete da tarde, presentou-se-me unha pessoa para que lhe fixera unha carta, acabei-a de escribir, e ainda non tinha saído a luz das luces, rosa resplandecente que alegra os viventes deste Universo mundo, saca-nos das trevas, consola os aflixidos, quenta os fríos. Despois, tocaron as campanas anunciando a Santa Misa do dia 24 de Decembro, mas para mim tán despavorido e tán tríste que nin a noite mais horrorosa e escura. Confusion de temor; pois segundo o Horoscopo ou signo, dí que son da natureza de Xúpiter, e sendo Xúpiter um Deus muito bom para todo vivente e cousas inanimadas, inflúie nos da sua natureza, homes, relixiosos, etc… Non sei o motivo, mas o meu corpo moveu-se a practicar actos de impureza. Um atentado revolver. O día 26 de Decembro de 1905 vem Carracedo xunto de mim, e levou-me por Celeiros para cobrar algum dinheiro que tinhamos ganhado a cortar pinheiros. Vinhemos por Oliveira e enrredá-mos, eran as seis da tarde, quando saímos eu e el da casa de Ramón; e vinhem só para Guillade, mas ó chegar é sítio que chamam As Bandeiras, sentín um individuo atrás de mim facendo tropel, eu com força de fuxir, introduzim-me nunhas poucas silvas onde el passou de largo, e non me viu, começou entón a disparar tiros, quase diante donde eu estava, eu recuei para trás, dei a volta pola Capela e deparo com o suxeito, mas el non me via, eu escondido, roguei à virxem e a Deus, e a Santo António que me axudasen a librar disto. Sonho malo. O día seis de Xaneiro de 1906, estivem na casa por non ter roupa, o oito de Xaneiro de 1906 tinha tido um sonho malo, e levantei-me polas nove. O día 11 de Xaneiro de 1906 levantei-me pola manhán, e á tarde fún a Matamá, ó vir de volta partiu-se-me unha tamanca polo meio. Á noite presentou-se-me Miguel das Carbalhas, que fosse com el ó Serán, pois tanto como porfiou, mas foi para mim impossíbel por via de non ter calzado; xelase-me o sangue nas veias se vou contar os acontecimentos fatais que para mim corren a cada passo.
manuel calviño souto
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A OFRENDA MUSICAL (55)
O mais conhecido, e certamente o melhor, da estéctica do nosso filósofo é a reflexón dedicada à música, a arte onde culmina a hierarquia. Schopenhauer amou a música com paixón. E sabemos que aprendeu a tocar flauta em pequeno e que tocá-la era indispensável nos seus hábitos quotidianos. Numa época anterior à reproduçón mecânica, assistia a todos os concertos e óperas que tinha ao seu dispor. Os seus conhecimentos técnicos e teóricos sobre música son profundos. Desde Pitágoras, é o filósofo que concedeu maior importância à música. Mas o decisivo é que estes conhecimentos están ao serviço de unha sensibilidade requintada, capáz de aprofundar muito a experiência musical, non só como fenómeno, mas também como máxima e mais clara revelaçón da vontade. De tal modo a música é especial que o autor a trata, mais do que como unha arte privilexiada e superior, como unha manifestaçón diferente das outras formas estécticas. A música non se limita a pôr-nos em contacto com Ideias concretas e parciais mas contém, é, todas as Ideias. Isto equivale a afirmar que é directamente portadora da vontade inteira. Quando ouvimos música com atençón, intuímos obxectivamente a vontade manifestada idealmente, non como a Ideia de valentia, ou de sofrimento, mas como todas as Ideias. Non é, como as demais artes, cópia das Ideias, mas da própria vontade, por isso o seu efeito, é muito mais poderoso. É obxectivaçón e cópia inmediata da vontade inteira, do mesmo modo que o mundo o é. “A música no seu conxunto é a melodia cuxo texto é o mundo”, “a música non é, ao contrário das restantes artes, cópia da manifestaçón da vontade, mas cópia directa da própria vontade” (manuscritos). “A música nunca expressa o fenómeno mas apenas a essência íntima, o “em-si” de todo o fenómeno, a própria vontade” (MVR,308); “ao mundo tanto poderia chamar-se encarnaçón da música como materializaçón da vontade”. (MVR1,310) A música oferece o núcleo mais íntimo de todas as formas, ou sexa, o corazón das cousas. (MVR1,311) Se fosse possível dar unha explicaçón perfeita da música, precisa, completa e capaz de chegar ao detalhe, quer dizer, unha repetiçón exaustiva em conceitos daquilo que a música expressa, esta seria ao mesmo tempo, unha reproduçón e explicaçón suficiente do mundo em conceitos, ou algo parecido, isto é, seria a verdadeira filosofia. (MVR1,312) O ouvinte contempla a sua essência e a essência do mundo, a vontade. A música leva-o por todos os estados interiores ou sentimentos: eleva-o a extácticos instantes de plenitude, envolve-o numa serenidade pausada, mergulha-o no sofrimento ou arremessa-o para paixóns arrebatadoras. Move-o nunha dimensón estéctica, livre tanto de factos empíricos como de um material que se possa identificar com estes factos. Dá-lhe, num plano intuitivo, a forma essencial das emoçóns. Produz um insuperável prazer estéctico, porque transforma em linguagem a mais profunda intimidade da essência humana. É inútil continuar a parafrasear as excelsas reflexóns de Schopenhauer sobre a música. Son algunhas das meditaçóns mais profundas e esclarecedoras que se têm escrito sobre a arte suprema. Têm inspirado músicos, teóricos e melómanos. Están no terceiro livro de “O Mundo como Vontade e Representaçón”, para lê-las e senti-las. O conxunto da estéctica schopenhaueriana é unha reflexón de primeira ordem non só sobre a arte, mas também – o que acaba por ser mais relevante nesta exposiçón – como primeira escapatória à tirania do egoísmo subxectivo. A saída da arte é parcial e provisória, um oásis no meio do deserto. Ha outra saída que implica unha mudança de consciência permanente, na qual a vontade se vira contra si mesma e, por milagre, se anula.
joan solé
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EM NOME DE GUILLADE (XXVI)
CLIMA
Pola súa altitude, unha elevaçón media sobre o nível do mar inferior ós duzentos metros na maior parte do seu território, e pola súa posiçón xeográfica, próxima ó océano Atlântico, encádrase dentro do dominio climático que se pode considerar mediterrâneo húmido, oceânico com trazos mediterrâneos ou subtropical húmido. Caracteríza-se polas temperaturas suaves no inverno e cálidas no verán, com abundantes precipitaçóns debido à influência oceânica. O mes máis frío corresponde-se com Xaneiro, com 8,5ºC de media, mentres que em Xulho se rexistran as cotas máximas, com arredor de 21,5ºC. A amplitude térmica é duns 13ºC, polo que xa indica certas características que se correspondem com o continental ou com o mediterrâneo com respeito a unha suavidade climática oceânica pura. Os valores estivais som superiores ós atlânticos e as temperaturas invernais descendem dos 10ºC en Decembro (8,5ºC), Xaneiro (8,5ºC) e Febreiro (9ºC), o que condiciona o desenvolvimento do ciclo biolóxico dos seres vivos. Ademais, possúe um total de seis meses con valores inferiores ós 10ºC, rexistrándo-se ás vezes 0ºC, con riscos de xeadas. A semelhanza cos climas de tendência mediterrânea deixa-se sentir sobre tudo nas médias máximas, pois superan-se os 25ºC em Xulho, Agosto e Sptembro. As precipitaçóns anuais exceden os 1.500 milímetros, mas arredor das três quartas partes rexístran-se em seis meses, de aí o seu carácter irregular; Xaneiro, Febreiro e Marzo tenhem chúvias em mais da metade dos seus días, mentres que Xunho, Xulho, Agosto e Septembro som os máis secos, c’um acusado déficit hídrico.
alberte reboreda carreira
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A ARTE COMO ALÍVIO E COMO REVELAÇÓN (54)
(redençón momentânea pola arte)
O terceiro livro de O Mundo está dedicado á experiência estéctica. É unha das grandes reflexóns alguma vez escritas sobre o assunto. A arte permite substrair-se à trama da vontade, emerxir do querer. Deixa a vontade em suspenso: de modo provisório, desaparece o perguntar obsessivo sobre a utilidade que as cousas têm para nós. A arte entende-se de um modo singular, sem remeter o obxecto aos intereses egoístas, non subxectiva, mas obxectivamente. Experimenta-se como pura representaçón, sem motivo para a acçón ou o desexo. Por si mesma, non tem relaçón com outros obxectos. Enquanto dura a experiência estéctica “livramo-nos da humilhante urxência da vontade, celebramos o sabbath dos trabalhos forçados do querer” (MVR1,231). A pessoa dotada de capacidade para a contemplaçón estéctica pode experimentar com obxectos naturais: unha paisaxem, unha árbore, unha rocha; mas o obxecto idóneo para vivê-la com maior intensidade é o obxecto artístico. A arte orixina um estado de comtemplaçón em que a vontade fica em suspenso, o que dá alívio e revelaçón ao espírito. O que a arte revela son arquétipos eternos. Eleva o suxeito a um estado de conhecimento ou percepçón obxectiva na qual experimenta um tipo de prazer único ao ver com serenidade a forma eterna das cousas. As ideias, os arquétipos, encontram-se fora das determinaçóns espaço-temporais, para além das cousas e dos seres particulares, concretizados na matéria e das relaçóns que estes mantêm entre si. Quando o suxeito está submetido à vontade só é capaz de perceber o reino do empírico e do particular, e de encaminhá-lo para os seus intereses egoístas. O efeito terapêutico e cognitivo da arte consiste em permitir ao suxeito acceder à experiência estéctica das formas arquetípicas. O suxeito capaz de se elevar ao nível da contemplaçón da Ideia percebe o eterno e inmutável, e abandona a sua habitual prostraçón apetitosa: perde a consciência de si mesmo como indivíduo. Claro que os termos e conceitos de Ideia, Forma e arquétipo nos remetem de inmediato para a filosofia platónica que, como sabemos, xuntamente com Kant e o pensamento hindu, é a terceira grande influência na filosofia de Schopenhauer. Neste sistema unitário, tudo conduz ao todo: também a estéctica à metafísica.
joan solé
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AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (15)
Calamidades. Sufráxio. O día 16 de Decembro de 1905, assistiron todas as pessoas devotas á Santa Misa que se celebrou em sufráxio do meu tío (que em paz descanse), a minha nái assistíu, chegando de Matamá onde eu andava com a toura, e despois foi a Oliveira, chegando polas 6 da tarde chorando de tal maneira que tivem que ir por ela, perguntei-lhe que passava, e dixo que a sua irmán se tinha metido nela, despois de passados 15 minutos deixou de chorar, xa só se queixava da cabeza, eu tamém todo o día tinha andado aturdido da cabeza como se me quixera dar um síncope e queixas do corazón, etc… Ofertórium. O día 14 de Decembro de 1905 Domingo, a minha nái foi ó ofertório do meu tío (q. e. p. d.), eu tinha quedado na casa, acto continuado chegou Avelino Carraceda, xogamos um partido e despois marchamos. O día 18 de Decembro de 1905, sentín unha forte dor no xoelho da perna esquerda por via dum carbunclo, que reventou derramando aproximadamente meio quartilho de sangre, eu xamáis tinha visto carbunclo semelhante. A minha nái e o adivinho. O día 20 de Decembro a minha nái foi a Ponte pagar o consumo e de passo foi xunto ó adivinho. De noite, vem o Spírito inquietarme, o meu corpo xa estava muito tomado pola bruxaría, que muitas vezes quando despertava moviase-me o corpo, quedando a cabeza quieta sem sentido e sem movimento, e non conseguia senon a forza de sacudir o corpo; nestes días passei muita fame. Paporrubio. O día 23 de Decembro de 1905 a minha nái fora a Ponte, e eu fún a dentro do eido cortar unhas polas de maceira e colhim unha postura mala ó respirar, e pareceu-me que se me introducíu aire num bacío, resultando unha grande dor por alguns días no referido sítio, e quando tossía a dor era insufríveĺ. Nesse día tivem unha surpresa porque, facía mais de trinta días, que todos os días entrava um paporrubio pola ventana até ó meio da casa e várias vezes saía pola porta; hoxe neste dia, o estou vendo sobre a porta e despois poussar no chan da casa.
manuel calviño souto
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SCHOPENHAUER FACE AO PANTEÍSMO (53)
Os panteístas xá tinham concebido um princípio imanente unificador do mundo, um substracto comum a tudo. Tinham achado unha divindade no mundo, non transcendente a ele, que era o seu sentido, a garantia da sua bondade. Este panteísmo era optimista e racionalista: existia unha ordem, um sentido, o bem. O panteísmo sustenta o que indica a etimoloxia do seu próprio nome: tudo é Deus, o mundo é divino. Schopenhauer partilha com o panteísmo percepçóns básicas como a de um princípio do mundo inerente a este, e non transcendente, a visón de unha essência comum a tudo. Mas recusa-o porque non percebe no mundo motivos para esse optimismo racionalista. Há nele demasiado sofrimento, demasiada rivalidade, demasiada maldade. Parece-lhe inmoral pensar que este mundo de sofrimento é bom, que é o que deve ser. O mundo está muito mais perto do péssimo, se fosse pior non poderia existir, do que do óptimo; por isso é mais moral e xustifica-se mais ser pessimista do que optimista. Além disso, considera que o panteísmo é inconsistente no seu método; parte de conceitos abstractos e da ideia de Deus, de algo desconhecido para explicar algo conhecido, o mundo; ele, pelo contrário insere-se na interioridade mais íntima do ser concreto para achar, de modo intuitivo e directo (sem conceitos), a forza motora de tudo, e parte de algo conhecido (a vontade) para explicar o desconhecido.
joan solé
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DERIVA HISTÓRICA
O MUINHO DE BARCA DA BELLA VISTA
Forma parte do nosso património arqueolóxico, este muinho de barca, destinado a moer possívelmente bellotas, que era unha das bases alimentárias mais comuns da nossa terra. Pois é, xá o arqueólogo, aconselhou procurá-lo, e depois pedir autorizaçón ás respectivas autoridades para o seu traslado ó Centro Cultural (Centro Bingueiro), onde supostamênte estaría a salvo. Havia que reunir as xentes do comúm, e fazer unha batida sistemática a fim de localizá-lo. Mas a “Sagrada Preguiça”, a virtude mais benêbola e indulxênte com o sofrimento humano, acabou por adiar ad infinitum este negócio, para futuros tempos de mais prosperidade. Penso, que guardo, no fundo do meu previlexiado cerebelo, a localizaçón exacta, a meio do caminho dum povoado mineiro da idade do bronze.
a irmandade circular
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GOTAS DE MERCÚRIO (52)
O que se submete ao princípio da razón suficiente, manifestando-se no espaço e no tempo, son os fenómenos. Estas determinaçóns fazem com que o mundo se apresente ao suxeito como representaçón. Espaço e tempo (que existem no suxeito e na matéria enquanto conteúdo da consciência) constituem o “princípio de individuaçón”: produzem a existência fenoménica da multiplicidade de seres individuais. Este princípio non actua no outro lado do espelho, o da cousa em si, que non precisa de determinaçóns (regras, límites), e é unitária. A estructura do princípio de individuaçón confirma-nos, no plano conceptual, o que xá dissemos e que sabíamos intuitivamente: non pode existir relaçón de causalidade entre a cousa em si e os fenómenos; a vontade, que non está submetida á causalidade (princípio da razón suficiente), non pode ser a causa das cousas e dos factos que experimentamos no plano empírico, que, estes sim, estan submetidos á causalidade. Na experiência directa do corpo, descobriu-se que a vontade non está, como causa, nem antes nem fora das acçóns fenoménicas: está nelas enquanto aspecto numénico, como cousa em si. Entender esta inclusón, esta falta de exterioridade e de causalidade, é fundamental para a compreensón da vontade em si e a sua relaçón com o particular fenoménico. A pergunta continua a ser como se manifesta ou obxectiva essa vontade ou coisa em si no fenómeno percebido. Schopenhauer indica que son dous aspectos do mesmo, um dos quais podemos entender empiricamente e o outro non. O fenómeno que entra na representaçón por efeito do princípio de individuaçón (inserçón no espaço e no tempo) é a obxectivaçón ou manifestaçón da vontade. Esta é, basicamente, toda a explicaçón que Schopenhauer nos dá a esse respeito. Visualizemos: há unha grande bola de mercúrio essencial que é a vontade e múltiplas gotas que se desprendem dela e que se mantêm independentes durante algum tempo até serem reabsorvidas. A grande bola de mercúrio é a vontade, o em si, o númeno, Brahma. As gotas son os fenómenos, o particular; son este can, este homem, esta rosa e esta rocha, este desexo, a força da gravidade, o magnetismo. Estava xunto ao reservatório de mercúrio do aparelho pneumático e com unha colher de ferro extraía algunhas gotas, lançava-as ao ar e recolhia-as com a colher. Se non as apanhasse as gotas voltavam a cair no reservatório e a única cousa que se perdia era a forma momentânea. Por isso, era-me bastante indiferente conseguir ou non conseguir apanhá-las. É assim que se comporta a “natura naturans”, ou sexa, a essência interior de todas as cousas, como a vida e a morte dos indivíduos. (P2,686)
JOAN SOLÉ
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