




Para tal, dividiremos a leitura em três partes: a primeira, um capítulo eminentemente biográfico; a segunda, outro destinado a mostrar, de forma simples mas fundamentada, como chegou ao seu conceito-chave, a “duraçón” passando pela sua crítica à tradiçón e pelo seu particular método filosófico; a terceira, três capítulos que sintetizam os seus libros principais. Estes três capítulos têm o nome de três “fantasmas”: o da liberdade, o da memória e o da vida. Non que Bergson os considere assim: permanecem “fantasmagóricos” (e inclusive ameaçadores) para todos aqueles que sexam incapazes de os imaxinar com os conceitos adequados. Só mais um pormenor. Muitas vezes, somos obrigados a ler que a filosofía se condenou a si própria à marxinalidade por non se ocupar dos dactos proporcionados pela ciência. Valha o que valer esta recriminaçón, é possíbel que Bergson tenha sido o último grande filósofo a escapar a isso. O que non se diz tantas vezes é que, quando o filósofo se ocupa desses resultados, o que disponibiliza non é necessariamente do agrado dos cientistas. O mesmo ocorreria relativamente à relixión ou à opinión pública. A filosofía non presta contas a nenhum poder estabelecido: tem a sua própria axenda e o seu próprio campo de exercício, demarcado por problemas e conceitos próprios. Como todos os grandes, Bergson contribuiu para traçar essa esfera e para reivindicar a sua autonomia. Procedeu, sem dúvida, à sua maneira, mas fazendo-nos entender que há latitudes da experiência e do pensamento racional às quais só a filosofía acede com certa firmeza de ânimo. Nem a ciência nem a relixión as alcançam, porque non son “o seu problema”. E embora toda a empresa metafísica da ambiçón da aquí esboçada sexa, de certo modo, a história de um fracasso (aquele que resulta de tentar “colonizar” por completo esse território que simultaneamente nos descobre), trata-se, no caso de Bergson, de um magnífico fracasso, à medida do seu tempo e do nosso, perante o qual non podemos deixar de nos espantar.
ANTONIO DOPAZO GALLEGO
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FALLO
Que debo ESTIMANDO SUSTANCIALMENTE la demanda presentada por la Procuradora de los Tribunales Dª Teresa Carrera Fernández en nombre y representación de la Comunidade de Montes Vecinales en Mano Común de la Parroquia de Guillade, frente a Dª María Eugenia Martinez David, D. Luciano Durán Diéguez representados por la Procuradora Dª Josefa Fernández Piñeiro, Dª Rosa Barros Sebastián, Dª Berta Alonso Barros y D. Diego Alonso Barros:
LA JUEZ,
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Jean-Jacques Rousseau nasceu no ano de 1712, isto é, no raiar do século XVIII, o denominado “Século das Luzes” ou do Iluminismo. Unha época que pretendia iluminar as trevas da superstiçón relixiosa e os estereótipos políticos com as luzes da razón, cuxa laica e imponente autoridade ameaçava desaloxar, de unha só vez, os poderes enraizados nos tronos e nos altares. O indiscutível poder absolucto dos monarcas e, inclusive, a própria existência de Deus foram postos em causa. Immanuel Kant definiu o iluminismo como o abandono por parte do ser humano de unha “menoridade” da qual ele próprio era responsábel, dado que se torna tremendamente confortábel contar a todo o instante com tutores que nos poupem o trabalho de pensar por nós proṕrios. O lema do Iluminismo, segundo Kant, era “ousar pensar por sí próprio”, servir-se do próprio entendimento para dirimir os dilemas com que a vida nos confronta e tomar qualquer tipo de decisón sem delegar a responsabilidade ou renunciar á nossa liberdade. A preguiça e a cobardía costuman ser as causas pelas quais tantos homes gostam de continuar a ser menores de idade durante toda a vida, ao passo que, a outros, lhes é tán fácil erixir-se em seus tutores. É tán cómodo ser menor! Basta ter um libro que complete o meu critério, alguém que faça as vezes da minha consciência moral, um médico que me prescreva a minha dieta, etc. “Non me fái falta pensar, quando posso simplesmente pagar; outros empreenderam por mim essa tarefa aborrecida”, lemos no opúsculo kantiano “O Que é o Iluminismo?”, publicado em 1786 por unha revista berlinense, apenas oito anos depois da morte de Rousseau em 1778, e onze anos antes da Revoluçón Francesa.
ROBERTO R. ARAMAYO
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O tenente Ordoño, non era do Opus, que para isso había que ser ou muito intelectual ou muito virtuoso, e el non entraba por ningúm dos dous conceitos. Tampouco era um anarquista, ou simplesmente roxo, polo qual de ningunha maneira podía saber que chamar camarada ao “mauser”, fora ideia de um poeta bolchevique, que acabou por se suicidar. Ordoño era boa xente ou, polo menos , era regular; só que os padecimentos do intestino, nascidos da fame e das privaçóns da guerra, tinham-no amargado. Quando nos metía esses passos lixeiros terroríficos, parecia-me um cabrón com pintas e, seguramente, o era. Mas a sua cara avinagrada inspiraba compaixón. Um dia de manóbras, quando xá éramos veteranos, caíu-lhe ós pés unha granada e rebentou-lhe o corpo. A explosón, curou-lhe as tripas, mas fodeu-lhe as pernas, e durante um largo tempo andou nunha cadeira de rodas; non sei que foi feito del, na vida civil, pois é possíbel que, a raíz do accidente, talvez fora reformado. Em qualquer caso, xamais voltou a mandar passos lixeiros com o mosquetón sobre a cabeza, no pâramo de San Isidro. O sol no pâramo era fogo, azeite a ferver, líquido metal que nos abrassaba o xuízo. Trás largas caminhatas, voltas e reviravoltas, de frente sobre o hombro, algúm non podía ressistir e caía ó chán como um páxaro asfixiado. Era o pior que che podía passar. O tenente instructor non toleraba debilidades. Clamaba, quero soldados, non damiselas nem mariquitas, a ver, que abaniquem a essa senhorita, ou saquem-na xá da fila…
JAVIER VILLÁN E DAVID OURO
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O obxecto deste libro é proporcionar ao leitor unha introduçón ao pensamento do autor das Enéadas. É um libro breve e acessível, mas non renuncia a ser um libro de filosofía. A filosofía é inseparábel da apresentaçón de problemas que expressam o conflicto entre as nossas necessidades humanas e a representaçón que fazemos da realidade: é o modo como o mundo se mostra contra a nossa razón e contra a nossa liberdade. Consequentemente, há sempre nela unha componente de “criaçón” que tentaremos reunir: o “passo de dança” plotiniano. Para isso, daremos especial atençón aos problemas com que Plotino se confrontou e que soube apresentar e resolver através de unha série de conceitos que têm a sua asignatura. Dividiremos esta exploraçón em cinco capítulos. No primeiro, ocupar-nos-emos da biografia de Plotino conforme é relatada pelo seu melhor discípulo, Porfírio. Trata-se de um relato pintoresco, com todo o encanto e a exemplaridade quase mitolóxica das vidas dos pensadores antigos. No segundo, estudaremos o cenário filosófico no qual Plotino cresceu, o turbulento século III da nossa era, e com ele as condiçóns para o aparecimento de unha nova espécie de filósofo muito diferente das anteriores. Os dois capítulos seguintes exporán, respectivamente, cada um dos dois grandes movimentos do sistema plotiniano, a processón e a conversón, que, como as sístoles e as diástoles do corazón, marcam o pulsar da sua filosofía. Finalmente, no último capítulo exporaremos nunha breve conclusón a importância de Plotino para o pensamento medieval, moderno e contemporâneo.
ANTONIO DOPAZO GALLEGO
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Se as modificaçóns necessárias para acomodar novas observaçóns, resultam demasiado abarrocadas, isto vêm a significar a necessidade de um novo modelo. O exemplo de um modelo, que cedeu baixo o peso de novas observaçóns, foi o de um universo estáctico. Na década de 1920, a maioría dos físicos, acreditabam que o universo era estáctico, é dicer, que non mudaba de tamanho. Mas em 1929 Edwing Hubble publicou as suas observaçóns, que demostrabam que o universo está em expansón. Mas Hubble non observou directamente que o universo se expandira, senón a luz emitida polas galáxias. Essa luz contem unha sinal característica, o espectro, basada na composiçón de cada galáxia, e que muda de maneira quantitativamente conhecida se a galáxia se move. Polo tanto, analizando os espectros das galáxias lonxanas, Hubble conseguíu determinar as suas velocidades. Tinha esperado encontrar tantas galáxias alonxando-se de nós, como acercando-se a nós, mas, encontrou que practicamente todas elas se estabam alonxando, e que quanto mais lonxe estabam, com maior velocidade se movíam. Hubble concluíu que o universo se estaba expandindo, mas outros, que intentabam salvar o modelo anterior, quixéron xustificar essas observaçóns no contexto do universo estáctico. Por exemplo, o físico do Instituto Tecnolóxico da Califórnia, Caltech Fritz Zwicky, suxeríu que por algunha razón todavía desconhecida a luz podía ir perdendo lentamente enerxía à medida que recorre grandes distâncias. Essa disminuiçón de enerxía correspondería a um câmbio no espectro da luz, que Zwicky suxeríu podría reproducir as observaçóns de Hubble. Durante décadas depois de Hubble, muitos científicos continuarom mantendo a teoría de um estado estacionário. Mas o modelo mais natural, era o de Hubble, o de um “universo em expansón”, e ó final tivo que ser comunmente aceitado.
STEPHEN HAWKING E LEONARD MLODINOW
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Baruch de Espinosa (1632 – 1677) é um dos três grandes filósofos racionalistas do século XVII, xuntamente com Descartes e Leibniz. Devido à leitura do primeiro, cuxo pensamento lhe pareceu adequado, mas insuficiente, Espinosa concebeu o proxecto de explicar a realidade (o mundo e todo o seu conteúdo, incluindo o homem com a sua interioridade) a partir dos conceitos da razón. Acreditou que se pensasse correctamente sería possíbel atinxir um conhecimento certo e fiável, tanto do mundo físico como do moral, das coisas de fora e das vivências interiores. O racionalismo espinosista tem três proxecçóns básicas: metafísica, porque defende que há unha ordem racional necessária, subxacente à realidade; epistemoloxía, no sentido em que o intelecto humano pode conhecer esta ordem; e ética, pela convicçón de que, para o homem, o bem consiste em rexer a sua vida pelo conhecimento da ordem universal. Viveu na época da Revoluçón Científica, na qual participou activamente como artesán (o seu ofício consistia em polir lentes para telescópios, microscópios e outros aparelhos ópticos) e como teórico, pois estaba ao corrente dos avanços de vanguarda na física e em outros campos. O fascínio que sentia pelo conhecimento do mundo material non fez com que se esquecesse da dimensón subxectiva do ser humano. A sua obra principal, Ética: demonstrada à maneira dos xeómetras, expón a sua filosofía moral apoiando-se na metafísica, ou estudo da base ou estructura da realidade. A Ética, de extremo interesse ao longo dos mais de três séculos em que tem sido reeditada, aborda com rigor quase todas as grandes questóns da filosofía: existência e natureza de Deus, relaçón entre mente e corpo no ser humano, liberdade e determinismo, verdade, leis da natureza, paixóns, virtude, felicidade, carácter do bem e do mal, imortalidade, eternidade. Poucos libros abordaram de um modo tán sério um espectro temático tán amplo. Espinosa produziu também um estudo de teoría política e de interpretaçón bíblica, o Tratado Teolóxico-Político, com o qual esperaba contribuir para trazer a paz ao mundo e favorecer a liberdade de pensamento. Mais tarde, com o Tratado da Reforma do Entendimento, procurou fornecer os instrumentos conceptuais que consideraba indispensábeis para o pensamento correcto. Recusou a baxulaçón e o dinheiro dos poderosos para manter a sua liberdade e independência na pobreza. Subsistiu com o ofício de polidor de lentes e construiu um sistema abstracto que prescinde dos dactos sensoriais. Viveu plenamente para a filosofía e, até quando começou a ser célebre nos sectores cultos de toda a Europa, preferiu non viver dela.
JOAN SOLÉ
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Quando a xovem, que chegou enmascarada e acompanhada por unha servinte, descobríu o rostro, a experta em almidonados pensou que xamais tinha visto unha beleza comparábel com aquela e ficou confundida. Quince anos, um rostro fermoso e em que cada rasgo presentaba a mais absolucta perfeiçón, unhs olhos fascinantes de um azul verdoso tornasolado, unha massa sedosa de cabelos quase prateados de puro rúibos, a têz mais fina que se poida imaxinar, e um corpo alto, esbelto que parecía moldurado. Frances Howard, condesa de Essex, estaba extraordinariamente desarrolhada para a sua idade. “Desde Elena de Troia non se víu xamais unha beleza como ésta – pensou a senhora Turner – Queira o céu que non traga tantas desgráças…” Y perguntou humildemente à sua nobre visitante que desexába. Ésta quería dous filtros, um para conquistar um home e o segundo para afuxentar a outro. ¿Conquistar a um home? – exclamou a senhora Turner, sinceramente sorpreendida -. Mas milady, ¿que filtro mais poderoso que vós mesma podo eu oferecer? Os debería bastar com mostrárvos… A fermosa Frances, agradeceu debidamente o cumprimento. ¿Quem sabe? – replicou, encolhendo-se de hombros -, ¡Os homes som tán extranhos! Quero xogar sobre seguro. E seguidamente se explicou: dous anos antes – quando ela só contaba treze anos – a xovem Frances Howard foi casada, por razóns políticas, com o non menos novo Robert Devereux, conde de Essex, que ainda non tinha cumprido os quinze. Era o filho do célebre favorito da grande Isabel, cuxa presunçón o levou ó cadalso, mas cuxa família conservou riqueza e poderío. O arrogante conde de Norfolk, pai de Frances, e o seu tío, Nottingham, quixéron este matrimónio, que foi celebrado, mas nón, em vista da idade de ambos esposos, consumado. Frances regresou para xunto das suas bonecas, mentras Robert partía para efectuar a volta à Europa que entón completaba obrigatoriamente toda educaçón de um inglês bem nascido. Durante algúm tempo a xovem desposada sonhou com aquel marido xovem e seductor ó que ela apenas tinha entrevisto e esperou com impaciência o seu regreso. Mas um acontecimento recente tinha transtornado, à véz que a sua vida o seu corazón: Um mes antes, o rei Jacobo I, filho de María Estuardo, que non apreciaba muito as mulheres, mas sim em câmbio, aos xentil-homes xóvens e apostos, tinha celebrado um torneo em honra do seu favorito do momento, o seductor lord Hay, que tinha regressado de unha embaixada a França. Resultou que, montando num fogoso cabalo, um xovem precedía ò embaixador, seu dono, e levaba o escudo deste. Tratába-se de um escoçês de vinte anos, Robert Carr, tán bem prantado, que o rei esqueceu logo a lord Hay e só pensou no escudeiro. De pronto, o cabalo do escoçés encabritou-se e desmontou o xinete, que caíu no chán e rompeu unha perna. Sem disimular a sua grande axitaçón, Jacobo I correu-se a axudar o ferido. Fixo que o trasladaram ó palácio e que o cuidara o seu próprio médico, e durante oito dias Robert Carr, non recebeu mais visitas que as do seu soberano. O seu favor foi tán súbito como fulgurante. Quando recuperou o uso da perna, o modesto Robert Carr era xá Vizconde de Rochester e, nas semanas que seguiron, choveu sobre el um verdadeiro alûde de réxios presentes. Em breve tempo, foi secretário privado e cabaleiro da Xarreteira, recebeu pensón e castelos, e pronto non houbo ninguém em Inglaterra que ignorara que o rei estaba louco por el. O amor non tinha invadido tán só o débil monarca, senón que había feito pressa também em lady Essex: unha só mirada lhe tinha bastado a Frances, para decidir que xamais amaría a outro home, que non fora aquél e para xurar que sería súa. Mas, para semelhante empresa necesitaba aliádos e, polo tanto, confiou os seus cuidados ó seu tío Nottingham, mais que indulxente com a sua linda sobrinha e que, ademais consideraba boa política, estar de boas relaçóns com o novo favorito. Foi polo que enviou Frances xunto da Senhora Turner. Ésta escuitou com a maior atençón a sua visitante e, unha vez terminada a exposiçón, limitou-se a perguntar a quém destinaba o segundo filtro. ¡A meu esposo! – contestou Frances. Este debería regressar dentro de dous ou três meses, e ela non podería soportar nim sequera a ideia do contacto – . ¡Non quero que me ame! ¡A ningúm preço!
JULIETTE BENZONI
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MIGUEL GARCÍA-BARÓ
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Aloe Vera é unha pranta suculenta de folha perene pertencente ó xénero Aloe. Orixinária da Península Arábica, hoxe em día encontra-se diseminada por todo o mundo, sempre e quando a zona xeográfica tenha um clima cálido. O seu cultivo localiza-se nas zonas tropicais, tanto para usos agrícolas como medicinais, sendo unha espécie ornamental frequente nas nossas casas e nos xardíns de todo o planeta. Seu nome, Aloe Vera, deriva do vocábolo árabe “alloeh”, xá que é desta forma como se denomina nessa rexión. É unha pranta com folhas espinhosas de xugo amargo, que actúa como defesa contra animais e insectos que se puideram alimentar da mesma. Forma parte de inumerábeis productos de uso diário, tanto relacionados com a elaboraçón de cosméticos, como de bebidas, ou da farmacopeia medicinal, em balsamos ou cremas para a pel, pomadas para queimaduras e suplementos dietécticos. Vem-se usando com fins medicinais desde fái mais de 3.000 anos. Tem-se constânza arqueolóxica do seu uso no Exípto faraónico, e também para os médicos gregos, o Aloe era unha pranta medicinal de probada eficácia e âmplo uso. A medicina ayurvédica e a medicina tradicional chinesa usam o Aloe tanto em aplicaçóns de cremas sobre a pel como por vía oral. Atesoura vitaminas A, B12, ácido fólico, C e E. O seu poder antioxidante protexe o organismo da acçón dos radicais libres, polo que têm actividade positiva frente ó envelhecimento e à dexeneraçón celular. O alto contido em minerais como o calcio, potássio, cromo, sódio, cobre, zinc e selénio, fái do Aloe Vera um aliado indispensábel para o metabolismo celular. Rico em aminoácidos, 20 em total, incluíndo 7 dos 9 essenciais. As folhas están cheias de um xél pegaxoso composto num 96% de água, e de um mucopolisacárido hidrófilo, um carbohidrácto complexo, conhecido como acemanano. O Aloe têm propriedades inmunoestimulantes, antivirais e anticanceríxenas. Contêm vários compostos antiinflamatórios, incluído ácido-salicílico, a cromosil C-glucosil e a enzima bradiquinasa. Para o cuidado da pel e do cabelo é ideal. Contêm enzimas proteolíticas que reparam as células mortas da pel, actua como acondicionador do cabelo, deixando-o suáve e brilhante, e permite o seu crescimento. Com acçón anti-caspa e aliviando a picazón do couro cabeludo. O Aloe Vera, usa-se desde sempre num âmplo abanico de productos de beleza, medicinais ou dietécticos, pelos seus benefícios incríbeis e as suas características maravilhosas.
RAÚL MARTÍNEZ
(Recomendo, comprar em farmácias um bote grande de aproximadamente 11 euros, de Aloe Vera puro)
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Por sinal, um subtil engano da ciência, que precisamente Husserl non se cansou de debelar, consiste em tratar de convencer-nos que apenas existem os problemas, nunca os mistérios. É unha posiçón perfeitamente antifilosófica, que tecnicamente se chama “positivismo”. Consiste aproximadamente nisto: “embora eu próprio ainda non me consiga acostumar a esta verdade porque a minha educaçón me deformou demasiado, sei que non há nenhuma pergunta que tenha sentido que non se possa responder num laboratório, ou com unha estatística, ou com um modelo computacional. Por exemplo, espero que um dia a pretendida questón do sentido da vida me deixe totalmente de importar e até nem sequer a compreenda.” A filosofía nasceu em paralelo com a ciência e nela embrenhada, mas muito cedo, apenas com cinquenta anos de vida, estas siamesas souberam por sí próprias separar-se (mas as pessoas non son nem a ciência nem a filosofía, e insistem e insistirám talvez sempre em enmaranhá-las de novo). Aos “mistérios” carregá-los-emos para sempre, e o trabalho, penoso e delicioso unhas vezes, angustiante e embriagante outras, consiste, por conseguinte, em ir-lhes dando voltas. É como se, precisamente quando vamos chocar mortalmente contra o muro, passassem de aporías a colossais nuvens de tempestade, igualmente belas e sinistras, por meio das quais se aventura o piloto do avión. A experiência ensina-nos que se trata de algo semelhante a unha viaxem por unha paisaxem de montanha. Curvas, subidas, descidas; picos vertixinosos; vales sem luz; perspectiva infinita de súbito; um páramo; a foz de um rio… Tomo, a propósito, a imaxem do filósofo Franz Rosenzweig: somos como convalescentes da doença problemática, aporética e misteriosa da vida, que almexam a saúde nestas paisaxens, isto é, que procuram unha vida nova ou renovada aprendendo a ver todas as coisas depois de unha imensa “abstençón” a respeito das técnicas e das rotinas da vida quotidiana e da cidade de ar e de água poluídos, na qual adoeceram. Experiência quer xustamente dizer viaxem, e a viaxem é aprendizaxem. Quando a facilidade da traxectória da vida se vê alterada, dá-se unha espécie de reduplicaçón da vida: non posso non continuar a vivê-la, mas agora, além disso, penso-a.
MIGUEL GARCÍA-BARÓ
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Lisboa, em meados do século XIX, non tinha muita oferta de espaços nocturnos, pelo que as tabernas constituíam um ponto de encontro de unha mistura social, onde se reuniam em noites de “fado vadio” trabalhadores de hortas, artistas, estranxeiros, marinheiros, pescadores e fidalgos. O fado, por ser unha cançón nacional, rapidamente atraiu a aristocracia bohémia que era seduzida pelas mulheres e pelo néctar da luxúria e do pecado, da boa má vida, que se levaba nas vielas de Lisboa. E, assim, começou a frequentar os antigos bairros pobres da cidade, como Alfama ou Mouraria, onde xá se tocaba e cantava o fado, adquirindo um especial gosto por este estilo de música tipicamente português. O típico “teatro de revista” lisboeta surxe em 1851, começando a partir de 1870 a integrar o fado com regularidade, contribuindo, assim, para unha popularizacón e consequente enriquecimento da sua forma de escrita e música. É também neste período que a guitarra portuguesa se afirma como a definitiva companheira do fado. No voltar da década de 1880, o fado é levado para os salóns aristocráticos onde passa a ser acompanhado ao piano, voltando a sofrer outra nova evoluçón literária e artística. Os versos populares rebuscados e dramáticos começam a ser substituídos por poemas mais sofisticados. O fado passa, entón, a estar presente na taberna e no salón. Desde o seu aparecimento que mantém a sua expressón sentimental associada à fatalidade do destino, estando marcado pelo “pathos” (é unha palabra grega que significa paixón, excesso, catástrofe, passaxem, passividade, sofrimento e suxeiçón) das traxédias da Grécia clássica. No final do século XIX o fado surxe em Coimbra, encontrando no estudante de medicina Augusto Hilário a sua figura central, autor do respectivo “Fado Hilário” que viria mais tarde a ser interpretado por Amália e muitos outros.
FADO PORTUGAL
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Sem interrupçóns, Leibniz começóu a trabalhar num escrito de habilitaçón para a Faculdade de Filosofía; intitulado “Disputatio Arithmetica de Complexionibus”, acaba por se converter na introduçón do primeiro grande escrito orixinal de Leibniz, Dissertaçón sobre a Arte Combinatória (Dissertatio de Arte Combinatória), onde desenvolve a sua ideia de um alfabeto do pensamento humano no qual todos os conceitos seríam combinaçóns mais ou menos complexas de um pequeno número de conceitos simples; Leibniz tinha-se inspirado na “Ars Magna” de Ramon Llull (Raimundo Lúlio), Mas ía mais além do método mecânico do catalán, que desconhecía as leis da “aritmética combinatória”, indicando as linhas orientadoras da sua arte de inventar e de unha escrita ou linguaxem universal – parecida com a escrita de sinais exípcia ou chinesa – que, anos mais tarde, desenvolvería no seu sistema da Característica Universal; a título de curiosidade, devo dizer que como anexo da obra aparece unha demonstraçón da existência de Deus na qual desenvolve o argumento ontolóxico de Santo Anselmo, segundo um modelo de demonstraçón euclidiana, antecipando a tese metafísica – à qual voltará anos despois – de que “se o ser necessário é possíbel, existe necessariamente”. Este ensaio sobre a arte combinatória foi publicado em 1666 sem fazer qualquer referência à Universidade de Leipzig, que lhe tinha negado o grau de Doutor em Direito, aparentemente para que non pudesse criar obstáculos a outros candidatos mais veteranos na posterior obtençón de um cargo de professor assistente.
CONCHA ROLDÁN
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SALVE
Deus Capital te salve Burguesía. Rainha e nái de amargura. Oh Deus e morte, tormento nosso, que el te salve. Contra tí clamamos, os desherdados filhos do Planeta, contra tí suspiramos, e por tua culpa xemêmos e sofrémos, neste vale de lágrimas. Ea, pois Burguesía, madrásta nossa, devolve-nos a nós e à sociedade as terras, minas, fábricas. E tudo o que nos teis roubado, e despois de tán fermosa acçón verás resplandecer as “bem aventuranzas” do novo rexíme Social. Oh pérfida! Oh malígna! Oh infâme Burguesía! Rogamos por tí Burguesía acaparadora e dona hoxe de tudo, para que sexamos dignos de alcanzar os benefícios da Revoluçón Social.
MANUEL CALVIÑO SOUTO
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