Arquivo por autores: fontedopazo

RUSSELL (ACTIVISTA ANTIBELICISTA)

De acordo com o próprio Russell, em 1901 teve unha intensa “iluminaçón mística” de carácter estéctico que o fez sentir a necessidade de elaborar unha filosofía que tornasse a vida humana mais tolerável. Desde entón, embora a sua escrita tivesse um estilo distante de qualquer retórica emocional, a convicçón e o sentimento de que há unha complementariedade entre o que denominou actitudes “místicas” e “lóxicas” sempre o acompanharam e explicam grande parte do seu desenvolvimento filosófico. Um pouco mais tarde, em 1910, sob a influência de Lady Ottoline, amadureceu estas intuiçóns até se tornar unha das forças intelectuais mais poliédricas e interessantes do Século XX. A Primeira Guerra Mundial foi para ele um período de intenso activismo antibelicista. Nunha Inglaterra extasiada pelo militarismo patriotista, apesar de envolvida nunha guerra que dizimaba a sua xuventude sem outro propósito que non fosse o domínio imperialista, foram muito poucos os que, correndo grandes riscos, se manifestarom em sentido contrário ao da maioria. Russell xuntou-se aos socialistas independentes, que se opunham à guerra e ao recrutamento de xovens, e desenvolveu unha intensa actividade através de conferências e outras intervençóns. Em resultado disto, foi-lhe aplicada unha multa de 100 libras, que se recusou a pagar (apesar de os amigos o terem feito através de um leilón dos seus libros); em 1916, foi expulso do Trinity College e, em 1918, depois de fazer comícios contra a entrada dos Estados Unidos na guerra, esteve preso durante seis meses, período que aproveitou para escrever Introduçón à Filosofía Matemática. A expulsón de Cambridge provocou-lhe unha profunda decepçón, que explica, em parte, o facto de ter decidido abandonar a carreira académica (sería readmitido em 1944, quando xá era unha figura internacionalmente conhecida).

FERNANDO BRONCANO

AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (93)

Desgrácia Segunda: o día 31 de Xaneiro de 1918 (quinta feira), vinha eu de serrar com Motrete para o Senhor Francisco da Blanca. Quando nós chegamos, sentimos a Ganeca a berregar com a Pelitrona, e eu parei-me debaixo da minha ventana falando com Maria Rosa da Costa. Xá o Motrete estaba batendo na Ganeca. E eu había uns días que non tinha sonhado nada, e ésta noite facía três dias que me tinha afumado com as herbas do campo santo. Ó deitarme sonhei o seguinte: sonhei que estaba num sítio que non conhecía, e vexo à minha esquerda a Senhora Lisa de Oliveira e à minha dereita o Senhor Cura Val, que foi um Spiritísta notábel de Guillade (Q. E. P. D.), muito bem vestido e fermoso, falando comigo e eu com el, algo falaba também a Senhora Lisa, mas a conversa fundamental era entre el e eu. Eu queixába-me de algunha maleita, tendo à mán unha medicina sem encertar, que estaba num frásco rectangular, e por fora em letras decía, Nitrix ou Niglix, ou cousa semelhante. Despois, despertei e encontrei-me na cama o día um de Febreiro às 3 da manhán. Voltando a cair no sono: sonhei que tinha saltado para um cemitério, eu e mais outro; despois que subím para cima dunha casa, e a estaba alagando; que estaba com a ideia de copular carnalmente com a Senhora Flora de Oliveira, eu estaba cauteloso com o filho, e andába à espera que ela vinhé-se para um sítio apropriádo; despois que vinha eu pola estrada de San Martinho abaixo, acompanhado de Benito Candeira, etc… Hoxe, 10 de Febreiro de 1918, Domingo de Carnaval, había um gaiteiro na casa de Caetano García, eu estaba na minha casa, queixando-me com fortes dores de peito. Uns días na porta, outros na ventana, ou repousando na cabeceira da cama, andaba um páxaro chamado paporrúbio. Zapatos, visita à Virxem: Neste mesmo día 10, xá referido, tomei unha purga de ricíno, que non me fixo nada, e saím da casa polas 2,20 da tarde, caminho da de Juanito do Coterel em Oliveira, para buscar uns zapatos que lhe tinha mandado fazer. O vír de volta, passei pola capela da Virxem do Socorro, e desde a cruz onde dá volta a procissón vinhem chorando, as bágoas caíam a chorros, e o pensamento era que, quando fora a fésta, eu xá non existiría. A minha vida daba término aos 34 anos, aínda non cumpridos, chorei até ó sair das cabadas, meus queridos leitores, eu penso que a minha vida finda, rogai por mim a Deus.

MANUEL CALVIÑO SOUTO

FILOSOFÍA MEDIEVAL (OS TRADUCTORES)

O principal autor traduzido foi Aristóteles, de quem os árabes tiveram ao seu dispor todo o Corpus, salvo a Política. Os cientistas gregos mais importantes foram traduzidos para árabe: Hipócrates e Galeno em medicina, Apolónio de Perga, Euclides de Tiro e Arquímedes de Siracusa em matemática, e Hiparco e Cláudio Ptolomeu em astronomia. É significativo o caso do mais famoso médico do mundo antigo, Galeno, de quem se conservam mais manuscritos árabes do que gregos e, o que é ainda mais surpreendente, mais antigos do que os textos orixinais transmitidos. Entre os traductores destacaram-se os cristáns sírios, que falavam grego; começaram por traduzir para siríaco e posteriormente para árabe. Prestaram unha atençón preferencial ao legado grego, mas traduziram também importantes obras literárias e científicas persas e indianas, que, através da língua árabe, passaram depois ao Occidente cristán. A partir de finais do século XI, o vento de leste começou a soprar sobre a Europa; trazia consigo a semente da ciência grega. Introduziram-se desta forma as obras dos filósofos do islán oriental: al-Kindi, al-Farabi e Avicena. Xuntamente com os velhos textos gregos agora recuperados, chegabam também novos escritos de matemática, astronomia e literatura que traziam o perfume de lonxanas terras. A língua árabe servia de transmissora, mas os velhos povos – Índia, Pérsia, Exípto, Mesopotâmia – tinham deixado o selo da sabedoria secular na sua contribuiçón civilizadora. Esta transferência culminou com as traduçóns arábico-latinas através das quais se renovaria profundamente a cultura cristán do medievo. Tán árdua tarefa realizou-se fundamentalmente em Espanha e em menor escala na Sicília. Os xudeus e os moçárabes fixérom de intermediários no trabalho de traduçón. Símbolo deste descobrimento latino das ciências grega e árabe foi a cidade de Toledo. O rei Afonso X, o “Sábio” (século XIII) protexeu este movimento cultural, promovendo inclusive as traduçóns do árabe para o romance, algo até entón insólito. Após o isolamento europeu da Alta Idade Média, recuperaba-se com estes intercâmbios o legado científico grego e retomavam-se os contactos com o Oriente, apoxeu da civilizaçón. A Europa olhava para o sul. Serve de exemplo a viaxém a Espanha de Gerberto de Aurillac (perto de 945-1003), o papa do Milénio com o nome de Silvestre II, interessado na ciência árabe, que estudou matemáticas e astronomia na península.

ANDRÉS MARTÍNEZ LORCA

LITERATURA (LEOPOLDO ALAS)

“Don Leopoldo era muito pequeno e delgado, quase óseo e tudo nervios, unha espécie de avecinha, com apenas peso de matéria. O cráneo, um tanto voluminoso, em relaçón com a parquedade do corpo (cráneo privilexiádo, como diría algúm). O cabelo e a barba, maicenhos …” Así describe Ramón Pérez de Ayala o seu mêstre e de feito paisano Leopoldo Alas, “Clarín”. Nasceu em Zamora em 1852, na capital do Douro permanecerá muito pouco tempo, pois o seu pai, gobernador civil, é nomeádo para o mesmo cargo em várias províncias mas, até que sete anos despois a família se instala definitivamente em Oviedo. Clarín estudou a carreira de Dereito, obtendo unha cátedra primeiro em Zaragoza e logo na capital asturiana, onde morre em 1901. No seu tempo, foi conhecido non só como criador senón também como crítico, e tanto nunha como na outra actividade mostrou um espírito profundamente relixioso e unha preocupaçón social e política, ainda que tinxida de unha progressista, boa e intelixente dose de escepticismo. Sí Clarín é, fundamentalmente, o autor da novela La Regenta, também merece ocupar um posto de priviléxio entre os contistas espanhois de todos os tempos. Narraçóns brébes como Cambio de Luz de carácter relixioso; ¡Adiós, cordera!, de ambiente campêstre; El torso, de índole social, e Pipá, com muito bem desenhadas protagonistas infantís, podem ser testemunho da larga nómina dos seus títulos, todos eles de unha qualidade indiscutíbel e de unha beleza e um valor testimonial reconhecidos unanimemente pola crítica. Também son magníficas as suas novelas, de maior ou menor extensón: Su único hijo, na que abundam os paralelos com La Regenta; Avecilla, desarrolhada num Madrid que recorda ó de Galdós; Doña Berta, a sua obra mais querida; Cuervo, Superchería… E, claro, La Regenta. Aparecida em 1884, está considerada por alguns como a melhor novela espanhola – e unha das melhores europeias – do século XIX. Na Regenta fundem-se, de maneira mêstra, dous temas xá habituais na novela europeia – o adultério e os conflíctos pranteados por um cura em amoríos -, aínda que em Clarín a personáxe fundamental sexa Ana Ozores, a mulher do regente de Vetusta (nome literário que dá Clarín à cidade de Oviedo), com os seus prexuízos, o seu tédio e a sua asfixiante atmósfera social. Novela psicolóxica, no mais estrícto sentido do termo, mas também de carácter social, La Regenta é causa de nobre orgulho para a literatura espanhola, e unha peza verdadeiramente mêstra entre as novelas de todos os tempos e latitudes, tanto pola sua técnica como pola sua precisón narrativa.

RBA EDITORES, S. A. – BARCELONA

KANT (O PENSAMENTO HUMANISTA)

Aos dezasseis anos ingressou na Universidade de Königsberg, para cursar estudos de teoloxía por expresso desexo de um benfeitor ( membro da Igrexa pietista) que assumiu as despessas da sua instruçón, apesar de Kant ter contribuído para minorar essa axuda dando aulas a alunos com dificuldades. Além de teoloxía, Kant estudou matemática, física, filosofía e literatura latina clássica. Foi um estudante modelo, muito apreçado e admirado pelos seus companheiros. Apesar disso, a teoloxía non o entusiasmaba (unha boa parte da Crítica da Razón Pura é dedicada a refutar os seus pressupostos teóricos) e non tardou em centrar-se na matemática e na física de Newton (ambas as disciplinas figuram na primeira parte da Crítica da Razón Pura como as únicas necessárias e certas). Non o atraía apenas o saber formalizado e as letras clássicas. Também gostava de ler bons escritores modernos, em especial Montaigne e Erasmo. A predileçón por estes dous autores é muito reveladora. Ambos son expoentes principais do pensamento humanista do século XVI, filolóxico e ideolóxico em Erasmo, reflexivo e céptico em Montaigne. Ambos situam o ser humano no centro dos seus escritos, libertando-o de grilhetas relixiosas. O tempo non passou da mesma forma pelos dous autores: Montaigne continua a falar-nos directamente e a revelar-nos partes da nossa interioridade, como alguém que nos conhecesse muito bem, enquanto Erasmo ficou completamente desfasado e ligado a unha época que xá terminou; mas ambos os pensadores forom decisivos no seu tempo e nos seguintes, para despertar em alguns espíritos selectos a consciência de independência intelectual que caracterizou o humanismo e, dous séculos depois (passado o período de guerras relixiosas do século XVII), o Iluminismo, o seu herdeiro na história do pensamento.

JOAN SOLÉ

O COMUNAL DO “ALTO DA COSTA”

É unha pequena parcela do Comunal de Guillade, sita no lugar do Alto da Costa, a qual está rodeada de muros semí derruídos, que serviam de proteçón às cabadas contra os rebanhos comunais. É um lugar soleado e vistoso, que chegou a albergar certo numero de vecinhos, antes de serem barridos pela peste medieval, e logo pela emigraçón do franquísmo. Ainda se miram algunhas ruínas de casas destartaládas, muros e caminhos estreitos. Vamos actuar sobre ela, para protexer os aquíferos e os reservatórios de água de Guillade D’Arriba. Despois de eliminar o eucalípto em toda a parcela, procurará-se fazer um prantío mixto de frondosa de fruto.

FILOSOFÍA HELENÍSTICA

Estas características partilhadas axudam muito a entender as diferenças igualmente notáveis que distinguem os epicuristas dos estoicos. Para xá, faremos apenas mençón a algunhas delas, com o obxectivo de desenvolvê-las convenientemente nos seus capítulos mais específicos, mas será útil ao nosso leitor deixá-las xá esclarecidas de antemán. Os epicuristas mantiveram, ao longo de várias xeraçóns e vários séculos, unha fidelidade literal e inabalábel ao pensamento do seu mestre, sem se afastarem minimamente da sua ortodóxia, enquanto os estoicos foram mais criativos a partir das ideias essenciais do seu movimento. Os epicuristas abstiveram-se deliberadamente de participar nos assuntos públicos da política, enquanto os estoicos concluíram que o seu deber era intervir neles (esta intervençón sería mais ou menos intensa de acordo com o momento, tal como veremos). A partir do individualismo pessoal que caracterizava as duas escolas, deu-se unha bifurcaçón nos caminhos éticos escolhidos por ambas: os epicuristas permaneceram no âmbito privado da sua pequena comunidade, concentrados no seu aperfeiçoamento moral e no relacionamento com os amigos concretos, alheios àquilo que acontecía no vasto e incontrolábel campo político; enquanto os estoicos considerabam que o deber moral, que o sábio impunha a sí próprio, o obrigaba a participar humanitariamente no destino da sua sociedade. Naquela Atenas, que se manteve como um foco da filosofía durante os três séculos posteriores à morte de Aristóteles, outras tendências filosóficas conviveram com a Stoa e o Xardim. A Academía fundada por Platón e o Liceu aristotélico continuaram a funcionar, adoptando diferentes posturas, segundo os diferentes líderes que se foram sucedendo, mas básicamente todos focados nos estudos teóricos de índole metafísica e científica, conhecimentos abstractos que se deixabam apreciar por sí só e que prescindiam de implicaçóns prácticas. Assemelhavam-se, assim. ao conceito contemporâneo de universidade ou de centro de alto rendimento, oferecendo estudos especializados e erudictos que conferiam um elevado prestíxio intelectual, mas que non tinham nada a dizer sobre a existência concreta das pessoas. Em comparaçón com a Academía e o Liceu, os estoicos e os epicuristas constituíam, sem dúvida, centros activos de grande compromisso ético.

J. A. CARDONA

ACABOU-SE A BEM AVENTURANÇA

Ó Capitán Herrero acabarom por mudá-lo de destino, baixo pretexto de proximo ascenso; mas, no fundo, penso que foi polas faladorías sobre a sua mulher. E, para mim acabou-se a bem aventurança e, a partir de entón, até os mais benévolos me viam diante do “paredón”. Só faltaba esperar a ocasión propícia. Confesso que non era um modelo de soldado, mas tampouco reo de fusilamento. Fixem o possíbel para adaptarme de novo à situaçón, e passaba-me como a esses heróis dos filmes do oeste ós que, vaiam onde vaiam, sempre os persegue as broncas e os tiros. Pesse à sua aparente rexeneraçón, acabam apertando o gatilho outra vez. É o destino, a fatalidade, que se ceba nalgunhas pessoas. Sabendo o que me esperaba se non punha na minha vida a ordem necessária, matriculei-me num curso de cabos, para ensinar a ler e escreber ós muitos analfabetos. Quedei xumbado, xá no primeiro exame. Em câmbio, o Sinésio, o patizambo e analfabeto, aprobou à primeira; el non ía para mestre, senón para “reenganchar”, e ó melhor alí abriam a mán. Mas eu acredito, que isso nada tinha que ver com o meu suspenso. A minha intençón de ascenso non era interessada senón caritativa. Quando lhe deron os galóns, o Sinésio lucía-os como se fossem as estrelas de um xeneral. O mêstre fora eu; ou sexa que se aprobou foi graças a mim. E eu, para o estérco! Está bem, que a quem têm unha folha de serviços como a minha non o queriam no exército; mas tratába-se de um sinxélo curso de cabo, para ensinar a ler ó que non sabe, unha obra de misericordia, em definitiva, e malditas as ganas que eu tinha de fazer carreira militar. Ademais, a “cartilha” do Sinésio tampouco estaba limpa de todo. Ou sexa que alí había gato escondido, com o rabo de fora. O primeiro exame era sobre a história de Espanha e um pouco da universal e eu tinha-lhe explicado ó patizambo cousas do descubrimento da América, dos Tercios de Flandes, da Guerra da Independência e da Guerra Civil, tudo conforme com a ortodóxia e bom critério. Tudo polo suave e cargando nas tintas gloriosas do Império e no heroismo dos espanhois; sopesando com serenidade onde estábamos e esquecendo a doutrina dos meus amigos, os anarquistas do Paralelo; um pode que sexa herexe, mas non “guilipolhas”. Non sei que escrebería o “cenútrio” do Sinésio; eu, ante unha pergunta sobre heróis e militares exemplares, citei a Napoleón, o qual era xusto; e, por sí acaso, enseguida comecei a falar de Daoiz e Velarde, de Palafox, de todos os heróis da Independência, que se grande era o imperador vencido, mais grandes tinham que ser, por forza, os vencedores. E, xá metido em exemplos da história universal, reivindiquei a Hitler e a Mussoline e, por diante de todos a Franco, como exemplos da virtude política e militar. Non sei quem corrixíu os exames, ainda que penso, que vinhem a dar, probabelmente, com o único militar progressista do Exército espanhol. Ou pode que nem leram o exame. Compreendim entón que estaba sentenciado, e que nem sequer com um disfarze de nazí me libraría da condenaçón; os galóns de cabo, os analfabrutos e as obras de misericórdia, a disciplina, tudo podía ir-se à merda. Um exército que vilipendía a seres como o capitán Herrero, non era um exército; era um prostíbulo e unha banda de mangantes. Menos mal que o Sinésio tinha ascendido e, pensaba eu, algo podería fazer para protexerme. O alférez de complemento, Crispín Blanco Areces, seguía perguntando quêm e como era Maiakovski, e urxía-me a prestar-lhe “Escuadra hacia la muerte”, de Alfonso Sastre. Eu xá estaba com a mosca e nón quería meterme em líos, haber se detrás daquel interés había algunha trampa. De todas maneiras, aquilo consolába-me um pouco e, ademais, depois do vrán, voltarom a aparecer as mozas do “mesón”, as daquela tarde em que lhe “zurrára-mos a badana” ós merdeiros pucelanos, Alicia e Adela. À minha vida, pois, non lhe faltabam alicientes; ainda que lhe sobraram pesadûmes. Tinha-se-me evaporado a prebenda de assistente, que pouco dura a tranquilidade em quêm têm proceloso carácter, mas outras viriam pensaba eu, se a sorte non me deixaba da sua mán.

JAVIER VILLÁN E DAVID OURO

HABERMAS (O FIM DA GUERRA FRIA)

Todavia, o acontecimento central da história recente da Alemanha é a queda do Muro de Berlim em 1989 e a reunificaçón alemán, bem como o significado da reunificaçón para o proxecto europeu. A precipitaçón com que Helmut Kohl a leva a cabo representa, segundo Habermas, unha ocasión perdida para impulsionar unha nova Constituiçón Alemán que substitua a de 1949. A possibilidade utópica, ligada ao fortalecimento da esfera pública e a possibilidade de um processo constituinte, será travada a fundo pelo pragmatismo político. Em 1992, Habermas esboça xá este contexto problemático em que tería que se redefinir o conceito de cidadania: Três movimentos históricos desta época novamente dinâmica afectam directamente a relaçón entre a noçón de cidadania (Staatsbürgerschaft) e de identidade nacional: 1º) a reunificaçón alemán, a libertaçón dos estados europeus orientais da tutela soviética e os conflictos de nacionalidades que nestes irromperam concedem ao futuro do estado-naçón unha inesperada actualidade; 2º) a criaçón da Comunidade Europeia, com o interregno da unión monetária de 1993, ilustra a relaçón existente entre estado-naçón e democracia; depois da consumaçón da integraçón supranacional os processos democráticos desenvolvidos no quadro do estado-nacón ficaram irremediavelmente atrasados; 3º) os xigantescos movimentos migratórios das rexións pobres do leste e do sul que a Europa occidental vai enfrentar nos anos subsequentes dán ao problema dos refuxiados unha nova dimensón e unha renovada urxência. Assim, agudiza-se a contraposiçón entre os fundamentos universalistas do estado democrático de direito e as esixências particularistas de um desenvolvimento integral das formas de vida. (FV) A partir da oportunidade perdida de se esboçar unha nova Constituiçón alemán, Habermas virar-se-á para o proxecto europeu e viverá com amargura a desilusón do travón à Europa social e política. França e Holanda, países que tinham optado pelo referendo, votam non à Constituiçón europeia em 2005. Dous anos depois, os representantes de todos os Estados da Unión Europeia assinam o Tratado de Lisboa, que substitui a Constituiçón Europeia depois do fracassado tratado constitucional. Com este novo tractado, a Unión Europeia assume personalidade xurídica própria para assinar acordos internacionais a nível comunitário, mas o impulso político foi, no mínimo, retardado. Nos últimos tempos, Habermas voltou a arremeter com força contra o défice democrático da Unión, contra a sua deriva tecnocrática e contra a sua perda de um valor essencial, o da solidariedade, no contexto da crise económica, especialmente dura nos países do sul, que conduziu a unha crise da dívida pública. A chanceler alemán Angela Merkel é alvo das críticas de Habermas pela sua falta de visón e pelo seu esquecimento da dimensón social e política europeia. O nosso autor sintetiza a história alemán recente, criticando a falta de visón a longo prazo de Merkel, no poder desde 2005.

MARÍA JOSÉ GUERRA PALMERO

“VACACIONES” PARA TEMERÁRIOS

Muito bem amados amigos meus, non podo deixar de assanhar a vossa sangre destemida e aventureira, mas ó mesmo tempo também inocente e cheia da inxénuidade dos bem nascidos, para unha viáxe iniciática pelos mistérios do sul da Entála (tál e como diría um cozinheiro português, que trabalhou com o meu proxenitor em Lisboa). É necessário non pensar muito, ráudo e velóz colher o primeiro avión que haxa cara a Nápoles, mas ó contrário do nosso amigo Camílio, temos de cuspir despectivamente sobre todos os carteis que intentam amedrentar-nos sobre os perigos da cidade. Para unha entrada triunfal, na apesar de tudo fascinante urbe, xá metidos de carne e alma no rodopío diabólico das viélas, erguer os brazos em alto e cantar forte “ó Sole mio”, etc… E depois, de muitas voltas e rebiravoltas, por entre gregos ladróns e mouros mafiosos e xá cansados de tanto deambular. Calmadas as ânsias turísticas, puxamos unha cadeira, e pedimos um pastel de carne (unha monstruosidade, afrancesada, traída pelos Bourbons para marcar a supremacia da gastronomía bárbara sobre a modesta comida napolitana, e non só). Bom, depois de unha séxta sentados na cadeira, e recuperadas as forzas e o feitío, é hora de afirmar-se “tá bem, dexa compadre, que vou d’abalada!” Caminho de unha empinada ribanceira mais ao Sul, que termina no mar. Amalfi, “¡¡Pobre de quêm!!” Nunca sabéra um pobre humano, onde têm segura a curta vida! Ao chegar aquí, um pobre analfabeto da história, diría todo cheio das suas razóns – “Demasiado luxo, para tán modesta povoaçón.” Mas, como diría Platón “A verdade está noutro lugar!” A República Marítima Amalfitana, ó lado da qual Nápoles non passava de unha aldeia, acabou de unha maneira imprevista e cruel. Foi barrida por um enorme maremoto, que destruíu o seu porto, arrasou as suas muralhas, e matou centos de miles de piratas, mercaderes, e xentes mais ou menos inocentes, deixando-a reduzida a unha enorme e empinada ribanceira. Este foi o Fado, do qual nunca mais logrou recuperar-se a República Marítima Amalfitana, somente ainda algo da sua beleza permanece. Algo, de que vós , xamais, tinhades ouvido falar, apesar de frequêntar por bastante tempo as escolas. Agora, debalámos sempre para Sul, para terras de boa xente (terra de bandidos). A Calábria, entramos por desfiladeiros de quilómetros de lonxitude, por territórios de xentes pobres e perseguidas, caminho do mar, onde ímos ver duas estátuas de bronze gregas, que forom recentemente sacadas do mar. Forom encontradas por um pescador, que viu como um brazo teso aparecia do fundo marinho, e loxicamente pensou que era um cadáber. Ambas som de unha técnica depurada em metais e de unha beleza verdadeiramente divina, somente cabe desexar que non acabem no museo britânico de Londres. Logo désta purga artística, estamos preparados para unha terra invulgar, pobre e dura, chamada A Basilicata. Quando um arriba através de torcidos caminhos de polvo, e mira por primeira vez para ésta Babel inimaxinábel, de casas amontoadas até à curucha do monte, unhas feitas sobre as outras, semelha estár noutro mundo perdido dos tempos. Xamais a nossa mente esquecerá estes sítios extranhos e abandonados. Aínda bastante emocionados, escalamos pela bota acima até às férteis terras cerealíferas daPuglia, onde acabaremos todos no “trulho” qual desafortunado Manuel da Canle, comendo xeládos artesanais. Amigos meus, bem amados! Se ainda conservais algúm pecúnio, escondido nas peúgas, e um pouco de cordura nesses cacos, recomendo encarecidamente que, tomemos uns ourizos de mar no Veneto, e passemos uns dias de quarentena-rehabilitatória, antes de retornar ós nossos buracos.

LÉRIA CULTURAL

NIETZSCHE (O MUNDO É ESSENCIALMENTE UM CAOS)

O cientista, ao defender que “a verdade é mais importante do que qualquer outra cousa”, está a previlexiar unha determinada concepçón da vida, unha maneira concreta de nos relacionarmos com o mundo e connosco mesmos. A denúncia nietzschiana é, de novo, a seguinte: as descripçóns e explicaçóns supostamente neutrais da realidade nunca son realmente neutrais, mas camuflam valoraçóns morais e posicionamentos nada desinteressados face à vida. Assim sendo, a vontade de verdade da ciência non só pressupón que é possíbel alcançar um conhecimento racional e obxectivo das cousas, como também assume que essa é a única forma autêntica de conhecimento e, ainda mais, que devemos aspirar a tal conhecimento enquanto seres humanos. Vemos, pois, que a “fé incondicional na verdade” consegue que o cientista sexa também um dogmático. Além de se apoiar em dogmas, Nietzsche acredita que a ciência moderna e a relixión cristán têm outro traço em comum: ambas funcionam metafisicamente. Na perspectiva nietzschiana, o mundo é essencialmente um caos, isto é, carece em si mesmo de ordem. (Em grego clássico, o chaos era o contrário da ordem ou kosmos.) Qualquer tentativa de ordenar o mundo, de proxectar nele leis que o tornem compreensíbel, pressupón um esforço para capturar o que é impossíbel capturar, para dominar a natureza irreductivelmente anárquica das cousas. E isso é precisamente o que faz a ciência. Graças a unha ficçón muito robusta e sofisticada, a matemática, os cientistas proxectam unha ordem sobrenatural sobre o mundo natural. O positivismo científico converte o mundo inteiro em dactos empíricos, neutralizando a infinita complexidade do existente, negando o caos dionisíaco da vida. E aqui a ciência volta a axir da mesma maneira que a relixión. Axem ambas como um criador de gando que se apropria de um animal selvaxem e o marca com fogo. À sua maneira, o cientista também é como o teólogo, um niilista.

TONI LLÁCER

O FADO (OS POETAS)

Os poetas passam a estar na moda, com especial destaque para Henrique Rêgo, Linhares Barbosa, Carlos Conde, Frederico de Brito, Silva Tavares, Francisco Radamanto, Fernando Telles, Joao da Mata, Joao de Freitas, entre tantos outros. No que respeita a compositores, entre outros, Frederico de Brito, Joaquim Pimentel, Jaime santos e Armandinho merecem especial relevo. A Poesia fadista continua fiel às suas orixens, abordando pequenas histórias do quotidiano: o amor, a saudade, o ciúme, a paixón, as touradas. A estes habituais temas na poética fadista, son censurados os de cariz social e político pola dictadura salazarista. Até meados do século XX, o fado continua em franca expansón, época de grande fulgor artístico onde se destacam vários intérpretes de excepçón como Maria Alice, Berta Cardoso, Hermínia Silva, Alfredo Marceneiro, Maria Teresa de Noronha, Ercília Costa, Gabino Ferreira, Manuel Calisto, Júlio Vieitas, José Coelho, José Porfírio, Maria do Carmo Torres, Júlio Proença, Frutuoso França, Júlio Peres e Amália Rodrigues. O Fado atinxe, assim, a sua maioridade como expressón nacional de um povo singular.

FADO PORTUGAL

AURELIUS AGUSTINUS DE NUMÍDIA

Aurelius Agustinus nasceu a 13 de Novembro de 354, em Tagasta (actual província Souk Ahras, Argélia), unha pequena localidade situada no interior da Numídia romana, a uns 270 quilómetros de distância de Cartago. O seu pai chamava-se Patrício, um “cidadán bastante modesto” de Tagasta, do qual Santo Agostinho nos dá escassa informaçón. O pouco que sabemos dele é que era pagán (converteu-se ao cristianismo pouco antes da sua morte), que tinha um carácter forte e cuxo principal obxectivo na vida non foi outro senón o de se esforzar para que o filho recebesse a melhor educaçón possíbel, de forma a assegurar-lhe unha carreira de sucesso que lhe permitisse elevar-se acima das humildes condiçóns da sua família. Para isso, Patrício non hesitou em valer-se da relaçón que tinha com um poderoso local, Romaniano, que viria a financiar os estudos e a impulsionar a carreira do xovem Agostinho. Porém, non há dúvida de que a condiçón de pagán do seu pai pesou mais do que os desvelos pelo filho, tendo em conta que Santo Agostinho mal o menciona nas suas Confissóns e refere-se à sua morte muito ao de leve: a única informaçón que nos dá sobre o acontecimento aparece no libro III das Confissóns, quando, ao falar da impressón que lhe causou a leitura de Hortênsio, de Cícero, acrescenta: “ao fazer 19 anos de idade, tendo xá falecido meu pai habia dous anos”. O tratamento dado ao pai é ainda mais notório se o comparamos com as inúmeras páxinas que o futuro bispo de Hipona dedica, no libro IV da mesma obra, a descrever o desamparo, a dor e a angústia que lhe provocou a morte de um amigo anónimo.

E. A. Dal Maschio

AS PROBABILIDADES NA FÍSICA QUÂNTICA (29)

De feito, segundo a física quântica, cada partícula têm unha certa probabilidade de ser encontrada em qualquer parte do universo. Assim pois, inclúso se as probabilidades de atopar um electrón dado dentro do aparato de doble rendixa som muito elevadas, sempre haberá unha certa probabilidade de que poida ser encontrado, por exemplo, mais alá da estrela Alfa Centauro ou no pastel de carne da cafetaría da oficina. Como consequência, se impulsamos um “fulhereno” quântico e o deixamos voar, por grandes que sexan as nossas habilidades e conhecimentos non poderemos predecir com exactitude onde aterrizará. Mas, se repetimos muitas vezes o dito experimento, os dactos que vaiámos obtendo reflexarám as probabilidades de atopá-lo em diversas posiçóns, e as experiências confirmarám que os resultados déstas probas concordam com as predicçóns da teoría. É importante advertir que as probabilidades em física quântica non som como as probabilidades na física newtoniana ou na vida corrente. Para compreendê-lo, podemos comparar os patróns formados polo feixe de “fulherenos” lanzados contra unha pantalha, com o patrón de buracos feitos nunha diana polos lanzadores de dardos, que aspiram a dar no centro. Salvo que os xogadores tenham consumido demasiada cervexa, a probabilidade que um dardo vaia parar perto do centro som maiores e disminuie à medida que nos alonxamos del. Tal como nos fulherenos, qualquer dardo pode ir parar a qualquer sitio, mas com o lanzamento de mais e mais dardos, irá emerxendo um patrón de buracos que reflexará as probabilidades subxacentes. Na vida quotidiana, podemos expressar essa situaçón dicendo que um dardo tem unha certa distribuiçón de probabilidades de aterrizar em pontos diversos; mas isto, à diferença do caso dos fulherenos, tán só reflexa que o nosso conhecimento das condiçóns do lanzamento do dardo é incompleto. Poderíamos melhorar a nossa descripçón, se conheceramos exactamente a maneira em que o xogador lanzou o dardo: o ângulo, a rotaçón, a velocidade e outras características. Em princípio, entón, poderíamos predecir com tanta precisón como desexáramos, onde aterrizará o dardo. A utilizaçón de termos probabilísticos para descreber o resultado dos sucesos da vida quotidiana, non é um reflexo, pois, da natureza intrínseca do processo, senón tán só da ignorância de alguns dos seus aspectos.

STEPHEN HAWKING E LEONARD MLODINOW

Imaxe

WITTGENSTEIN (UM IMPÉRIO EM RUÍNAS)

Wittgenstein nasceu em Viena, na capital do Império Austro-Húngaro, a 26 de Abril de 1889, seis dias depois de Adolf Hitler, com quem coincidiu na escola secundária em Linz. Em Xaneiro desse ano, o príncipe Rudolf, quando ainda non tinha 30 anos de idade, herdeiro da coroa e único filho varón do imperador Francisco José I, punha (supostamente) fim à própria vida xuntamente com a amante, deixando o Império sem herdeiro directo. Foi um duro golpe para o imperador, que xá tinha sofrido o fuzilamento do seu irmán Maximiliano às máns dos liberais mexicanos e que, em breve, tería de enfrentar o assassinato da sua esposa, a imperatriz Isabel, a querida Sissi, apunhalada no coraçón por um (suposto anarquista italiano) quando estaba, de viaxe, em Xenebra. Muitos interpretam aquela Áustria como algo que pertencia a unha família e non como unha naçón. Os Habsburgo governabam-na há 124 anos no total, formando-a mediante tractados e casamentos dinásticos. Em particular, o reinado de Francisco José I, que se iniciou com a revoluçón austríaca de 1848 e culminou com a Primeira Guerra Mundial, prolongou-se durante 68 anos de apaziguador conservadorismo. Non obstante, essa carapaça albergaba unha longa história de conquistas e derrotas nacionalistas ainda em ebuliçón. Que milagre fez com que o Império sobrevivesse durante essa autêntica eternidade? A monarquía, a única força capaz de manter a coesón no centro da Europa, tanto aos olhos do cidadán como das potências inimigas. De facto, a revoluçón de 1848 non se dirixía contra o imperador, o entón instábel Fernando, mas sim contra o sistema policial e de censura do seu primeiro-ministro, que chegou a prohibir a construçón de unha vía-férrea para que non entrassem nos confins do Império ideias que pudessem desestabilizá-lo. As populaçóns necessitavam que o imperador os protexesse dos seus (non) iguais. Tal como os alemáns desexavam submeter os eslavos, os húngaros e os italianos, cada um destes procurava subxugar as suas respectivas minorias. É nesta perspectiva que se debe interpretar que Stefan Zweig, na sua obra autobiográfica -O Mundo de Ontem- um testemunho do desmoronamento de um mundo, o do Império, que também foi o do autor, cuxa memória, qual bisturi, disseca os acontecimentos que convulsionaram e desmembraram aquela Europa Central -, definisse a época anterior à Grande Guerra como a idade de ouro da segurança, ou considerasse que a monarquía austríaca assentava sobre o fundamento da permanência e que o Estado era a garantia suprema dessa estabilidade. Em Viena, o Império resplandecía entre as mais profundas misérias, e essa mistura de perdurabilidade e amparo erguia-se sobre a disparidade e o caos. É impossíbel conciliar a suculenta vida intelectual dos cafés vienenses, replectos de leitores de xornais internacionais, com a crise da habitaçón que assolava todo o Império. Era, pelo menos, igualmente complicado sentar à mesma mesa a dispendiosa reconstruçón da Ringstrasse e que os vienenses se refuxiassem em buracos por baixo de carris ferroviários, as mulheres xovens tornavam-se prostitutas para terem um lugar onde dormir e os húngaros encontrabam refúxio nas copas das árbores. Aparentemente, também a xeneralizada prostituçón femenina non estaba de acordo com as esixências da repressiva moral vienense. Zweig contava que comprar unha mulher para um quarto de hora ou unha noite inteira era tán fácil como adquirir um xornal ou um maço de cigarros, e que os passeios estavam tán abarrotados de mulheres da vida que era difícil evitá-las. Enquanto o homem podía recrear-se em “casas de tolerância”, as raparigas de bem tinham de ser educadas e inxénuas, desinformadas e inseguras, para que fossem modeladas ao gosto do marido. Quando se descobriu que o coronel do Estado Maior, era afinal um axente duplo pago pelo czar russo, tentou apaziguar-se essa bomba-relóxio com o escândalo da sua homossexualidade. Dessa maneira, os políticos movimentaram-se entre o antissemitismo e o sionismo sem grandes problemas. Non nos podemos esquecer que no Império floresceram tanto o nazismo como o sionismo, nem que o fizeram em oposiçón à proposta liberal de centralismo, secularizaçón e racionalidade do espírito científico moderno.

CARLA CARMONA