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COOPERATIVISMO, UNHA POSSIBILIDADE PARA A GALIZA

1º – Control democrático da sociedade cooperativa, Um home, um voto; Todos os sócios da cooperativa tenhem os mesmos dereitos e as mesmas obrigaçóns.

2º – Entrada libre. A cooperativa non debe pechar as portas aos que queiram entrar nela como sócios solidários.

3º – Pago dum xuro militado ao capital.

4º – Retorno dos excedentes aos sócios, na proporçón à sua actividade, isto é, às suas compras, pois Rochdale era unha cooperativa de consumo.

5º – Compra e venda de productos ao contado.

6º – Pureza e qualidade nos productos.

7º – Educaçón dos seus membros. O cooperativismo debe fomentar a cooperaçón; formar um “círculo virtuoso”, o cooperativismo cooperativiza.

8º – Neutralidade política ou relixiosa.

O cooperativismo moderno nasceu com a Cooperativa inglesa de Rochdale, em 1844, quando um grupo de trabalhadores tecedores desempregados, decidirom conxuntar esforços para abaratar os productos de primeira necessidade. Aquela cooperativa, criou um corpo doutrinal, que redundou na base de todo o movimento cooperativista,

O cooperativista Charles Gide, um dos teóricos da cooperaçón, dixo em certa ocasión, nunha conferência: “¿Sodes desses que vem na cooperaçón unha estrela? Dixéronme que somente aguardades dela ventaxas practicas, e que tratades de sonhadores e utopistas a quem aguarda conseguir por meio da cooperaçón, unha transformaçón do actual “estado” das cousas. Se isto é certo, estades perfeitamente de acordo com os xefes da economía liberal e burguesa, os quais declaram também que as nossas ideias som quiméricas e os que teimamos em mantelas somos uns tolos.

AVELINO POUSA ANTELO

SUSPEITA SOBRE A NEUTRALIDADE DO SUXEITO QUE CONHECE

Assim, a tese segundo a qual se tería introduzido em Xónia a ideia de que o mundo é transparente à razón, seria maiormente concretizado por Anaximandro? Non entramos na discussón sobre se teríamos de remontar-nos a Tales para defender o mesmo e mantemos a pergunta: além de fazer deles os primeiros cientistas, o que há em tudo isto que os converta nos primeiros filósofos? A chave reside talvez em que “pensar à moda dos gregos”, para além da assumpçón dos dous postulados descriptos, tem unha conotaçón suplementar: precisamente unha suspeita sobre o segundo deles, unha dúvida sobre a neutralidade do pensamento no acto cognoscitivo puro, isto é, non motivado pola finalidade de transformar o conhecido; o suxeito que conhece estaría provavelmente lonxe de ser unha mera testemunha desta verdade escondida. Tal suspeita constitui talvez o sinal maior de que a filosofia tinha aberto o seu próprio caminho. O suxeito dotado de razón e de linguaxe avança hipóteses sobre o grande e sobre o diminuto, sobre os astros e sobre o que se esconde por detrás da forma da carne ou da forma da pedra e fá-lo buscando unha verdade que pensava ser obxectiva, exterior a si mesmo. É possíbel, no entanto, que toda a sua actividade non tenha outro destino que o do herói de Borges, que, guiado pola vontade de ter unha representaçón global do mundo, vai forxando imaxes de rexións, vales, montanhas, barcos, ilhas, instrumentos de conhecimento, estrelas ou galáxias, para, finalmente, próximo xá da hora da morte, descobrir que o labirinto de traçós que foi forxando apenas desenha a imaxe do seu rosto.

VÍCTOR GÓMEZ PIN

GALLEIRA (8)

Na coba denominada do “Rei Cintoulo” em Supena, perto de Mondonhedo, dam-se felizmente estas últimas circunstâncias. Non só o nome que leva, senon também as tradiçóns que a adornam invitabam desde logo ós curiosos a parar e explorar minuciosamente o lugar. Houbo por isso quem desse polo seu estudo, princípio a ésta classe de investigaçóns na Galiza; mas quixo a sorte, poucas vezes propícia entre nós a semelhantes ou análogos trabalhos, que unha vez visitada a referida coba, as condiçóns especiais do terreno non permitiram arribar a grandes resultados. Polo menos non conhecemos outro, aparte da especialmente confusa descripçón que de ela fixo o seu explorador, que o osso de um mamífero encontrado de tamanho regular, “cortado como para extrair o tutâno” e outros mais, misturados com numerosos carbons e pedras pequenas, forman o fundo desta caverna. Acredita-a o Sr. Villaamil prometedora de grandes tesouros prehistóricos e o acompanhamos nas suas presunçóns, sendo muito de lamentar que os inconvenientes de que nos fala, non lhe permitiram chegar à mais fecundos resultados. Segundo informaçóns, tem uns 150 metros de extensón. Na denominada “A furada dos cans”, o material encontrado foi mais importante e curioso, sendo pena unicamente que o que a visitou e deu a conhecer, non tenha logrado fazer menos pesada e enoxosa e sobre tudo mais compreenssíbel a descripçón acometida. Ó que podemos deducir das suas palabras, encontrou na referida gruta carbóns, ossos, dentes de diferentes classes de quadrúpedos e vários caracois de diversas especies do xénero “helix”. Supón que os ossos longos pertenciam ao “bos primigenius” ou ao rengífero; non sabemos se outros também, ó cabalo “pliscidens” e a um carnívoro que non pode especificar, se can ou lobo. Todos estes ossos estabam cortados como para sacar a médula, e apresentabam, na sua maioria, xá sinais inequívocas de ter sido feridos por instrumentos cortantes e contundentes, xá de terem sufrido unha forte acçón do fogo, para cozer o tutâno, melhor que para servir de recipientes e menos ainda para assar a carne que os cubria, que tanto chega a reiterar o Sr. Villaamil. Em ningunha destas duas cavernas atopou o seu explorador obxectos de pedra, metal, ou osso bem caracterizados, cousa de lamentar. Non obstante, recolheu aquél certas pedras que afirma “de formas muito significativas e muito suspeitosas de ser producto da industria do home, e outras com marcadas irrefutábeis mostras, non só de pertencer a essa industria, senon do innato que é no home o sentimento artístico.” Tudo o qual quere dizer sem dúvida algunha, que nos silex atopados na referida gruta, advertíam-se fácilmente as marcas do trabalho humano e ainda que estabam talhados com certa gráça, o que fai suspeitar nos primitivos habitantes das cavernas, um instinto e faculdade artística de que non é muito fácil acreditar dotados. Lendo com atençón o escrito polo Sr. Villaamil, parece-nos que a palabra artístico, non foi nesta ocasión usada no sentido próprio, senon que quixo dar a entender que as pedras e ossos atopados na “Furada dos cans”, estabam trabalhados com bastante destreza, e apropriados para o uso a que se destinabam os obxectos; o que significa habilidade, e non presupón certamente instinto artístico de ningunha classe.

MANUEL MURGUÍA

RORTY (CAMINHO DO CAMPO DE INSTRUÇÓN)

A verdade é que enquanto a filosofia analítica vivia as suas reformas, Rorty terminou a sua tese, mas fê-lo antes de completar 26 anos, sem se aperceber de que o exército ainda o podia chamar para as suas fileiras. Por isso, em vez de entrar como bolseiro (ou algo do xénero) em Yale, casado e xá com um filho, tivo de se dirixir para o campo de instruçón, precisamente no mesmo ano em que o seu admirado Sellars entrava em Yale. Em 1958, pôde regressar à sua vida e acabou ensinando no Wesley College (perto de Nova Iorque), unha instituiçón que tinha recuperado durante a Grande Depressón graças ao esforço económico de muitas mulheres e que – como assinalaba Rorty – xá antes dos anos sessenta começara a formar mulheres independentes e de elite em vez de princesinhas de classes altas: “A minha impressón acerca daqueles anos é que as faculdades de mulheres dos Estados Unidos educaram as classes altas muito melhor do que em Yale ou Princeton, onde a maioria dos estudantes ainda eram homes”. Em Wesley, Rorty teve a oportunidade de ensinar filosofia europeia (Husserl e Sartre), mas ficou com vontade de saber muito mais sobre ela (sobretudo da de Heidegger, que só teve oportunidade de ler a fundo muitos anos depois). No entanto, continuou com unha leitura xá antiga: “estive a ler Peirce durante o tempo todo; por isso, estaba a inclinar-me mais para o pragmatismo (…) apesar de, mais tarde, ter vindo a concluir que Peirce estaba a ser sobrevalorizado, e voltei-me mais para James e Dewey” (TB). Naquela época, reler Peirce era frequente. A ediçón entre 1931 e 1958 dos seus “Collected Papers” revelou o seu barroquismo teórico e a sua espantosa capacidade para combinar todo o tipo de disciplinas: matemática, lóxica, semiótica, ciências e metafísica. Pouco a pouco, Peirce tornou-se nunha espécie de glória nacional, cuxas ideias podiam competir com as de fundadores da lóxica moderna como Frege e Russell, apesar de o mais apelativo serem algunhas facetas metodolóxicas do seu sistema que, em muitos aspectos, acabavam por ser mais coerentes e complexas do que o próprio empirismo lóxico. A sua crítica à ideia tradicional de dúvida, e o seu ataque à suposta autoridade da introspecçón e a sua visón da ciência como unha actividade cooperativa que a longo prazo espera chegar à verdade ofereciam um modelo de racionalidade mais rico e menos esquemático do que os tribunais da razón positivista defendiam. Por conseguinte, non surpreende que a nova filosofia científica tentasse assimilar algunhas das suas ideias relactivas ao método científico, afastando-se de outras com muito mais aspecto de metafísicas.

RAMÓN DEL CASTILLO

A LUZ É UNHA ONDA ELECTROMAGNÉTICA (F40)

Durante várias décadas a nossa compreensón do electromagnetismo permaneceu detida, limitada ao conhecimento de unhas poucas leis empíricas, à indicaçón de que electricidade e magnetismo estabam intimamente, ainda que misteriosamente, relacionadas, à suspeita de que tinham algo que ver com a luz, e ao conceito todavía embrionário de campos. Había ó menos once teorías do electromagnetismo, todas elas equivocadas, menos unha. Entón, num intervalo de poucos anos, a década de 1860, o físico escoçês James Clerk Maxwell desarrolhou as ideias de Faraday num formalismo matemático que explicou a relaçón íntima e misteriosa entre a electricidade, o magnetismo e a luz. O resultado foi um sistema de equaçóns que descrebem as forças eléctricas e magnéticas como manifestaçóns de unha mesma entidade física, o campo electromagnético. Maxwell había unificado a electricidade e o magnetismo nunha só forza. Ademais, demonstrou que os campos electromagnéticos podiam propagar-se polo espaço na forma de ondas. A velocidade das dictas ondas quedaba determinada por um número que aparecía nas suas equaçóns e que calculou a partir dos dactos experimentais obtidos uns anos antes. Constatou com estupefaçón que a velocidade calculada era igual à velocidade da luz, que entón xá era conhecida experimentalmente com unha marxem de erro de um por cento. ¡Tinha descuberto que a luz era unha onda electromagnética!

STEPHEN HAWKING E LEONARD MLODINOW

MONTAIGNE (THEOLOGIA NATURALIS)

Embora os dous libros provenham do mesmo autor, a sua natureza é diferente. O libro da natureza non só é “infalível”, mas também “infalsificábel”, non pode ser falsificado, apagado ou mal-interpretado. Se non é falsificável, nem apagável, nem falsamente interpretável, no seu terreno non pode crescer, portanto, a heresia; ao contrário do segundo, que pode ser falsificado, falsamente interpretado e mal-entendido (embora esta afirmaçón non apareça reflectida deste modo na traduçón de Montaigne, mas antes como: “produz-se de modo totalmente distinto no libro da Bíblia”). Mas, como ambos os libros procedem do mesmo artífice, ambos concordam e non se contradizem, ainda que o primeiro sexa “conaturalizado” e o segundo “supranatural”. Se o libro da natureza é infalível e infalsificável, será capaz de verificar com a experiência e a razón toda a dogmática católica. Mas, ao fazê-lo, Sebond ensombrava (ao mesmo tempo que declarava inútil) os ensinamentos da Igrexa, polo que entrava em contradiçón com ela. Como se sabe, o “Prologus” foi o mais corrixido por Montaigne, sobretudo os passos que outorgavam maior força à relixión racional. Com aquele método e aquelas finalidades, no entanto, Montaigne fará as contas, embora de unha maneira ainda non explícita, desde os anos da sua traduçón de “Liber creaturarum”, às vezes conxugando a perspectiva xeral com a multiplicidade e combinaçón de detalhes enfatizados ou retirados, suprimidos ou inseridos, com unha sofisticada obra de “transferências” de mensagens apenas aludidas, mas non menosprezáveis, por unha série de mal-entendidos. De facto, a traduçón revela-se como um passo ineludível para a plena compreensón da hermenêutica montaigniana da filosofia do catalán, ainda que um passo complexo e talvez oscilante nos resultados, cuxos efeitos percorrerán toda a “Apologia” e boa parte dos “Ensaios”, porque complexas e oscilantes son às vezes as teses sebondianas, para lá, ou talvez em virtude, do desenho apoloxético que, no final, ameaça encerrar o discurso num círculo vicioso. Frequentemente, Montaigne continuará a dialogar nos Ensaios com Sebond, enquanto dialoga com a sua própria traduçón da Theologia naturalis e com a sua pessoal recepçón do autor, nunha dupla vertixem. Assim, por vezes, parece dialogar mais com a sua traduçón do que com o orixinal. De qualquer modo, tal non impede, para lá da vontade montaigniana de se diferenciar do proxecto sebondiano, de se poder captar algunhas analoxias entre ambos os filósofos que debilitam o esquema, algo reductor, de escepticísmo vs. apoloxética, embora debilitem, sobretudo, os pressupostos dos quais o próprio Sebond tinha partido e que tinha reproduzido num “Prólogo” exemplar e inovador no seu tempo, para a configuraçón da relaçón fé-razón. O capítulo décimo segundo do libro segundo, em vez de ser, como anuncia o título, unha apoloxía (ou sexa, unha defesa) de Sebond, revelar-se-á exactamente o contrário.

NICOLA PANICHI

LITERATURA CLÁSSICA GREGA (7)

. HOMERO

Compuxo probabelmente durante a segunda metade do século VIII a. C., mas nada se sabe com seguridade sobre a sua vida ou entorno. A sua localizaçón no tempo depende principalmente de referencias a obxectos ou costûmes do século VIII na Ilíada e na Odiseia, (por exemplo, o estilo de luta com hoplitas, o broche em forma de cabeza de Gorgona, os caldeiros de trípode), da probábel posterioridade de Hesíodo, o declinar da composiçón oral em tempos de Arquíloco, a apariçón de escenas épicas em xarróns, etc… depois de 680, e das opinións dos antigos (Heródoto e Hesiquio, que cita unha fonte probabelmente clássica de Arctino sobre a data, Suda). O seu lugar de orixem está asinalado polo dialecto jónico predominante nos poemas, por um detalhe e cor local próprios do este do Egeo, e pola unánime tradiçón antiga que o assocía orixinariamente com Quíos e Esmirna, e outras principalmente de data grecorromana, e lixeiramente ficticias, somam também Cumas e Colofón, e concordam em que faleceu em Íos. As suas obras (todas em hexámetros excepto Margites), divididas em vintiquatro libros. A Odiseia foi considerada por “Longino”, como um producto da madurez de Homero, interpretaçón non descaminhada polas diferenças menores estilísticas e léxicas entre ambos poemas (excluídas as causadas pola diferença temática). Erroneamente atribuidas a Homero na Antiguidade forom os trinta e três Himnos. Ademais de que Heródoto pensou que a Cipria non era sua, e probabelmente também Epígonos, incluso Margites, e outra obra trivial em yámbicos e hexámetros, e ainda Batracomiomaquia. Muitas destas obras som de vários séculos mais tarde que Homero.

P. E. EASTERLING E B. M. W. KNOX (EDS.)

LOCKE (A BURGUESIA MERCANTILISTA)

Um dos títulos mais nobres que Locke obstenta é o de pai do empirismo britânico. Outro, em parte derivado deste, é o de primeiro grande teórico da democracia liberal. Estes qualificativos non som cousa pouca, e atribuir-lhos é como dizer que nos seus textos se encontra o sustento de grande parte da civilizaçón contemporânea, de modo que, para alguém que morreu sem descendência, trata-se sem dúvida de um bonito legado. É necessário contextualizar o seu pensamento. Nas suas reflexóns, Locke non é alheio às inovaçóns recentes da filosofia, da ciência e da política. O problema do conhecimento manteve-o intensamente ocupado, non em si mesmo, mas como meio indispensável para criar um sistema moral e político que estructurasse a vida das pessoas. Interrogou-se acerca do surximento da sociedade civil e sobre qual seria a melhor maneira de se organizar politicamente. É possível que hoxe, após os triunfos da ciência experimental e da democracia liberal, essas questóns nos pareçam um pouco desfasadas, mas a Europa actual, constituída por Estados tolerantes e cidadáns libres, é muito diferente da Europa do século XVII. Essa liberdade que hoxe temos, ou reivindicamos em todo o mundo, foi a que se começou a forxar há trezentos anos em terras inglesas, impulsionada por autores como Locke. O que se passava naquela Inglaterra? Era unha das naçóns mais avançadas do seu tempo: nas suas cidades surxiam modelos diferentes dos que se tinham reproduzido até entón, tanto no campo relixioso como no político e no científico. Nas próximas páxinas identificaremos as diversas mudanças de paradigma que evidenciam o momento convulso em que Locke entra em cena. Relixión e Política, Deus e Pátria, conceitos intimamente ligados antes da irrupçón dos novos ideais modernos, separam-se e começam a avançar de forma independente. Apesar dos ainda inúmeros pontos de converxência, surxe unha diferenciaçón cada vez mais clara entre a instituiçón eclesiástica e a organizaçón política. Na esfera relixiosa, o catolicismo cede perante a ideoloxia protestante. Na política, os reinos absoluctistas vergam-se face à abertura social que a burguesia mercantilista trai consigo. Por último, no âmbito científico, o modelo experimental triunfa sobre as ciências observacionais de cariz aristotélico.

SERGI AGUILAR

UNHA VACA HISTÓRICA

As nosas xentes só miran o que lles fan ver, cando de facer mártires se trata, pero a realidade é moi distinta; poñen os ollos na inxusticia e non se fixan nas venganzas do larpeirón e aproveitado do alcalde. Resulta que a pobre da vaca de PEPE DO CABECO (que é un bo home) está sufrindo as iras e contrallas que el mesmo fai pola sua mala cabeza e quere cobrar así a boda da filla deste home, que tería que pedirlle responsabilidades pola falta de cumplimento do que tratara, ó poñerlle a comida en mal estado no seu restaurante. E como é lóxico, non lle pagou. Como á vaca chamanlle “ROXA”, ó mellor este home querelle acumular algún móvil politico, porque de esperar a ver como se puñan os ventos, agora non lle queda mais remedio ca demostrar que é de dereitas. Pero lembrese, señor alcalde que A VACA NON ENTENDE DE POLITICA, e se ela quere ser democrática, está no seu dereito… ¿ENTENDEME? Neste intre a vaca pariu un touro, e ninguén sabe nada. ¡Hai que ver que saia tan grande ten este home! Tápao todo… Facendo garatuxas quedase só, pero ten alma de can… con tódolos respetos, señor alcalde, perdoe… O tal PEPE CABECO é aquel home que lle morrera unha filla tristemente hai poucos anos que deixou uns netiños ó seu coidado. Despois de non ter o necesario para socorrer á finada, despois de tanto bombo e pratillo, ainda lle queren matar de fame ós filliños que lle quedaron, sacandollela vaca e o leite. Señor alcalde, está condenado, mentres paga tanta papada á conta dos nosos cartos, a calquera lambón que anda por aí; mentras está a maltratar ós veciños; pero non se preocupe, que llo imos pagar ó seu debido tempo, vaia acumulando merda, que lle vai cair xunta. Tenlle que devolver a vaca ó Pepe, con tódolos perxuicios que lle causou, porque asegúrolle que esta vaca vai pasar á história.

O TORELO (Publicado em “A Peneira”, 1984)

VOLTAIRE (NASCIDO EM PARÍS, OU NOUTRO LUGAR?)

No que refere aos respectivos relatos autobiográficos, Voltaire e Rousseau, dous dos pensadores mais influentes da sua época, non deixaram de optar por caminhos muito diferentes em quase tudo, embora partilhassem muitas das suas metas e acabassem sepultados um em frente do outro no Panteón de París. A questón é que, enquanto Jean-Jacques Rousseau dedicou unha grande parte da sua produçón a falar sobre sí próprio em obras como Confissóns, Os Devaneios de um Caminhante Solitário e nos Diálogos intitulados Rousseau Juíz de Jean-Jacques, Voltaire, polo contrário, guarda a sete chaves os segredos da sua privacidade e quase nunca fala sobre a sua vida pessoal, a non ser para criar confusón, como fez, sem ir mais lonxe, com a sua data de nascimento. François-Marie Arouet, mais conhecido como Voltaire, foi baptizado em París, na Igrexa de Saint-André-des-Arts, a 22 de Novembro de 1694. Esta certidón de baptismo é a única data fidedigna sobre a sua chegada a este mundo. Em princípio, teria nascido em París dous dias antes do baptizado, mas o próprio fez circular o rumor de que a sua nái teria dado à luz na casa de campo de Châtenay, a 20 de Febreiro desse mesmo ano. A sua fraxilidade parecia pressaxiar mais unha morte infantil, muito frequentes na época, como bem o atesta o facto de só dous dos seus quatro irmáns terem atinxido a idade adulta. Porém, a fráxil criança non faleceu e decidiram baptizá-la, mudando-lhe a data de nascimento, depois de terem tentado esconder o escândalo de unha gravidez fora do casamento… Voltaire conservaria sempre essa delicada saúde de ferro, até atinxir a idade de, nada mais nada menos 84 anos. Definitivamente, Voltaire acalentava a ideia de ser um bastardo e vangloriava-se de o seu pai poder ter sido um tal Rochebrune, porque a sua nái teria preferido um home talentoso que, além disso, era mosqueteiro, para se consolar da sua triste existência ao lado do notário com quem era casada e que deu o seu apellido a Voltaire. Este fantasiava com unha suposta bastardia que non deixará de impinxir a unha das suas personáxes mais emblemáticas, Cândido, inventando ainda o rumor sobre um hipotéctico proxenitor, da mesma forma que mais tarde criaria o seu próprio nome. Aquele que foi baptizado como François-Marie Arouet decidiu ser conhecido como Voltaire, que poderia ser um anagrama da aldeia de Airvault ou também unha contraçón de “volontaire”, ou sexa, de “voluntário” em françês, embora a hipótese mais plausíbel sexa que tal anagrama corresponda a Arouet le jeune, ou sexa, o xovem Arouet ou Arouet Jr., como seria chamado hoxe no mundo anglo-saxónico, com o qual se diferenciaba tanto do seu pai, como do seu ainda mais aborrecido irmán mais velho, sempre que troquemos o “u” por um “v” e o “j” por um “i”. A primeira vez que utilizou o anagrama foi nunha dedicatória dactada de 1719, onde assinava como Arouet de Voltaire.

ROBERTO R. ARAMAYO

ESCRITORES HISPÂNOS (AUGUSTO AGUIRRE MORALES)

Aguirre Morales, Augusto (1888-1957). Autor peruano de novelas históricas. Em “La medusa” (1916) foi fortemente influenciado por D’Annunzio e Maeterlinck, e a sua reconstruçón da sociedade incaica “El pueblo del sol” (vol. I, 1924; acabada em 1928) estivo influenciada pola “Salammbô” de Flaubert.

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (J. BAUTISTA DE AGUIRRE Y CARBÓ

Aguirre y Carbó, J. Bautista de (Daule, 1725-1786). Poeta e xesuíta equatoriano. Foi um autor pouco prolífico, ainda que a sua obra merece atençón porque foi continuador do culteranismo hispanoamericano. A influênça de Góngora é muito evidente em duas das suas obras mais sobresalentes: Carta a Lizardo y Monserrate. Também resaltam as influênças que sobre a sua escasa obra tiverom Gutierre de Cetina e Calderón de la Barca. Escrebeu madrigais, epigramas e poemas de tema relixioso. Abandonou Equador a raíz da expulsón da Companhia e foi refuxiar-se na Itália. viveu em Ravena, Ferrara, Roma e Tívoli, cidade na que foi conselheiro do bispo que mais tarde se converteria em Pío VII. A sua obra poética foi recolhida e publicada na “Colección de Clásicos Ecuatorianos” (vol. III).

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (RAÚL GUSTAVO AGUIRRE)

Aguirre, Raúl Gustavo (1927). Poeta surrealista arxentino. Publicou “Poesía Buenos Aires” e traduciu a Char, Apollinaire e a Emily Dickinson, entre outros. A sua poesía orixinal foi reunida em vários volúmens, entre os que mais característicos som “El tiempo de la rosa” (1945), “La danza nupcial” (1951) e “Alguna memória” (1960).

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (NATANIEL AGUIRRE)

Aguirre, Nataniel (Cochabamba, 1843-1888). Estadista boliviano e autor de românces históricos. A sua melhor novela, “Juan de la Rosa: memórias del último soldado de la independência” (1885), expressa um desagrado de tom liberal pola convencional fidelidade ó passado colonial. As suas obras aparecerom em 1911.

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (MANUEL AGUSTÍN AGUIRRE)

Aguirre, Manuel Agustín (Loja, Equador, 1904). Poeta de esquerdas e fundador em 1944 de “La Tierra”, o xornal do partido socialista equatoriano. Despois dos seus “poemas automáticos” (Guayaquil, 1931), nos que seguia a técnica do “hai-kai, inclinou-se por temas mais políticos na “Llamada de los proletários” (Guayaquil, 1935). Pies desnudos: poemas de la infancia (Loja, 1943) que foi publicada polos seus amigos sem o seu consentimento. As suas “Lecciones de marxismo (Universidade de Quito, 1950-1951, 2 vols.) recibirom resposta em “La única solución al problema social (1958) de Gustavo Miranda Ribadeneira.

OXFORD