
Quando Buenaventura chegou a San Sebastián, a CNT começaba a abrir passo nunha zona que até entón tinha estádo dominada polo Partido Socialista e a sua central sindical, a UGT. Até ao segundo congresso da CNT, o anarquismo no País Vasco tinha-se limitado a unha acçón de propaganda, por meio das suas publicaçóns animádas polos escasos grupos da rexión. Mas, depois da gréve de Agosto de 1917 e do forte incremento que tomou o anarcosindicalismo em toda Espanha, os grupos anarquistas de San Sebastián e Bilbao passaram à acçón aberta, formando sólidas bases organizativas. Naqueles tempos, nas marxens do Urumea, na sua mesma desembocadura, começou a construcçón de um casino, o “Gran Kursaal”. Mán de obra aragonesa e logronhesa chegou para tal empresa. O grupo anarquista donostiarra animado por Moisés Ruiz, entregou-se de cheio à organizaçón sindical desta massa inmigráda de trabalhadores. Nesta labor colaborarom evidentemente, os militantes chegados de Zaragoza e Logroño entre os que destacabam: Marcelino del Campo, Gregorio Suberviela, Víctor Elizondo, José Ruiz, Inocencio Pina, Clemente Mangado y Albadetrecu. Entre eles primaba um elevado entusiásmo, mas carecíam de sentido de organizaçón. Moisés Ruiz, veterano militante, comprehendeu pronto que certas tácticas encontraríam obstáculos entre os habitantes da rexión, acostumádos até entón à práctica edulcorada dos socialistas. Pensou em contrarrestar e vencer ao Partido Socialista no terreno das ideias, para o qual recorreu ao seu bom amigo Buenacasa, para que desde Barcelona se trasladára a San Sebastián. Este último gozaba de um innácto sentido da organizaçón, e a sua sensibilidade sistemática era reconhecída por todos os seus companheiros. Pronto, como esperaba Ruiz, a sua influênça se fêz notar, tanto na formaçón de militantes, como na vertebraçón do primeiro “Sindicato de la Construcción”. Como propagandista, intervéio nas conferências e desafiou em repetídas ocasións a debates públicos aos socialistas. Em seguida os militantes do Partido Socialista comprehenderam o perígo que os ameazaba. À sua vez, chamaram militantes de outras partes, com o qual, se enzarzou no País Vasco unha luta tenáz entre socialistas e anarquistas. A burguesía vasca víu nesta contenda unha oportunidade para mermar a unidade da clásse obreira: axudando ao socialismo parlamentário, dividía para vencer. “Um día –escrebe Buenacasa– presentou-se no Sindicato um rapaz alto, forte, de olhos alegres, que nos saudou com a simpatía de quem nos conhecéra durante toda a vida. Afirmou sem preâmbulos e ensinando o “carnet” da CNT, que acababa de chegar à capital e que precissaba trabalhar. Como em casos similares, ocupámo-nos dele, encontrando-lhe trabalho num “talher de mecânica” em Rentería. Desde entón, e com certa regularidade, acostumaba depois do trabalho vir polo Sindicato. Sentába-se nunha esquina, tomaba os xornais amontoádos, e lía sobre unha mesa. Apenas intervinha nas discussóns, e quando xa era entrada a noite, retirába-se à pousada que lhe tínhamos arranxádo.”
ABEL PAZ