Arquivos diarios: 12/12/2017

EM NOME DE GUILLADE (XXII)

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               A Aldeia de Guillade, parte dunha orixem territorial mais antiga do que a época baixomedieval.  A organizaçón do território eclesiástico e senhorial define-se habitualmente polos accidentes naturais (montes e rios) e fragmentam-se a partir do século XI e XII a medida que o espaço eclesiástico se organiza em base ás comunidades rurais em crescimento.  A edificaçón de novas igrexas, para dar solucçón ás necessidades relixiosas das comunidades agrárias (vencelhadas ás antigas “villae”) fomentará a apariçón dum território eclesiástico definido pola proximidade dos feligreses á sede parroquial e dos próprios limítes naturais.  Como sinala Sánchez Pardo:  “o obxectivo teórico da rede parroquial, é a cobertura mais eficaz possíbel dum território, atendendo concretamente ao reparto da poboaçón nel.”   Será deste xeito que poidamos comprender como um antigo território como o de Guillade se reduza em superfície, a partir dos séculos XI ou XII a medida que se vaian criando novas igrexas parroquiais e xurda a necessidade por parte da sede episcopal de marcar limítes entre as novas feligresías que estabam nascendo.  A distancia entre vecinhos e igrexa e os elementos próprios da paisaxe natural, rios e montes, definirám a nova identidade territorial.

a irmandade circular

O BUDA DE FRANKFURT (36)

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               O ser individual que foi Arthur Schopenhauer deixou de existir a 21 de septembro de 1860, víctima de unha pneumonia, com unha serenidade que non conheceu em vida.  Por ser verdadeira a sua doutrina metafísica, restituiu a sua singularidade ilusória áquela vontade universal que agora se manifesta, incessante, em quem isto escreve, em quem isto lê.  Um xornalista popularizou a alcunha de “Buda de Frankfurt”.  Pelo que xá sabemos, este epitécto pode ser válido para caracterizar parte do pensamento de Schopenhauer, mas non a sua vida.  Também non é rigorosa a classificaçón de pessimista se formos para lá da sua filosofia.  Schopenhauer soube tirar prazer da literatura e da arte (Nietzsche escreveu: “Pergunto-me, por acaso, se um negador de Deus e do Universo que toca flauta pode realmente chamar-se pessimista”), non se absteve do contacto com mulheres e teve o dom de amar a montanha.  Pôde levar a vida de filósofo que desexava, conhecer o pensamento dos grandes espíritos de todos os tempos e elaborar um sistema próprio.  Nunha nota privada, do tempo em que escrevia “O Mundo”, analisa-se:  “o resultado deste conhecimento é triste e aflixe, mas o estado de conhecimento, a adquisiçón de saber profundo, o acesso á verdade, son extraordinariamente aprazíveis e, embora pareça estranho, acrescentam unha parte de doçura á minha amargura.” 

joan solé