Arquivo do blog

Imaxe

ESCRITORES HISPÂNOS (JESÚS CASTELLANOS)

Imaxe

ESCRITORES HISPÂNOS (ELÍAS CASTELNUOVO)

Imaxe

ESCRITORES HISPÂNOS (ANTONIO CASO)

Imaxe

ESCRITORES HISPÂNOS (RAIMON CASELLAS)

Imaxe

ESCRITORES HISPÂNOS (JULIÁN DEL CASAL)

Imaxe

ESCRITORES HISPÂNOS (JUAN ALFONSO CARRIZO)

Imaxe

ESCRITORES HISPÂNOS (ALFREDO CANTÓN)

CANTÓN, Alfredo (Emperador, 1910). Novelista do Panamá. Cursou a educaçón secundária em Nicarágua, logo ingresou na Universidade de Panamá e nas de Washington e Missouri. As suas novelas mais importântes som: “A sangre y fuego” (Costa Rica, 1935). “Rojas y pálidas” (Barcelona, 1935), “El ciego del Bulabá” (1946) e “Juventudes exhaustas” (1959), ganhadora do primeiro prémio de novela do diário brasileiro Cruzeiro Internacional, no qual depois foi publicada por entregas. A sua própria experiência como campesino e labrador foi aproveitada nas suas obras, que resultam às vezes opacas pola prolixidade narrativa e a inxénuidade política que maniféstam.

OXFORD

Imaxe

POETAS DA TERRA (BOUZA BREY)

LECTURA AUTUMNAL

Na serán escalazada

remanece o meu fastío

no azul dos tolle-merendas

e no marelo dos vimbios.

.

Na brétema se arrandea

meu corazón esquencido,

mentras o orballo destece

os contornos fuxitivos.

.

Cando queiras podes vir,

feliz ensono perdido,

que a luz xa vai devecendo,

das mans escorrega o libro

e na fiestra, embarazados,

choran docemente os vidros…

.

FERMÍN BOUZA BREY

Imaxe

CORÍN TELLADO E OUTRAS VOLUPTUOSIDADES

O Villán salvou-se do desastre da “La Canonja” por algúm raro destino. Mas, ao fim, seguíu um caminho parecido ao que seguímos todos os réprobos. Tampouco sei quem lhe tinha metido na cabeza o gosto polas chorradas de Corín Tellado e por quê facía propaganda dêlas. Non podía dizer-se que eu fora um ilustrado, mas os meus conhecimentos sobre os clássicos, tinham-me vedado todo entusiásmo pola “mojigatería” coriniana, que com o simples nome, estaba dito tudo: Corrín. O meu sentido da decência prohíbia-me frequentar, tras unha primeira e morbosa curiosidade, a unha escritora cuxas descripçóns som intercambiábeis entre home e mulher. Heis aquí unha mostra de precisón ambivalente e múltiple: “sonrisa indefiníbel, non sobrepassaría os 27 anos”; e unha mostra de imprecisón incerta: “cabelo ruibo cinza, olhos entre pardos e azuis, vestindo desportivamente”. Ou ésta outra, de significado mais definido: “um pouco enxuto de rostro; non resultaba bonito, mas sim muito viril”. Conceitos antagónicos como precisón e imprecisón vinham a manifestar-se de idêntica maneira e a ter parecidos resultados: a nada. As novelas de Corín Tellado eram unha aberraçón moral e unha ameaça gramatical. Sorrisa indefiníbel, ¿que fai um escritor, se non sabe definir unha sonrisa? Há muitos narradores de fuste que non vám muito mais alá; mas unha cousa, non saca a outra. Com estes princípios e estes anxos custódios, non é de estranhar que o Villán, quando viu as suecas-alemáns em Canet de Mar, tivéra um sofôco. E que, naquel mundo de carnalidade primordial, andára um pouco descolocado. A moralidade empalagosa de Corín Tellado, tinha-lhe posto o ferro e prendába-se de conductas como ésta: “Nat nunca foi sua amante, as suas relaçóns tinham sido normais, porque el nunca se sobrepassou, respeitou-a demasiado e Nat, despois de cinco anos de namoro, nunca lhe tinha permitido sobrepassar-se”. Quando começou a sentir a comichón carnal, tratou de convencer-me da voluptuosidade que emanaba déstas castas mulheres de Corín; mas, a mim, isso parecíame ganas de enrredar as cousas. Eu, Sebastián Villegas Zapata, vía unha alemán ou unha austríaca, que para as minhas entendedeiras, vinham a ser iguais, e atirába-me de cabeza. Quanto mais directo e natural, melhor. Com boas maneiras, isso sím, ainda que sem complicar-me com líos freudianos que non conducíam a nada. A represóm moral era o aspecto vissíbel e imediáto da repressóm política. É ésta, mais que aquéla, a que acaba com a frescura dos corpos rebeldes. Em Canet de Mar a vida estaba em ebuliçón quase as 24 horas do día. E, quando as possibilidades acabábam alí, a turba ociosa e fornicadora, levaba as suas correrías mais para o norte, cara aos Pirineos.

JAVIER VILLÁN E DAVID OURO

Imaxe

O FADO (AXENTES DA MÚSICA E DO ESPECTÁCULO)

É importante referir a crescente profissionalizaçón e o trabalho desenvolvido pelos vários axentes da música e do espectáculo, incluindo axências de espectáculos, editoras e xestores de carreiras. Muitos destes intervenientes representam-se por sua conta e risco em feiras internacionais de música como Womex ou o Midem, visando a promoçón dos seus artistas xunto de outras entidades da música do resto do mundo. É importante referir que foi na feira internacional Womex que Mariza iniciou o seu percurso internacional. Nestas feiras presencia-se unha forte representaçón oficial através de organizaçóns estatais ou rexionais, mesmo das que non têm vincadas tradiçóns musicais. Os sucessivos governos portuguêses e os seus respectivos ministérios da cultura e do turismo têm estado alheados deste facto. É recorrente ver algúns artistas portuguêses sob o desígnio do fado nos melhores do ano, em revistas ou rádios internacionais e a ser ouvidos em listas ou programas de autor nas rádios dedicados às musicas do mundo. Unha grande parte das salas de espectáculos internacionais passaram a ter regularmente fado no seu programa, augurando bom pressáxio para as xeraçóns vindouras.

FADO PORTUGAL

Imaxe

NIETZSCHE (DEUS MORREU)

Nietzsche xulga que, de unha maneira ou outra, Deus impregna toda a cultura europeia do seu tempo. Aos seus olhos, todo o pensamento ocidental move-se de unha forma ou de outra dentro das coordenadas da metafísica idealista cristán. Como acabámos de ver, Deus está presente na relixión e na sua irmán, a filosofia, e, inclusive, na ciência. A sua marca é também evidente na moral, cuxa forma e conteúdo son fundamentalmente cristáns, bem como na política. A arte, por seu lado, tán pouco se salva: a corrente artística dominante, o romantismo, também funciona metafisicamente a partir do momento em que confia que a experiência estéctica pode transportar-nos para um nível superior da realidade, um reino em que o indivíduo se funde com o “Todo” e em que se dissolvem todas as contradiçóns da vida. (Semelhante concepçón da arte é aquela que o próprio Nietzsche, influenciado pelo romantismo wagneriano tinha defendido em “A Orixem da Traxédia”.) Perante tal facto, e pola boca do profecta Zaratustra, Nietzsche autoproclama-se o primeiro filósofo antimetafísico da história. O primeiro filósofo que pode, finalmente, desprender-se do velho mapa traçado por Platón. O único filósofo que non é um “cristán disfarçado” e que assume verdadeiramente que Deus morreu.

TONI LLÁCER

Imaxe

FÍSICA (41 – AS EQUAÇÓNS DE MAXWELL)

Na actualidade, as equaçóns que descrebem os campos eléctricos e magnéticos som denominadas “equaçóns de Maxwell. Ainda que pouca xente tenha ouvido falar delas, som probabelmente as equaçóns comercialmente mais importantes que conhecemos. Non só rexem o funcionamento de tudo, desde as instalaçóns domésticas até ós computadores, senon que também descrebem ondas diferentes tais como as da luz, como por exemplo microondas, radioondas, luz infrarroxa e raios X, todas as quais diferem da luz vissíbel em só um aspecto: a lonxitude de onda (a distancia entre duas crestas consecutivas da onda). As radioondas tenhem lonxitudes de onda de um metro ou mais, em tanto que a luz vissíbel tem unha lonxitude de onda de unhas poucas dezmilhonéssimas de metro, e os raios X unha lonxitude de onda mais curta que unha centéssima de milhonéssima de metro. O Sol emite todas as lonxitudes de onda, mas a sua radiaçón é mais intensa nas lonxitudes de onda que nos resultam vissíbeis. Probabelmente no é casualidade que as lonxitudes de onda que podemos ver a simples vista sexam precisamente as que o Sol emite com maior intensidade: é probábel que os nossos olhos evolucionaram com a capacidade de detectar radiaçón electromagnética no referido intervalo de radiaçón, precisamente porque é o intervalo que lhes resulta mais disponibel. Se algunha vez nos encontraramos com seres de outros planetas, teriam probabelmente a capacidade de “ver” radiaçón às lonxitudes de onda emitidas com máxima intensidade polo seu sol correspondente, modulada por algúns factores secundários como, por exemplo, a capacidade do pô e dos gases da atmósfera do seu planeta de absorber, reflextir ou filtrar a luz de diferentes frequências. Os alieníxenas que tiveram evolucionado em presença de raios X teríam, pois, um magnífico futuro na seguridade dos aeroportos.

STEPHEN HAWKING E LEONARD MLODINOW

Imaxe

DESCARTES (REQUINTADO PRODUCTO DA SUA ÉPOCA)

René Descartes nasceu a 31 de Março de 1596, a escassos metros das turbulentas águas do rio Creuse, nunha pequena aldeia da província de Turena, perto do vale do Loire, no centro de França. Embora ele non o tivesse chegado a saber, a modesta La Haye prestar-lhe-ia unha homenaxem póstuma ao adoptar o seu nome a partir da Revoluçón Francesa de 1789: os que ali nascem chamam-se agora “descartoises”. O pequeno René teve unha infância pouco assinalábel e com o componente traumático de ter perdido a nái, víctima de um parto complicado, quando ele tinha apenas um ano de idade. O pai, um reputado xurista, formou rapidamente unha nova família, mas teve a prudência de deixar os seus anteriores filhos a cargo do tio materno, um político tolerante acostumado a mediar com êxito os conflictos entre católicos e “huguenotes” (como eram conhecidos os calvinistas franceses, partidários da Reforma Protestante) na localidade vizinha de Châtellereault. Descartes cresceu beneficiando das comodidades de unha família católica de clásse média-alta, composta por médicos e xuristas, embora acometido de unha fraxilidade física (manifesta pela sua inseparábel tosse seca), que apenas começaria a superar a partir dos vinte anos. “Preferi ver sempre as cousas do ângulo mais faborábel e tentar que a minha felicidade dependesse principalmente de mim mesmo, e creio que essa predisposiçón venceu gradualmente a minha debilidade”, confessaria anos mais tarde, ao constactar algo xá sabido pelos filósofos de qualquer época: que a saúde do pensamento influi na saúde do corpo. Graças à amizade que unia a sua família aos directores, aos dez anos pôde ingressar na resplandecente escola de La Flèche, xerida pela ordem católica xesuíta. Tratava-se do centro de estudos mais avançado da Europa cristán e, como veremos seguidamente, um bom exemplo da complexa tessitura ideolóxica na qual o pensamento moderno foi abrindo caminho.

ANTONIO DOPAZO GALLEGO

Imaxe

OS CAMPOS DE FORZA (F39)

Poucos anos depois, o científico británico Michael Faraday razonou que – expressado em têrmos modernos – se unha corrente eléctrica pode producir um campo magnético, um campo magnético debería poder producir unha corrente eléctrica, e demostrou este efeito em 1831. Quatorce anos despois, Faraday também descubríu unha conexón entre o magnetismo e a luz, quando demonstrou que um magnetismo intenso pode afectar a luz polarizada. Faraday tinha unha educaçón formal muito limitada. Nascera na família de um pobre ferreiro perto de Londres e deixou a escola ós trece anos, para trabalhar como recadeiro e enquadernador nunha libraría. Alí, ó largo de uns anos, aprehendeu ciência lendo os libros que tinha para enquadernar e levando a cabo experimentos simples e baratos nos seus tempos libres. Por fim, conseguíu trabalho como axudante no laboratório do grande químico sir Humphrey Davy. Faraday permanecería com el os quarenta e cinco anos restantes da sua vida e, á morte deste, foi o seu sucessor. Faraday tinha dificuldades com as matemáticas e nunca chegou a saber muitas, de maneira que para el resultaba unha autêntica luta conceber unha imaxem teórica dos extranhos fenómenos electromagnéticos que observaba no seu laboratório. Sem embargo, logrou conseguí-lo. Unha das maiores inovaçóns intelectuais de Faraday foi a ideia dos campos de forza. Nos nossos días, graças aos libros e films sobre alienígnas, com olhos saltóns e naves estelares, a maioría do público familiarizou-se com o referido termo, de maneira que talvez deberíamos pagar direitos de autor a Faraday. Mas, nos séculos transcorridos entre Newton e Faraday um dos grandes mistérios da física, era que as suas leis parecíam indicar que há forzas actúan através do espaço vacío que separa os obxectos que interacionam. A Faraday, isto non lhe gustaba. Acreditaba que para mover um obxecto, algo tinha que por-se em contacto com el, de maneira que imaxinou que o espaço entre cargas eléctricas ou imáns se comportaba como se estivera cheio de tubos invissibeis que levaram fisicamente a cabo a tarefa de arrastar ou impulsar. Faraday chamou a estes tubos “um campo de forza”. Unha boa maneira de visualizar um campo de forza é levar a cabo a conhecida demonstraçón escolar em que unha lámina de vidro com pequenas limaduras de ferro esparcidas sobre a sua superfície, se coloca sobre unha barra de um imán. Com uns leves golpes para vencer a fricçón, as limaduras movem-se como empurradas por unha potência invissíbel e quedam dispostas em forma de arcos que se estiram desde um polo do imán até ó outro. Dita forma é unha representaçón da força magnética invissíbel que invade todo o espaço. Na actualidade acreditamos que todas as forças som transmitidas por campos, de maneira que é um conceito importante na física moderna, e non só na ciência ficçón.

STEPHEN HAWKING E LEONARD MLODINOW

Imaxe

LITERATURA CLÁSSICA LATINA (5)

Non é possíbel unha estimaçón quantitativa da extensón da literatura em ningúm período dentro do mundo romano. O que podemos dizer com algunha seguridade é que a literatura sobre a qual tratamos aquí era de princípio a fím o côto da élite relactivamente reducida na que florecia unha cultura elevada. As únicas excepçóns de importância a esta regra, forom o drama e a oratória, que necessariamente estabam dirixidos a um público mais âmplo. Os demais xéneros literários, xunto com os modelos helenísticos de refinamento técnico e erudicçón em poesía, assumirom que o poeta escrebia para um grupo selecto de leitores que compartiam as suas ideias sobre como debía escreber-se a poesía e eram competentes para xulgar o seu trabalho. Desde o princípio a literatura latina foi questón de grupos e cenáculos literários. O feito está em íntima relaçón com a maneira muito informal em que os libros se “publicabam” e circulabam. Esta situaçón non se alterou com a expansón do poder romano e a conversón de Roma nunha capital cosmopolita. A literatura latina adquiríu as características de unha literatura mundial: Ovidio e Marcial dan a entender que som conscientes de que o seu público se extende de Britânia ao Mar Negro. Mas a maior parte da actividade literária estaba concentrada em Roma, e era nesta cidade onde os escritores das províncias se forxabam um caminho. A pesar da enorme e heteroxénea povoaçón da capital, o público literário debe ter sido relactivamente pequeno: os epigramas de Marcial dán a impressóm de unha sociedade cerrada cuxos membros se conheciam entre sí. A analoxía, ponhamos de Londres do século XVIII, suxére que isso é o que debe supôr-se. Existíam círculos literários nas províncias, como o de Nápoles, com o que estaba relacionado Estacio, mas era Roma a que oferecía as melhores oportunidades aos escritores, xá foram amadores ou professionais. Ainda que o poeta que era consciente do seu status tradicional rexeitaba a ideia de unha audiência massiva, os escritores estabam extremadamente atentos à necessidade de comprazer, se queríam que as suas obras – e a partir déstas eles mesmos – perviviram. Unha afirmaçón como a da oda de Horácio “Exegi monumentum” e o final das “Metamorphoses” de Ovidio mostram que esta ideia da pervivência a través das próprias obras era muito poderosa. Mas antes de submeter-se a um veredicto do qual non podiam ter apelaçón, um autor intentaría a miudo presentar a sua obra a um círculo mais reducido. Había para isso boas razóns prácticas, basadas no carácter das publicaçóns antigas. Unha vez que o libro estaba em plena circulaçón, non había meios efectivos de correxí-lo e menos de retirá-lo. Por isso, eram prácticamente vanos os segundos pensamentos; non podía garantizar-se que unha segunda ediçón correxida substituira à primeira. Horacio aconselha aos autores noveles mostrar a sua obra a críticos competentes e deixár-lha a eles durante nove anos para revisá-la antes de ser arroxada ao mundo: “nescit uox missa reuerti” (a palabra unha vez lanzada non pode revocar-se). Ao menos algúns dos poetas que morrerom deixando as suas obras para ser publicadas polos seus herdeiros – Lucrécio, Catulo (?), Virgilio, Persio – podem ter actuado por um desexo de pospôr o mais possíbel esse momento irrevocábel. Os sentimentos de Virgilio sobre o tema eram realmente tán fortes que tratou de assegurar que a sua Eneida inacabada morrera.

E. J. KENNEY E W. V. CLAUSEN (EDS.)