CASTILLO ANDRACA Y TAMAYO, fray Francisco del (Piura, 1716 – 1770). Poeta e autor teatral peruano. Foi conhecido como “El Ciego de la Merced”, pois neste convento servía como irmán lego. Ingresou em relixión aos quatorze anos e levou unha vida de meditaçón e de estudo. Muito conhecido pola sua habilidade como poeta improvisador, no estilo acostumado pola sociedade limenha do século XVIII. Escrebeu sainetes e obras teatrais imitando o drama do neoclassicismo françês. As suas obras forom editadas em 1948 por Rubén Vargas Ugarte.
CASTILLO, Hernando del (fl. 1510). Compilador do chamado “Cancionero general de Hernando del Castillo”. A sua obra tem grande importância para o estudo literário e documental dos reinados de Enrique IV e os “Reyes Católicos”, a mesma que o “Cancionero de Baena” e o de “Stúñiga”, ofertam para o de Juan II e Alfonso V de Aragón, respectivamente. O “Cancionero general de muchas y diversas obras de todos y los más principales trovadores de España en lengua castellana” (Valencia, 1511), contem 1.033 poemas escritos por 128 poetas, ademais de innumerábeis anónimos. Os poemas forom divididos em satíricos, morais e didácticos, devotos, galantes e os que forom escritos para xustas e torneos. A maioría dos poetas conhecidos na sua época están representados na obra: os Manrique, Cota, Sánchez de Badajoz, Álvarez Gato, Santillana, Mena, Montoro e Diego de San Pedro, entre outros. “A ediçón de Toledo” (1520) incluie 167 poemas mais, elimina outros muitos e altera as versóns impresas no anterior. “Rodríguez Moñino publicou unha ediçón facsimilar” (Madrid, 1958). A antoloxía foi muito popular no seu tempo e teve grande influênça nas várias xeraçóns literárias que se sucederom. Entre as reimpressóns podemos citar as de Valencia (1540), Zaragoza (1554) e Amberes (1557).
CASTILLO, Eduardo (1889 – 1938). Poeta modernista nascido em Colombia, cuxa obra reflexa a influênça do parnasianismo françês. Participou no grupo literário dos “Centenarios”. Os seus poemas som de unha ternura melancólica pessimista. A sua obra mais conhecida foi “El árbol que canta”(s. f. mas 1938). Foi publicada unha selecçón da sua poesía em “Obra poética” (1965). O seu “Duelo lírico” (1918) está basado na figura de Guillermo Valencia, a quem Ángel María Céspedes tinha atacado e Castillo defendeu no seu libro.
CASTILLEJO, Cristóbal de (Ciudad Rodrigo, c. 1491 – 1550). Poeta. Aos quinze anos foi paje de um irmán de Carlos V, o archiduque Fernando, ao serviço de quem voltou a entrar depois de ordenar-se sacerdote. Em 1539 esteve em Venecia como parte do séquito do embaixador espanhol Diego Hurtado de Mendoza. Quando o seu primeiro amo foi convertido em rei Fernando de Austria, Castillejo reuniu-se com el em Viena, mas ao parecer non sacou maiores ventaxas. Castillejo defendeu o verso tradicional espanhol (como a copla ou o villancico), quando a introduçón dos metros italianizantes estaba mais de moda. Em “Contra los que dejan los metros castellanos y siguen los italianos” (c. 1550), incluíu uns quantos sonetos italianos para mofarse desta tendência. O seu metro preferido doi o octassílabo natural ou de pé quebrado. No referênte à temática, a sua obra pode-se dividir em três grupos: as obras devotas e morais, como o “Diálogo entre la verdad y la lisonja” (Alcalá, 1614); a poesía amorosa em estilo cortesano, como o poema que dedica a Ana de Aragón, e o grupo de obras coloquiais e informais sobre variádos temas, como o “Diálogo que habla de las condiciones de las mujeres” (Venecia, 1544) sobre o tópico medieval dos debates das virtudes e erros das mulheres. O melhor exemplo do primeiro grupo foi o “Diálogo y discurso de la vida de corte”, de carácter satírico, que segue a tradiçón do “Menosprecio de corte y alabanza de aldea” de fray Antonio de Guevara; do segundo grupo, “Sermón de amores del maestro buen talante llamado don Nidel de la orden del Fristel” (1540). Outras obras suas som o “Diálogo entre el autor y su pluma” (RH, 1927) e a “Farsa de la Constanza” (BAE, 32), da qual quedan só fragmentos. Toda a sua obra teatral se perdeu, excepto o que fica desta farsa.
CASTELLANOS, Rosario (C. de México, 1925 – 1978). Poeta e novelista mexicana que passou a sua infância em Comitán, Chiapas, terra da qual sempre se sentíu orixinária. Voltou à cidade de México para cursar letras na Universidad Nacional. Proseguíu os seus estudos em Madrid. Em 1948, com a publicaçón de “Trayectoria del polvo”, deu-se a conhecer como poeta de voz profunda. Esse mesmo ano publicou “Apuntes para una declaración de fe”. Seguíron “De la vigilia estéril” (1950), “El rescate del mundo” (Tuxtla Gutiérrez, 1952), “Poemas 1953-1955” (1957), “Al pie de la letra” (Xalapa, 1959) e “Lívida luz” (1960). A pesar de que a sua poesía escapa à etiqueta “femenina” para desenvolver-se de maneira orixinal em temas como as destruçóns que o tempo opera no home, a fraxilidade do amor, a nostalxía da terra e a inxustiça social, é mais conhecida pola sua narrativa: “Ciudad Real” (Xalapa, 1960) e “Los convidados de agosto” (1964), volûmes de narraçóns e polas novelas “Balún Canán” (1957) e “Oficio de tinieblas” (1962). A primeira é unha história absorvente, ainda que construída com deficiência, sobre as reacçóns de unha xovem frente ao prexuízo social, a revoluçón e a exploraçón dos indios no poboádo de Comitán. A segunda, de novo um tanto antropolóxica, também está situada em Chiapas. Está muito mais elaborada que a anterior em quanto à estructura interna. Como ensaista publicou “Sobre cultura femenina” (1950), “Mujer que sabe latín…” (1971) e “Juicios sumarios” (1966). Foi embaixadora de México em Israel, onde morreu.
CASTELLANOS, Juan de (Alanís, Sevilla, 1522 – 1607). Poeta. Na sua xuventude decidíu explorar o novo mundo e durante muitos anos viaxou polas “Indias Occidentales” e a parte norte de América do Sul. Trabalhou como soldado, mineiro, pescador de pérolas e outros ofícios. Presenciou algúns feitos importântes da colonizaçón espanhola em América. Em Cartagena de Indias, escrebeu os primeiros poemas que conhecemos: “Discurso del capitán Francisco Drake” e “S. Diego de Alcalá” em oitavas. Foi prebendado de Tunja, onde residíu durante mais de quarenta anos e onde compuxo a sua grande obra épica “Elegías de varones ilustres de Indias”, cuxo modelo foi a “Araucana” de Alonso de Ercilla. O poema consta de 119.000 versos em oitavas reais. Está dividido em quatro partes, cada unha das quais se subdivide nas “elegías”, que à sua vez, están divididas em cantos. Na primeira parte descrébe as viáxes de Colombo, a conquista das Antillas e a viáxe a través do rio Orinoco. A segunda parte trata dos feitos da Venezuela e a terceira de Cartagena, Popayán e Antioquía. A quarta é a “Historia del Nuevo Reino de Granada, sobre Tunja, Santa fe e cidades e poboados próximos. Grande parte do poema non é mais que a versificaçón da historia e dos feitos, mas de vez em quando o autor “adquiere el tono inconfundible dos poemas primitivos, porque se asoma con ojos de niño a um mundo inédito”, segundo palabras de N. Bayona Posada.
CASTELLANOS, Jesús (La Habana, 1879 – 1912). Contista e novelista cubano, grande admirador da obra de José Enrique Rodó. “La conjura” (Madrid, 1909) é unha novela curta na qual o doutor Augusto Román (unha espécie de figura quixotesca) é destruído por problemas de negócios e pola hipocresía social. “La manigua sentimental” (1910) conta as vicisitudes de um soldado que combate baixo as órdens do xeneral Maceo, durante a guerra da independência. A sua novela “Los argonautas” ficou inconclusa e nunca se chegou a publicar, mas o seu libro de ensaios “Los optimistas” (Madrid, 1918) alcançou a ver a luz depois da morte do autor.
CASTELNUOVO, Elías (Montevideo, 1893). Escritor arxentino muito estimado polas suas narraçóns breves, num estilo que recorda o de Máximo Gorki. Os seus contos aparecerom em revistas diversas durante os anos vinte; mostras da sua obra aparecerom na antoloxía “Los nuevos” ao lado de Mariani, Yunque, Barletta, Amorim, Cendoya e Pinetta. Nas suas “Notas de un literato naturalista” (1923) admite a influênça que Zola exercéu sobre a sua narrativa. Materialista e inclinádo a mostrar o lado triste da vida, revela ao mesmo tempo unha grande piedade para com os mais marxinádos: os leprosos, os mendigos e os loucos. Despréça aos que, tendo mais, sentem só despreço por estes seres. Escrebeu “Tinieblas” (1924), “Entre los muertos” (1925), “Carne de cañón” (1926), “Calvario” (1929), “Malditos” e “Larvas” (ambos de 1931), este último sobre a delinquência xuvenil e a brutalidade policíaca que xera maior violência. Escrebeu unha obra de teatro, “La noria” (c. 1940).
CASTELAR, Emilio (Cádiz, 1832 – 1899). Ensaista e novelista. Político republicano que satirizou num artígo a rainha Isabel II. Fundador do xornal diário “La Democracia” em 1864. Foi condenado à morte em 1865, mas logrou escapar para París, onde permaneceu até à revoluçón do sessenta e oito. Nomeádo presidente em 1874. Escrebeu várias novelas de menor valía, “Ernesto” (1855), “Alfonso (el Sabio)” (1856), “La hermana de la caridad” (1857), “Lucano” (1857), “Fra Filippo Lippi” (1877) e “Nerón” (1891). Castelar foi também um orador famoso. Os seus discursos deixárom unha impressón duradeira no partido republicano. Foi influênciádo por Hegel, Krause, Michelet, Renan, Victor Hugo e Clarín. As suas obras mais importântes dentro da linha histórica som “La civilización en los cinco primeros siglos del cristianismo” (1859), “La fórmula del progreso” (1867), “Tragedias de la historia” (1881) e “La revolución religiosa” (1880 – 1883). Azorín apreçaba muito as suas obras. Chegando a afirmar: “la prosa castellana es otra desde Castelar”. A sua autobiografía foi publicada em 1922.
CASO, Antonio (C. de México, 1883 – 1946). Filósofo mexicano e importânte intelectual. Foi secretário e fundador del “Ateneo de la Juventud” (1909) e reitor da Universidad de México (1920 – 1923). Caso fundou a Universidad Popular em 1913, que tinha a missón de dar educaçón às clásses mais desprotexídas da poboaçón. Foi bergsoniano. Escrebeu várias obras onde expón o seu pensamento. A mais representativa é “La existencia como economía, como desinterés y como caridad” (1919).
CASELLAS, Raimon (Barcelona, 1855 – 1910). Novelista e contista catalán. Calaborou em “L’Avenç” e foi redactor de “La Vanguardia” e de “La Veu de Catalunya”, cuxa secçón de arte dirixíu até ó seu suicidio em 1910, relacionado, ao parecer, com algúm incidente sufrido durante a “Semana Trágica de Barcelona”. Destacarom os seus estudos sobre pintura românica e gótica catalana e sobre escultura e pintura europeia moderna. Algúns destes trabalhos aparecem na compilaçón “Etapes estètiques” (1914, obra póstuma prologada por Eugeni d’Ors). Em quanto às suas obras literárias, sobresái a sua primeira novela, “Els sots ferèstecs” (1901), na qual através da figura de mosén Llàtzer simbolizou a luta do home civilizado enfrentado à natureza, e onde se combinam elementos naturalistas (como o realismo descríptivo) com rasgos próprios do modernismo (tratamento simbólico das personáxes: Bem = mosén Llàtzer; Mal = a prostituta Rodassoques). Em “Les multituds” (1905), o individuo desaparece integrado na massa, pola que Casellas sentía à vez fascinaçón e despreço característico dos modernistas. Pouco antes da sua morte publicou “Llibre d’històries” (1909), colecçón de reflexóns e anécdotas de menos interesse que as suas outras obras.
CASCALES, Francisco de (Fortuna, Murcia, 1564 – 1642). Historiador e crítico literário. Cascales lutou em Flandes e viaxou por França e polo sul de Itália, antes de estabelecerse como historiador oficial de Murcia. Como tal publicou “Discurso de la ciudad de Cartagena” (Valencia, 1598) e “Discursos históricos de la ciudad de Murcia” (Murcia, 1621; 1874). Como crítico e humanista obteve reconhecimento de Saavedra Fajardo e Carrillo y Sotomayor. A sua inconclusa “Epopeya del Cid” resulta bastânte desafortunada. O seu diálogo, “Tablas poéticas” (Murcia, 1617; 1779) e a antoloxía “Florilegium artis versificatoriae” (Valencia, 1639) quedarom ensombrecidas, a pesar do seu valor, polas “Cartas filológicas” (Murcia, 1638; 1779), estudo erudícto onde ataca a Góngora.
CASALDUERO, Joaquín (Barcelona, 1913). Crítico literário e historiador. Foi professor de várias universidades nacionais e extranxeiras. A sua “Contribución al estudio del tema de don Juan en el teatro español” (Northampton, 1938; 1975), colocou-o como um dos críticos literários mais orixinais, mas foi como investigador da obra cervantina que destacou mais. Nesta linha publicou, entre outros estudos, “Sentido y forma de las “Novelas ejemplares” (Buenos Aires, 1943), “Sentido y forma de “Los trabajos de Persiles y Segismunda” (Buenos Aires, 1947), “Sentido y forma del “Quijote” (1949 ) e “Sentido y forma del teatro de Cervantes” (1951). Escrebeu também “Vida y obra de Galdós” (Buenos Aires, (1943), “Jorge Guillén”, “Cántico” (Santiago de Chile, 1946), “Espronceda” (1961), “Estudios sobre el teatro español” (1962) e “Estudios sobre literatura española” (1962).
CASAL, Julio J. (Montevideo, 1889 – 1954). Poeta uruguayo. Pasou muitos anos da sua vida em Espanha, como diplomático, onde publicou a sua revista “Alfar” (que continuou publicando em Montevideo a partir de 1910). Também publicou na Espanha os seus primeiros libros: “Regrets”, “Allá lejos” (Ambos de 1913), “Cielos y llanuras” (1914), “Nuevos horizontes” (1921), “Huerto maternal” (1921), “Humildad” (1922), “Cincuenta y seis poemas” (1923), “Árbol” (1925) e “Poemas” (1926). Os seus libros seguintes, abandonan xá a corrente modernista para voltar-se sérios e meditativos, às vezes até um pouco pesados: “Colina de la música” (1933), “Cuaderno de otoño” (Buenos Aires, 1947), “Recuerdo de cielo” (1949) e o póstumamente publicado, “Distante álamo” (1956). “En Poesía” (1964) apareceu unha selecçón da sua obra.
CASAL, Julián del (La Habana, 1863 – 1893 ). Poeta modernista cubano influído por Gautier, Baudelaire, Zorrilla e Bécquer. Abandonou os seus estudos universitários, quando a família perdeu o seu pequeno enxenho azucareiro e entrou a trabalhar como um modesto oficinista. Com unha saúde precária, morreu de tuberculose. Previamente había perdido o emprego a causa dos seus artígos xornalísticos (que firmaba como “El Conde de Camors”), nos quais atacaba ao chefe do goberno espanhol na ilha, ainda por entón colonia espanhola. Preferíu a beleza da arte à da natureza. Como afirma em “La canción de la morfina”: “dicha artificial/ que es la vida verdadera”. “Hojas al viento” (1890) reúne poemas de corte neorromântico caracterizados por um amor e unha amargura sem esperanças. Nega que a perfeiçón da arte possa existir nas vidas humanas e o seu estilo é refinado e exótico. “Nieve” (1892, ed. ampl. México, 1893) alcanza grande plasticidade e realismo. Combina o simbolismo com o parnasianismo, que naquela época se considerabam excluíntes, e de ahí surxe a orixinalidade. “Bustos y rimas” (1893) foi publicada depois da sua morte; pode ser comparado a algunha obra de Darío pelo seu modernismo renovador de formas poéticas. Esta renovaçón levou-a a cabo num âmbiente totalmente hostil. As suas “Poesías completas” (1945), editadas por M. Cabrera, forom superadas pola nova ediçón de 1963, publicada como “Poesías”. A sua prosa inclúie “Bustos, La sociedad habanera (1888), cuentos, crítica literária impresionista y Crónicas habaneras” (Las Villas, 1963). A sua obra em prosa apareceu na Habana (1963 – 1964, 3 vols.).