CUADERNOS AMERICANOS. Importânte revista publicada em México por um grupo de exiliados hispânos, como Juan Larrea e León Felipe em colaboraçón com os mexicanos: Jesús Silva Herzog e Bernardo Ortiz de Montellano, entre outros. Quando “España Peregrina”, non puido salvar as dificuldades para seguir publicando-se, os intelectuais acudirom a Silva Herzog para financiar outra revista que a vinhéra substituir. Herzog pensou um novo proxecto mais hispanoamericano. Assim, o primeiro número foi publicado em Xaneiro de 1942. Nela colaborarom Bergamín, Chumacero, Francisco Giner de los Ríos, Cardoza y Aragón, Pla y Beltrán, e outros muitos escritores.
CUADERNA VÍA. Forma métrica utilizada polos clérigos dos mosteiros de Castela que utilizabam o “mester de clerecía”. Foi substituída a princípios do século XV polo verso de arte maior. O têrmo utilizou-se no século XIII e XIV, para nomear unha estrofa de quatro versos, cada um de quatorze sílabas, divididos em dous hemistiquios de sete. Cada estrofa repete normalmente a mesma rima consonântica nos seus quatro versos: “Si estos votos fuessem lealment enviados, / estos sanctos preciosos serien nuestros pagados, / avriemos pan e vino, temporales temprados, / non seriemos com somos de tristicia menguados” (Berceo). A “cuaderna vía” ou “alejandrino” -assim chamada na estrofa segunda do “Libro de Alexandre” non é orixinária da Península, e probabelmente proceda da poesía latina da Idade Média ou da poesía francesa do século XII. A rima é aaaa, bbbb, etc…
CRUZ CANO Y OLMEDILLA, Ramón de la (Madrid, 1731-1794). Autor teatral cuxo nome vai sempre ligado ao melhor momento do “sainete” madrileno. Começou por escreber traxédias e comédias, quase sempre adaptaçóns e traduçóns de orixinais franceses e italianos como “Bayaceto” (do Bajazet, de Racine), “Hamlet”, da traduçón italiana da obra de Shakespeare feita po Duciso, y “Aecio” (de Metastasio). Em “Teatro” (1786-1791, 10 vols.) incluíu dezanove obras sérias e quarenta e sete sainetes, num intento para persuadir aos leitores de que também fora um autor sério. Non obstânte, passou à história da literatura graças aos seus sainetes. Insistíu sempre em que se inspiraba em feitos da vida real, mas apartando os elementos amargos que acostumam existir nela. Nestas obras há a miúdo, um afán moralizador do qual carecíam os “entremeses” do século XVII. Também há maiores câmbios em escena. Predominam os tipos de baixa extraçón social, como o “viscaíno”, em boca de quem pôn um castelán “cómico”. Reflexa a sociedade desde um ponto de vista tradicionalista, como na licçón que dá o aristocrático esposo à sua mulher, que antes fora criáda, em “La presumida burlada”. Os tipos que retrata nos seus sainetes non chegam nunca a convertir-se em personáxes, e a sequência das escenas, non leva tampouco ao desarollo de um argumento bem estructurado, assim que com frequência o final resulta disparatado ou pouco consequênte com a obra. “El alcalde limosnero” é o típico exemplo das suas obras: nela, um alcaide de pobo, que é o responsábel de distribuir as limosnas, debe manter a um fidalgo arruinádo, a unhas doncelas e a um soldado. Em “Manolo, De la Cruz” paródia as traxédias do seu tempo, cheias de mortos e de enrredados argumentos. Também foi autor de “zarzuelas”, entre elas “As segadoras de Vallecas” (1762) e “Las foncarraleras” (1772). Na Academia de los Arcades, era conhecído como “Larissio Dianeo”. Entre os seus epígonos figuran Luceno e Ignacio González del Castillo (1763-1800).
CRUCHAGA SANTA MARÍA, Ángel (Santiago, 1893-1964). Poeta chileno que ganhou o Premio Nacional de Literatura em 1948. Trabalhou durante um tempo no Banco Español e na Biblioteca Nacional. Foi presidente da Alianza de Intelectuales. De algunha maneira non albergou um estilo próprio, e moveuse dentro do “posromanticismo”, do “realismo” e do “simbolismo”, e também cantou as paisáxes e a natureza do seu país natal. Alguns dos títulos das suas obras forom: “Las manos juntas” (1915), “Job” (1922), “Afán del corazón” (1933), nos que mostra unha tendência ascéptica, perdida xá em “Paso de sombra” (1939) e “Anillo de jade” (1959). Neruda seleccionou unha “Antología” (Buenos Aires, 1946) da sua obra, mais coherente que a que reuníu o próprio autor em “Pequeña antología” (1953).
CROTALÓN, El. Sátira escrita por volta de1552, por Chistophoro Gnosopho. Algúns críticos pensam que foi escríta por Cristóbal de Villalón, aínda que Bataillon, pensa que foi escríta por um súbdito italiano naturalizado espanhol. O título vem da palabra “crótalo”, instrumento musical de orixem arcaica, emparentado com as castanholas, que podem atrair um espírito a esta vida e fazê-lo falar. Assim, no sonho do autor, dialogam um zapateiro e um galo. Trata-se de um diálogo erasmista pleno de sarcasmo, no qual o galo vai describindo as suas vidas anteriores, e criticando ácidamente unha grande quantidade de costûmes hipócritas prevalecentes na sociedade espanhola da época. As anedoctas som narradas com um estilo fluído e preciso que transformam o libro num dos melhores do seu tempo.
CRONICONES. Crónicas medievais escritas em verso ou prossa, chamadas assim para diferenciálas das narraçóns históricas chamadas “crónicas”, que tenhem mais elementos de ficçón que os “cronicones”, às vezes meros anais ou descripçóns detalhadas dos feitos. Carecem de unha visón crítica dos acontecimentos e a sua precisón é muito variábel. Em latim conhecemos “Epitome imperatorum vel arabum ephemerides”, também conhecido como “Cronicón del Pacense”, que cobre os acontecimentos dos anos 611 até 754; o “Croniçón de san Isidoro de León”, que contém os datos mais precisos para a história dos anos 618 até 939 em Castela, que também é conhecido como “Anales castellanos primeros”; e estes están complementádos polos “Anales castellanos segundos”, que ván até 1126. O “Cronicón de Alfonso III” (672-866) foi atribuído a Sebastián, bispo de Salamanca (ou de Oviedo) na sua segunda versón xá revisada. O “Cronicón Albeldense” foi chamado assim polo mosteiro rioxano onde foi encontrado; é anónimo até 883. A partir dessa data foi composto polo monxe Vigila, que narra os feitos até ao ano 978. Outros cronicóns som “Cronicón del Silense”” (718-1054), “Cronicón complutense” (281-1065); “Cronicón de Pelayo” , escrito polo bispo de Oviedo (982-1109); “Cronicón compostelano” (362-1126); “Cronicón Lusitano” (311- 1222); “Cronicón burgense” até 1250, e “Cronicón barcinonense” (958-1308). Os cronicóns escritos em castelán som menos numerosos: dous de Cardeña (797-842 e 856-1327), tres “Anales toledanos”; o de “Lucas de Túy” ou “El Tudense” e a “Historia gótica ” ou “De rebus Hispaniae” de Rodrigo Ximénez de Rada.
CRÓNICAS. Histórias escritas normalmente polas testemunhas dos feitos ou tomadas de acontecimentos contemporâneos dos seus autores. Carecem de valor crítico ou analítico. A miúdo som parciais ou panexíricas. Non sempre descartam as lendas e os elementos de ficçón, que passam a formar parte da narraçón ao mesmo nível que os feitos reais. A crónica mais antiga das Espanhas, foi escríta em prossa navarro-aragonesa e encontra-se no final do manuscrípto do “Fuero general de Navarra. A sua data de composiçón foi fixada em 1186. Os historiadores fixérom um bom uso das crónicas, onde sacarom multidón de dactos importântes. Unha das mais famosas é a “Estoria de España” (também conhecída como “Primera crónica general”), feita por mandato de Alfonso X el Sabio, nas postrimerías do século XIII. Existem muitas crónicas datadas no século XIV e especialmente no XV, como a “Crónica del rey don Pedro” de López de Ayala, a “Crónica de don Álvaro de Luna” (de Gonzalo Chacón?) e a “Crónica sarracina” de Pedro del Corral, entre outras.
CRÓNICA. Revista literária paraguaya publicada de 1913 a 1915. Foi a primeira do Paraguay, que apoíou o “modernismo”, publicando poemas de Guillermo Molinas Rolón, Pablo Max Ynsfrán e Leopoldo Ramos Jiménez, assim como dos contistas Leopoldo Centurión (1893-1922) e Roque Capece Faraone (1894-1928), ambos mortos prematuramente por exceso de drogas e alcoholismo.
CRIOLLISMO. Movimento literário definido polo venezuelano Rufino Blanco-Fomnona como “la pintura, à outrance, de las costumbres populares, com os tipos e com a lenguáxe do pobo baixo”. Esta corrente estimulou o desarrollo dunha literatura rexionalista que dominou especialmente na Venezuela e na Colômbia alá polo 1900. Unha das suas debilidades consiste num matiz moralizador que só os grandes lográrom eludir, como o colombiano Tomás Carrasquilla. O criollismo alcanza a cúspide com Ricardo Güiraldes na obra mêstra “Don Segundo Sombra” e se aprecía aínda nas primeiras narraçóns gauchescas de Jorge Luís Borges. O “gauchismo” é o equivalente riopratense do criollismo. Houbo também xornais e revistas “criollistas” como “El Cojo Ilustrado” (1892-1915), em Venezuela, e “Orígenes” (1944-1957), em Cuba.
CRESPO TORAL, Remigio (Cuenca, 1860-1939). Poeta e ensaista equatoriano. O seu primeiro libro foi “Mi poema” (4ª ed., 1908), influído por Núñez de Arce, cheio de fervor xuvenil. Outras obras forom “Leyenda de Hernán” (1917) e “Selección de ensayos” (1936).
CRESPO, Rafael José (Alfajarín, Zaragoza, 1800-1858). Escrebeu fábulas e epigramas. No prólogo ao seu libro “Fábulas morales y literarias” (Zaragoza, 1820) defende-se a si mesmo das acusaçóns de falta de orixinalidade nas suas criaçóns. Outros libros seus som “Poesías epigramáticas” (Zaragoza, 1827), “Don Papis de Bobadilla, o sea, defensa del cristianismo y crítica de la seudofilosofía” (Zaragoza, 1829) e “Vida de Nuestro Señor Jesucristo” (Valencia, 1840).
CRESCAS, Hasdai (Barcelona, 1340-1410). Foi gran rabino de Aragón. Filósofo que contribuiu para a apariçón do Resurximento na Espanha e para a superaçón do sistema aristotélico na Península introduzido por Averroes. A sua obra mais importânte foi “Or Adonai” (Ferrara, 1555), que segue a tradiçón de Nissim Girondí de Barcelona. Escrebeu também unha história de las matanzas de Aragón de 1391 e foi mêstre de Joseph Albó.
O pior vem agora: as diversas disposiçóns de todos estes instrumentos, que nos levam por forza a muitíssimas equivocaçóns. ¿Acaso non dán lugar a unha diversidade máxima na visón das diferêntes côres dos olhos, por diversos temperamentos, consistência, natureza, quantidade, posiçón e transparência dos espíritos e dos humores que há neles? E se isto se trata mais bem desde um ponto de vista médico. ¡quanto costumam fazer mudar a visón a natureza das membranas e a do nervo óptico, assim como a quantidade dos espíritos e humores, tudo isto e ademais a sua transparência! A miúdo, debido a unha causa externa, nos parece ver moscas, farrapos, teias de aranha e cousas semelhantes, sendo assim que non existen. Quando os olhos están inflamados, tudo parece encarnado. Quando están inundados de bilis, amarelento. Se um humor se abate sobre a pupila, tudo parece esburacado, o coberto com um pano, o grande, o pequeno, ou escuro. Estes defeitos debem-se a doênças, mas, entre os sáns, uns vem as cousas lonxe e outros perto; um com mais claridade, outro com menos; este vê-as grandes, aquel pequenas; este vê-as roxas, aquel amarelas. Nunha palabra, ninguém as vê perfeitamente nem da mesma maneira que os outros. ¿Que podrá impedir, pois, que as cousas se vexan diversas, incertas, inestabeis e diferêntes de como elas mesmas som, sendo assím que se ven mediante uns olhos submetidos a tantos câmbios, e incluso em si mesmos tán diversos, e ademais através do ar, que non é menos susceptíbel de câmbio nem menos incerto, senón, polo contrário, mais? ¿Que poderá impedir que nos enganémos constantemente e que nunca poidámos captar algo certo nem, por tanto, afirmá-lo?
A capital do Império Romano de Oriente. A cidade que saca peixes prateados de águas suxas, é o escenário perfeito para o mistério. O viaxeiro, acáso baixou do Oriente Expréss proveniente de París, tomou um galón de cebada e uns pastéis no Hotel Pera Palace. Depois, deitar a vista e o espírito a passear sobre os fieis, que entram ou deixam a Mezquita Azul, para a oraçón das doze horas. O qual, só por si mesmo, resulta um prazer deslumbrante. ¿Quais seram as claves da sua seduçón, hoxe em dia? Penso, que as mesmas de sempre, unha das grandes encruzilhadas do mundo! Terra de pagáns, mouros e cristáns! Unha imponente história nos contempla, o centro do mundo, todos xuntos dérom a ésta cidade um carácter peculiar. A contundência arquitectónica, de mezquitas, palácios, mar e pedra, formam unha amâlgama única. É, verdadeiramente, um xigantesco mercado de almas, a alma das cousas, a alma das xentes, e também as almas vaciádas. Às suas costas, mil anos como capital do Império Bizantino, mais outros quinhentos anos como centro do Império Otomano. Muitos a quixérom para si! Desde Bizas o Mégaro, Constântino o Grande, Justiniano, Mehmet o Conquistador, Solimán o Magnífico e o que mais alto ressôa na actualidade, Mustafá Kemal Atatürk, o home que sacou o país da Idade Média, fai tán só setenta anos. Os Árabes tratarom de conquistála mais de trinta vezes. Os Venecianos também a atacarom em sete vezes. E, por último os Russos em nove vezes. Hattís, Hititas, Frígios, Hurritas, gregos, persas, godos, romanos, françêses, venecianos, osmanties e jenízaros, aquí deixárom fortuna e vida por conquistála. A implacábel peste da modernidade, mudou o aspecto de muitos dos bairros, e o pintoresco que caracterizaba Istâmbul, derruba-se irremediábelmente sem apelaçón. A homoxeinizaçón que acarrea o progresso, acaba com o fértil caos do xénio mediterrâneo, ao mesmo tempo que os veus integristas ocultam o rostro das fermosas, para escárnio do pai de todos os turcos.
Para descansar do axetreo infernal do mundo turístico, non há nada melhor que um banho turco (com tratamento de Sultán), algúns com mais de trescentos anos de antiguidade, resulta unha experiência única, por exemplo o “Hammam de Cagaloglu”, que permanece intácto desde os tempos octomános. Xá bem purificado de corpo e alma, é hora de visitar “Haghia Sophía” , que non tem nada que ver com santas, a confusón vem dos tempos de Constântino, que a dedicou á Sabeduria Divina, sendo o seu interior um dos espectáculos mais sobrecolhedores que se poidam contemplar. Agora, estámos preparádos para aguantar, mais de dez milhóns de habitantes, milhóns de autos, camións, barcos, cargueiros, ferrys, pesqueiros, cruzeiros. Que surcam esta esquina formada polo mar de Mármara o estreito do Bôsforo e o Corno de Ouro.
A ponte Gálata, une as duas partes europeias da cidade, os bairros de Gálata e Pera, separados polo “Corno de Ouro”. O “Grande Bazar” é o principal centro comercial do planeta, há mais de quatro mil postos e mais de dous mil artesáns. Um vendedor nunca perde a calma e os trucos para o regateo som infinitos. Istâmbul é unha cidade cheia de xente nova e de turistas, dous elementos que dán forzosamente lugar a unha animadíssima vida nocturna, tertúlias em cafés, noites de verán perto do mar do Bósforo, fermosas dançarinas, mas, sobre todas as cousas, as mulheres russas, flautistas e violinistas, polas quais mouros e cristáns, perdem fortuna e vida.
Com o desaparecimento de Plotino, três figuras se destacam no neoplatonismo: Porfírio, Jâmblico e Proclo. Porfírio foi o mais académico dos três e legou algunhas tentativas de sistematizaçón da filosofia clássica (como a famosa “árbore de Porfírio”, que consta no seu “Isagoge” e antecessora das modernas taxonomias). O seu discípulo Jâmblico preferiu harmonizar Plotino com as teses pitagóricas sobre o número (daí ser considerado um neopitagórico). Proclo, o mais importânte dos três, é considerado o último grande filósofo grego da Antiguidade, Nascido em Constantinopla no final do século V, mudou-se para Atenas e devolveu à velha polís parte do brilho académico de outrora. A sua obra “Elementos de Teoloxia”, conservada na íntegra, é comparábel em ambiçón às “Enéadas”, embora compense a sua menor qualidade literária com um maior rigor expositivo. As semelhanças com Plotino som evidentes: também ele tenta harmonizar a filosofia grega com unha visón relixiosa e monoteísta do mundo, o que o leva a reproduzir os mecanismos da processón e da conversón. Se por algunha razón Proclo se destaca é por tentar axustar o politeísmo ao monoteísmo. A sua principal novidade é a noçón de “Hénadas”, unha nova espécie de intermediários, destinados a resolver o problema da presença do superior em cada um dos inferiores, sem necessidade de se degradar. Proclo recorre a elas como “unidades participáveis”; estas comportam-se como deuses de nível inferior que som “formalmente” o que o Uno é “eminentemente”. Seguindo um raciocínio parecido, entre o eterno e o temporal situa o “temporal perpéctuo”, a que os escolásticos medievais chamaram “”sempiterno”.