Nos cargos que ocupou na Chancelaria e no Conselho dos Dez, e por ser também a mán direita do “gonfaloneiro”, o nosso home vai receber unha série de missóns diplomáticas, que o levaram até aos monarcas mais conceituados da hierarquia local e internacional do momento. A seguir, abordaremos as três missóns de maior envergadura que lhe foram atribuídas. Agrupámo-las de acordo com os três focos de tensón para o governo republicano de Florença, respectivamente França, Itália e Alemanha. De todas estas embaixadas, o perspicaz secretário retirou ensinamentos que alimentaram o seu mais célebre texto, O Príncipe. Os mais relevantes e reiterados som os seguintes: a importância das armas próprias para defender o Estado (como terá ocasión de constatar nas derrotas para recuperar Pisa, ou perante as côrtes francesa e alemán); a transcendência das características pessoais do príncipe para a manutençón do Estado (definidas em parte por contraste com Soderini mas, sobretudo, por emulaçón de César Bórgia, como verificaremos); a crítica de toda a política indecisa e incapaz de arroxo (como foi a florentina durante muito tempo); e, finalmente, a xá mencionada exortaçón à unificaçón de Itália para recuperar os gloriosos tempos passados.
De um lado da bahía, o velho forte Real, grave ainda com o equívoco reflexo da sua importância passada. Pois, raras vezes conseguíu deter os desembarcos inglesês. Do outro lado, imensos depósitos de carbón. Atrás, montanhas áridas e tristes. Logo, do outro lado da ilha, nas terras altas, onde se voltam a ver os extensos cafetais e as chairas verdexantes pola robusta cana do azúcar. Alí, a natureza resulta tán bela como fecunda, que sustenta a reputaçón admirábel da soberba Antilha francesa. Os pasaxeiros com destino às Guayanas, xá nos deixárom, e estamos em completa liberdade, para baixar ou non à terra. Perguntamos se há febre, desexando secretamente unha resposta negativa; mas, apesar de cerciorar-nos de que a enfermidade fatal reina em Fort-de-France, resolvemos baixar, persuadidos de que o buque, inmóbil e pegado a terra, baixo um calor de 37º, non sería refúxio muito seguro para evitar o contáxio. O novo gobernador tinha baixado pomposamente duas horas antes. Nunca esqueceréi o aspecto da praça, “la sabane”, como alí lhe chamam, no momento que penetramos nela, depois de ascender unha lixeira costa. Toda a povoaçón baixa, o soberano povo, estaba reunído, com motivo da recepçón ao gobernador, que neste momento passaba num landó, vestido de toda etiqueta, com um funcionário negro como as penas, ao seu lado, e outro non mais ruibo à frente. ¡¡Cómo comprehendí aquela mirada que me dirixíu, aquel saúdo cortês, mas tán impregnádo de profunda desolaçón!! Saquei o chapéu e saudéi com respeito aquel mártir, que saía dos salóns de París, para reinar sobre a ilha tropical. As fantasias mais atrevidas de Goya, as audácias coloristas de Fortuny ou de Díaz, non poderíam dar unha ideia daquel curiossíssimo quadro. O xovem pintor venezolano, que iba comigo, cubría-se com frequência os olhos e afirmaba, que non podería recuperar por muito tempo a percepçón do “rapporti”, isto é, das meias tintas e das gradaçóns insenssíbeis da luz, polo deslumbramento daquela brutal crudeza. Había sobre a praça unhas quinhentas negras, quase todas novas, vestidas com tráxes de percal de todas as côres mais abigarradas: roxos, rosados, brancos. Todas escotadas e com robustos brazos descobertos; os tráxes fixados debaixo das axilas e oprimindo os destacados peitos, recordabam o aspecto das “merveuilleuses” do Directório. A cabeza, coberta com um pano de seda, cuxas duas pontas, sobre a frente (à curuxa), formabam como dous pequenos cornos. Esses panos eram precisamente os que feriam os olhos; todos eram de diversas côres, mas predominando sempre aquel roxo lacre, ardente, mais intenso aínda que o chamado em Europa, lava do Vesubio; também, um amarelo ruxente, um violeta tornasolado, ¡¡Que sei eu!! Nas orelhas, unhas grossas arracadas de ouro, em forma de tubos de órgano, que colgam até à mitade da cara. Os vestidos, de largo rabo, mas curtos por diante, deixando ver os pés… sempre descalzos. Podo assegurar que, a pesar da distância que separa este tipo do nosso ideal estéctico, non podía menos que determe por momentos a contemplar a elegância nativa, o andar airoso e selváxem das negras martiniquenhas. Mas, quando verdadeiramente afloram estas condiçóns, é quando, se as mira despoxadas dos seus luxos e cubertas com o curto e humilde tráxe de trabalho, balançândo-se sobre a tábua que une o barco a terra, baixo o peso da enorme canasta de carbón que portam à cabeça…
A sua filosofia, no entanto, haberia de continuar viva graças à memória dos seus discípulos. Um ano antes da morte do mestre, em 269, Amélio começava a explicar a doutrina plotiniana na sua escola de Apameia (Síria) acabada de abrir. Trinta e um anos mais tarde, depois do que foi, seguramente, o esforço condensado de unha vida, Porfírio cumpriu a sua promessa e publicou perfeitamente editadas e ordenadas, as obras completas de Plotino, às quais deu o título hoxe célebre de “Enéadas”. O próprio Porfírio transcreve um oráculo de Apolo (o mesmo Deus que, segundo conta Platón, afirmou que Sócrates era o home mais sábio da terra) que, à pergunta de Amélio sobre onde tinha ido parar a alma de Plotino, entoou o seguinte canto em sua honra: “Oh Daimon, outrora home! Agora, por outro lado, chegas ao destino mais divinal próprio de um Daimon, unha vez que soltaste as amarras da humana necessidade e bracexaste pressuroso, com esforçado peito, do estrondoso fragor dos teus membros à beira de unha non líquida costa, lonxe do povoado de impios, até ter pé na bem arqueada senda da alma pura, onde brilha em redor o esplendor divino (…). Muitas vezes, quando os raios da tua mente propendiam por próprio impulso a marchar por oblíquas veredas, os imortais vos endireitaram pelo caminho recto, erguendo-os ao alto das esferas e da sua imortal senda, proporcionando aos teus olhos um espesso feixe de luz para (que) pudessem ver, afastando-se da obscura treva. (…) Mas agora que desmontaste a tua tenda e abandonaste a tumba da tua alma daimónica, marchas xá em prol da assembleia dos Daimones, refrescada por auras deleitosas. (…) Além mora (…) a Sacra Força de Platón, além Pitágoras, o belo, além quantos formaram o coro do imortal Amor, quantos partilham em comum a linhaxem dos Daimones beatíssimos. (…) Ditoso tu que, tendo superado tantíssimas probas, corres em prol dos santos Daimones armado de puxante vida!”
Dos “alinhamentos” xá queda dito que non abundam no nosso país, nem tenhem maior importância que os “cromlechs”. Um, non obstânte, o da Puebla, alcanzaría sumo valor arqueolóxico se o puidéramos estudar com menos trabalho e o gozásemos em bom estado, e tal como conhecemos os da Bretanha. Muitas das pedras que o formam están caídas, outras escondidas pola broza. O terreno é pantanoso e aumentam com isto as dificuldades do seu estudo; mas sexa como queira, este monumento é farto interesante para passar por el em silêncio e merece por mais de um conceito ser asinaládo à atençón dos que se dedicam a semelhante taréfa. Para nós, resulta dos mais característicos, pois adivinha-se que constou de várias filadas; é também notábel, pois non há notícia de outro na Galiza, que o supere, nem sequer iguále, na extensón que ocupa e no tamanho dos “menhires” que o adornam. Sem alcanzar as proporçóns dos de Carnac, som farto vissíbeis. Se as pedras em fileira com que tropezamos em Castro Valente, puidéram em rigor ser tomadas por “menhires”, e o conxunto por um “alinhamento”, xuntese aos xá conhecídos, e mentras non chega a ocasión de examinar o que afirmam existir no Escuadro (Serra de San Mamed), limitémo-nos a recordá-lo, pois se a realidade corresponde às notícias que del temos, non há dúvida que se trata de um monumento por todos os conceitos digno de ser visitado e descrípto.
Durante os seus anos na Universidade de Jena, a actividade intelectual de Hegel é febril e engloba diversos domínios, como indica o título de alguns dos seus artígos: “Acerca das maneiras de tratar cientificamente o direito natural”, “Fé e Ciência”, “Sistema da moral social”. A isto é preciso acrescentar as aulas que dá na sua qualidade de professor adxunto até à sua nomeaçón como professor “extraordinário” (ou sexa, non titular) em 1805, e que seriam publicadas muito mais tarde, em Leipzig, sob o título “Liçóns de Jena”. Mas o fundamental do trabalho de Hegel neste período é a “Fenomenoloxía do Espírito”, cuxa redaçón final está envolta em lenda, pois abarca unha circunstância histórica sobre a qual se especulou bastânte e na qual é preciso deter-se. No verán de 1806, a Europa vive unha relativa paz em consequência do triunfo de Napoleón no continente e da desmoralizaçón de um Reino Unido arruinado, que procura um compromisso mais ou menos honrado com a França. Napoleón pôm em marcha unha restauraçón do Sacro Império confederado do Reno com governantes favorábeis à França. Esse proxecto inquieta Frederico Guilherme III da Prússia. Sob o impulso deste, unha grande coligaçón, que acaba por integrar o próprio Reino Unido, desafia Napoleón, que a quatro de Outubro recebe um ultimato ao qual reáxe instruindo as suas tropas. La Grande Armée napoleónica invade a Prússia, que oferece unha séria resistência. A batalha decisiva terá lugar em Jena, a 14 de Outubro de 1806, embora as tropas prussianas xá tivessem abandonado a cidade. O próprio Napoleón coordena, no terreno, os preparativos, na noite de 13 para 14. A ordem de combate é proferida às seis da manhám. Resultado dessa confrontaçón decisiva é que dias mais tarde, a 27 de Outubro, Napoleón entra em Berlim.
Os poetas novos ou neotéricos, eram um grupo de poetas xóvens e senssíbeis da xeraçón posterior a Cicerón, que compartíam unha actitude literária em relaçón incluso a detalhes estilísticos, dos quais Cicerón quixo fazer notar dous. Desexabam mudar a poesia latina, e nunha medida considerábel lograrom o seu propósito. O único, deste limitádo numero que conservámos quase completo, é Catulo; dos demais, somênte quedan escásos fragmentos. Resulta fácil e seguro supôr que Catulo pervivíu, graças a ser o melhor deles: os leitores da Antiguidade, que estabam em situaçón de xulgar, evidentemente pensabam dessa maneira. Non obstânte, naquel tempo Calvo pudéra ser a figura mais impressionante: um poeta como Catulo, um orador aventaxádo, cuxos ataques ao favorito de César, Vatinio, eram lídas e estudadas todavía em tempos de Tácito. Romano da nobreza, Catulo era de províncias, mas dunha família destacada de Verona, que estaba bem relacionada; de outra maneira, César non sería hóspede da casa de seu pai. César queixou-se dos “permanentes ataques” asestádos à sua reputaçón polos libelos acerbos de Catulo. O filho disculpou-se: esse mesmo dia César convidou-o a cear e continuou disfrutando da hospitalidade do pai. Num dos seus últimos poemas Catulo deu volta atrás em grande medida: “como se ía visitar os enriscados Alpes, para ver os trofeos do grande César, o gálico Rin, os terríbeis mares e aos britanos, os mais alonxádos dos homes…” Por vários poemas, parece que Calvo e Catulo eram amigos íntimos e os seus nomes aparecem xuntos em escritores posteriores. Cina era outro amigo, um paisano da Transpadana. Apenas podería ser mais caloroso o elóxio de Catulo, da sua “Zmyrna”. Resulta extranho que Catulo non se refére em ningúm lugar à “Io” de Calvo. Talvez escrebeu depois da morte de Catulo; se assim fora, Cina sería o primeiro dos três a escreber um epilio, um poema épico em miniatura no novo estilo, e daí o entusiásmo de Catulo. Éste e Cina eram membros da cohorte ou escolta que acompanhou ao propretor Memio a Bitinia durante o ano cinquenta e sete antes de Cristo. Cina, trouxo para casa, árbores frutais e unha cópia dos “Phaenomena” de Arato; Catulo, só um perdurábel sentimento de ultraxe. Habia outras figuras na sombra, sobre as que se sabe muito pouco. Estaba Cornificio, poeta e orador como Calvo; Catulo dirixe-lhe um poema divertidamente triste. Furio Bibáculo xá era maior e vivéu longo tempo; sería recordado polas suas sátiras sobre César e Octávio, xunto com Catulo. Dous afectuosos poemas breves seus, salvarom-se polo famoso mêstre (grammaticus) e poeta Valerio Catón “a sereia latina, que lê só e fai poetas” —e que talvez non tinha suficiênte categoria para ser o destinatário do poema cinquenta e seis de Catulo. Ovidio, cita a Catón polo seu indecente verso xunto com Catulo, Calvo, Tícida, Memio, Cina e Cornificio. Cina elóxia um Dyctina, Tícida unha Lydia. Tícida compuxo um epitalamio no metro do poema 61 de Catulo, como o fixo Calvo. Cecilio é conhecido somente polo 35 de Catulo: um natural de Como a Nova ao que Catulo convida a visitar Verona, se é que logra desatar-se do abrazo da rapariga, que tán apaixonadamente ama a sua poesía. A graça do poema de Catulo apoia-se na repetiçón “incohatam…” “…incohata”, o último verso: “pois é realmente fermoso o poema que sobre a Grande Nai começou Cecilio”. Este Cecilio que tanto gostaba no seu tempo, púido non ter acabado a sua “Magna Mater”. Non é improbábel que Catulo seguira o avance de Cecilio, polo menos com especial interesse a causa do seu próprio poema sobre o tema (63). A nova poesía, non pode entender-se simplesmente como surxida da tradiçón literária latina, como non pode sê-lo quase ningunha forma nova da poesía latina: o impulso vem da poesia grega, neste caso da tardía. Dos poetas helenísticos, o que mais significou para os poetas novos foi Calímaco —Calímaco “o principal clássico dunha arte non clássica” —, ainda que necessariamente Apolonio era mais importânte para Catulo, ao escreber o seu epilio (64) e Teócrito para Virxilio, de unha segunda xeraçón de neotéricos, ao escreber as suas “Bucólicas”. Em todo caso Calímaco seguíu sendo o modelo e o ideal da elegância alexandrina. Mas, pola sua poesía e as actitudes estécticas professadas ou implicadas nella, muito do que escreberom — e certamente muita da poesía latina posterior— podería non ter-se escríto.
Esta concepçón leibniziana, que ao mesmo tempo se refere à realidade e ao conhecimento, ao ser e à verdade, como duas faces da mesma moeda, foi o que fez com que tradicionalmente se considerasse o conxunto da obra de Leibniz como um sistema acabado; um sistema no qual cada intérprete colocaba a sua etiqueta: “lóxico”, “metafísico”, “matemático”, “teolóxico”, etc… pretendendo deduzir e explicar a partir desse ponto de vista a prolífica e polifacetada obra do nosso autor. Na verdade, Leibniz rexeita a divisón e a classificaçón aristotélicas do saber humano, articulado em disciplinas separadas e independentes, para voltar a um princípio de inspiraçón platónica, segundo o qual unha ciência xeral engloba a sabedoria humana, que é sempre unha e a mesma, por mais que se aplique a diferêntes obxectos. Relembremos o proxecto iniciado polo xovem Leibniz na dissertaçón “De Arte Combinatoria” (1666), perseguindo unha sistematizaçón do conhecimento, inspirando-se no modelo xeométrico de Euclides e atribuindo um papel fundamental às definiçóns e axiomas básicos. No entanto, e apesar de os princípios enunciados por Leibniz serem muitos, non dán lugar a unha construçón arquitectónica da filosofia como um sistema de princípios interrrelacionados, como sublinha nas últimas décadas o filósofo xermano-americano Nicholas Rescher. Os primeiros princípios están aí com a evidência que lhes confere o facto de serem “ponto de partida”, “noçón comum” que serve de premissa para qualquer demonstraçón sem que eles próprios possam ser demonstrados; mas se a questón da orixem e do fundamento dos “primeiros princípios” fosse colocada a Leibniz, ele responderia de forma cortante que é unha verdade que nos é inata, tal como o resto das “verdades a priori”, “porque o espírito as pode extrair do seu próprio fundo, embora com frequência isso non sexa unha cousa fácil”.
A variedade de uva branca “Riesling”, adapta-se perfeitamente aos vinhedos da Alemanha, prantados nas ladeiras frías e escarpadas das marxens dos rios. Esta uva dá vinhos de acidez e duçura equilibrada. Maduram tardiamente, mas podem proporcionar grandes vinhos doces se o Outono for caluroso. Resiste os fríos do inverno e sobrevive as xeádas, que queimam outras videiras, mas os rendimentos som relativamente baixos. Podem elaborar-se vinhos secos e doces, vinhos também para ser bebidos xóvens e outros para madurar durante dezénios. Os melhores som os que aproveitam a sua acidez, imprescindíbel para o envelhecimento, e para o equilíbrio dos vinhos licorosos. A sua pátria, som os vinhedos do Mosela e do val do Rin.
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A aldeia de Forst, com os seus famosos vinhedos, está considerada a superestrela da rexión de Mittelhaardt, no corazón do Palatinado. O microclima perfeito combina-se com um chán único e excelênte para vinha, debido a um xacimento de rocha basáltica. Onde melhor se pode estudar esta anomalía mineral do “terroir” de Forst é em Pechstein, cuxo nome recorda as rochas negras de orixe vulcânico. O magma líquido das profundidades ascendeu nalghúns lugares e solidificou-se na superfície em forma de basalto. Em Forst, há um pequeno xacimento de uns 640 metros de lonxitude e 182 metros de anchura, o único nas ladeiras do Mittelhaardt. Ademais das vetas de basalto do chán de Pechstein, as rochas basálticas que se vêm na superfície forom levadas para o vinhedo por máns humanas, durante os séculos passados. Estas rochas forom recolhidas de unha cúpula de lava fría, à beira do bosque do Palatinado. A composiçón mineral única de Pechstein, pode-se saborear nos vinhos dos seus melhores adegueiros: “Dr. von Bassermann-Jordan”, que tenhem douscentos anos de experiência. O aroma da Riesling de Pechstein tem notas de frutos cítricos confitados e também, para algúns, do fumo quente da rocha basáltica. Os vinhos tenhem unha extructura excelente, e até os secos albergam um extraordinário potencial de envelhecimento.
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Esta empresa, dirixida desde 1985 por Clemens e Rita Busch, e que elabora um vinho descripto polo especialista Stuart Pigott como “um mosela wagneresco admirábel”, está considerada como um clán de entendidos em mosela. A empressa, xestionada ecoloxicamente, elabora riesling seco e doce igual de excelente. Mas, o lançamento internacional foi feito com os vinhos doces. O que entusiasmou aos expertos foi o Riesling TBA de 2001. Aquel ano só houbo unha quantidade relativamente pequena de uvas com botritis adequadamente secas até meádos de Novembro, polo qual, só se puido fazer um TBA com unha selecçón sumamente estrícta das uvas. Non obstânte, a exígua quantidade de mosto continha unha proporçón enormemente alta de ácido. Agora esta brilhante estructura ácida, atravessa a doçura barroca e cremosa com precisón cirúrxica, dando ao TBA um fascinante equilibrio e unhas expectativas de vida quase ilimitadas. É um vinho ao que Pigott, sem a menor dúvida, outorgou os cem pontos da perfeiçón: “Quem desexe probar a densidade material definitiva do universo, veio ao sítio adequado!
Indiscutibelmente considerada o “Paraíso da Riesling”, a adega Scharzhof, no val do Saar, foi dirixída pola família Müller durante cinco xeraçóns. Os riesling dos vinhedos Scharzhofberger encontram-se entre os vinhos mais cobiçádos e caros do mundo. Estes caldos, quase derretem máxicamente a paradóxa conceptual entre pureza e sofisticaçón. Da valiosa colheita de 1976, Scharzhof elaborou vários “auslese” de unha qualidade transcendental e quase uniforme. Com tudo, cada um deles apresenta unha extraordinária personalidade, graças ao emgarrafádo de unha só cuba. Em 2006 Stephan Reinhardt probou o Auslese Nº 32 para a revista “The world of fine wine” e escrebeu: “Buqué vigorizante e de múltiples capas, com insinuaçóns de chá de laranxa, charuto, tabaco e damascos secos. Muito elegante, estructura resbaladiza que armoníza com a fruta doce e precisa, com capas de mel e seccionado por unha acidez brilhante e superfina. Demonstrando unha concentraçón e delicadeza maravilhosas, este é um “auslese” intenso, perfeitamente equilibrado e completamente irressistíbel”. Segundo Reinhardt estes vinhos aclaran em lugar de confundir a mente.
O único e pequeno vinhedo Helenenkloster, de unha hectárea, tivo durante quase cinco décadas, a reputaçón de ser um dos melhores “terroirs” de Mosela, para a produçón de vinhos de xélo. Mas a vindima das primeiras horas da manhám do vintiquatro de Decembro de 2001, superou tudo o que a finca de Max Ferd. Richter tinha visto nunca. A produçón de vinho de xélo é, a miúdo, um xogo de azar que, sendo unha valentia, pode resultar rentábel. O vintitres de Decembro de 2001 a temperatura baixou pola tarde até nove graus baixo cero. Apesar da proximidade do Natal, Dirk Richter e o seu equipo, depois de unha noite muito fría, iniciárom a vindima de uva para vinho de xélo às cinco da manhám. As uvas forom imediatamente prensadas e fermentarom num vinho xeládo grandemente concentrado. Na Alemanha, logrou a máxima pontuaçón de cem pontos.
Chegados a este ponto, convém recordar aquí o que se conhece como “a iluminaçón de Vincennes” (Outubro de 1749), descrita por Rousseau em várias ocasións (entre 1762 e 1774), conferindo-lhe sempre unha auréola quase mítica, qual episódio comparábel à queda do cavalo de Paulo de Tarso a caminho de Damasco, embora modifique de cada vez os pormenores da sua apresentaçón. O músico profissional transformou-se por um acaso, e muito relutantemente, num influênte politólogo, ao ver o seu primeiro “Discurso” galardoado e albo de um sucesso sem precedentes, dado o seu carácter polémico, xerando trezentas recensóns e refutaçóns. Na realidade, se a Academia de Dijon é recordada, deve-se precisamente a ter premiado Rousseau, e non ao contrário. A questón é que o seu grande amigo Diderot tinha sido encarcerádo na prisón de Vincennes, porque a sua “Carta sobre os Cegos para Uso dos que Veem” presumia unha resposta perigosamente materialista para os dogmas da moral revelada e Rousseau decidiu ir visitá-lo, fazendo o caminho a pé, xá que non podia dar-se ao luxo de ir de outra maneira.
CURROS ENRÍQUEZ, Manuel (Celanova, Ourense, 1851-Cuba, 1908). Importânte poeta galego, considerado o melhor da sua época xunto com Rosalia de Castro e Eduardo Pondal. Trabalhou toda a sua vida como xornalista e durante muitos anos colaborou para El Imparcial de Madrid (1870-1876), entre outros diários. Regressou depois à Galiza, xá que se sentíu sempre o representante do seu pobo, tanto no campo político como no literário. Foi um poeta galego, muito próximo do português Antero de Quental, na sua obra e na sua ideoloxía. O seu primeiro libro foi “Aires da miña terra” (1880), que alberga a exquisita lenda popular “A Virxen do Cristal”, poema que foi traduzído ao castelán por Constantino Llombart (1892). “O divino sainete” (Coruña, 1888), um longo poema em dezoito cantos, que descrebe unha viáxe a Roma feita pelo autor em companhia do seu amigo Francisco Añón. “El padre Feijoo” (estreáda em 1879), é unha loa num acto com tema totalmente fictício. Em 1904 trasladou-se a Cuba, onde morreu. Os seus artígos xornalísticos forom publicados em “Artículos escogidos” (1911), e há unha selecçón dos seus melhores escritos em “Obras escogidas” (1956).
A oportunidade surxíu quando E. D. Hirsch Jr., um crítico literário que tinha conhecido na sua época de Yale e que em 1982 dirixía o departamento de inglês da Universidade da Virxínia, o convidou para leccionar língua e literatura inglesa. A ideia de Hirsch, fazer com que filósofos ensinassem os estudantes de literatura, non era assim tán estranha naquela altura, embora certamente nem todos os filósofos fossem assim tán estranhos como Rorty. A razón pola qual o mundo das letras e da crítica se estava a tornar mais teórico tinha que ver com o próprio cansaço da crítica em relaçón ao formalismo e a unha certa crise arrastada desde que se começaram a discutir as relaçóns entre texto e ideoloxia. Isto xá tinha sido feito polo marxismo e polo estructuralismo, e por diversas combinaçóns dessas duas correntes, mas nos anos oitenta despontavam novas formas de fazer crítica inspiradas pola hermenéutica, por um novo movimento retórico e polo desconstructivismo, cuxas promessas de radicalidade pareciam atrair a atençón da velha e da nova esquerda. Era suposto que os críticos literários fizessem cambalear o cânone da literatura e o da crítica usando unha xíria sofisticada e imponente e apoiando-se em ideias de Nietzsche, Freud, Marx, Heidegger, Lacan, Foucault e Derrida. Nesse contexto, e com um emprego académico mais flexíbel, Rorty encontrou um espaço para ensinar filosofia a estudantes de literatura enquanto ele próprio aprendia cada vez mais com ela. Foi professor na Virxínia até 1988, e depois, graças a um professor alemán de literatura, Sepp Gumbrecht, acabou como professor de literatura comparada em Stanford, onde permaneceu até 1995.
Depois de exame rigoroso nas bagagens, deixámos Praga de oito para nove horas, num avión militar. E logo aí notei particularidades. Non habia letreiro luminoso a esixir que amarrássemos os cintos e esquecéssemos algum tempo o cigarro. Buscando a correia para prender-me, obediente à esixência cristán, non achei prisón: polo menos nesse ponto via-me libre de amarras. O aparelho tinha-se erguido com rapidez incríbel sem que déssemos por isso. Olhando para fora, percebi a terra lonxe, a cem ou duzentos metros. Cêrca de onze horas estábamos em Minsk, no restaurante do aeródromo, travando relaçóns com o caviar e o vodka. À tarde chegámos a Moscou. E pensei no meu soturno desembarque em Praga, dias antes. Éramos agora unhas trinta pessoas. Descendo a escadinha, fomos detidos por unha onda rumorosa de fotógrafos e repórteres. Moças ofereceram ramilhetes às mulheres que nos acompanhavam. Entre as pessoas atarefadas nessa recepçón imprevista, duas sobressairam: um homem grave, que mais tarde me disseram chamar-se Constantino Tchugunov, e um rapaz alto, vigoroso, o ôlho vivo, o rosto aberto num sorriso largo e os cabelos inteiramente brancos. Essa mocidade forte e encanecida levou três de nós a um automóvel, conduziu-nos à cidade, e usando um português razoábel, que um lixeiro pigarro atrapalha quando surxe algunha dificuldade na sintaxe, entrou em camaradaxem rápida, cheia de pacientes informaçóns. Jorge Kaluguin viveu dous anos no Rio, onde foi correspondente da axência Tass; hoxe é redactor-chefe da secçón latino-americana de Tempos Novos, unha grande revista. Com exuberância foi-nos indicando lugares famosos, aqui e ali. A universidade nova, enorme: os corredores têm dezoito quilômetros de extensón. O Kremlin, a praça Vermelha, a catedral de San Basílio. Unha frase burlesca interrompe a seriedade que êsses pontos ilustres impôem: lá estaba o hotel Pina. E, como nos espantássemos, veio a explicaçón: naquele prédio viveu o Gomalina, criatura fogosa que levantou os meios oficiais brasileiros contra a Unión Soviética. O tinteiro com que ele agrediu o xerente da casa guarda-se como preciosidade. Fomos deixar as nossas bagaxens no hotel Savoy, onde non descobri nenhum dos operários vindos connosco de Praga: hóspedes dos sindicatos, afastavam-se de nós. O apartamento que me destinarom no Savoy, de três peças amplas, era luxuoso demais. O banheiro me tranquilizou, pois na Europa é comum arrumarem a xente em quartos sem banho. No alto da escada que nos levou ao refeitório um terríbel urso empalhado erguia-se em dous pés, alargava a bocarra ameaçadora. De volta à rua, vi perto do salón a estatueta que um oficial americano pretendeu furtar. É unha Vênus de oitenta centímetros, e como arte non representa grande cousa, mas tem a vantaxem de ser de metal amarelo, côr de ouro, e isto nos mostra a causa da tentaçón. Fomos andar nas linhas subterrâneas, vasto formigueiro que se desenvolve em três planos e serviu de abrigo anti-aéreo durante a guerra. A primeira estaçón surprehendeu-me, mas Kaluguin me esfriou o entusiasmo: aquela, a mais antiga, inaugurada em 1934, era de facto bem modesta. Embarcámos, desembarcámos noutra, enorme construçón de colunas e tecto cobertos de esculturas, luz intensa a derramar-se no chán brilhante como espelho. Inadvertidamente, acendi um cigarro — e no mesmo instante um guarda se chegou, disse-me com palabras, depois com gestos, que era proïbido fumar. Atrapalhado, xoguei o cigarro na pedra luminosa, mas como isso era também proïbido, tive de apanhá-lo, cheio de vergonha. Kaluguin aumentou-me a confusón dizendo, franco e rude, que salas tán suntuosas non eram feitas para que nós as suxássemos com cinza. Atirei o desgraçado corpo de delito abaixo da plataforma. De dois em dois minutos passa um trem. Mais de unha hora estivemos a entrar, a sair de carros, a subir, a descer largas escadas movediças, onde fervilhaba a multidón apressada. A franqueza do xornalista non me deixou nenhum ressentimento: êle tinha razón. Pouco depois estávamos a tratar-nos com familiaridade, como se fôssemos amigos velhos. Nos vagóns repletos numerosos militares nos exibiam as condecoraçóns ganhas penosamente na guerra, mas non me era possíbel determinar a significaçón dêles. Ésse tipo que está aí na frente é um oficial, non é verdade, Kaluguin ? — Sim, maior de aviaçón. Ésse rótulo oficial reduziu-me um pouco o valor do homem, largamente condecorado. Unha velha magra, cartilaxinosa, entrou rebocando um menino chorón. Os lugares estavam ocupados, mas é impossíbel unha criança viaxar em pé, e num instante essa gritaba no colo da avó, sem dúvida avó, com esixências estrídulas. Os vizinhos tentavam acalmá-la, em ván. Súbito um homem duro, de garras compridas e nodosas, levantou-se, pôs na mán do garôto unha pêra. O pranto findou, um resto de lágrimas xuntou-se ao surco da fruta mordida. A mulher, cuidadosa, xuntava sementes e pedaços de casca, arrecadava tudo no lenço e na bôlsa. Era o que eu devia ter feito pouco antes, se me houvessem dado a educaçón necessária. Cometida a infracçón, resignar-me-ia a esconder o infeliz cigarro numa caixa de fósforos.
Montaigne percebe, da posiçón de Plutarco, xustamente este aspecto: o cepticismo non é aquilo que arrisca a perda de si próprio, mas é antes unha disposiçón do espírito que desexa permanecer isento do erro e se recusa a deixar-se guiar acriticamente polas sensaçóns e polos preconceitos, e concebe um proxecto de educaçón permanente da mente. O pecado orixinal da filosofia consiste em non ver o ponto intermédio, nem um nem outro extremo da articulaçón entre demasiado e pouco, comprido e curto, leve e pesado, próximo e distante, xá que “non reconhece o início, nem o final (…) esta xulga com muita insegurança qual é o ponto do meio”. Perante a razón “suicida”, Montaigne prefere a “razón-peneira”, o crivo crítico. A marchetaria do cepticismo montaigniano ( cuxa complexidade se vincula à rede de fontes: Sócrates, Sexto Empírico, Juan Francisco Pico de la Mirandola para a recuperaçón das teses de Sexto Empírico, mas também do Pseudo Dionísio e Nicolau de Cusa, para a crítica ao saber humano), mais devedor de Plutarco do que do “tour d’escrime”, do duelo dos cépticos (incluindo Pirro) que pressupôn o risco da autodestruiçón, enriquece-se com outras contribuiçóns que chegam a Montaigne precisamente através de Nicolau de Cusa e do Pseudo Dionísio. Mas o caminho de Plutarco em direcçón ao cepticismo mostra-se decisivo, cada vez mais decisivo aos olhos de Montaigne. Em Plutarco, Montaigne podia, por outro lado, encontrar a soluçón para a crítica do “desengagement” (non compromisso) dirixida contra o cepticismo, ideia que, de algunha forma, seguramente o perturbava e que, por isso, tenta libertar o próprio Pirro dessa acusaçón. Pirro non é, segundo o estereótipo doxográfico, quem, descurando a cidade e os homes, corre contra as carruaxes e cai porque tropeça com as pedras. O Pirro de Montaigne, non quer viver despreocupado do mundo, mas antes viver como um home entre os homes. Xustamente em Plutarco, Montaigne podia encontrar o argumento contra a tese da incompatibilidade entre suspensón do xuízo e acçón. O “espantalho” da inaçón era axitado polos adversários dos cépticos, como unha Medusa petrificante.
Predin as catástrofes coa mesma facilidade que as provocan. Non lles chega que a lei conceda o dereito á libre empresa, ao comércio, á plusvalia, queren exercer todo isto en propriedades alleas, públicas, universais.
HOMES DE PARO E MISERIA.
Agora senten mágoa. Ablandóuselles o corazón ao mesmo ritmo que foron sucedéndose os gobernos e as reformas, amodo. Os que os puxeron no seu sitio, é dicer, fora do río, choran polo que máis querian, os seus empregados. Eses que tiñen tentado melhorar as suas condicións subidos ao espellismo do progreso industrial, terán que voltar ás suas tarefas de antano e atoparanse cunha triste realidade: xa non hai pesca. Nen para os que a deixaron nen para os que segueron. Varios milleiros sofreron as consecuéncias duns poucos desaprensivos axudados pola neglixéncia acéfala e contemporizadora da administración.
Em segundo lugar, Hume visa estabelecer que a moral non deriva da relixión. A ideia de que a moral deriva da relixión tem orixem nunha concepçón de Deus como lexislador, que estabeleceu um conxunto de normas a que temos de obedecer e a que están associadas castigos e recompensas depois da morte. O seu desenvolvimento deu orixe à “teoria dos mandamentos divinos” que, no essêncial, consiste na afirmaçón de que aquilo que está moralmente certo e errado depende da vontade divina. As críticas a esta teoria som antigas, mas, como som filosóficas e abstractas, a teoria sobreviveu na relixión e no imaxinário popular. Hume non foi o primeiro a perceber a relaçón directa entre a relixión e os conflictos sociais, ou a responsabilidade do clero nesses conflictos –unha constataçón óbvia para quem conhecesse um mínimo da história da Inglaterra e da Europa nos séculos imediatamente anteriores– , nem a notar a dependência da moral tradicional da crença em Deus. Mas parece ter sido dos primeiros a perceber que a associaçón da moral com essa crença, em vez de potenciar a felicidade humana –ainda que noutra vida– , constituía um abstáculo a essa felicidade, que era mais bem promovida polas inclinaçóns naturais dos homens. Isso levou-o a opor-se fortemente a essa doutrina, tanto mais que o exame crítico das probas tradicionais da existência de Deus mostrou que non é possíbel, com base na experiência, provar que a causa do universo tem as propriedades intelectuais e morais que os teístas lhe atribuiem nem, por conseguinte, derivar do nosso conhecimento da Divindade (porque non há qualquer conhecimento da Divindade) quaisquer noçóns morais.