DELGADO, José María (Salto, 1884-1956). Novelista e poeta uruguaio, que cultivou o “rexionalismo” literário. “El relicario” (1919) foi um extraordinario libro de poemas, e em “Metal” (1920), revelou-se como um poeta com qualidades para o xénero épico. Escrebeu unha obra de teatro, “La princesa Perla Clara” (1921), e varios libros de viaje, entre eles “Por las tres Américas” (1929) e “Las viñas de San Juan” (1951), mas foi mais conhecido polas novelas situadas em Salto: “Juan María” (1941), “Doce años” (1946) e “Las niñas de San Antonio” (1951).
DÉLANO, Luis Enrique (Santiago de Chile, 1907). Novelista, contista e xornalista chileno. Foi colaborador de “El Mercurio” desde 1928. O seu primeiro libro de contos foi “Viaje de sueño” (1935). Em “Cuatro meses de guerra civil” (1937) conta as suas experiências na guerra civil espanhola, tema no qual volta a insistir em “El rumor de la batalha” (1964), sequela de “El viento del rencor” (1961), sobre a guerra civil chilena de 1891. A sua melhor novela é probabelmente “Puerto de fuego” (1956), na que mistura os conflictos sociais com os emotivos. Outros libros seus som “Balmaceda, político romántico” (1937), a novela “En la ciudad de los Césares” (1940), “Viejos relatos” (1941), “Lastarria” (1944) e “Pequeña historia de Chile” (1944).
DEL CID, Juan de Dios (San Salvador, 1606-1683). Poeta e científico que manexou a primeira imprenta conhecida no Novo Mundo. Polos seus quarenta anos entrou na ordem franciscana, mentras também practicava a poesía e o cultivo do índigo. Frustrado por falta de unha imprenta, el mesmo fabricou unha, e imprimíu um tratado sobre a pranta do índigo, “El puntero apuntado con apuntes breves”, publicado em 1647, treze anos antes da chegada a Guatemala da primeira imprenta espanhola.
DECIRES. Poemas curtos que aparecerom no século XV. Os seus temas som habitualmente didácticos, políticos ou corteses, e por isso contrastam com o tema amoroso, que predomina nas cantigas e cançóns. Os seus antecedentes están na “Historia troyana”, “Libro de buen amor” e “Rimado de palacio”. Técnicamente, os “decires” diférem das “cançóns” pois carecem tanto de tema como de estribilho. Adopta as formas da copla de arte menor. “Decires” de arte maior, podem encontrar-se no “Cancioneiro de Baena” (1445). “Decir de las siete virtudes” de Francisco Imperial, que é a primeira imitaçón de Dante conhecida. Outros poetas que escreberom “decires” som Juan Agraz, Fernán Pérez de Guzmán, o marquês de Santillana e Ferrán Sánchez de Calavera. Mais recentemente, forom utilizados por Rubén Darío nos seus “Decires, layes y canciones”, no qual utiliza metros medievais, mas este rasgo rubeniano non encontrou seguidores.
DÉCIMAS. Estrofas de dez octasílabos com “abba: ac: cddc”. Também se chamam “espinelas”, xá que Vicente Espinel foi um verdadeiro mêstre nas suas “Rimas” (1591), aínda que non foi o seu criador. Outros poemas escritos nesta forma métrica som “Las moscas y la miel” de Samaniego e “El vértigo” de Núñez de Arce. A forma é comúm em Lope, Tirso y Moreto, mas chegou à sua expressón mais alta nos dous parlamentos de Segismundo em “La vida es sueño” de Calderón, um dos quais começa “Apurar, cielos, pretendo, / ya que me tratáis así, / qué delito cometí, / contra vosotros naciendo” e o que afirma “Es verdad; pues reprimamos / esta fiera condición, / esta furia, esta ambición / por si alguna vez soñamos”.
DECASÍLABOS. Versos de dez sílabas. Um decasílabo simples ou dactílico , tem o acento na 3ª, 6ª e 9ª sílabas: “Del salón en el ángulo oscuro / de su dueño tal vez olvidada, / silenciosa y cubierta de polvo / veíase el arpa” (Bécquer). Um decasílabo composto combina dous hemistiquios pentasilábicos como em “Oye mis penas, mira mis males” (sor Juana Inés de la Cruz).
DÉCADAS. Série de dez libros nos quais copistas antigos, dividirom o “Ab urbe condita libri” de Tito Livio (27-25 a. C.). Varias décadas forom escritas por autores hispânos. Unha das mais antigas é a de Alfonso Fernández de Palencia, também conhecida por “Crónicas de Enrique IV”, escrita orixinalmente em latim e entitulada “Gesta hispaniensia ex annalibus suorum dierum colligentis”, que descrebe ao estilo de Tácito, os acontecimentos espanhois ocurridos entre 1440 e 1477. Foi traduzida para castelán por A. Paz y Meliá (1904-1912). Fray Antonio de Guevara compilou unhas extravagantes biografías de emperadores romanos que entitulou “Década de los césares” (Valladolid, 1539). Juan de Coloma escrebeu a “Década de la pasión” (Cagliari, 1576). Antonio de Herrera compuxo unhas “Décadas. Historia general de los hechos de los castellanos en las islas y tierra del mar océano” (1601, quatro volûmes). O duque de Almodóvar fixo unha defesa do drama françês e um ataque ao espanhol, em “Década epistolar sobre el estado de las letras en Francia” (1781; 2.ª ed., 1792), mentras era embaixador de Espanha em París.
DEBATES. Diálogos em verso muito comúns durante a época medieval em que se opunham pessoas ou ideias, ou elementos opostos como nos “Denuestos del agua y el vino”, “Disputa del alma y el cuerpo” e o incompleto “Diálogo de Elena y María”, que trata do amor mundano e do divino. Em algúns casos existe um árbrito que decide qual das ideias, abstracçóns e elementos vence ao outro. O diálogo mais importânte que se escrebeu em língua castelán foi o do “Carnaval y la quaresma” dentro do “Libro de buen amor” de Juan Ruiz.
DE REGIMINE PRINCIPUM. Xénero literário que consiste em aconselhar os príncipes e reis sobre a melhor maneira de gobernar. Também se chama “espelho de príncipes” e o melhor exemplo é “O Príncipe” de Machiavelli (1513). O “De regimine principum” de santo Tomás de Aquino é em parte apócrifo. De orixe oriental (budista), o xénero fíxo-se popular em Espanha desde a época da ocupaçón árabe, e continuou sendo importânte, até finais do século XVII. María Ángeles Galino Castillo contou oitenta e unha obras em espanhol e português que pertencem ao xénero, somente durante os séculos XVI e XVII. Gil de Roma (Egidio di Colonna) escrebeu “De regimine principum” em 1284 para Felipe, delfim de França. Juan García de Castrogeriz, traduzíu-o para castelán em 1435, mas, non se publicou até 1480 em Barcelona. Non obstânte, o xénero xá era conhecido por essa época e aínda antes, como consta por “Castigos e documentos”, atribuído a Sancho IV, e o Libro infinido de don Juan Manuel. Gómez Manrique escrebeu “Regimiento de príncipes” antes de 1478; Diego Ortúñez de Calahorra escrebeu a primeira parte de “Espejo de príncipes y caballeros”, que foi continuada por Pedro de la Sierra e Marcos Martínez; fray Antonio de Guevara é autor de “Reloj de príncipes” (Valladolid, 1529) e Diego Saavedra Fajardo leva o xénero à sua cima com “Idea de un príncipe político cristiano” (1640).
DÁVILA, Virgilio (1869-1943). Poeta portorriquenho, cuxo estilo passou do “romântismo” “Patria” (1903), ao “modernismo” em “Viviendo y amando” (1912), “Aromas del terruño” (1916) e “Pueblito de antes” (1917). Tomou os seus temas da vida do seu país e às vezes da sua própria vida como em “Un libro para mis nietos” (1928).
DÁVILA, José Antonio (Bayamón, 1899-1941). Poeta portorriquenho, filho de Virgilio Dávila. “Vendimia” (1940) reúne a maior parte da sua obra poética, enriquecida pola tradiçón da poesía inglesa, que estudou durante a sua estância em Estados Unidos. Os poemas mais sinxélos, escritos em formato tradicional, encontram-se reunidos em “Almacén de baratijas” (1942).
DÁVALOS, JUAN CARLOS (Salta, 1887-1959). Poeta e contista arxentino que practicou a autobiografía e o rexionalismo no seu libro de poemas “De mi vida y de mi tierra” (1914), em “Cantos agrestes” e em “Cantos de la montaña” (1921). Escrebeu os libros de contos, com tema também rexional, “Salta” (1921), “El viento blanco” (1922) e “Airampo” (1925). As suas melhores histórias están reunidas no volûme “Cuentos y relatos del norte argentino” (1946).
E conste que este é o nosso melhor conhecimento: ¿que vai facer a mente, enganada polos sentidos? Enganar-se mais. A partir de um só suposto falso, infere outras muitas falsidades, e de ahí outras (pois um erro pequeno no começo, resultará grande no final). Onde, por fim, advirte unha falsidade (xá que a verdade é única e coherente consigo mesma), volta atrás e busca o lugar em que se encontra a causa do erro. Non o encontra; suspeita deste ou daquel passo intermédio, e respeito del pergunta-se de novo se é verdadeiro ou falso. Non o pode saber, porque está por cima dos sentidos. Procede mediante probabilidades. E assim até ao infinito: ningunha conclusón, dúvida perpéctua. Vamos, experimênta-o em tí mesmo. Non te engano; se estivéra contigo, fácilmente demonstraría de palabra que todas as cousas som duvidosas, mas o papel non dá lugar a tanto e temos présa por chegar ao “Examen rerum”, onde o farei patente por meio da experiência. Em virtude do anterior puidéste vê-lo de algunha maneira; depois o verás melhor. Prosigo com a minha definiçón. Xá temos faládo do obxecto e dos meios para o conhecimento; falaremos agora do cognoscente. ¿Quantos motivos de ignorância há neste? Inumerábeis. A vida é breve, mas a arte é longa, mais aínda, infinita ou, melhor dito, som as cousas que están submetídas à arte ou aquelas às quais a arte se submete. Agora bem: as ocasións atropélam-se; o experimento resulta perigoso; o xuíço, difícil. E non basta que quem fai o que é oportuno se brinde ao esforço, senon que debem fazê-lo também quem os rodeia e as circunstâncias externas. É surprehendente: dirás que este aforismo foi feito pensando em nós, pois nel se proponhem as dificuldades do que está obrigado a saber algo, dificuldades que, em parte, tú xá viste e, em parte, verás agora. Começêmos entón polo home que está no começo, xá que entendemos que é este quem no aforismo fai o oportuno. Unha vez nascido, é unha masa de cera capaz de adquirir prácticamente qualquer figura, tanto no corpo como na alma, mas mais nesta. Até tal ponto, que non está mal comparado com unha tábua rasa na qual non há nada pintado, ainda que tampouco está de tudo bem afirmar que nela se podem pintar todas as cousas. Em efeito: non todos som aptos para as letras, por mais que se lhe subministre tudo o necessário. Ademais, ¿podería-se pintar na alma as naturezas das cousas? ¿ou o infinito? ¿ou o vacío? Non me parece.
“Quando Deus criou a Arxentina, os demais países forom protestar, porque Deus lhe tinha dado tudo para ela. Tinha um enorme território, tinha todos os climas, grandes extenssóns de terra cultivada e gando que pastaba libre polas pâmpas. Entón, Deus respondeu, non vos alarmeis, porque a vou encher de italianos e galegos.
Um território de imensos desertos, que eram percorridos por selváxens nómadas. Nos quais non habia essas grandes civilizaçóns indíxenas de México, Guatemala ou Pirú. Nos tempos passados, os gobernantes abrirom o país para unha inmigraçón massiva de países europeus pobres. De tudo isto resultou um país practicamente sem negros, nem indios e sem campesinos apenas. Non obstânte estaba dotado de, um forte proletariádo urbano, e unha clásse média puxante e decissíva. Isto resultou nunha grande naçón, diferênte do resto da Hispanidade. Multidóns de xentes, corridas pola miséria e espoleádos pola esperânça de fazer fortuna. Abandonarom as suas aldeias da França, Alemanha, Itália, Espanha, Polónia, Roménia, Grécia, Croácia, para aventurar-se por estas barrentas praias do Rio de la Plata.
Grande parte deles encontrarom outros tipos de desditas, assombrados pola solidón e pola saudade, as recordaçóns de outras paisáxes, seguíam aí nas suas mentes, ainda non deixádas definitivamente para trás. Ernesto Sábato, nunha visita à cidade de Buenos Aires, afirmaba que resulta fácil para um extranxeiro reconhecer um brasileiro ou um mexicano. Mas, ¿que é um arxentino? ¿Este home que se nos apresenta, baixo o nome de Silverstein Mastronicola, González, Aridis, Kamadigian ou Schiler? Que veste como um europeio, cuxa sangue non é india, nem negra, cuxa cultura é a ciência, a filosofia, a arte e a literatura da Europa. ¿Será que non temos carácter próprio? ¿Seremos unha cinzenta e indefinida producçón da inmigraçón?
Buenos Aires, com todas as suas espectacularidades copiádas e todas as suas singularidades orixinais. Esta cidade que foi dedicada a unha santa, que forneceu ventos favorábeis para os navegantes, buscadores de fortunas. Unha cidade moderna, poucas medrárom como ela, demasiáda xente xunta, non podía dar bom resultado. O tráfico resulta pavoroso, e a cidade cresce de costas viradas para o rio, “La Costanera” Sul e Norte, está bordeáda de restaurantes e assadores e sítios abertos para tomar o Sol.
Um “porteño” é um italiano que fala castelhano com talento, comporta–se como se fora um francês e quase-secretamente gostaría de ser um inglês. A realidade resulta tal como é, a vida com os seus explendores e os seus brilhos, mas, também com as suas misérias. O “Tango”, como himno nacional e Gardel como rei do universo. Aínda que eu, teimoso como som às vezes, sigo pensando que o “Tango”, non é mais que um fado dançado, com intençóns lividinosas. Para finiquitar esta disertaçón sobre terras da Arxentina, nada melhor que um bom petisco no bairro de “La Recoleta”, com vistas para um camposanto, e como um bom arxentino, amar a vida e ter unha presuntuosa vocaçón pola boa morte.
Para isso era preciso, como vimos anteriormente, expropriar a populaçón indíxena das suas condiçóns de existência, separar os artesáns e os camponeses independentes dos seus meios de produçón. A Coroa inglesa non decidiu, portanto, funcionar como um microcapataz foucaultiano; à sua maneira, decidiu simplesmente “queimar os bananais”, destruir as condiçóns de existência da populaçón, desencaixar as peças dos seus modos de produçón e provocar unha “fame artificial” para o conxunto da populaçón. O proletariado do senhor Peel surxiria do exército de mendigos xerado por esta intervençón pontual e inusitadamente violenta, que teria criado para a história unha “estructura” capaz de xerar o “efeito-operário”. O senhor Peel tinha tentado transportar unha estructura transportando os seus elementos. E a estructura, loxicamente, non os tinha acompanhado. É por isso que se pode afirmar, como fai Marx, que Peel tinha exportado todos os elementos da produçón capitalista e esquecera-se, precisamente, “do capital”. Há um famoso texto de Marx que o expressa muito graficamente: “Um negro é um negro, apenas sob determinadas condiçóns se transforma em escravo; unha máquina de fiar algodón é unha máquina de fiar algodón, apenas sob determinadas condiçóns se transforma em capital”. Os operários som operários em determinadas condiçóns estructurais. Se estas faltam, deixam de o ser como por maxia. Sem se aperceber disso, a economia política e o conxunto da clásse política inglesa estavam, assim, “a recordar” os procedimentos polos quais se tinha constituído o próprio proletariado britânico. Marx, no penúltimo capítulo do Libro I, “A chamada acumulaçón orixinária”, fai a esse respeito um “esboço histórico” incríbel. Os romances de Dickens podem valer-nos também de unha ilustraçón muito exacta. O capitalismo em Inglaterra, também se tinha erguido sobre unha imensa fame criada na ponta da baioneta. O proletariado inglês surxíu de unha interminábel multidón de mendigos. Era preciso, sim, “recordá-la”… Forom dous séculos de expropriaçóns na ponta da baioneta que esvaziarom o campo britânico e escocês de camponeses. No referido capítulo, Marx faz um relato aterrador desta história pola qual em Inglaterra se fez, no seu momento, exactamente o mesmo que vimos fazer nas colónias: criar unha fame artificial para o conxunto da populaçón, de modo a que as pessoas, finalmente, se vissem levadas a acorrer ao mercado de trabalho.