A carismática e multifacetada figura de José Ortega y Gasset (1883-1955) suscitou um grande número de opinións variadas e contrárias. Embora existisse quem non hesitasse em questionar a sua orixinalidade como pensador (como foi o caso de Nelson Orringer, ou do próprio Jorge Luis Borges, que atribuía ao espanhol unha carga estilística desnecessária), se há algo que distingue o nosso protagonista é o seu indubitábel esforço na procura do rigor próprio da filosofia no momento de pensar o nosso presente. Nas suas obras encontramos non só unha extensa e minuciosa análise das transformaçóns da Europa que teve que viver (a tán cheia de acontecimentos primeira metade do século XX), mas também a formulaçón de unha notábel metafísica. Ortega é, acima de tudo, um explorador das humanidades, que leva a cabo o seu estudo através de um vasto conhecimento e unha surprehendente cultura xeral. Grande parte do seu atractivo está na sua convicçón de que as questóns intelectuais também som, ao mesmo tempo, temas políticos. Para ser metafísico é preciso fazer de algunha forma “história”: a metafísica esconde um compromisso, quer se queira quer non, com unha determinada forma de observar o decurso histórico e o momento presente. Por este motivo, a filosofia esixe consciência de si e de tudo o que rodeia o suxeito pensante.
Conservamos fragmentos de quatro poetisas beocias ou do Peloponeso: Corina de Tanagra, Mirtis de Antedón, Telesila de Argos e Praxila de Sición. Delas, a mais importânte e enigmática foi Corina, cuxa obra está representada por troços significativos de três poemas que se conservam em fragmentos de papiros (654-55). Estes poemas, em dialecto beocio, parecem pola sua ortografía pertencer ao século III a. C., e non há referências a Corina em ningúm escritor anterior ao século primeiro a. C. Por outra parte, unha tradiçón tardía fai dela unha contemporânea de Píndaro. Se a dita tradiçón está no certo, presumibelmente non a reconhecerom os erudíctos alexandrínos a causa do carácter provinciano da sua linguáxe e da sua matéria temática, mas foi redescoberta e copiáda por razóns locais em Beocia durante o século III. A alternativa está em acreditar que de feito escrebeu no século III e que foi incorporáda muito mais tarde como décimo poeta ao canon helenístico de nove. Ainda hoxe aparecem divididos os estudosos, entre a primeira e a segunda data, (há unha tendência, especialmente em Inglaterra, a optar pola tardía) Non só as circunstâncias da alegada transcripçón som suspeitosas, senón que a referência ao voto secreto suxére familiaridade com unha instituiçón que, até onde sabemos, só se desarrolhou em Atenas a meiádos do século V. Plutarco, non obstânte, rexistra unha curiosa anécdota na qual aparece como mentor maior de Píndaro, e a Suda apressenta-a derrotando cinco vezes a Píndaro. Pausanias víu unha pintura em Tanagra que a descrebía no acto de ser coroáda pola sua victória sobre Píndaro. Non obstânte, estas lendas pudérom surxir em Beócia num momento de autoconsciência política e cultural do século III. A questón das datas de Corina continua por resolver. Non é completamente seguro que toda a poesía de Corina sexa coral, mas as referências a coros de raparigas no poema mais recentemente descoberto, suxére que probabelmente assim sexa. Na primeira parte do chamado papiro de Berlím, o texto mais longo, Corina descrebe um concurso de canto entre os Montes Helicón e Citerón.
Na actualidade, deverá ser muito difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido falar de Sigmund Freud. Quer a propósito do mundo dos sonhos quer do inconsciente, o seu nome é unha referência obrigatória, tanto para o leigo em assuntos filosóficos, como para o erudicto; logo, non sería esaxerádo afirmar que um grande número de teorías freudianas moldaram a maneira de pensar e de sentir do home contemporâneo, ao contrário de tantas outras doutrinas filosóficas que non conseguiram superar os altos muros que, com frequência, cercam as universidades. No entanto, é fácil demonstrar que, em muitos sentidos, as ideias de Freud nos modelarom à sua imaxem e semelhança. Alguns exemplos serán suficientes para atestar a profunda influência que as suas noçóns exercerom. Antes de mais, admitimos sem reservas “a existência em nós de unha parte de nós non imediata nem evidentemente presente perante nós mesmos”, passe a redundância do aparente xogo de palabras; isto é, costumamos aceitar a existência de unha parte inconsciente do nosso eu, unha sombria entidade que, “sotto voce” e relutantemente, reconhecemos como o motor de um sem fim de desexos e de actos do nosso dia a dia. Sem dúvida, esta visón da natureza humana é, em grande medida, um contributo de Sigmund Freud.
DÍEZ-BARROSO, Víctor Manuel (México, 1890-1936). Autor e crítico teatral. A sua primeira obra, “Las pasiones mandan” (1925), é convencional tanto em tema como em tratamento, mas, “Véncete a ti mismo” (1926), escenificada por primeira vez em 1925, mostra a influênça das ideias de Freud sobre o subconsciênte e também deixa vêr a técnica de Pirandello. Em 1926 estreou “Una lágrima y Una farsa”. A éstas seguirom “La muñeca rota” (1927) e em “El Riego” (1929). A sua melhor obra foi “El y su cuerpo” (estreáda e publicada em 1934), na qual narra a história de um piloto aviador que fínxe haber morto num accidente. Conta depois à sua nái e ao seu amigo, que o fíxo por cobardía e que quedou muito impressionado polas mostras de respeito e dôr dos seus concidadáns no funeral. Como non pode sofrer a vergonha de ser descoberto, suicida-se. A obra está baseáda num feito real sucedido em México. As suas peças curtas están reunídas em “Siete obras en un acto” (1935).
DIESTE, Rafael (Rianxo, Corunha, 1899-1981). Contista, autor teatral e ensaista, dono de unha prosa cuidada e a miúdo fermosa. Xornalista professional, passou muitos anos como colaborador do “El Pueblo Gallego”. De tendências radicais, foi director do teatro das “Misiones Pedagógicas” durante a República. Exiliou-se depois do golpe de estado franquista em París, Buenos Aires, Cambridge e Nuevo León, México. As suas melhores narraçóns están reunidas em “Historias e invenciones de Félix Muriel” (Buenos Aires, 1943; 1974) e os seus ensaios em “La vieja piel del mundo” (1936), “Luchas con el desconfiado” (Buenos Aires, 1948), “Nuevo tratado del paralelismo” (Buenos Aires, 1955) e “Pequeña clave ortográfica” (Buenos Aires, 1959). A principios dos anos sessenta, Dieste voltou à sua Galiza natal. A sua melhor obra teatral é “A fiestra valdeira”, escrita em galego no 1926 e publicada por primeira vez no ano seguínte. Obra simbolista de grande interesse, trata do regresso de Miguel a Galiza depois de ter feito fortuna no Brasil. Um retrato recente pintado por um xovem artista mostra-o no âmbiente da sua vida na América: rodeado de marinheiros no cais. A sua mulher e a sua filha, que som consciêntes da sua nova situaçón económica esíxem que ese fundo sexa modificádo. Os habitantes do lugar, suxérem comprar o quadro tal como está, mas, Miguel néga-se a vender unha obra que el mesmo encargou. E, corta o fundo do quadro, no qual se vê o mar e leva o pequeno pedázo. Ó final a mulher e a filha logran recuperar o fragmento que faltava.
DIÉGUEZ OLABERRI, Juan (Guatemala, 1813-1882). Poeta. Adbogado de tendências liberais, foi perseguido por isso, até à ascensón ao poder do seu partido, depois da morte do dictador Rafael Carrera (1838-1865). Nomeádo professor de xurisprudência na Universidade de Guatemala. As suas “Poesías líricas” (1893) forom reedictadas com outro título “Poesías” em 1957. O melhor poema do libro é unha elexía dedicada a André Chénier chamada “El cisne”.
DIEGO PADRÓ, José I. de (Vega, 1896). Escritor portorriquenho que viaxou por Espanha, França e Estados Unidos durante a sua xuventude e que se alistou em 1917 no exército estadounidense para lutar em Europa. “La última lámpara de los dioses” (1920; 2ª ed., 1950) é um texto poético post-modernista em que se tratam temas pagáns. A sua novela “En Babia: el manuscrito de un braquicéfalo” (1940) está âmbientada nos bairros pobres de Nova York: Harlem e o Bowery, entre outros; o herói é um intelectual e a protagonista é unha pervertida com tendências masoquistas. A novela enlaza com a tradiçón naturalista portorriqueña exemplificada por Alejandro Tapia e Manuel Zeno-Gandía. Em 1921, Diego e Luis Palés Matos fundarom o fugaz movimento “diepalismo” (nome derivado das letras iniciais dos seus apelhidos), no qual se defendía o uso da “onomatopeia” como linguáxe poético. Na sua obra posterior nota-se a influênça dos primeiros simbolistas franceses, que a sua vez abrirom o caminho à influênça de Whitman em alguns dos seus poemas. Resulta interesante mencionar que Diego denunciou o xovem movimento afroantilhano (em 1932) como carente de equilibrio mental e de ser um intento mórbido de orixinalidade.
DIEGO DE ESTELLA, Fray (Estella, Navarra, 1524-1578). Escritor místico da Orden de San Francisco. Estudou em Toulouse e Salamanca e o seu nome foi Diego Ballesteros y Cruzas. Viveu durante muitos anos em Portugal, onde chegou a ser confesor do Cardeal Granvelle (1517-1586) e conselheiro de Ruy Gómez da Silva; depois da morte deste último regressou ao seu povo natal, onde escrebeu a obra mística em prosa que lhe deu renôme igual ao de fray Juan de los Ángeles e san Pedro de Alcântara. As suas obras som basicamente doutrinais e tenhem escaso valor literário, sendo representativas da sua época em estilo devoto: “Tratado de la vida, loores y excelencias del glorioso apóstol y bienaventurado evangelista san Juan” (Lisboa, 1554; 2ª ed., Valencia, 1595); “Libro de la vanidad del mundo” (Toledo, 1562), reescripto e dividido em três partes (Salamanca, 1574, 3 volûmes); “In sacrosanctum Iesu Chisti domini nostri Evangelium secundum Lucam enarrationum” (Salamanca, 1575); “Meditaciones devotísimas del amor de Dios” (Salamanca, 1576); ed. Ricardo León, 1920), que é o libro mais interessante de Fray Diego. Nele examina o significado do “amor de Dios” e mostra um sentido autênticamente franciscano de amor para com a natureza. Finalmente, escrebeu “Modus concionandi: et explanatio in Psalm. CXXXVI super flumina Babylonis” (Salamanca, 1576; ed. P. Sagués Azcona, 1951, dous volûmes).
DIEGO CENDOYA, Gerardo (Santander, 1896). Poeta, antólogo e musicólogo. Estudou com os Xesuítas em Deusto, e em Madrid e Salamanca. Foi professor de literatura em Soria, Gijón, Santander e Madrid. Foi também professor de música. Entre as suas antoloxías podemos citar “Antología poética en honor de Góngora desde Lope de Vega a Rubén Darío y Poesía española contemporánea” (1932; 2ª ed. (1901-1934), 1949). Participou nos movimentos “ultraístas” e “creacionistas”. É poeta de varios estilos que fundou duas revistas para reflexar os seus pontos de vista católicos: “Carmen”, para os poemas cultos, e “Lola”, para a poesía de tipo popular. “Iniciales” (1918) é um libro de poesía rexional e intimista. “El romancero de la novia” (1920; reescripto em 1944) é unha colecçón xuvenil excessivamente indulxente no que respeita ao seu sentimentalismo. “Imagen” (1922) é unha obra “creacionista”, seguindo a moda imposta por Huidobro; “Soria” (ed. lim., Valladolid, 1923; 2ª ed., Santander, 1948) contém sonetos com temas espanhois; “Manual de espumas” (1924; 2ª ed., 1941) reflexa novamente a sua preocupaçón polo uso de técnicas experimentais, mentras que em “Versos humanos” (1925) volta para os temas tradicionais e às suas formas poéticas. Com este libro ganhou o Premio Nacional de Literatura, compartído com Rafael Alberti e o seu “Marinero en tierra” aquel ano. Os seus libros posteriores continuam expostos às modas literárias: “La sorpresa” (1944), “La luna en el desierto” (1949), “Limbo” (Las Palmas, 1951), “Biografía incompleta” (1953). Também é autor de “Viacrucis” (Santander, 1931); “Fábula de Equis y Zeda” (México, 1932), de estilo gongorino; “Poemas adrede” (México,1932; 1943); “Ángeles de Compostela” (1940; 1961), de tema relixioso; “Alondra de verdad” (1941); “Amazona” (1955; 2ª ed.,1956); “Égloga de Antonio Bienvenida” (Santander, 1956); “Paisaxe con figuras” (Palma, 1956); “Canciones a Violante” (1959); “La suerte o la muerte” (1963), sobre tauromaquia; “El Jándalo” (1964); “Poesía amorosa” (1965); “El cordobés dilucidado” (1966); “Vuelta del peregrino” (1967); “La fundación del querer” (1970); e “Poemas mayores” (1980).
DIEGO, José de (Aguadilla, 1868-1918). Poeta e político portorriquenho. Seguía estudos em Espanha, quando foi encarcerado por ser simpatizante da República. Estando em Barcelona em 1887, escrebeu o seu primeiro libro de ensaios, “Jovillos” (Barcelona, 1904), que seguem a linha patriótica de R. E. Betances e E. M. de Hostos. “Los grandes infames” (1885) é unha colecçón de vintiséis sonetos. “Sor Ana” (1887) é um poema longo em tôm irreverente. Também como poeta publicou “Pomarrosas” (Barcelona, 1904) e o libro, patriótico e um tanto hinchado de estilo, “Cantos de rebeldía” (1916). “Cantos de pitirre” (Palma de Mallorca, 1950) publicados muitos anos depois da sua morte.
DIEGO, Eliseo (La Habana, 1920). Poeta e contista cubano cuxas primeiras criaçóns se publicarom na importante revista “Orígenes”, fundada em 1944 por José Lezama Lima e José Rodríguez Feo. Diego viaxou por toda Europa e Estados Unidos. Sentiu-se atraído pola literatura anglosajona e foi identificado com círculos literários prerrevolucionários como os que integram Eugenio Florit e Mariano Brull. O seu compromiso é mais poético e literário que patriótico. “En la calzada de Jesús del Monte” (1949) é unha das suas melhores obras poéticas, ainda que colheitou igual êxito com os seus contos, especialmente com “Divertimentos” (1946).
DICKMANN, Max (Buenos Aires, 1902). Xornalista, novelista e traductor que pertenceu ao grupo “Boedo”, comprometido com a reforma social. Entre os seus temas está o problema da inmigraçón, a integraçón dos xudeos, a pobreza e a inxustiça. Xunto com Leónidas Barletta e Lorenzo Stanchina é o grande mêstre da “novela proletária” do seu país. Escrebeu o libro de contos “Europa” (1930), que foi seguido pola sua novela mais conhecida, “Madre América” (1935), escrita num tôm épico que recorda ao de John Dos Passos, ao qual traduzíu para castelán. San Itatí, cidade que reflexa a realidade hispânoamericana como um microcosmos, está situada no delta do Paraná. As personáxes som representativas: Gabriel, fatalista; Perfecto, idealista; e Faustina, unha anciana bruxa. A linguáxe resulta áxil e vivída, mas, Dickmann passa a miúdo do épico para o banal. “Gente” (1936) contrapón o ascênso dos novos ricos como Óscar Lunel com a decadência da velha aristocrácia exemplificáda por Julia Rocamara. “Los frutos amargos” (1941), transcorre em Rosario, onde Ana Allison, filha de páis ingleses, contrai matrimónio com Walter Phelps. Rosario é unha cidade com unha grande quantidade de inmigrantes, na qual os ingleses tenhem maiores dificuldades de adaptaçón que outros grupos, assím que a obra coloca todos os ingredientes para que exista um conflícto entre Walter, que é antiarxentino, e Ana, que trata de integrar-se no seu novo país. “Esta generación perdida” (1945) reflexa a preocupaçón do autor pola Arxentina de postguerra. O herói Francisco San Millán, sacrifica a sua ex-amante Flora para lograr os seus próprios fins. “El motín de los ilusos” (1949) trata de unha revoluçón, mas, a personáxe do “revolucionário” carece de definiçón e, em xeral, à novela falta-lhe convicçón. Outras obras som: “Los habitantes de la noche” (1952), “El dinero no cree en Dios” (1958), e “Los atrapados” (1962). A sua obra non mereceu muita atençón por parte da crítica.
DICENTA BENEDICTO, Joaquín (Calatayud, 1863-1917). Novelista e autor teatral de tendências liberais. Ao princípio da sua carreira escrebeu melodramas em versos post-românticos, seguindo a linha de Echegaray: “El suicidio de Werther” (1887), “La honra y la vida” (1888) e “La mejor ley” (1889). O seu drama em prosa “Luciano” (1894) foi seguido por “Juan José” (1906), estreádo em 1895. É um drama que narra o amor que sente a personáxe central por Rosa, que non lhe corresponde, mas, que desexa unha vida cómoda e confortábel. Juan José é um humilde trabalhador e rouba para poder dar a Rosa os seus desexos, mas, é colhido e encarcerado. Rosa vai viver com o seu rival, Paco. Juan José escapa da gaiola, mata o tal Paco e estrângula Rosa, que intentaba pedir socorro. Um amigo aconselha-o fuxir, mas el decíde quedar-se e afrontar o castigo, xá que a vida sem Rosa carece de sentido para ele. Apesar de ser ateo, Dicenta respeitaba a sensibilidade relixiosa. As suas obras teatrais estabam cheias desse socialismo liberal que Donoso Cortés atacaba. Considerado como o fundador do drama social espanhol, Dicenta resulta mais interesante nos dramas éticos. Non obstânte, a pesar de que os problemas éticos e morais o preocupabam mais que os da pobreza, el foi o primeiro que os meteu na escena espanhola, com peso e riqueza de matices e non como mero fundo para as escenas ou como ideias abstráctas. “El señor feudal”, estreáda em 1896, é mais representativa que “Juan José”. Unha moza campesina é deshonrada por um home de clásse média, o tío Roque, e é vingada polo seu irmán. Roque é o capataz dum fazendeiro andaluz e dota o seu filho Carlos, do qual espera que case com a neta do marquês de Atienza. Tío Juan é a personáxe simpática, cuxo filho Jaime é o prototipo do “home novo”, convencido das ventáxas do progresso e home de cidade. Mas, Jaime alberga certas características de Peribáñez e Pedro Crespo. O marquês prohíbe à sua neta o matrimónio com Carlos, non por razóns de clásse, senón por razóns morais. O terceiro drama social de Dicenta, “Daniel” (1906), que transcorre num poboádo mineiro, resulta menos convincente que os anteriores. Dicenta escrebeu também sainetes e zarzuelas, entre os que podemos mencionar: “El duque de Gandía” (1894), “Curro Vargas” (1898) e “La cortijera” (1899). “El crimen de ayer” (1904) mostra a um artista em decadência, o mesmo que o melodrama. “El lobo” (1913), que trata de um convicto que é redimido polo amor. A obra autobiográfica “Sobrevivirse” mostra a um artista que perde o favor do público, as ofertas de trabalho e ao final dá-se conta que non voltará a ser tído em conta, polo qual se suicida. As novelas de Dicenta, hoxe xá pouco lídas som: “Galerna” (1911), “Los bárbaros” (1912), “Encarnación” (1913), “De la vida que pasa” (1914), “Mi Venus” (1915) e “Paraíso perdido” (1917). Em “Novelas” (París, 1913) forom publicadas “El idilio de Pedrín”, “Idos y muertos”, “Infanticida” e “Sol de invierno”.
DICENTA, Joaquín (Madrid, 1893). Filho do importânte autor teatral Joaquín Dicenta Benedicto. Autor teatral também, tivo êxito com obras em verso como “Leonor de Aquitania” e “Son mis amores reales, publicados con Plumas en el viento en Obras dramáticas” (1933). Com Antonio Paso escrebeu “Un pasatiempo bufo-lírico-bailable en un acto” y “Los cuernos del diablo” (1927). Publicou também dous libros de poemas: “El libro de mis quimeras” (1912) e “Lisonjas y lamentaciones” (1913) com prólogo de Pérez Galdós. Escrebeu também a triloxía dramática “Hernán Cortés”.
DÍAZ TANCO, Vasco (Fregenal de la Sierra, Extremadura, 1490?-1573?). Autor teatral e poeta. Viaxou por Portugal, Italia, França e Turquía e foi probabelmente cautivo dos mouros antes de 1547, ano da publicaçón do libro entitulado “Palinodia de la nefanda y fiera nación de los turcos y de su engañoso arte y cruel modo de guerrear” (Ourense, 1547). Baseou o seu libro nos “Commentari delle cose dei turchi” (Venecia, 1541) de Paolo Giovio (1483-1552). Foi um autor muito prolífico, xá que no prólogo ao seu “Jardín del alma cristiana” (Valladolid, 1552) menciona ser autor de mais de quarenta e oito obras, algunhas das quais eram compilaçóns e outras, traduçóns. Perto de trinta destas obras perderom-se, mas “Los veinte triunfos” (c. 1530; ed. Rodríguez Moñino, 1945), história em verso de vinte importantes barcos espanhois, sobrevivéu e chegou até nós. O seu estilo latinizado recorda o de Juan de Mena.