“A existência das cousas é idêntica ao facto de serem conhecidas. Existirem significa que som representadas. Vocês acreditam que as cousas que existem no mundo continuariam aqui mesmo se ninguém as visse e as representasse. Mas tentem imaxinar claramente que tipo de existência das cousas seria esta. Enquanto o tentam, representam sempre a percepçón do mundo nunha cabeça: nunca num mundo fora da representaçón.” A premissa afirmada com tanta segurança podería parecer um mero “solipsismo”, isto é, as cousas só existem porque o meu eu as representa. A esta obxecçón, o pensador respondia com o seguinte: “Vocês dirán: A estufa continuará a estar onde está embora eu saia e deixe de a ver; assim, o obxecto non depende de um indivíduo em concreto, mas sim do suxeito do conhecimento em xeral, (…) precisa de um suxeito como portador do seu ser. Non importa quem o indivíduo sexa, pois o suxeito non é o indivíduo, mas aparece nos indivíduos: o fogón continuará onde está mesmo quando non existir ninguém presente; mas o espaço que ocupa é unha parte necessária do espaço em xeral; e o tempo durante o qual continua ali sem que ninguém o vexa é unha parte do tempo em xeral, ao qual está ligado de forma indissolúbel. Entón, o espaço e o tempo xerais som só unha representaçón.” E o filósofo concluía a sua argumentaçón com este passe maxía: “Podemos entón afirmar que a minha cabeça está no espaço, mas o espaço, com tudo o que contém, está apenas na minha cabeça.” Nestas palabras finais, ressoam inequivocamente os ensinamentos de Kant na sua “Estéctica transcendental”. Schopenhauer declarava-se, aliás, fiel devoto do autor de Königsberg e dedicou a Kant um extenso apêndice (Crítica da filosofia kantiana) no final do primeiro tomo da sua obra-prima. Considerava-se o seu “verdadeiro e único continuador”, unha vez que os filósofos pós-kantianos tinham comprehendido mal o seu ídolo e prosseguiram por caminhos errados. Só ele, com a sua filosofia, dava por resolvido o que o precursor deixara no ar.
“Também há um certo valor em non descobrir nada”, disse-me. “Axuda os cosmólogos a calcular o ritmo de evoluçón das galáxias. É unha das raras áreas onde a ausência de probas constitui unha proba em si”. Mostrou-me alguns dos papéis e fotografias amontoados na mesa ao lado do telescópio, todos relacionados com a sua investigaçón. Se o leitor algunha vez olhou para essas revistas de astronomia que se vêem por aí, e é muito provábel que sim, entón debe saber que, xeralmente, se encontram cheias de fantásticas e luminosas fotografias a cores de nebulosas distantes e cousas do xénero –nuvens de luz feérica, de um esplendor celestial, delicado e comovente. As imaxens de Evans non som nada que se pareça. Som apenas fotografias pouco definidas a preto e branco, com pequenos pontos brilhantes circundados por unha auréola. Unha das que me deu a ver mostrava um aglomerado de estrelas com um brilho tán insignificante que só aproximando-o dos olhos o consegui ver. Era, segundo Evans, unha estrela de unha constelaçón chamada Fornax, pertencente a unha galáxia conhecida polos astrónomos como NGC1365. (NGC significa “New General Catalogue”, Novo Catálogo Geral, onde todas estas informaçóns están rexistadas. Começou por ser um pesado libro pousado sobre unha secretária em Dublin; hoxe em dia é, evidentemente, unha base de dados.) Durante 60 nilhóns de anos, a luz emitida pola morte espectacular dessa estrela viaxou sem parar através do espaço até que, nunha noite de Agosto de 2001, chegou à Terra, sob a forma de um suspiro luminoso, um minúsculo pirilampo no céu nocturno. E, obviamente, foi Robert Evans quem, na sua colina rescendente a eucalípto, a detectou. “Há qualquer cousa de gratificante, penso eu”, disse Evans, “na ideia de unha luz viaxar durante milhóns de anos através do espaço, e “xustamente” no momento em que chega à Terra haber alguém que olha para o ponto certo do céu, e a vê. Acho simplesmente xusto que um acontecimento deste calibre sexa testemunhado.” As supernovas non se limitam a transmitir unha sensaçón de maravilha. Há vários tipos de supernovas (um deles foi descoberto por Evans), e destes há um em particular, conhecido como “supernova Ia”, que é importante para a astronomia, porque explode sempre da mesma maneira, com a mesma massa crítica. Por essa razón, pode ser usada como estrela-padrón –a partir da qual se pode medir o brilho (e consequentemente a distância relativa) de outras estrelas, permitindo calcular a taxa de expansón do universo.
A David Hume (1711-1776) corresponde o papel do mau atraente do empirismo. Com ele, o empirismo filosófico britânico atinxíu a sua radicalidade e revestiu-se de unha aura tán polémica como transformadora. Costumaba-se dizer que Hume quis ser o Newton das ciências humanas ao procurar explicar o processo de conhecimento humano tal como Newton tinha explicado o funcionamento dos fenómenos físicos. Hume, como Locke, começa por descartar a existência de ideias inatas e afirma que tudo o que existe na nossa mente provém da experiência senssíbel. isto é, da percepçón. Ainda assim, prefere utilizar o termo “percepçón” em vez do de “ideia” usado por Locke, xá que este lhe parece impreciso. Deste modo, para Hume os conhecimentos seriam percepçóns. Existem unhas percepçóns mais intensas e imediatas que denominará de “impressóns”, enquanto há outras menos intensas que som unha imaxem debilitada da primeira impressón. Hume chamar-lhes-á “ideias”. Observar intensamente unha rosa vermelha, com a sua forma e a sua côr, é para todos os efeitos diferente de conservar unha lembrança dessa rosa, em que a percepçón dos detalhes xá non é tán clara. Portanto, todo o nosso conhecimento se reduz a impressóns e ideias, isto é, aos dados imediatos da experiência e às cópias debilitadas dessas percepçóns mais intensas. Impressóns e ideias –ou sexa, todos os conhecimentos próprios do ser humano– ocorrem de forma ordenada. Como propôn no “Tratado da Natureza Humana”, é necessário, pois, descobrir qual é o princípio que organiza e dá coesón às nossas percepçóns: Como todas as ideias simples podem ser separadas pola imaxinaçón e unidas de novo na forma em que a esta lhe agradar, nada seria mais inexplicábel do que as operaçóns desta faculdade se non fosse guiada por alguns princípios universais que a tornam, de certo modo, conforme consigo mesma em todo o tempo e lugar. Se as ideias estivessem completamente desligadas e desconexas, só o acaso poderia uni-las; seria impossíbel que as mesmas ideias simples se unissem regularmente em ideias complexas –como costumam fazer– se non existisse algum laço de unión entre elas, sem algunha qualidade associativa pela qual unha ideia leva naturalmente a outra. Afirma Hume que existe unha ordem nos nossos conhecimentos graças à qual a mente tende de forma natural a estabelecer vínculos associativos mediante os chamados “princípios ou leis de associaçón”, que permitem que as ideias se unam unhas às outras para dar sentido aos nossos pensamentos. Estes princípios ou leis som três: de “semelhança”, de “contiguidade espaciotemporal” e de “causalidade”.
Prometi a colaboraçón, despedi-me do português moreno e submeti-me à dificuldade séria de acompanhar a excelente mulher (Sra. Nikolskaya). Ainda me iludi com a esperança de entrar num carro. Viaxem curta: desnecessário o automóvel. A Sra. Nikolskaya move-se com extraordinária rapidez. Elegante, aprumada, insensível ao frio, non se fatiga; avança; afasta-se da xente; as pernas, vigorosas em demasia, ignoram a existência de pernas menos vigorosas. Um vendaval bem-educado, amável e risonho. Enfim, paciência. Mexi-me, andei bastante, em penoso reboque, evitei por milagre os vehículos e, deitando a alma pola bôca, entrei num estabelecimento, onde, por felicidade, habia cadeiras vagas. Tomei fôlego, aproximei-me do balcón. Algum tempo depois, num gabinete, olhando o quadro cheio de letras absurdas, confiava-me à perícia de unha velhinha magra e bicuda. —Mme. Nikolskaya, por favor, diga a essa doutora que som analfabeto. Assim, nivelado às crianças, reduzi-me a atentar em pequenos círculos, dizer se as aberturas ficavam em cima, em baixo, à direita, à esquerda. —Que língua é essa? perguntou a oculista no fim do exame. Nunca ouvi cousa parecida. E, ouvindo falar na minha terra, observou-me um instante, como se eu fôsse um bicho esquisito. Na sala, esperando a minha vez de ser atendido, percebi entre os numerosos fregueses um suxeito de farda e condecoraçóns. Leviano, dirixi-me a êle, falei na guerra, mas a tentativa de relacionar-me com a força vista de lonxe, a 1º de Maio, teve péssimo efeito. O home sobressaltou-se, fixou-me um olhar feroz, ruxíu unha sílaba e deu-me as costas. Êsse procedimento non me ofendeu. Reconhecia-me indiscreto —e usara a indiscriçón por deber de ofício. O meu desexo era omitir os discursos, as frases convenientes, as cortesias empregadas com exuberância polos nossos hospedeiros. Envolviam-nos, desde a chegada, afirmaçóns de paz, e algunhas pessoas vacilavam, perguntavam se elas eram realmente sinceras. Podiam ser doses de morfina aplicáveis ao estranxeiro. Ficaríamos entorpecidos, regressaríamos docemente embalados, e ao cabo de alguns meses os telegramas nos anunciariam a catástrofe. Sem dúvida o naufráxio do capitalismo: as consequèncias das últimas conflagraçóns firmavam-lhes esta idéia. Assim, na distante América, xulgavam incongruentes as manifestaçóns pacíficas expostas ao mundo ocidental. As palabras repetidas lá fora diverxiriam talvez das pronunciadas aqui. Nenhuma discordância percebiam, mas ainda estavam indecisas: os individuos que nos cercavam, nos automóveis e no hotel Savoy, escamoteavam possíbelmente a verdade, representariam de algunha forma a cortina de ferro tantas vezes mencionada nos xornais da burguesia. Non me importunavam tais reflexóns. Achava-me efectivamente certo de que a guerra abreviaria a ruína do proprietário. Mas, de qualquer xeito, êle estava perdido; hoxe ou amanhán se enterraria — e era doidice obter por elevado preço unha vitória infalível. Os patróns viveriam mais alguns anos, e entrariam suavemente na cova. Para que violências? Êste xuízo levava-me a aceitar sem dificuldade as opinións vixentes na superfície onde me colocavam. Mas o desexo me vinha de entender-me com figuras anônimas, tentar adivinhar-lhes o pensamento. Dilixenciaria fazer-me comprehender utilizando fragmentos de línguas estranxeiras —e um olhar, um xesto, me revelariam de chofre cousas íntimas. Que haveria nos miolos dos rixos militares vistos, a 1º de Maio, na praça Vermelha? A experiência me causou surprêsa. Ao interrogar um desconhecido, arriscava-me a non alcançar resposta. Considerando-me impertinente, com razón, o home levantaria os ombros, guardaria silêncio. Natural. Esperei isso, no pior dos casos. E a pergunta ocasionaba indignaçón e raiva. Esquisito. Non me referira a unha luta possíbel, mas ao conflicto passado, manifesto nas condecoraçóns expostas na farda vistosa do oficial. Oficial do exército, com certeza. A alusón inconsiderada ao facto que lhe trouxera as insígnias non lhe dava prexuízo. Afinal a minha inconveniência podia até significar o intuito de ser agradábel. Resumo: nariz torcido, cólera, violência interior. Non me feria nenhuma ofensa, claro. Resignava-me a ser mal recebido. Assustava-me, porém, aquela fúria rápida como um relâmpago. Necessário reflectir, arrumar discrepâncias. Por enquanto, espairecer, non me sobrecarregar com problemas difíceis. Como diabo um suxeito desenvolvido no quartel se zanga, porque falamos em barulho? Non é a profissón deles? Avizinhei-me do balcón, experimentei os óculos: —Mme. Nikolskaya, faça-me o obséquio de perguntar a essa xente se posso pagar com dinheiro francês ou brasileiro. Non tenho rublos. A óptima senhora, sem fazer a consulta, xogou-me a expressón xá bastante conhecida: —Vou resolver o assunto!
Mas aquí, dous séculos antes da fundaçón do Liceu (336 a. C.) por Aristóteles, estamos noutra atmôsfera. O “infinito” de Anaximandro pode ser compreendido como unha espécie de causa material susceptíbel de ser formalizada. A quê ou a quem se debería esta formalizaçón? Embora a respeito das espécies vivas se tenha evocado xá a ideia de “xeraçón espontânea”, non parece que os textos permitam deduzir se Anaximandro tinha um pensamento preciso a esse respeito, e conformar-me-ei em deixar no ar a pergunta. Em qualquer caso, o debate non acaba aí: o “infinito” será substituído, embora certamente para ressuscitar depois sob outras formas. Mas há um segundo aspecto em Anaximandro que convém considerar. Tales tinha imaxinádo que a Terra tem um suporte que a mantém, um imenso oceano em que simplesmente “fluctua”. Mas Anaximandro considera inútil dar à Terra esse suporte. Do outro lado da Terra há exactamente o mesmo que vemos por cima de nós, isto é, um espaço em que se encontram estrelas e planetas. A Terra é, nesta imensidade, um corpo de forma… cilíndrica. É muito importante que Anaximandro tenha dito cilíndrica e non esférica? Carlo Rovelli enfatiza o facto de que a Terra tampouco é unha esfera, mas sim um elipsoide algo achatado nos polos e, de facto, quase unha pera, dado que o Polo Norte é menos achatado. A importância de Anaximandro residiria em grande parte nesta conxectura de que sob a Terra non há outra cousa que aquilo que nós observamos; algo que a astronomia chinesa, sábia em tantos aspectos, non tería conseguido avançar. Certo é que o simples sentido comum pode induzir a esta hipótese: o Sol desaparece e volta a aparecer no outro extremo no dia seguinte, debe entón passar por algum lugar (“se vemos um home a desaparecer por trás de unha casa e reaparecer do outro lado é porque há um lugar de passaxem por trás do edifício”, diz Rovelli). Mas a esta ideia elementar opôn-se unha segunda que também o é: as cousas que non repousam na Terra caem, como pode pois a Terra suster-se se em nada repousa? A água de Tales supunha, a esse respeito, unha indiscutíbel vantaxem, que deixava, no entanto, em suspenso, unha série de outros fenómenos. Mas talvez non tenha de se estranhar tanto que algo carente de suporte, a Terra neste caso, no entanto, non chegue a cair. Rovelli defende que a pergunta, “Porque non cai a Terra?” pode ser substituída pola seguinte “Porque habería a Terra de cair?”. Aristóteles sintetiza perfeitamente esta teoria de Anaximandro em “Sobre o Céu”, acrescentando imediatamente unha crítica e dando a sua própria explicaçón.
Meu Verdelho, meu Verdelho. Deixarte non há maneira. És para mím o pán e o vinho, e a côr da nossa bandeira! Esta variedade, com um nome tán nosso, e um tronco vigoroso, de brotaçón entre temperán e média, e maduraçón entre média e temperán, é senssíbel ao oídio e é a uva branca penínsular mais rica em ferro. Debído à grande actividade enzimática oxidativa da côr, os vinhos tendem a desarrolhar tôns dourados. Em muitos casos som vinhos mais herbáceos que frutais, com um característico sabor a feno, anís e fiuncho. Em boca frescos, acídulos, suáves, untuosos, com notábel corpo e um final levemente amargo que prolonga o vinho.
LUGARES ONDE SE PODE ENCONTRAR
Deixa passar, esta linda brincadeira, que a xentinha vai dançar, pra ilhinha da Madeira! Fundada polos escoceses Francis Newton e William Gordon, em 1745, Cossart Gordon, é a mais antiga das exportadoras da Madeira. Em 1808 William Cossart uníu-se à empressa, e em 1861 deu-lhe o seu actual nome. A meádos do século XIX, Cossart Gordon tinha conseguído estabelecer um grande mercado em Norteamérica e afirmába-se que a empresa fletaba a mitade da colheita da ilha. Apesar disto, a empresa continuaba a ser de nacionalidade britânica e conservou unha filial em Londres desde 1748 até finais da década de 1980. Cossart Gordon víu-se mais afectada que o resto das empresas da Madeira pola Prohibiçón de 1920, mas conservou a sua independência como exportadora, até que se fixo parte da Madeira Wine Company em 1953. Actualmente é a segunda firma em tamanho da Madeira Wine Company, depois de Blandy. Os seus vinhos sempre forom de um estilo lixeiramente mais secos que os de Blandy, cuxo mercado foi tradicionalmente o Reino Unido, e mantivo esta diferença até que as duas casas se xuntárom baixo o mesmo tecto. Noal Cossart comenta que 1934 foi um ano excelente, especialmente para o verdelho. “Gordon Verdelho” 1934 (engarrafado em 1986) é um vinho inusual, de estilo muito rico para ser um verdelho. De côr âmbar semiescuro, aromas de queroseno e de madeira queimada, grande complexidade com concentraçón de especiarías aromáticas compensadas por unha descaráda acidéz. Vai-se secando até ofertar um final limpo e vibrante.
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David Traeger, fundou a sua adega em Victoria no ano 1978, depois de aprehender o ofício como axudante de enólogo em Michelton. Os seus vinhedos están situados em Hughes Creek, ao sul de Nagambie e contenhem cabernet sauvignon, syrah, petit verdot, tempranilho, viognier e verdelho. Ha outro vinhedo de syrah e garnacha em Graytown (Heathcote), prantádo em 1891, que Traeger utiliza para o seu êxitoso tinto, “The Baptista”. Non obstânte, Traeger deslumbra na verdade com o seu Verdelho. Mais conhecida como unha variedade clássica da Madeira, onde dá um vinho rico e semidoce de acidez muito alta, é muito pouca a verdelho que se elabora como vinho seco, ainda que este se puxo cada vez mais de moda em Austrália nestes últimos anos. Traeger prantou verdelho na rexión de Nagambie em 1994, principalmente porque quería evitar ao omnipresente chardonnay. O clíma é muito constânte em Nagambie, o qual permite aspirar a elaborar um tipo de vinho branco delicado e aromático em lugar do habitual enerxético australiano. Em Septembro de 2005 apresentou unha catadura de quinze colheitas verticais de verdelho, de 1990 ate 2004. A coherência do estílo e a qualidade resultarom impressionantes, como o foi a lonxevidade, com colheitas mais antigas. Na sua xuventude o vinho e aromático, com um característico sabor a madreselva e a fruta tropical, que com a idade passa a ser abiscoitado e mais perfumado.
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Didier Belondrade é um françês apaixonádo pola Península que, quando viaxou a Castela, apaixonou-se também pola uva branca verdelho, responsábel polos vinhos de Rueda. Quando a primeira colheita de “Belondrade y Lurton” saíu ao mercado em 1994, foi como unha revoluçón no mundo do vinho branco local. Quase todos os vinhos de Rueda eram num estílo fresco e afrutádo para consumir novos; mas aquí temos um Rueda com o estílo de um grande branco de Borgonha. A colheita de 2004 foi boa na rexión, e com cada colheita os vinhos de Belondrade apresentam mais equilíbrio e unha madeira melhor integrada. A côr é amarelo claro e, nota-se o roble no naríz quando é xovem, xunto com as típicas notas da uva verdelho: feno fresco e mazán, ademais de casca de laranxa e um toque balsâmico. No paladar o vinho resulta cremoso e fresco, com acidêz bem equilibrada, boa duraçón e um xiro lixeiramente amargo no retrogosto. Estes vinhos envelhecem bem, ao estílo de um Borgonha “village”, desarrolhando algunhas notas de lán molhada e mostrando unha mineralidade calcárea que mais se nota quando a madeira está completamente integrada.
O mal radical. A ruptura antropolóxica que o totalitarismo expón ao tornar realidade nos campos esse “tudo é possíbel” é o que Arendt assinála como o aparecimento de um tipo de mal que reflecte essa violência extrema, em que “o impossíbel se tornou possíbel”, que denomina “mal radical”. Consequentemente, o horror non se encontra na ideoloxía nazi, ou num desexo de poder extremo, mas no facto de um rexíme político ter tornado possíbel que os indivíduos sexam supérfluos e portanto, substituíbeis uns polos outros. “O problema do mal será a questón fundamental da vida intelectual da Europa do pós-guerra”, declarava em 1945. Para ela, sem dúvida, assim foi: o mal reapareceria décadas depois na sua obra, com o xulgamento de Eichmann e a sua afirmaçón do “mal banal”. Porém, neste momento totalitário que estamos a analisar, o mal manifesta-se nunha omnipotência absolucta que impede a espontaneidade e a singularidade humanas, como vimos na análise dos campos de concentraçón. O “mal radical” aparece como um mal extremo, inconcebíbel. Kant usará a expressón “mal radical” para se referir a unha “má vontade perversa” como fonte desse mal. Contudo, para Arendt non há motivos “humanos” por detrás desse fenómeno, mas, polo contrário, o que esse mal radical manifesta é “unha tentativa organizada de erradicar o conceito de ser humano”. É um mal absolucto que, além disso, non é puníbel nem se pode perdoar, pois escapa aos parâmetros que usamos habitualmente para isso, quando tentamos explicá-lo através de motivaçóns malignas, do ódio ou simplesmente do desexo de poder. Non o podemos compreender, mas o que podemos fazer é tomar consciência dessas tendências presentes nas sociedades de massas contemporâneas que podem facilitar o aparecimento desse mal absolucto, dessa tentaçón de fazer dos indivíduos seres supérfluos e dispensábeis, algo que a História posterior à Segunda Guerra Mundial non deixou de nos mostrar. O isolamento dos indivíduos, o conformismo, a cumplicidade face à violência, a indiferença perante o público ou o desenraizamento imparábel de grandes grupos de populaçón, som questóns que Hannah Arendt detecta como o empedrado do caminho para o domínio total e contra o qual nos pôn em alerta, pois, como ela própria diz, “As soluçóns totalitárias podem muito bem sobreviver à queda dos rexímes totalitários sob a forma de fortes tentaçóns, que aparecerám onde pareça impossíbel aliviar a miséria política, social ou económica”.
Pola sua parte algúns dos grandes “dólmens” que conhecemos, apresentam no seu interior curiosos signos, uns, que xá temos dado a conhecer, e outros que, como os encontrados na notábel mâmoa de Melón (a qual polo seu grande desarrolho podería considerar-se como competidora da do “cerro de Tumiac”), cuxos desenhos trazados com linhas negras e vermelhas, parecem-se às grabadas nos “dólmens de Morbihan”, que De Cussac deu a conhecer ao mundo sábio. Com o qual parece como que se afirma, unha vez mais, a um tempo o parentesco do pobo bretón com o galego e a índole céltica destes monumentos. Os antiquários ingleses suponhem que as sepulturas longas som de chefes, ou de família, ou de tribu, e respeito às de unha só câmara (que som a maioria) afirma Akerman (Arch. index) que non sempre cubríam os restos de xente humilde e desherdada. Guía-se, para pensá-lo assím, ainda que a razón resulta insuficiênte, xá que non guardan proporçón com a poboaçón por muito escássa que ésta fora; mas esquéce que a cremaçón non era polo dispendiosa e circunstâncias que revestia, nada fácil para os inominádos e os pobres. Estes deberom ter mais sinxélos enterramentos, e non só eles mas também as famílias ou tribus discrétas; pois sempre tais xentes contárom pouco para o mundo. E acreditamos que as suas sepulturas eram pouco aparentes e fácil a sua desapariçón. Resistindo tán só ao tempo, que tudo derruba, aqueles túmulos mais ou menos notábeis polo seu tamanho e cuxa importância poida medir-se polos obxectos encontrados. Túmulos que encerram heróis ou famílias poderosas, pois a grande quantidade de terra negra encontrada nalgunhas mide mais de unha ou de vinte incineraçóns: vissíbel no “dolmém da Piosa”. De todas maneiras, os que pensam que a cremaçón é para os ricos, mentras que a inhumaçón era própria da multidón anónima, non debem andar tán fora de caminho; pola nossa parte non xulgámos enganár-nos ao indicar que todos aqueles dólmens em cuxas pedras están grabados signos e demais sinais mais ou menos simbólicos, pertencem a castas que guardabam consigo o segredo das sua crênças e doutrinas. Os túmulos galegos, non forom ainda estudados com um verdadeiro espírito científico: non obstânte a cobiça do home, que nada respeita, destruíu obxectos de metal e cerâmica e tudo o que demais continham. Som numerossíssimas as mâmoas saqueadas; e ainda que das destruídas e arrassadas por completo, nada podemos xá dizer, das que forom atacadas e abandonadas, e conservam o crácter central de violaçón característico, ainda se podem prestar ao estudo num futuro mais próspero.
A publicaçón do “Tratado Teolóxico-Político” assinalou o fim da sua estada em Voorburg e a mudança para La Haia. Talvez Espinosa se tivesse cansado da vida no campo (unha década enteira), e quisesse estar em contacto directo com a actividade intelectual da cidade, na qual tinha muitos amigos e conhecidos. Instalou-se como hóspede em casa do pintor Hendrik van den Spyck e, no seu novo lar, continuou a polir lentes, a escreber (e também a polir) a “Ética”, a comunicar-se por carta com pensadores e cientistas lonxínquos e, ao mesmo tempo, a analisar as inflamadas reaçóns ao “Tratado”. Estas alarmaram-no tanto que dissuadiu os amigos de terminarem unha traduçón da obra para o holandês. De facto o ambiente sufocante crispou-se completamente debido à invasón francesa dos Países Baixos, e à acusaçón contra Johan de Witt, por non ter defendido bem o país. Este e o seu irmán forom brutalmente assassinados por unha multidón encolerizada em 1672 (o pintor Jan de Baen deixou unha perturbadora imáxe a óleo da execuçón, “Os corpos dos irmáns De Witt”), e essa acçón de crueldade desenfreada fez Espinosa perder a paciência: estaba disposto a ir ao local do linchamento para afixar um cartaz com a inscripçón latina “ultimi barbarorum” (“os piores bárbaros”) quando, felizmente, Van den Spyck o detebe a tempo. Felizmente, porque, se tivesse saído à rua com o cartaz, era probábel que também tivesse sido linchado. Esteve perto no ano seguinte quando, depois de visitar o assentamento das tropas assaltantes francesas em Utrecht, probabelmente em missón diplomática secreta, unha turba apareceu em casa de Van den Spyck, na Haia, convencida de que era um espión e ameaçarom matá-lo. Espinosa saíu à rua, enfrentou a multidón exaltada e proclamou a sua inocência e o seu compromisso para com a república; a multidón dispersou-se de imediato. Foi precisamente em Utrecht que os franceses lhe ofertarom dinheiro (unha retribuiçón) se dedicasse um libro a Luís XIV; Espinosa recusou a oferta com cortesía. Non foi a única oferta pecuniária tentadora que o humilde polidor de lentes rexeitou, em 1673. Nesse mesmo ano, o Eleitor do Palatinado enviou-lhe, através da carta de um catedrático, a proposta para ensinar filosofia na Universidade de Heidelberg. Oferecía-lhe um salário anual completo e garantiam-lhe a mais absolucta liberdade de pensamento, desde que non abusasse dela “para perturbar a relixión publicamente estabelecida”. Espinosa considerou muito seriamente a oferta, durante perto de seis semanas, antes de a recusar com unha atenciosa carta ao intermediário. Esta carta mostra a determinaçón de Espinosa em manter a sua independência e a sua liberdade, nem que fosse à custa da segurança financeira de que necessitaba.
O Instituto Imperial de Física e Tecnoloxia foi fundado em 1887 a instâncias de Werner Siemens. Este foi unha espécie de Edison alemán: inventou e patenteou vários aparelhos eléctricos e fundou a sua própria companhia com a qual ganhou unha fortuna. O instituto foi construído muito próximo de Berlim e o seu obxectivo era o estudo de problemas de física que tivessem importância industrial. Em concreto, era obxectivo do instituto o desenvolvimento de padróns de unidades, algo que era, e continua a ser, de importância capital para a indústria. No instituto, foi criado um laboratório de óptica que dispunha do equipamento mais moderno. E à cabeça deste laboratório estaba Otto Lummer (1860-1925), um físico experimental de grande espírito inventivo que tinha sido alumno de Helmholtz. Lummer fazia parte do instituto desde a sua fundaçón e concentrou-se na criaçón e aperfeiçoamento de equipamentos de medida da radiaçón, tanto vissíbel como infravermelha. Um dos problemas que interessava à indústria alemán era o estabelecimento de um padrón de intensidade luminosa. Fabricavam-se candeeiros em massa, tanto eléctricos como de gás, e era necessário estabelecer unha unidade que fosse aceite internacionalmente. O interesse pola radiaçón de corpo negro nasce daqui: ao ser independente da natureza do material de que era feito e depender apenas da temperatura, como Kirchhoff tinha demonstrado, a radiaçón de corpo negro podia ser considerada como um padrón universal. Unha das primeiras contribuiçóns de Lummer no instituto foi o desenvolvimento, xuntamente com o seu colaborador Eugen Brodhun (1860-1938), de um fotómetro. Trata-se de um aparelho destinado a medir a intensidade luminosa de unha fonte. O aparelho de Lummer-Brodhun media esta intensidade comparando a luz da fonte em questón com a de unha fonte conhecida. Tal conseguia-se dirixindo os dous feixes, o da fonte conhecida e o da fonte a medir, para duas superfícies diferentes. Um conxunto de prismas sobrepunha, conforme o desexo do experimentador, as duas superfícies de forma que se podia determinar qual era a mais brilhante. Afastando ou aproximando de forma controlada a fonte conhecida, era possíbel determinar a intensidade da fonte a medir. No entanto, o fotómetro de Lummer-Brodhun non era suficiente para estudar a distribuiçón espectral da radiaçón de um corpo negro. Como xá vimos, a maior parte da radiaçón térmica é emitida na rexión do infravermelho e é, por conseguinte, invissíbel para nós.
Um dos muitos clichês ou estereótipos que circulam sobre Rousseau fá-lo passar por um precursor do comunismo, ao querer abolir a propriedade, no encalço de Platón ou de Thomas More, quando na realidade a única cousa que Rousseau queria era reduzir o seu excesso, isto é, impedir a acumulaçón de propriedades que propicia os monopólios e os abusos por acumulaçón de tudo: “A minha ideia” –escrebe Rousseau– “non é destruir a propriedade privada, porque isso é impossíbel, mas trancá-la nos limites mais estreitos que for possíbel”. Para erradicar simultaneamente a opulência e a indixência, recomendaba tributar tudo quanto fosse luxuoso e limitar a indústria, ao mesmo tempo que se potenciava a agricultura. Isso é o que recomenda aos corsos quando redixe um “Proxecto de Constituiçón para a Córsega”, no qual adverte que tais medidas fá-los-án mais ricos que o próprio dinheiro, por ser o dinheiro algo que só incentiva o comércio internacional e o crescimento artificial. Efectivamente, o mais desexábel seria tender para a autossuficiência de que goza o senhor de Wolmar em “A Nova Heloísa” e privilexiar o comércio local. Isto que a primeira vista poderia parecer bastante inxénuo hoxe em dia, quando a especulaçón financeira asfixia a economia de mercado e a deslocalizaçón das empresas propicia severas desigualdades sociais, recupera unha actualidade desmedida si se prestar atençón ao que se passa, por exemplo, no nordeste dos Estados Unidos, onde o pequeno estado de Vermont reclama unha “secessón substentábel”, cuxas chaves para a independência som a autossuficiência alimentar e enerxética e o estabelecimento de unha banca pública. No mesmo sentido vai o programa Chiemgauer, que tenta promover unha moeda para fomentar o comércio local nunha pequena povoaçón da rexión alemán da Baviera. Ou o denominado “consumo colaborativo” (sharing economy) que propôn utilizar as novas tecnoloxias para facilitar o acesso a bens e serviços sem esixir a sua adquisiçón, algo que, de outra forma, se practica eficazmente na antiga Berlim Oriental desde a queda do Muro e sem necessidade de recorrer à tecnoloxia. Algunhas destas iniciativas enxenhosas dos cidadáns que tentam combater as graves inxustiças xeradas polo fenómeno da globalizaçón recordam facilmente o pensamento de Rousseau de forma non deliberada.
A meádos do século IV, apareceu na Península, vindo da Galia aquitânia, onde tinha conseguido grande séquito, sobre tudo entre as mulheres, um exípcio chamado Marco, natural de Menfis e educado probabelmente nas escolas de Alexandría. Este Marco, (a quem em modo algúm há de confundir-se com outros gnósticos do mesmo nome, entre eles Marco de Palestina, discípulo de Valentino) era maniqueo e, ademais, teurgo e cultivador das artes máxicas. Derramou a sua doutrina, que foi catalogada como “mistura singular de gnosticismo puro e de maniqueísmo”, mas da qual ningunha notícia temos precisa e exacta. E só a poderíamos xulgar por inducçón sacada do priscilianismo. Atraíu Marco ao seu partido a diversas personáxes de conta, especialmente a um rectórico chamado Elpidio, dos que tanto abundabam nas escolas hispânas e também na Galia narbonense. Mas, sobre tudo, unha nobre e rica matrona chamada Agape. Foi muito destacado o papel das mulheres nas seitas gnósticas: recordemos a Helena de Simón Mago, a Philoumena de Apeles, a Marcellina dos carpocracianos, a Flora de Ptolomeo; e, ainda que saíndo do âmbito gnóstico, encontramos a Lucilla dos donatistas e a Priscilla de Montano. Fundarom Marco e Agape a seita chamada dos “agapetas”, quem (se temos de basar-nos nos brevíssimos e obscuros escrítos dos eclesiásticos) se entregabam nos seus nocturnos conciliábulos a abdominábeis excesos, de que tinha dado exemplo a mesma fundadora. Isto levaría a suspeitar que os “agapetas” eram “carpocracianos” ou “nicolaístas”, se por outra parte non constara a sua afinidade com os “priscilianistas”. Lonxe de estar confirmado, que todas as seitas gnósticas dexenerarom nos seus últimos tempos, até converter-se em sociedades secretas, com todos os inconvenientes e perígos anéxos a tais reunións. Entre os perígos e a murmuraçón dos profanos. ¡Qui male agit, odit lucem! Se os discípulos de Marco forom realmente “carpocracianos”, como se inclina a acreditar Matter, nada de extranho tem que seguíssem a “lei da natureza” e ensinássem que “tudo era puro, para os puros”. Isto é tudo quanto sabemos deles, e non vou a deturpar com conxecturas próprias, o silêncio dos antigos documentos.
Embora anteriormente lhe tenham sido atribuídas missóns menores, em 1500, Machiavelli inicia o seu percurso na mais alta diplomacia, quando parte para a corte do impenetrábel Luís XII, sobrinho e sucesor de Carlos VIII. Na primeira de quatro visitas diplomáticas que fará a França, o seu obxectivo era convencer o monarca francês a apoiar militarmente Florença e a manter a palabra dada polo seu antecessor a respeito da colaboraçón na reconquista de Pisa. Só que o secretário principiante e patriótico rapidamente se dará conta de que é preciso ter poderio militar para fazer respeitar os acordos, pois a palabra apenas non chega. E, para seu desgosto, apercebe-se de que os franceses non levam Florença a sério, precisamente por carecer deste poderio; unha liçón semelhante à que aprendeu com a queda de Savonarola, o profeta indefeso. Para Machiavelli, a única forma de se fazer respeitar na negociaçón política entre naçóns é ter suficientes soldados e armas que apoiem a sua posiçón (apesar de ser só de forma implícita). Verifica, entón, que é o exército, a capacidade de defesa e ataque, a própria base do Estado. Non é por acaso que os soberanos estranxeiros só valorizam os principados que están bem armados, ou que têm muitos recursos para pôr em cima da mesa. E embora as alianças com outros Estados sexam fundamentais para as relaçóns internacionais, estas compram-se sobretudo com dinheiro. Nicolaus toma, entón, consciência de que, se for necessário para os seus próprios interesses, non há qualquer contradiçón em lisonxear e até aliar-se a um antigo inimigo, a um traidor ou, neste caso, a um invasor, se este continuar a ser mais poderoso do que nós próprios. Além do mais, o nosso florentino tem ocasión de comprovar que a diferentes tipos de organizaçón política correspondem diversos tipos de poder: a emerxente monarquia francesa parece-lhe um poderoso Estado nacional (um só rei, com poder absolucto e exército próprio), ao passo que a sua amada Florença é unha cidade-estado republicana, fráxil e vulnerábel polo seu tamanho e por depender de forças mercenárias para se defender, o exército mais habitual no Renascimento.
“Meu querido amigo: a esposa e seis fillos do que foi gobernador civil de Málaga no momento da sublevación militar, José Antonio Fernández Vega, irmán do deputado a Cortes por Oviedo, Félix F. Vega, están desde hai bastantes meses no albergue vasco de Itxasoan, en Guèthary. Segundo lles comunicou o administrador deben abandonalo o día 15 do corrente mes, o que lles crea unha situación desesperada, pois o cabeza de familia non dispón de ingreso algún para alimentalos. Por un erro de información do presidente do Consello Nacional de Izquierda Republicana, non lle foi concedido o subsidio ao que como exgobernador ten dereito. Aclarado aquel, a ponencia ministerial concederallo na súa primeira reunión. Xa o tería feito sen as dificuldades que xurdiron para reunirse aquela. O meu rogo, amigo Jáuregui, consiste en solicitar de vostede o favor de prolongar por algún tempo, alomenos mentres a concesión do subsidio non é efectiva, a estancia de dona María Alonso e os seus seis fillos no mentado albergue”. Pero Jáuregui non pode máis que limitar-se a confirmar o peche do campo por esixencias da guerra. “Meu querido amigo: recibín a sua carta na que se interesa pola esposa e fillos de D. Jose Antonio Fernández. Inmediatamente fixen as xestións no departamento de Asistencia Social en favor da señora Alonso, pero comunicanme que o refuxio Itxasoan de Guèthary vai ser disolto porque a autoridade militar francesa se incautou do mesmo para necesidades de guerra, como está ocorrendo con outros refuxios, polo que supoño que dita señora seguirá a mesma sorte que todos os demais refuxiados”. Afortunadamente, a situación de Fernández Vega resólvese como Viana prevía: “Meu querido amigo: quedo a vostede moi recoñecido pola xestión feita a favor da familia do exgobernador de Málaga, D. José Antonio F. Vega. Como xa lle foi concedido o subsidio, inmediatamente que reciba a primeira mensualidade xa poderán os familiares deixar o referido albergue, o que espero sexa este mesmo mes”.
Unha palabra mais contra Kant como moralista. Unha virtude debe ser a “nossa” invençón, a “nossa” defesa e a nossa “necessidade” pessoais; tomada em qualquer outro sentido, non passa de um perigo. O que non é unha condiçón vital, é “nocivo” á vida; unha virtude que só existe por causa de um sentimento de respeito para com a ideia de “virtude” como Kant a queria, é perigosa. A “virtude”, o “deber”, o “bem em si”, o bem com o carácter da impessoalidade e da validez xeral; chiméras em que se expressa a dexeneraçón, o último debilitamento da vida, a subtileza de Koenigsberg. As leis mais profundas da conservaçón e do crescimento esixem o contrario: que cada qual invente a “sua” virtude, o “seu” imperativo categórico. Um povo perece quando confunde o “seu” deber com a concepçón xeral do Deber. Nada arruina mais profundamente, mais a fundo do que qualquer deber “impessoal”, qualquer sacrifício ante o deus Moloch da abstraçón. (Non se tem achado perigoso para a vida o imperativo categórico de Kant! … Só o espírito theolóxico o tomou debaixo da sua proteçón!) Uma acçón a que obriga o instinto da vida proba ser unha acçón “conveniente” polo prazer que a acompanha; e aquele nihilista de entranhas christiano-dogmáticas consideraba a alegria como unha obxeçón… O que é que destroi mais rapidamente do que trabalhar, pensar, sentir, sem necessidade interior, sem unha profunda eleiçón pessoal, sem “prazer”, como autómato do “deber”? É, em certo modo, a receita para a “décadence” e até para a imbecilidade… Kant tornou-se imbecil. E era ele contemporâneo de Goethe! Este “destino de aranha” era considerado como o philósofo alemán por excelência, e é-o ainda! … Abstenho-me de dizer o que penso dos alemáns… Non via Kant na revoluçón françêsa a passaxem da forma inorgânica do Estado à forma orgânica? Non habia ele perguntado a si mesmo um facto inexplicábel de outra maneira que non fosse por unha aptidón moral da humanidade, de modo que por ele “se demonstrava” d’unha vez para sempre “a tendência da humanidade para o bem”? Resposta de Kant: —“É a revoluçón”. “O instinto que se equivoca em todas as cousas, o contrario á natureza como instinto, a “décadence” alemán como philosophia”. Isso é Kant!