
DOMÍNGUEZ, Ramiro (1929). Poeta paraguayo da xeraçón de 1950. Colaborou em “Alcor”. Alguns dos seus libros som “Zumos” (1962) e “Salmos a deshora” (1963). Em 1953 publicou em colaboraçón com José Luís Appleyard e outros, o volûme “Poesía”.
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DOMÍNGUEZ, Ramiro (1929). Poeta paraguayo da xeraçón de 1950. Colaborou em “Alcor”. Alguns dos seus libros som “Zumos” (1962) e “Salmos a deshora” (1963). Em 1953 publicou em colaboraçón com José Luís Appleyard e outros, o volûme “Poesía”.
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DOMÍNGUEZ, Luis L. (Buenos Aires, 1819-1898). Historiador arxentino. Em 1878 ingresou no servíço diplomático. Estivo em Perú, Brasil, Estados Unidos, Espanha e Inglaterra. A sua família emigrou para o Uruguay em 1834. Está representado em numerosas antoloxías com o seu poema patriótico “El ombú”, mas a sua melhor obra é “Historia argentina, 1492-1820” (1861), que Sarmiento califica de excelente.
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DOMÍNGUEZ, José de Jesús (Añasca, 1843-1898). Poeta e historiador portorriqueño. Estudou medicina em París e servíu na armada francesa durante a guerra franco-prussiana. Escrebeu “Los jíbaros de Puerto Rico” e “Prehistoria de Bunken”, assím como a inconclusa “Historia del lenguaje y la civilización”. Os seus primeiros poemas mostram a influênça de Espronceda e Bécquer: “Poesías de Guerardo Alcides” (1979) e “Odas elegíacas” (1883). Mas xá em “Las huríes blancas” (1886) se deixa notar a influênça de Rubén Darío. Escrebeu também a obra num acto “El sueño de una cacica” (1892), para celebrar o quarto centenário do descubrimento da América.
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DOMENCHINA, Juan José (Madrid, 1898-1959). Novelista, poeta e crítico. Escrebeu resenhas literárias para “El Sol” baixo o pseudónimo de “Gerardo Rivera”, reunidas em “Crónicas y Nuevas crónicas de Gerardo Rivera”. A sua poesía, culterana no discurso e barroca na forma, está modelada na herência de Quevedo, Valéry e Juan Ramón Jiménez. Publicou “Del poema eterno” (1917; 2ª ed., 1922), “Las interrogaciones del silencio” (1918; 3ª ed.,1922), “La corporeidad de lo abstracto” (1929), “El tacto fervoroso” (1930), “Dédalo” (1932), “Margen” (1933), “Elegías barrocas” (1934) e “Poesías completas” (1936). As suas novelas resultam orixinais mas igualmente cerebrais que os seus poemas: “El hábito” (1926), e “La túnica de Neso” (1929), que mostra a neurose do intelectual Arturo, durante a última semana da sua vida. Depois do seu matrimónio com a poetísa Ernestina de Champourcin e do seu exilio em México, publicou “Destierro” (1942), “Pasión de sombra” (1944), “Exul umbra” (1948), “La sombra desterrada” (1950), “El extrañado: 25 sonetos, 1948-1957” (1958) e “Poesía, 1942-1958” (1975), todos eles publicados em México.
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DODECASÍLABOS. Versos de doze sílabas. O tipo de dodecasílabos simples ou dactílicos acentúam-se na 2ª, 5ª, 8ª e 11ª sílabas: “Bendice mil vezes, bendice, alma mía, / en himno sonoro al Dios de Israel, / que mano y clemente visita su pueblo / y fuerte quebranta el yugo cruel” (Alberto Lista). O tipo composto pode consistir em dous hemistiquios de seis sílabas ou dous hemístiquios irregulares en combinaçóns de 7,5; 5,7; e 8,4, este último anotado na “Gramática de Nebrija”, mas raro na práctica. O composto de 5,7 foi utilizado por José Santos Chocano na sua “Momia incaica”. Sor Juana Inés de la Cruz a miúdo utilizaba o composto de 7,5, como nestes versos de “Nocturnos” (1679): “—Plaza, plaza, que sibe vibrando rayos. / —¿Cómo, qué? —Aparten, digo, / y háganle campo. / Abate allá, que viene, y a puntillazos / les sabrá al sol y la luna romper los cascos”.
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DOBLES SEGREDA, Luis (Heredia, 1890-1956). Historiador, bibliógrafo e costumbrista costarricense. Foi professor no seu país e secretário de Educaçón Pública. Professor de xeografía e espanhol em Estados Unidos. Ocupou cargos diplomáticos em Arxentina, Chile e vários países europeios. Compilou o excelente “Índice bibliográfico de Costa Rica” (1927-1936, nove vols.) e dedicou unha grande parte do seu tempo a “Heredia: Por el amor de Dios” (1918), sobre cinco mendigos; “Caña brava” (1926), basándo-se em recordaçóns da sua infância; e “Fradique Gutiérrez”, com tema colonial.
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DOBLES, Fabián (San Antonio de Belén, 1918). Novelista, contista e poeta costarricense, de ideoloxía marxista. Identifica-se a sí mesmo com os pobres em “Ese que llaman pueblo” (1942). O mais vivído naturalismo enche esta historia de um campesino pobre, que é obrigado a pedir um préstamo baixo interesses leoninos para poder contraer matrimónio, e por isso vê como a vida se lle complica dia trás dia. “El sitio de las obras” (Guatemala, 1950) mostra o problema da inxusta distribuiçón das terras. “Una burbuja en el limbo” (1946) é unha história quasi surrealista, na qual cría a personáxe de “Tata Mundo”, um campesino costarricense que é o narrador dos contos “Historias de Tata Mundo” (1955) e “El Maijú” (1957). Unha colecçón dos seus “Cuentos” apareceu em 1971.
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DISPUTA DEL ALMA Y DEL CUERPO. Fragmento de trinta e sete versos de finais do século XII, que pertence ao “mester de xugraría”. Foi encontrado num pergaminho que tem a data de 1201. É unha traducçón do francês “Débat du corps et de l’âme. O tema resulta à sua vez recreado do “Rixa animi et corporis” latino. Trata-se da discusón da alma e o corpo de um home, cada um dos quais culpa o outro dos males que padece o home durante a sua vida. No fragmento encontrado no pergaminho do mosteiro de Oña, somênte sobrevive o parlamento da alma. Foi publicado em 1856 e 1900. O tema aparece muito bem tratado, no auto sacramental de Calderón “El pleito matrimonial del alma y del cuerpo”.
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DISPUTA DE ELENA Y MARÍA. Debate do século XIII, de autor leonés desconhecido, que imitou o orixinal de Picardy, “Le jugement d’amour”. Também foi conhecido como “Disputa del clérigo y del caballero”. Trata-se de um texto que chegou incompleto e que consta de quatrocentos dous versos de metro irregular. Trata da discussón entre Elena e María sobre os méritos dos seus respectivos namorados, um cabaleiro e um abade. María alaba a vida acomodada do clérigo, o seu dinheiro, servintes e boa mesa. Elena afirma: “Somos irmáns e filhas d’algo, / mais eu amo o mais alto, / ca é cabaleiro armado, / das suas armas esforçado; / el mio és defensor, / el tuyo es orador: / que el mío defiende tierras / e sufre batallas y guerras, / ca el tuyo yante e yaz / y siempre está en paz”. As mulheres acudem a um rei para que decida, mas o manuscrípto termina antes de chegar a unha soluçón da disputa.
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DISCÉPOLO. Armando (n. 1887). Dramaturgo arxentino que escrebeu a maioria dos seus sainetes em colaboraçón com Rafael de la Rosa, entre os quais, “El chueco Pintos”, sobre um vilán que desexa converter-se em chefe da polícia local e acaba na gaiola. Em “El conservatório de la armonía”, satiriza aos músicos profissionais, mentras que em “Stéfano” (1928) ridiculariza a um músico de orquesta que fracassou. Usando o “sainete” como modelo e vehículo, criou unha obra muito mais ambiciosa, “Relojero” (1934), com asômos pirandelianos. Unha das suas temáticas preferidas é a contínua frustraçón da ambiçón humana. A sua técnica resalta o grotesco, com o qual de algunha maneira antecipa o teatro do absurdo. Três dos seus neo-sainetes están reunidos em “Três grotescos” (1958).
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DÍEZ DE MEDINA, Fernando (La Paz, 1908). Historiador da literatura, ensaísta e polemista boliviano. Profundamente molesto polo que consideraba o negativismo de Aleides Arguedas, atacou-o com unha arenga patriótica chamada “Los valores negativos” (1929). Em 1941 respondeu ao discurso do vicepresidente norteamericano Henry Wallace, The American choice (1940), con “¡Siéntate, hombre del norte, y atiende al sur!” À obra de Tamato Para siempre, contrapuxo o seu “Para nunca”, panfletos surxídos da biografía fantástica escrita por Díez de Medina baixo o título de “Franz Tamayo, hechicero del Ande” (1942; 3ª ed., 1968). Em 1951 atacou a biografía escrita por Madariaga, Simón Bolívar (1949) e a secçón que Toynbee dedica no seu A study of history, aos Andes. Em 1948 fundou o movimento reformista “pachakutismo”, de caríz político. O primeiro panfleto do movimento foi “Pachakuti” (1948), que quere dizer “El reformador”, no qual se mostra contrário aos poderosos interesses mineiros em Bolivia e a favor das massas. O segundo panfleto é “Siripaka” (1949), e o terceiro “Ainoka” (1950). Os seus ensaios “Thunupa” (1947) e o seu poema em prosa “Nayjama” (1950) criárom um sentido de nacionalismo na xeraçón boliviana da postguerra. O seu “Libro de los misterios” (1951) é teatro simbolista na linha de Claudel; “La enmascarada y otros cuentos” é unha colecçón de narraçóns fantásticas que non albergam grande orixinalidade, sendo a sua linguáxe mais pedante que poética. A sua história “Literatura boliviana” (1953) foi reimpresa em Madrid em 1959.
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DÍEZ DE GÁMEZ, Gutierre (1378?- depois de 1448). Autor de “El Victorial: crónica de don Pero Niño, conde de Buelna”, que terminou de escreber em 1448. Ademais dos elóxios algo extravagantes que dedica á personáxe central, escrebe de unha maneira agradábel, intercalando na sua crónica passaxens do Libro de Alexandre, moralexas, máximas, romances, estribilhos e um excelente discurso, parecido ao das armas e as letras de Cervantes no seu Quixote.
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DÍEZ-CANSECO, José (Lima, 1904-1949). Novelista peruano que segue a linha social de Ricardo Palma, nas suas “Tradiciones peruanas”. “Suzy” (1929) é unha novela curta que reflexa as experiências do autor e que narra um amor adolescente. Totalmente diferêntes seríam as obras seguintes, por exemplo, “Estampas mulatas” (1930), série de esboços realistas que abarcam unha variáda gama de situaçóns e de histórias do “Perú costeño” e provinciano. “El gaviota” e “Kilómetro 83”, som as melhores das dez narraçóns sobre as comunidades chinêsas, que se desarrolham entre negros, sacerdotes e criminais. Algunhas destas narraçóns aparecerom por primeira vez em “Amauta”, onde xá afloraba a maestría do autor para descreber o ritmo do discurso e as costûmes dos abandonádos do seu país. César Miró pensa que Díez-Canseco é o mais criolho dos escritores peruanos, xá que as suas obras estám cheias de vivacidade, enxenho e malicia. As observaçóns mais profundas sobre a vida limenha podem encontrar-se nestas obras e nas de José Fernando (1903-1947). “Duque” (Santiago, 1934) é unha chispeante sátira sobre a alta sociedade limenha, da qual el mesmo era membro. As suas “Obras completas” aparecerom em 1949.
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DÍEZ-CANEDO, Enrique (Badajoz, 1879-1944). Poeta posmodernista. Foi também o melhor crítico literário do seu tempo. Colaborou no “Diario Universal” e como crítico teatral no “El Sol”. A partir de 1939 exiliou-se em México, onde foi professor da Universidade Nacional. A sua poesía recebeu a influênça de Darío, Verlaine e Jiménez e publicou-se em “Versos de las horas” (1906) e “La visita del sol” (1907). Mais orixinais som “La sombra del ensueño” (1910), “Algunos versos” (1924) e “Epigramas Americanos” (1928). Xá no exilio, publicou “El desterrado” (México, 1940). Os seus artígos xornalísticos están reunidos em “Conversaciones literarias” (em várias series) publicadas nas “Obras completas” (1964-1965). A sua crítica teatral está reunida em “El teatro y sus enemigos” (México, 1939). “La nueva poesía” (1941), “Juan Ramón Jiménez en su obra” (1944) e “La poesía francesa del romanticismo al superrealismo” (Buenos Aires, 1945) recolhem os seus estudos sobre poesía.
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Houbo alguns médicos segundo os quais, para ser perfeito, o médico debe padecer todas as enfermedades, antes de que poida emitir um xuízo perfeito sobre elas. E non parece de todo absurda a opinión (aínda que entón melhor sería non ser médico), pois ¿como vai pronunciar-se correctamente sobre a dor, quem nunca a sofreu? Diagnosticamos e curamos melhor, nos outros, as dores e doênças que xá experimentámos em nós mesmos. ¿Como entón, um cego ou alguém com defeitos de visón, vai dar um xuízo xusto sobre as côres, assím como alguém duro de ouvido sobre os ruídos, ou um paralítico sobre as qualidades tácteis? Por tanto, o que queira xulgar com perfeiçón, sobre as côres debe ver bem, e ouvir bem o que o faga sobre os sons, ter bem o tacto quem o faga sobre as qualidades tácteis, bem o gosto quem o faga sobre os sabores, mover-se bem quem sobre o movimento, dixerir bem quem sobre a dixestón, ter boa sensibilidade para a dôr quem sobre a dôr, imaxinar bem quem sobre a imaxinaçón, recordar bem quem sobre a memória, entender bem quem da intelecçón. De outro modo, como afirma Galeno, será navegante de libro, que, seguro, sentado num banco, pinta à perfeiçón portos, escolhos, promontorios, Escilas e Caribdis, e que, nunha palabra, goberna a nave com mêstria a través da cozinha ou encima da mesa, mas, se se fái ao mar e lhe confías o lême de unha trirreme, a espatelará contra as rochas, as Escilas e as Caribdis, que antes tán bem conhecía. Será como aquel que, na praça grita que perdeu o burro e o cán, descrebéndo-os com os seus sinais próprios, mas, se os tivéra diante, nos os reconhecería. E por esta razón se afirma que Cristo Nosso Senhor, quíxo sofrer as tribulaçóns humanas: para que se compadece-se mais, ao ter experimentado as nossas misérias. Pois do pobre se compadece melhor quem algunha vez foi pobre, do cautivo quem foi prisioneiro, nunha palabra, do desditádo quem foi desafortunádo, melhor que o pode fazer em tais casos quem nunca foi pobre, cautivo ou desafortunado.
FRANCISCO SÁNCHEZ
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