DUBLÉ URRUTIA, Diego (Angol, 1877-1967). Poeta rexional chileno. Foi diplomático e viveu fora do seu país desde 1904, até a sua reforma. Os seus poemas alcanzaron um equilibrio entre o romantismo, o classicismo e o modernismo. “Fontana árida” (1953), alberga obras suas escritas desde 1895 até 1952; neste libro encontram-se também “Del mar e la montaña” (1903) e “El caracol” (1903), selecçóns da sua obra. Em “Veinte años” (1898) estudou a literatura chilena.
D’SOLA, Otto (Valencia, 1912). Poeta venezolano, colaborador da revista “Viernes”. Os seus libros “Acento” (1935), “Presencia” (1938), “De la soledad y las visiones” (1941) e “El viajero mortal” (1943) som imaxinarivos e sensuais. Utiliza técnicas surrealistas, mas non é a dominante do seu trabalho a perfeiçón formal, senón a emotividade da poesía. Editou unha importante “Antología de la poesía venezolana” (1940, dous vols.).
DROGUETT, Carlos (1914). Novelista e contista chileno obsessionado por temas de violência e morte. É autor prolífico cuxas simpatías se decantam para as clásses trabalhadoras e os estudantes de esquerdas. “Sesenta muertos en la escalera” (1953), ganhou o Premio Nascimento. O tema da obra é a masacre de estudantes cometida pola polícia em 1938. “Eloy” (Barcelona, 1960) é um monólogo bem construído, inspirado em Proust, que trata da última noite do condenado à morte Ñato Eloy, um bandido. “100 gotas de sangre y 200 de sudor” (1961) é unha recreaçón literária da conquista de Chile narrada com toda a força e o horror que a acompanhou. “Patas de perro” (1965), conta a história do inválido Bobi, com quem cada leitor se sente identificado. “El compadre” (1967) trata de Ramón, alcohólico, que tem por amigo e companheiro a um santo da igrexa. Non obstânte, a axuda divina falha e continua caíndo no vício. A melhor das suas novelas posteriores é “El hombre que había olvidado” (Buenos Aires, 1968), cuxos principais protagonistas som Mauricio, a sua noiva La Rubia e um assassino psicópata que se ensanha com os bebes. O medo e a desesperança do home som os temas xerais da obra de Droguett, que publicou as suas narraçóns curtas em “Los mejores cuentos de Carlos Droguett” (1967).
DRAGÚN, Osvaldo (1929). Autor teatral arxentino que experimentou exitosamente com temas clássicos “La peste viene de Melos” (1956), e temas indígnas, “Tupac Amaru” (1957). O crú realismo de “El jardín del infierno (1959) desarrolhará-se em dramas mais subtís como “Y nos dijeron que éramos inmortales” (1962) e “Milagro en el mercado viejo” (1963). “Heroica de Buenos Aires” (1966) ganhou o Premio Casa de las Américas. Um volûme do seu “Teatro” apareceu em 1965.
DOZY, Reinhart Pieter Anne (Liexa, 1820 – 1883). Arabista holandês especializado na Espanha musulmana cuxas obras preparatórias incluiem unha ediçón da “History of the Almohades” (Liexa, 2ª ed., 1881) e o “Scriptorum Arabum loci de Abbadidis” (Liexa, 1846-1863, três vols.) de al-Marrâkushî; “History of Africa and Spain de Ibn ‘Idhârî” (Liexa, 1848-1852, três vols.); “Historical commentary on the poem of Ibn ‘Abdûn” (Liexa, 1848) de Ibn Badrûn, e o seu “Dictionnaire détaillé des noms de vêtements chez les Arabes” (1845). A sua obra magna é a “Histoire des mussulmans d’Espagne, jusqu’à la conquête de l’Andalousie par les almoravides, 711-1110” (Liexa, 1861), completada por “Recherches sur l’histoire et la littérature de l’Espagne pendant le moyen âge” (Liexa, 1849, dous vols.; 3ª ed. rev., 1881). Esta última é um maxistral análise da inconsistência das crónicas com respeito ao Cid; mostrando, ao mesmo tempo que destrói as lendas a um Cid, muito menos aceitábel que o que defendem os espanhois. R. Menéndez Pidal, óbsta a Dozy na obra mais importânte que se escrebéu para refutar as teorías do holandês: “La España del Cid” (1929, dous vols.). A obra de Dozy no campo da filoloxía foi também âmpla; culminou com o “Supplément aux dictionnaires arabes” (Liexa, 1877-1881, dous vols.) e com a publicaçón do libro que escrebeu em colaboraçón com W. H. Engelman, “Glossaire des mots espagnols et portugais, dérivés de l’arabe” (Liexa, 1866). Também editou os “Analectes sur l´histoire et la littérature des arabes d’Espagne” (Liexa, 1855 – 1861, dous vols.) de al-Maqqarî e, com “De Goeje, la Description de l’Afrique et de l’Espagne” (1866) de al-Idrîsî e o “Calendrier de Cordoue de l’année 961” (Liexa, 1874). Tivo menos êxito como divulgador em “Het Islamisme” (Haarlem, 1863) e “De Israeliten te Mekka” (Haarlem, 1864), âmbos de carácter polémico.
DORMER, Diego José (m. 1705). Foi cronista dos feitos ocurridos em Aragón a partir de 1677, continuando os “Anales” (Zaragoza, 1663) de Uztarroz. Só foi publicada a primeira parte da sua obra, “Progresos de la historia en el reino de Aragón” (Zaragoza, 1680), que trata fundamentalmente da vida de Jerónimo de Zurita. As suas últimas obras forom “Discursos varios de historia, con muchas escrituras reales antiguas” (Zaragoza, 1683) e “Anales de Aragón desde el año MDXXV hasta el de MDXL” (Zaragoza, 1697). Os seus escritos som detalhados e precisos e o seu estilo é natural e sinxélo. Também é autor de “San Laurencio defendido” (1673).
DORADO, EL. Lugar de riqueza inimaxinábel que, segundo os mais antigos exploradores do Amazonas, está localizado perto da rexión do Rio da Xungla. O mítico rei Manoa estaba, segundo as lendas, coberto primeiro de azeite e depois de pó de ouro. Muitas das expediçóns espanholas e inglesas, partíron com a esperança de encontrar o mítico lugar. Por extensón, o epícteto refére-se a qualquer lugar que esconda fabulosos tesouros, ouro e ricas pedrarías.
Um conhecimento perfeitíssimo requere, por tanto, um corpo de perfeiçón. Sexa esta a razón definitiva: tudo o perfeito compráze-se com a perfeiçón, é xerádo polo perfeito e mediante a perfeiçón. ¿Que há mais perfeito que a perfeiçón? Foi feita polo único ser perfeito, pola perfeiçón mesma. Deus. ¿Por qué meio? Pola sua perfeitíssima potência, a única que é perfeitíssima, xá que é a única infinita, pois é Deus mesmo. Todas as demais cousas que tenhem um maior gráu de perfeiçón estań feitas por outras desse mesmo gráu. O que fazem os corpos celestes non podería ser feito por algo menos perfeito. Razón de tudo isto: de algunha maneira, o “axente” sái de sí e passa para o “paciente”. Tudo, em efeito, quere transformar as outras cousas em sí mesmo, e non pode fazê-lo sem comunicar-se a elas. E, ao fazê-lo, sofre a oposiçón destas, as quais, intentam conservar-se no seu próprio ser (o que é também connatural a todo ente, de onde vem aquilo de querer converter em sí mesmo as outras cousas, para evitar que chegue xamais o próprio fim), em parte resistência e em parte querendo à sua vez converter ao outro. Extendem e exercem quanto podem a seu poder sobre o axente e imprimen-lhe a sua forza; mas, ao ser menos fortes que el, resultan vencidas na contenda e vem-se obrigadas a seguir a sua bandeira, assim como a insertar-se nele, renunciando à sua primitiva inclinaçón.
Unha vez chegou un cura novo a unha parroquia, e o sacristán contoulle que a xente de alí era moi descrida. Entón dixo el: —Cala, que habemos facer unha cousa para asustalos. Conque o domingo mandoulle ao sacristán que se puxese nunha trabe da igrexa cun tizón aceso, e el comezou a misar. Cada vez que o cura dicía “refunga, Deus”, o sacristán rañaba no tizón e saltabam tantas charetas que a xente agrimaba co medo. Mais unha vez as charetas non saltaron. Entón o cura berrou: —¡Refunga, refunga, Deus! E o sacristán contestoulle: —¡Refungo eu, que queimei os dedos!
HÉRCULES DE EDICIONES – PISÓN, X.; LOURENZO, M.; E FERREIRA, I., 1998: CONTOS DO VALADOURO, ED. A NOSA TERRA, VIGO.
Publicada a sua obra-prima “O mundo como vontade e representaçón”, Schopenhauer pensou que o seu triúnfo sería glorioso. Os leitores, filósofos ou non reconheceríam a sua grandeza, polo que, fíxo o melhor que podía fazer, unha gratificante viáxe por Itália, que viría a repetir em 1822. No entanto, o tempo passava e todos permanecíam calados. Depois de regressar ao país das trevas, decidíu dar clásses na Universidade de Berlim, como docente externo, pago pelos mesmos alumnos. No Inverno de 1820, anunciou as suas aulas baixo o título de “Filosofia exaustiva ou doutrina da essência do mundo e do espírito humano”. Na época da plena maturidade (entre 1820 e 1833), viaxou a Itália por segunda vez, e ao voltar, abandonou Berlim, para se estabelecer em Frankfurt. Os anos passavam e o filósofo sentía-se cada vez mais decepcionádo com a catadura intelectual dos seus paisanos. Atormentáva-o a ideia de ter criádo um sistema perfeito de filosofía, que demasiádo poucos era capázes de entender. Ainda assim, sabía que a verdade é coxa, mas algunhas vezes acaba por chegar.
Ponho de parte algúns scépticos, o tipo honroso na história da philosophia: quanto ao resto, ignoro as esixências primárias da probidade intelectual. Todos fazem o que as mulheres, essas grandes enthusiastas, esses animais maravilhosos, que tomam logo os sentimentos “bellos” por argumentos, o “peito levantado”, por um folle de ferreiro da divindade, a convicçón por um “critério” de verdade. Ao termo dos seus dias, Kant, na sua innocencia “alemán”, procura tornar scientífica, sob o conceito de razón práctica, esta forma da corrupçón, esta falta de consciência intelectual: inventou expressamente unha razón “ad hoc”, em cuxo caso non tem unha pessoa que acupar-se da razón, isto é, quando a moral, quando a sublime esixência “tu debes” se faz ouvir. Se considerarmos, que em quase todos os pobos, o philosopho non passa do desenvolvimento do tipo sacerdotal, non surprehende esta herança do sacerdote, esta falsa amoedaçón ante si mesmo. Quando se tenhem deberes sagrados, por exemplo, tornar os homes melhores, salvá-los, redimí-los, se traz a divindade no peito, quando se é o porta-voz dos imperativos supra-terrestres, se encontra alguem com semelhante missón, fora de todas as avaliaçóns puramente conformes á razón –santificada unha pessoa por semelhante tarefa! Tipo de unha xerarchia superior!… Que importa a sciência a um sacerdote! Encontra-se excessivamente alto para ella! — E o sacerdote “reinou” até aqui! Era elle quem determinava os conceitos “verdadeiro” e “falso”!
Nesta perspectiva, o universo apareceu espontâneamente, começando em todos os estados possíbeis, a maioría dos quais correspondem a outros universos. Mentras que algúns dos ditos universos som parecidos ao nosso, a grande maioría resulta muito diferênte. Non diférem tán só em algúns detalhes, como por exemplo em se Elvis Presley realmente morreu xovem. ou se os nabos se comen ou non como sobre-messa, senón que diférem inclúso nas leis aparentes da natureza. De feito, existem muitos universos, com muitos conxuntos diferêntes de leis físicas. Há xente que fai um grande mistério desta ideia, denominada às vezes “multiverso”. Mas, no fundo, non se trata mais que de unha forma diferente de expressar a suma de Feynman sobre historias. Para representar isto, alteremos a analoxía do globo de Eddington e em seu lugar, imaxinémos o universo em expanssón, como a superfície dunha burbulha. A nossa imáxe da criaçón quântica espontânea do universo, resulta entón algo parecída à formaçón de burbulhas de vapor em água fervente. Aparecem muitas burbulhas diminutas, que voltan a desaparecer rápidamente. Essas burbulhas representam miniuniversos que se expandem mas voltam a colapsar, quando aínda tenhem tamanho microscópico. Representam possíbeis universos alternativos, mas non tenhem um grande interesse, xá que non duran o suficiente para que neles se desarrolhen galáxias nem estrelas nem muito menos vida intelixente. Non obstânte, unhas poucas dessas burbulhas crescerám o suficiênte para non voltar a colapsar, continuarám a expandir-se a um ritmo cada vez maior e formarám as burbulhas de vapor que somos capazes de ver. Essas burbulhas correspondem a universos que começam a expandir-se a um ritmo cada vez mais rápido, noutras palabras, num estado de inflacçón.
Esta expressón foi cunhada por Gustav Bergmann, que a utilizou em 1953 para assinalar o protagonismo que a linguaxem tinha na obra de Ludwig Wittgenstein, tanto na sua primeira obra, o “Tractatus Logico-philosophicus, como em “Investigaçóns Filosóficas”. Na segunda, surxe a expressón “xogos de linguaxem” para designar os seus vários usos sociais. A análise da linguaxem e dos seus usos, o que se irá chamar “pragmática”, torna-se o obxecto privilexiádo de estudo no século XX. Practicamente toda a filosofia é afectada por esta abordaxem a partir da segunda metade do século. Richard Rorty, outro destacado autor “pragmático”, difunde a expressón ao titular, precisamente deste modo, “A Viraxem Linguística”, unha antoloxia de textos em 1967.
Depois de estar meditando, tudo o acontecido, entrelazando os feitos do dia em que démos rédea solta à nossa imaxinaçón, elaborando um mural de significádo ecoloxista. Cheguei a escoxitar a maneira de dizer a certa xente que, quando se está elaborando algo criativo, pensa-se únicamente no que nesse momento tu gostas ou enxergas, independentemente da significaçón política que cada um lhe queira dar. Muitos dos que alí estábamos pintando, chegamos a sentir certo constranximento repressivo, debído a certas estructuras craniais de algúns vecinhos que transmitidas pola vía da infância, chegabam até nós. Frases despectivas como: “que vais a pintar aí comunistas”! Insultos do tipo ordinário, ou inclúso unha patada. Sabído é que a infância é a melhor idade para aprender, debido à faculdade da imitaçón. Quando se referíam a nós, non só falavam com as palabras mas também com as caras. As suas caras, deixabam constância do que eles tinham presenciádo. Non comprehendo, como albergabam a valentia de plasmar nas suas mentes obtusas, sentimentos que van alterar a normalidade das suas vidas. Eles, que por natureza só pensam em divertir-se, de que outra maneira poderíam receber unha obra, feita em pleno século XX à vista de todo o mundo. Esperemos, que quando prossigá-mos com o desenho, se nos trate como personas humanas.
G. PASCUAL (PUBLICADO EM “A PENEIRA” – ANO I 1984)
Embora non introduzam qualquer novidade substâncial, as “Meditaçóns” som consideradas por muitos estudosos como a obra-prima de Descartes. Nelas expón lenta e cuidadosamente todo o aparato epistemolóxico e metafísico do “Discurso”, da dúvida à existência do mundo material, passando pelas probas da existência de Deus. Reforçando a sua imaxem pedagóxica, afirmou que tinha escrito esta obra “com o propósito de que as ideias abstractas fossem estimulantes para as mulheres”, algo que naquela altura supunha unha declaraçón de intençóns, até mesmo para um racionalista como ele, que proclamaba abertamente a igualdade das intelixências, pois era óbvio que a maioria das mulheres carecia de acesso à cultura. Com o aparecimento das “Meditaçóns” surxíu também unha série de virulentas polémicas nas universidades holandesas, onde o cartesianismo começaba a correr como pólvora. A primeira delas, em Utrecht, apanhou Descartes a meio de unha feroz discussón sobre a predestinaçón. Segundo Gisbert Voetius, um influente teólogo protestante, o voluntarismo do novo filósofo era perigoso porque questionava a omnipotência divina e identificava-se com a doutrina arminiana do libre arbítrio, prohibída oficialmente anos antes na Holanda.