Arquivo por autores: fontedopazo

ASTRONOMIA

               Nós que sabemos, que a vida é mero producto do azarento acaso.  E que quem manda sobre as nossas cabezas é o Caos Universal da nái Natureza.  Pelo que non podemos deixar de sentir profunda preocupacion, con o devir. 

                 Os nossos probes cerebelos, nadan entre a presuncion e a temeridade, para intentar penetrar os segredos da “Dança das Esféras” buscando o conhecimento que nos permita escapar á morte deste mundo.  Senon for engulido antes pelo buraco negro de Saxitário, a nossa Galáxia á qual chamamos “Via Lactea”, e é unha mais das oitenta milhons de Galáxias que povoan o ” Universo visibel”, acabará chocando com a Galáxia de Andrómeda, num cataclismo tamanho que fundirá ambas nunha sola, com um único “Buraco Negro” central

                 Cuitada enton da vida na terra, será angustiosamente necessário abandona-la antes, e buscar outro planeta similar a enormes distancias Cósmicas.  Para continuar a vida nele teriamos que levar connosco “As Sementes” de tudo, pois non temos a certeza de que a nái Natureza, sexa capáz de repolas no “Espaço-Tempo” que nos é necessário.  As esperanzas actuais, están centradas no fenómeno celeste conhecido como “Saxitário A*”, no qual parece encontrar-se o “Buraco Negro” do centro da nossa Galáxia, dum tamanho cinco milhons de veces maior que o Sol.  Xerando com o atricto da sua rotacion unha enorme luminuosidade no centro da “Via Lactea” na constelacion de Saxitário.  Os “Buracos Negros”, algums deles “Supermassivos”, que abarcan milhons ou íncluso miles de milhons de veces o tamanho do nosso sol, estan no nucleo das Galáxias tragando as estrelas que vai xuntando no seu redemuinho, com os  respectivos sistemas planetarios e gás, incesantemente durante miles de milhons de anos

                  Ademais de caníbais, os “Buracos Negros” tamen nos abrem a possibilidade de escapar deste mundo, através do”efeito gravitacional da dilatacion do tempo”.  Xunto á superfície  dum corpo que colápsa, em menos de um segundo, poderiamos percorrer miles e talvés milhons de anos, facendo viaxes mais rápidas que a luz.

                   Unha nave espacial, que fora enviada ó “Buraco Negro” seria tragada pelo campo gravitacional, o qual se comporta como um rio de luz que anula o tempo.  Se acaso fora tal como para resistir a forza das “Mareas” , que trataran de despedazala em mil pedaços, com temperaturas no borde exterior do disco superiores a 10.000 ºK, e o gás brilhando com luz de “Raios X”. Podria se resiste, introducirse no “Buraco Negro” em poucos segundos (do tempo do navio, que para um observador  distante, transcurriria um tempo muito maior).  Os campos magnéticos acelerarian a matéria, entrando enton num “Buraco de Gusano”, que a lançaria a distancias “Espaço-Temporais” incomensuráveis, nunha porcion de tempo muito pequena, acabando por sair por um “Buraco Branco”.

                Esta é a maravilhosa possibilidade, de navegar distancias infindas, que doutra maneira non estarian permitidas percorrer em tempo milagrosamente tan pequeno.

                   Oxalá, que poidamos aparecer nos confins do Universo, como “Superman” escapando da morte.

Léria cultural

 

 

NUX VOMICA

              Nux Vomica é um remédio Homeopático que todos os dias precisan decenas de miles de pessoas em muitos lugares.  Este extraordinario remédio é o extracto diluido da nóz vómica. Se bem ésta nóz é muito tóxica e causa numerosos síntomas, que van desde vómitos até reaccions nervosas, passando pelos calambres, o remédio homeopático é completamente seguro.   É unha formula extremadamente diluida do extracto de nóz vómica tan rebaixada da qual parece que somente queda a frequencia vibratoria da pranta, non ficando aparentemente nada de material nessa disoluccion.  Nésta forma podese tratar numerosas dolencias, tais como progulemas dixestivo-intestinais e de insómnio, alerxias, quimioterápia, infeccions urinárias, hipo, calambres, envenenamentos alimentários, estrenhimento, desintóxica o figado, calma os nervos e ainda cura as resacas.  

            Um doente de quarenta e um anos que padecia tanto ardores de estómago como insomnio.   Antes de vir á consulta, xa tinha passado por toda unha série de terápias convencionais, inclusive os medicamentos para o ardor e grande numero de somníferos.   Tamen tinha estado nunha clínica para o sono acreditada em todo o mundo, onde o trataron contra o insómnio sem lograr grandes resultados.

            Este Cliente axustava-se ó perfil do que em medicina Homeopática se chama “Personalidade Nux Vomica”.   Ademais de simpático e extrovertido, era um home de negócios esixente, todos eles prósperos e que lhe gostava estar sempre ocupado.  Assimmesmo era um grande bebedor, outro dos rasgos do tipo “Nus Vomica”.   Emocionalmente costumava irritarse e por-se impaciente, enfadando-se com certa facilidade.

             A “Nus Vomica” causou nele unha reaccion incríbel.  Quando a tomou, os ardores de estómago baixaron muito em frequencia e intensidade.   E o insómnio deixou de ser um tormento, por fim tinha conseguido unha noite de sono profundo.

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LACHESIS

         Vamos entrar com realidade máxica neste sorpreendente mundo da Homeopatia, alicerçada na máxima filosófica de que “O Semelhante, cura  O Semelhante” e apalancada pela práxis triumfante das vacinas em que pequenas dósis duma doença reforzan o sistema inmunolóxico, evitando desta maneira que ela apareça.

           Em 1828 o Doutor Constante Hering, botánico e Homeópata que andava estudando prantas pela Europa, tinha ouvido falar da lenda dunha xigantesca serpe venenosa chamada “Serpente de cascabel muda” (Lachesis muta), que morava nas selvas tropicais da América.   Os nativos asseguravan que o veneno era tan mortal, que unha só gota podia matar um home; Ademais, esta cobra tinha-se forxado unha senhora fama; segundo os habitantes locais, a Lachesis Muda non só era muito agressiva, senon que tamen unha feroz potectora do seu território.

             Quando Hering tivo a oportunidade de viaxar a Sudamérica, quixo sobornar algums paisanos para que lhe axudaran a capturar a mortífera fera.   A sua oferta foi declinada por todos, de feito os indios pensavan que o Doutor estava mal da cabeza.  ?Porque iva alguem querer apanhar unha peste déssas?   Non obstante, o pensamento de Hering era outro.   Se o veneno dunha serpente Lachesis podia causar os síntomas  da doença mortal, talvés a mesma substancia diluida até facela quasi desaparecer, podria convertirse num remédio Homeopático que curaria emfermedades humanas com síntomas similares.   O Doutor foi aumentando paulatinamente a sua oferta, até que os gaxos finalmente aceitaron e por fim avançou a caza da preciada “Lachesis muta de ouro”.    Hering estava sacando o veneno, unhas poucas gotas salpicaron a sua pel, os que estavan com el virono desplomarse instantaneamente e estivo así inconsciente durante vinte minutos.   Quando voltou a si non recordava nada do sucedido (esperamos que non se tivera esquecido de pagar).

            O grande Doutor Hering, seguia elocubrando sobre o veneno da Lachesis, totalmente convencido de que alí estava um novo remédio Homeopático eficaz.   Hoxe em dia, graças ós seus contínuos esforzos, “Lachesis” é um dos mais importantes remédios no tratamento dos desiquilibrios hormonais, de transtornos na circulacion, transtorno bipolar (em muitos casos maníaco-depresivos) e tamen no alcoholismo (a personalidade “Lachesis”, costuma por-se agressiva quando bebe, tanto verbal como físicamente e lanzar insultos e graves acusacions.).

           Como ocurre com outros remédios Homeopáticos, “Lachesis” resultou ser mais efectivo em pessoas de um tipo concreto de personalidade, normalmente xente muito intensa e suspícaz.   A sua agressividade procede da ira que levan acumulada, e parecen estar preparadas para arremeter contra alguem em qualquer momento, igual que a serpente de cascabel muda.   Ás veces son muito possessivos, dedicanse a vixiar a outras pessoas e desexan  ardentemente as propriedades materiais.   Se alguem intenta penetrar no seu territorio, cuidado, porque podem atacar (outra caracteristica da serpente).   Se nona toman com um num momento de enfado, tomaran-no mais adiante, porque atesouran a vinganza.   Os doentes que precisan “Lachesis” tamen son ciumentos e invexosos.   Podem atacar físicamente, mas son grandes conversadores, costuman recorrer á agresion verbal para espresar as suas frustracions .   Se nos encontramos num grupo amplio de xente e unha délas é em especial loquaz, talves sexa do tipo “Lachesis”.   Se alguem intenta falar algo, a “Lachesis” seguramente o fará calar, porque necesita que o escuten a el e sabe que facer para tal.   Inclusíve, se lhe din que tem que marcharse, é possivel que nem sequer se dé por aludido e siga falando.

            A personalidade que requere este remédio tem outras caracteristicas sinaladas, nunca levará “cuello alto” porque non pode soportar nada arredor do pescoço, ó igual que non pode aguantar que ninguem lhe toque.   Novamente, isto recorda a serpente que sempre trata de protexer o pescoço.

            A última nota de interés sobre o tipo de personalidade “Lachesis” é que tem medo das serpentes.

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ARGUCIAS D’UM VIAXANTE DESAFORTUNADO

1CONVIDADO PARA UM CASAMENTO EM CUBA

           Toda esta magnífica confusion se xerou, quando os seus amigos da Ialma tiveron a superior lembranza de o convidar para unha “Lua de mel” na Habana.   Superdotado com quatro tins, que mais útil lhe serian os quatro canudos evacuatorios dos mesmos, recibia de frente o bafo cálido-carnal da superlativa exuberancia da natureza Habanera.  

          Lhanamente, como todo Home bem nascido que actua sem doblez, e é inmediatamente calificado pelo diccionário da língua como “Inxénuo”, sentia como sociólogo que era um sano interes pelas cousas das xentes e do país, e manifestava curiosidade por ver e preguntar, entrando desta maneira nunha guerra aberta com a “realidade”  circundante, que tinha outros obxectivos bastante-muito mais prácticos.

2 DURA PRESION XINETARIAL

          Quando arribamos pelas alturas ó “Arranha Céus” do hotel Sheraton da Habana, e vimos a enorme meia lua de xentes vocíferantes que rodeava a porta do hotel, esperando que algum íncauto saíra para lhe saltar encima. Decidimos, como qualquer túrista “anglo-saxon) bem axuiciado e prudente, non sair do nosso refúxio e aproveitar para descansar e recuperar o sono perdido.   Mas quando chegaron as oito da manhan, começou o telfone a tocar,  nós mortos de sono colhiamos o aparato infernal e nada, passados momentos tornava o telfone a martelar inmíserecorde os nossos pobres cerebelos, pois para non partilo pensamos descolgalo. Passados escasos minutos, começaron a aporrear a porta, e non paraban mais, pelo que non houbo mais remédio que levantarse e ir para a piscina, constranxedoramente disgustados.

        Na Fermossissima Baracoa, acordamos todos ir de longada, saimos valentemente do castelo, no qual viviamos como xóias resguardadas , e fomos sinxelamente dar unha volta polo povoado.  Á nossa espera, estava toda a  “Procesion da Senhora das Angústias de Guilhade”, a qual con nós á cabeza desfilou  por todos os recovecos do paraíso..   Mas heis que de repente xúrdiu á nossa frente a ínesperada salvacion, unha Farmácia fresquinha e acolhedora, ó abrigo da qual aproveitamos para repor forzas ás nossas anchas, sem esquecer de abastecernos do  indispensável “PPGEN”,  que  reforzava as potencias sexuais e ainda porriba era bom para o colesterol (tudo isto mentras os funcionários da farmácia rian a perna solta).

3 MÉTODOS POUCO CONVENCIONAIS

         Bom, vistas as circunstancias, o nosso amigo tomou a decision de facer-se passar por cubano, adoptando como non podia deixar de ser a pronunciacion característica do “pero hermano”, mas o resultado non foi nada reconfortante, a cousa maniféstamente non colava.   Foi enton que para superar as dificuldades, o inxénio se vai agudizando e soltando chispas, mas por fim se alumiaron as trévas,, com unha soberba transmutacion alquímica em surdo-mudo.   Tal como o intérprete de Baraco-Bama, desatou a facer xestos sem sentido, cada vez que era interpolado na rua.   Poren as bem organizadas falanxes populares non se enganan tan fácilmente,  a farsa non chegaria lonxe, e acabaria levantando a indignacion xeral contra el, marcharon  ráudos e veloces em busca dum surdo-mudo verdadeiro para o comfrontar com este malvado..

      “¿¿PERO HERMANO, COMO NOS PUEDES HACER ESTO ??”

4 ANTECEDENTES DO FEITO

         Sentiu como um escalofrio no espinhazo, quando  viu no coche do cura as fotocopias das suas cartas, animando ós presos da resistencia galega detidos em madrid, a que perseveraran nos seus ideais e afrontaran com regignacion as penalidades presentes.  ¿Suspeitaria acaso  o cura do seu sacristan?, ¿ou quereriq assumir o desgosto secretamente, com benevolencia e conmiseracion para com esta louca xuventude?  ¿Ou ainda, convencionalmente dixera “non é mal rapaz,son as malas companhias”, “xa me encargo eu del, non se preocupen”?, tudo para librálo das garras ,ínquisitoriais.

Léria Cultural,

CRÓNICA D’UM VIAXE PASSADO

           A SERRA DE ÁGRA

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                                          CRÓNICA D’UM VIAXE PASSADO

     Foi na páscoa do ano dous mil catorce, a minha amiga queria ir a Guimarans, o meu amigo pretendia descansar durante um dia de pracenteiro viaxe, o seu irman mantinha unha neutralidade discreta e a vontade da nena, sinceramente nunca se tivera em conta.   Pelo que confeso, que mais unha vés acabei abusando das suas infinitas paciencias, adentrando-os num itenerário sumamente catastrófico, dereitinho cara á Serra de Ágra.    

        Como todos os viaxantes precavidos acabamos partindo demasiado tarde na direccion de Ribadávia, para visitar a Bodega do Emilio Rojo em Arnóia, que  segundo a “Prensa Local” raras veces aparece por alí, quedamos desta maneira sem unhas botelhas d’ouro da terra, sol que quentara os nossos corazons.

       Tomamos sem perder mais tempo, raudo o rumo cara ó objectivo primeiro desta nossa andanza, que era nem mais nem menos que fotografar o “Labirinto Pétreo” de Louredo, antes que as hordas “euro-peias” cheguem ó lugar.  Mas é aquí que um impedimento de forza maior, botou abaixo todo o nosso sublime proxecto, !!Xa é a unha da tarde, e a pequena tem que comer!!

      !! Maldicion !!, alá vamos pobres de nòs, meternos aceleradamente na boca do lobo da negacion do òcio, vulgarmente mentada como “negocio turistico”.    Atravessamos despiadadamente pela remota fronteira de San Gregório toda a Serra de Agra, para chegar ó balneário de Melgaço, com a secreta esperanza de que ainda quedara algum cabrito para nós.    Aquilo era o mais parecido ó inferno de Don Simon (O Estagírita), e para colmo de males ainda habia feira porriba, os carros e as xentes eran tantos e tamanhas que non houbo cabida para estes confusos pecadores da gula.    Enton resolutamente, quase de motus instintivo abrimos um trilho xentílicio até ó mercado municipal, alí onde em tempos pretéritos habiamos disfrutado de Lampreas e Grandes Vinhos, sem pensar nas surpresas que o tempo e o desarrolho das “Civilizacions” que tudo o derrumban nos poden deparar.

         Estava tudo cheio, mas milagrosamente alá conseguimos sentarnos á mesa.   Eu que son um Santo Baron Gaélico, sempre sorridente e amante da concordia, levado pelas iras da perplexa íncredulidade, fixen o probe empregado de mesa abrir quatro garrafas de vinho caro, todas elas estragadas pelo tempo e o calor da sala que nada respeitaron.    O tan afamado “Cabrito da Serra de Ágra”, que teóricamente pasta pelas agréstes cumes do monte, non voara a grandes alturas precisamente, inclúso despertou a repugnancia xeral pois fora manifestamente mal depilado, tudo por culpa das  nefástas présas

      Bom, mais tarde, xá bastante mais sossegados e entrados em beatitude, encaminhamos os nossos passos ó mundo do silencio, da tranquilidade da boa vida e da conversacion fraternal.

         Todo um heroico dia, da vida de feras xentes, que finda no recolhimento confuso da poderosa névoa do convento de Fians.

Léria Cultural.

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CELIDÓNIA

.                       Graças a unha hervinha ventureira, que tem um leite cor de laranxa e sabor amargo de fel, salvei eu a minha vida de médicos e mortandades.

.                       Tudo começou quando repunha no seu lugar unha pedra arrancada por unha besta mecânica que passou polo caminho do Búcio, de súpeto sentin um monton de picadelas indiscriminadas, propinadas por furibundo enxame de vespas.  A minha central de processo de datos, sacou a informacion de liscar escopeteado.

.                       Nestes casos, eu tinha sempre preparado um remédio de emerxencia, que consistia em despectivamente mexar sobre as feridas, e que sempre até enton me dera excelentes resultados.  Mas desta ves a cousa complicou-se, despois de orinar um dia enteiro sobre o dedo, a doença non remitia, mais bem se exacerbou de tal maneira, passando a inchazon do dedo para a man, e traspassou a fronteira do pulso para invadir o brazo.  Com a agravante, de que a falta de hixiene do dia anterior, fixo brotar no lugar da picadura um demoníaco ser chamado herpes.

.                       Quando a alarme saltou, xa non se podia recorrer á Bruxa, pois foran todas mortas pelos cristianos, a última que pervivia oculta nas Chans do Campo do Mouro, non foi quem de vencer a idade e acabou tamen por fenecer coitada, e com ela toda a sua sapiencia.

,                       Bom, aí, confesso que xa estaba disposto a visitar o feiticeiro branco, que mora alá nas Urxencias.  Mas querendo evitar a exposicion pública desta feia maleita e tamen a super-dose de droga que consequentemente me irian espetar, acordeime  da sempre amiga Celidónia, e dixen eu cá para os meus botons, esta gaxa é muito capaz de matar dum só golpe toda esta caca.

.                       Efectivamente.  Ela, parou o alastramento da inflamacion galopante, e cabalitada sobre as costas do fedorento herpes xa nono deixou respirar.

.                       E, digo eu, como poideron os nossos agudos proxenitores, que foron capaces de trocar os móveis de madeira pela formica, e de cambiar o couro pelo SKY, e para os quais o “Anis del Mono” era unha das “SETE MARAVILHAS DO UNIVERSO”, deixar desaparecer todas estas Sabedurias Ím-píricas (dos palabras).

Eira Comunal.

 

 

 

 

O SERAN NA ALDEIA

.                 -O carbalho do Galheiro, tem a folha revirada.                           .  .               -Que lha revirou o vento, unha manhan de xeada.

.                -Principia esta divagacion, adentrandose na “Corte na Aldeia” de Francisco Rodriguez Lobo, continuando através de Antonio Nobre, para terminar na “A Cidade e as Serras” do nosso Éça de Queirós.

.                 -Minha nái deume unha tunda, co aro d’unha peneira.                    . .                 -Tenha vergonha mi madre, que vem a xente da feira.

.                 -Seguidamente entroncando com a larga tradicion dos reis suevos, a corte Portuguesa trasladouse a Sintra, para non ser menos e escapar á xatice das cidades.  Nos seus “Eidos” rurais, evitavan muitas das maçadas que comporta o viver  prali todos amontoados.

.                 -Paxarinhos que alegres cantais, polas polas dos loureiros                .                 -E subides polos amieiros, pra buscala rainha da luz.

.                 -Escondemo-nos pelos “Grandes Sertoes Veredas” do Brasil adentro, para cair como reis pequenos nas  grandes “Rozas”, “Facendas” e “Enxenhos” dos “Coroneis”.  Alí onde se vivia á perna solta á sombra benigna da bananeira.

.                 -Eu queriame casar, minha nái non tenho roupa.                 .   .        .                 -Casa minha filha casa, que unha perna tapa a outra.

.                 -Nos serans comunais, onde a festa se fai, non se compra.  Alegran as almas desparramadas por milhares de aldeias remotas, tan dispersas e perdidas que algunhas  delas chegam a chamarse “Extra-Mundi”.

.                 -Verdes prados. Verdes campos, odes da minha paixao.               .   –  .                 -As andurinhas nao paran, unhas voltan outras nao.

.                 -Talvés me engane, mas penso eu, que grande parte da nossa riquissima cultura popular, brotou destes fecundos fervideiros, onde as xentes se reunian á noitinha despois de trabalhar no campo.

.                 -Meu amor disse que eu tinha, unhs olhos como gaivotas.             ….              -e unha boca onde começa, o mar de todas as rotas.

.                 -Músicas, contos e cantigas, xurdiran da super frescura natural.  Facianse os serans nos dias de namoro, que eran as terças, as quintas e os sabados, despois de comer, no vran nas eiras, d’inverno nas lareiras.

.                 -Sei quel um dia virá, assim muito de repente.                   . . . . . . . .                 -Como se o mar e o vento, nascessem dentro da xente.

.                 -Havia unhs ritos tradicionais, que obrigatoriamente se seguian, para garantir que todos participassem nas danzas em plano de igualdade, para que as preferencias particulares non turbaran o disfrute comun.

.                 -Rebola o pai, rebola a nái, rebola a filha.                                   ……            -Eu tamen son da familia, tamen quero rebolar.

.                 -Estas verdadeiras confraternizacions dum povo vivo, que ás veces terminavan em peleeiras (con mortos inclúso), eran unhs formigueiros incontrolaveis do xénio popular aos quais debemos muito todos.

.                 -Unha noite no muinho, unha noite non é nada.                        …….           -Unha semaninha enteira, isso si que é muinhada.

.                 -A moderna sociedade franquista, non vacilou em empregar abertamente a violencia das forzas de orden público, num intento desesperado do colonialismo cultural, para esmagar a forte cultura tradicional dum povo Atlantico.  Modificando a viva forza as formas de vida, e a organizacion arcaica fortemente arraigadas na alma das nossas xentes.

.                 -Abaixo pandeiro roto, arriba manta furada.                                  …               -Os amores que hei contigo, para min non valen nada.

.                 -Ainda que a nossa Cultura, acabou gravemente ferida destas guerras vandálicas, non conseguiron erradicala totalmente da face da peninsula. Agora, esperemos que estas “Coelhadas”, non logren “Encavacarnos” definitivamente.

.                 -Eu agora sou velhiño, acabado de morrer.                                   …..             -Olha bem para os meus olhos, ande voltar pra te ver.

Eira Comunal.

 

QUE SE PODE FACER?

.                -Gofman:     “Reclamo, como qualquer cidadan razoável a construccion de centrais a carbon ou a fuel que sexan limpas porque sei que o é possivel, quer por meio da recuperacion de afluentes, quer pela transformacion dos combustiveis. Pode-se muito bem por exemplo, convertir o carbon em gás natural, que é um combustivel muito limpo.  Non temos problemas de recursos enerxéticos para os próximos cem anos, temos portanto tempo para tomarmos decisions racionais.  E se reflectimos, chegaremos a unha conclusion; o melhor meio de asegurar as nossas necesidades em matéria de enerxia, de unha maneira non poluente, é utilizar a enerxia solar.  Se a E D F (Electricité de France) e a A E C empregassem unha parte das verbas que lhe son atribuidas para a investigacion, no problema da utilizacion da enerxia solar, haviam de atopar unha solucion elegante muito antes de terem aprendido a xerir os seus resíduos radioactivos ou a resolver os seus problemas de seguranza. Em ves disto, dizem-nos que son precisos cem anos para aprender a utilizar a enerxia solar.  É absurdo, cinco anos chegavam, sem dúvida.  É unha question de decision, non de possibilidades.  Mas essa decision non pode ser tomada porque se investiron enormes quantias na enerxia nuclear e os grupos de pression non estan para perder os seus investimentos.  Xulgo que esses grupos só investiron tamanhas sumas porque a A E C  e outros promotores da enerxia nuclear lhes pediram para o fazer, asseverando-lhes que era bom.”

AS PEQUENAS FUGAS (III)

.         -O incendio na central de Browns’ Ferry por marzal de mil novecentos e setenta e cinco.  Tres enxenheiros americanos, Minor, Bridenbaugh e Hubard, que trabalhavam na division nuclear da General Electric, sendo directores dos programas de controle de dezenas de reactores atómicos, pediron a sua demission em mil novecentos e setenta e seis,  declarando que “Um acidente nuclear é inevitável, é-nos insuportável servir unha industria que é unha monstruosidade tecnolóxica e que ameaza todas as xeracions do futuro”.  .           – Note-se que trabalhavam na division nuclear há vinte e tres anos.

.         -Sobre o incéndio de Browns’ Ferry, dis Gregory Minor: “Eu fui o responsável da equipa que concebeu o sistema de seguranzas múltiples, estabamos seguros de ter trabalhado bem.  Pensava mesmo que tinhamos tomado precaucions exageradas.  Despois, quando o fogo impediu todos esses sistemas de funcionar… foi terrivel.”

.          -A probabilidade de tal acidente era, segundo os especialistas de unha para um trilhon.

AS PEQUENAS FUGAS (II)

.              -Unha catástrofe nuclear em mil novecentos e cinquenta e oito, teria sido provocada por unha explosion semelhante a um vulcan, num armazenamento de resíduos radioactivos enterrados perto dos Montes Urais, proxectou nuvens radioactivas no ceu que se espalharon por areas de centenares de quilometros, afectando milhares de pessoas e provocando a morte  directa de centenares.

.              -A base de submarinos atómicos na Ilha de Osmussar na Estónia, foi totalmente destruida, provocando um abalo telúrico de 4,5 na escala de Richter, o numero de mortos na rexion aumentou seis veces, e oficialmente tamen feneceron na explosion quarenta militares e cientistas.

.              -Italia (Seveso), non dispomos de informacion.

 

 

AS PEQUENAS FUGAS

.              -Encaramos diversas possibilidades- em funcion da forza do vento, conforme chova ou non, etc…

.              -Calculamos que unha fuga brutal do um por cento, espalharia poeiras radioactivas nunha grande superficie, ficando as povoacions expostas  a doses diárias equivalentes á que é autorizada por ano, seria forzoso enton evacuar totalmente as rexions afectadas. a agricultura seria aí impossivel durante dezenas de anos.

.              -Se se producira um acidente deste xénero na fábrica de La Hague, perto de Cherburgo, por muito favoráveis que fossem as condicions metereoloxicas, seria preciso evacuar Paris.

.              -Central de Gundremmingen, mil novecentos e setenta e cinco- fugas no circuito de água que obrigan a unha paraxem no funcionamento do reactor durante cinco meses.

.              -Na mesma central, anos mais tarde descubrese a perda de vapor radioactivo.

 

O PROBLEMA DOS RESIDUOS

.            Um reactor nuclear que fornece mil mega watts de potencia electrica, produce por ano tantos resíduos radioactivos como mil bombas de Hiroxima, entre estes resíduos figuran o Estroncio ou o Césio.  Por cada mil reactores haverá que eliminar por ano, a mesma quantidade de resíduos que produziriam um milhon de bombas de Hiroxima.

.            Primeiramente mergulhavam-nos nos oceanos, mas como se deron conta de que lhos podian roubar, estas operacions foron interrompidas polo perigo de falta de control.

.            Seguidamente passaron a enterralos em minas de sal, fortemente armadas.

.            Por último, como colofon, pensaron que o melhor erá metelos num fogueton e mandalos pro sol.

A “DISSIPACION LENTA”

.           O caminho das particulas radioactivas xa está sobexamente estudado no que dis respeito ao famoso circuito: ” Erva-Vaca-Leite-Crianzas “.

.           Um outro circuito é este:  ” Chan-Raís-Planta “, que torna perigoso o consumo de productos agrícolas contaminados.

 

 

 

A PRODUCION DE ENERXIA NUCLEAR

.              -Os acidentes teran consequencias catastróficas, tanto para a povoacion como para a natureza.

.              -As consequencias de cada erro cometido neste campo, iranse prolongar por períodos que van dos seiscentos anos até aos vinte mil quatrocentos anos .

.              -Os productos radioactivos de fission. como o Estróncio 90, ou o Césio 137, non voltaran a um nível  de radioactividad inofensivo (Um milhon de veces inferior) até passados os seiscentos anos.

.              -O Plutónio, sendo um dos principais sub-productos da industria nuclear, provem da captacion de neutrons polo Uranio 238, ele será o combustivel dos reactores rápidos .   Há fábricas que  producem mais de oito toneladas por ano, podendose fabricar mais de mil e cem bombas de Nagasáqui, que corresponde á radioactividad de cento noventa bombas de Hiroxima.  Um bombardeamento desta fábrica, bastaria para producir os mesmos efeitos secundarios que milhares de bombas atómicas.

.              -Á possibilidades de que um carregamento entre os cento e vintacinco que se faran por ano poidan ser desviados, pois bastan unhs quilos de Plutónio para facer unha bomba atómica.

.              -Se um dos contentores que transporta vinte e cinco quilos de Plutónio se abrira, perto de unha cidade importante, seria liberado um numero de partículas que teoricamente poderian causar quatrocentos e quarenta mil milhons de Cancros de pulmon em tre mil milhons de seres humanos.

.              -Se só unha particular em cada des milhons, viesse finalmente a ser inalada por pulmons humanos, haveria quarenta e quatro mil Cancros de pulmon.

.              -As particulas que caídas no chan poderiam de novo ser levadas polo vento a enormes distancias, incluso de um continente a outro e durante varias decenas de miles de anos, visto que o período  do Plutónio é de vintiquatro mil e quatrocentos anos.

JOHN W. GOFMAN

.                Fisico Nuclear de primeiro rango, escolhido pela Comision de Enerxia Atómica para calcular os riscos dos proxectos nucleares.

.                -É um dos melhores físicos nucleares.

.                -Descobriu xunto com Glenn T. Seaborg, o Uranio 233 e a sua fission.

.                -Autor de inùmeros trabalhos de Física e de Radiobioloxia.

.                -Colaborou no proxecto Manhattan, que acabou no fabrico da primeira bomba atómica.

.                 -Investigou as consequencias da energia nuclear no campo da medicina.

.                 -Xefiou o lnquérito sobre os efeitos nos seres vivos das fugas nucleares, axudado por Arthur Tamplin.

CONSEQUENCIAS  DAS RADIACIONS

.           Os sobreviventes de Hiroxima, passados anos eran atacados por Leucemia e ainda por outras formas de Cancro.

.           Por Cada caso de Leucemia provocado por irradiacions, aparecian vinte Cancros.

.           Nunca se consegue um total isolamento nas empresas, centrais, hospitais, centros de investigacion, etc., que tratan productos radioactivos.

.           Por isto o Conselho Federal de Radiacions, estipula que a quantidade dispersa de radiacions, non debe ultrapassar 0,17 rad por cidadan e por ano.

.           Um rad aumenta 2% todas as formas de Cancro.

.            Acomular cinco rad, significa 10% de probabilidades de aparecimento do Cancro.

.            Os resíduos radioactivos propagados no ambiente son responsáveis pela multiplicacion dos Cancros e das Leucemias, mas actuan tambem sobre as células reproductoras e particularmente sobre os seus cromossomas, nos quais provocan mutacions.

.            Aumento das doenzas xenéticas (Hemofília, Anemia falciforme e Galactosemia), aumento dos casos de Diabetes e das doenzas cardíacas e mentais,

.            Pode acarrear 10% do índice  de mutacion da populacion, e a proxima xeracion sufriria mutacions suplementares.

.            Unha dose  de tres rad irradiados sobre um feto durante a xestacion desencadearia um Cancro.