Arquivo por autores: fontedopazo

O Rebanho Comunal d’Uma

Foi o primeiro que eu vin na minha vida infantil, e o único que ainda pervivia como restos dum mundo arcaico que fora organizado con vistas no bem comun.  Sempre me pasmou a perfeicion do seu funcionamento  exemplar, incluso o comportamento harmonioso dos animais resultava surpreendente.

Saía como unha enxorrada ó raiar da aurora, e atravessava toda a aldeia subindo polas Barreiras caminho do monte alto.  Os animais ian-se incorporando na manada, casa por casa desde os seus cortelhos particulares, aumentando desta maneira unha torrente indómita de marabunda.  Passavan todo o dia no baldio, e somente ó solpor da tardinha retornavan ós seus lares.  O chegar á altura dos eidos, eles mesmos se separavan do rebanho comun para entrar saltitando polas cortes adentro, onde recibian o suplemento alimenticio que os esperava nas manxedouras.

Cada dia os vecinhos se remudavan por casas na laboura comun, aforrando deste xeito muitas horas de trabalho quotidiano, necesario era tamen para manter a Irmandade Comunal que esta riqueza de leite, carne, couros, lan e crias para vender,  beneficiara a todos por igual.

Mais tarde, como consequencia das levadas premeditadas de xente para trabalhar nas cidades, o rebanho acabou caindo nas mans dos velhos e pequenos da aldeia, que nesse dia faltaban á escola para participar na tarea comun dos seus.  Todo o dia libres no monte ermo, brincando entre duros toxos, forxavan o seu caracter de independencia espartana, facian casas com pedras para resguardarse dos ventos frios, comian as “putigas” dos carrascos e chupavan o leite fresco dos tetos das cabras.

Co passo dos tempos, toda esta fortuna foi borrada da memoria das nossas xentes, para poder satisfacer outros intereses bem mais ladroeiros e deshumanizadores.

 

Eira Comunal.

ARGIBAYS

( RÚNAÍ NA ROINNE AIRGEABAIS)

-A tua nái de onde era?

-Perdon, pero é polo apelhido que tem!

-Ah! Sim!, é Vasco-Frances.  (Dixo-o dunha maneira tan rotunda, que xa non me atrevin a interrogar nada mais).

Este Alberto Argibay de Redondela, tinha suspeitosos parecidos com o meu primo Manuel Argibay, somente que este era enorme de tamanho o que o facia muito mais temibel.  Por debaixo das courazas caracterioloxigas habia algo que decia, que alma nossa em arte tu és.  Algo o aproximaba grandemente do behemente Manuel, alguma oculta veia artistico-druídica rexurdia da profundeza dos tempos antergos.

Talves Gonzalo Navaza tivera razon, e se trate do nome dunha terra, onde os ventos fortes dum mar esmeralda, traian o confuso son dos velhos cantares arrulados pola harpa Gaelica.

A Irmandade Circular.

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O Melhor Amigo do Homen

 

Ó contrario do que vulgarmente se poida xulgar, o melhor amigo do homen non é o cabalo, nem sequer as cadelas, senon que este perigoso lugar está ocupado pelas nossas Galinhas.

Estes pequenos dinosaurios, fermosamente emplumados, dos quais incluso os gatos escapan á hora de comer.  Elas son as grandes benefactoras dos lares pátrios, pois bastan dous colgadores, um de áuga e outro de comida, para ter fartura de ovos e abundancia de milagrenta carne sanadora de maleitas,

Ainda despois de tudo isto, ha pervertidos que as útilizan para inconfesáveis luxurias, tamen conhecidos como os pilha-galinhas.  Fai anos nas terras do Ribeiro Davia, foi encontrado nas marxems do rio o cadaver dum ser humano, em comprometedoras circunstancias.  Pois quando de maneira ínglorie o malandro se atopava sodomizando o pobre animalinho, um enorme calhau, confirmando a teoria filosófica de D. Arturas S. “O Mundo como Vontade e Representacion”, se abalou sobre os desgraciados.

Quando as autoridades locais levantaron o penedo, o espectáculo que se lhes deparou foi realmente esmagador, alí estaban o amante abrazado na infortunada victima ambos aplastados contra o duro rebordechan.

A tan cacareada superioridade do Homen sobre a Besta, ficava unha vez mais constranxedoramente resentida.

 

Léria Cultural.

 

 

AS GRANDES DERRAPAGEMS NAS OBRAS PUBLICAS


Este fenómeno moderno, que se camufla dentro do pandemónio que son as economias capitalistas Neo-Liberais, tem como propósito oculto a financiacion fraudulenta dos partidos políticos, sobre tudo daqueles que fundamentan o sistema actual, pois desta maneira se manipula e atrapa nunha rede, toda a camarilha clientelar.
As arcas públicas, soportan constantemente obras faraónicas, que se dilatan no tempo e no espaço. Unha obra inicialmente orçamentada para vinte milhons de euros, pode incrementarse miraculosamente e vir alcanzar cumbres de oitenta milhons de euros, mas o mais grave, é que, certos angariadores de financiacion partidária, chegan a embolsar comisions do quarenta por cento do montante desviado.
Claro esta, que com estes políticos, e com este rexime, nada de bom se pode esperar, e que estas belas xentes som capaces de tudo. Por outra parte, o retraso mental da povoacion civil, continua alimentando unha maquinária, que mais tarde ou mais cedo se voltará contra todos nós.

Léria Cultural

O XAPON BANANERO

O estado de paralisía mental, na que se encontra súmido o Xapon, tanto o goberno como a sociedade nipónica, saíu totalmente á superfície nesta calamidade  natural e conseguinte catástrofe industrial, pois foi a segunda a que maior perigo representa, e a que atenazou os cerebelos.
A peticion de líquido para refrixerar o reactor, aos Norte Americanos, non facia prever nada de bom neste assunto. Todas estas manobras de combate ós incendios com helicópteros, semelhaban talmente a nossa triste realidade Galega, helicópteros, agua, bombeiros, incompetencia manífesta para facer frente a algo previsivel, que se sabia poderia acontecer.
Hoxe em dia, non recomendaria nem ó pior inimigo meu que se metera bombeiro, pois é unha das profissions mais perigosas que escolherse pudera. Alargado o seu aproveitamento para todas as tarefas imaxináveis, desde a intromision na sanidade pública, até á fúncion de “Martir-Kamikaze”, um homes que valen para tudo, e com a ventaxa super-competitiva de que muitos deles son voluntários, isto é que non se lhes paga nada ou quasi nada.
O estado Xapones navega á deriva, e non parece capaz de resolver nada, balbucea incongruencias carentes de sentido comun, posterga a solucion para a axuda internacional, como costuman tradicionalmente facer todos os “Bananeros”, e a morte acompanhada pela estúpides alastran como o hidroxénio, por todos os cantos do universo.

Léria Cultural

FOMENTO DA LITERATURA

     O BEM AMADO

Sob o título Odorico, o Bem-Amado e os Mistérios do Amor e da Morte, peça teatral representada pela primeira ves em 1969, em Recife, pelo teatro de Amadores de Pernambuco. Mas foi na pequena pantalha, em forma de novela, que o texto de Dias Gomes ganhou popularidade nacional e internacional, súceso que abríu á Televisao Brasileira as portas dos mercados além-fronteiras.
Esta maravilha, da que tivemos a fortuna de disfrutar durante meses, á hora da ceia em Guilhade, nos transportava para a nossa propria realidade quotidiana, toda a barafunda política dum cacíque de províncias, que semelhava talmente o Alcalde de nosso Concelho. Este personaxem, tan real como a vida mesma, tivo a xenial ídeia de construir um soberbo cemíterio novo. Mas verdadeiramente as dificuldades xúrdiron á hora da desexada inauguracion, pois por putadas cabronas do destino, que non permitia que ninguem morrese.
Esta sequia de difuntos, porem non desanimou o nosso Odorico, que decídiu dar um xeito no assunto. Despois de ter cabiladolargamente, pensou contratar um “Cangaçeiro” conhecido como “Zeca Diabo”, e ó mesmo tempo foi semeando inquina,para ver se algunha situacion explosiva, lhe fornecia o desexado fiambre. Vários tiroteios e rixa pancadaria, incompreensibelmente non dexeneraron nunha matanza colectiva, mas víctimas o que se dí víctimas,nada.
Mas a Xustiza, ainda que cega e coxa vinha chegando, que non sempre súcede así, o nosso bem amado Odorico, xá consideralvelmente irritado com o “Xagunzo”, perante  a sua inóperancia, acabou por recibir um tiro perdido que o fíniquitou defínitivamente, tendo graças á incompetencia xeral que ser el próprio a inaugurar a sua grande obra mestra.
O mais esperpêntico de toda esta história, foi, que o seu discurso funerário tivo que ser pronúnciado por unha oposicion política, que despois de haber padecido tantas canalhadas pela sua parte, por forzada solidariedade institucional o cognomizou como Odorico o Grande, o Bem-Amado. ¡¡ Cousas da Vida !!

Léria Cultural

(DOCUMENTACION REVISTA BREIXO MARZO-2011)

LITERATURA GALAICO-PORTUGUESA

Ferreira de Castro

A Selva

A intromision no corazón da selva virgem amazónica, do motus vivendi do homen branco convencional, acompanhado de todas as suas manhas, e conseguintes industriacinhas merdentas, acabou fabricando unha nova demência, desta ves conhecida como o “inferno verde”
Os Terra-tenentes conservavan ainda no seu cerne, as velhas costumes da escravidon, e sabian bem como chupar o sangue dos aventureiros brancos e negros, que arrastados pela fama de prosperidade da region, eran recrutados para estas titânicas labouras, muitas veces súperiores ás suas forzas.
Com a axuda dos “Capitaes do Mato”, capangas comprados para manter estes rebanhos de xente atenazada pelo terror da violencia, guardas que os defendian da fúria assessina dos escravos, e que minavan qualquer possibilidade de escapar daquela ferós exploracion.
Toda esta civilizacion, que era capaz de inventar negócios tan tráxicos como o da “Borraxa”, que agora nos ocupa, eran Impérios brutais, erguidos sobre a morte e o sufrimento das pobres xentes, ondanadas de emigrantes obrigados pola miséria, abandonaban cegados pela cobiza as sua aldeias natais, para procurar unha fortuna carente de toda razón. Contrastavan estas monstruosidades, com a vida aparentemente harmoniosa dos mal chamados “Indios”, que segundo parece, vivian na mais obsoluta igualdade comunitária, e se negaban a trabalhar para esta xentuza, que evitavan e combatian como se de demónios se tratara. Escondidos na maranha do bosque, atacaban inesperadamente, e facian-nos o favor de cortarlhes a cabeza barbuda para dançar reverencialmente ó redor delas. Tamen os animais todos e a nái Natureza se uniron a esta luta, matando a esgalha, nestes ladrons dilapidadores de vida, e os seus trístes e desprecíveis negócios.

Léria Cultural

A FUNDICION DAS CAIXAS

A fundicion, non no sentido metalúrxico do termo, mas porem no de fundir na miséria. Todo um senhor bem público, que se encontrava xa bastante penetrado, no sentido sexual da palabra, por um enxame de moscas que revoletean insaciáveis ó redor do dinheiro.
Ainda que ninguem pareça darse conta e repitan as subnormalidades televisivas, aqui neste víl negócio Liberal, perdemos todos nós muita da nossa prósperidade, o dano é enorme, mesmo grandioso diria eu, e as consequencias, somente quando as tenhamos mesmo diante das narinas, enton veremos que serán vandálicas.
Para a nossa Terra, para as nossas xentes humildes, ver que o destino financeiro vai ser posto na man de quatro ou cinco, cuxo modelo de “Paraíso” son as ilhas Caiman, grandes yates, obstentacion burda e putifério, é evidentemente demencial.
Mentras tanto nós aquí nesta ribeira saqueada, entre misas e festas, recolheremos o fracaso para o qual tanta xente bem trabalhando durante anos. A perda de miles de postos de trabalho, que nunca mais voltaran ós novos, o peche de centos de oficinas, os seguros sociais e as “Pensions” nas mans de espéculadores, que poderan volatilizarse em qualquer momento, a morte da inversion na obra social, nos Concelhos, nos Hospitais, nos Coléxios, nos Asílos, nas obras públicas, etc.etc…
Quando todo este caudal secar, somente enton habera que tardiamente perguntarse ¿¿ Quem porá o dinheiro apartir d’agora, para estes gastos tan ângustiosamente necessários ??,
¿¿ O MERCOSY COMUN EUROPEO ??

Eira Comunal

FOMENTO DA LITERATURA BRASILEIRA

JOSE LINS DO REGO

Este escritor de nome tan familiar para todos nós, que poidera ser habitante de qualquer unha destas aldeias que nos rodeian, é um dos meus grandes favoritos.
Tanto pelos âmbitos passados nos quais nos adentra, como pela profundidade dos materiais arcaicos que aporta para o estudo das povoacions ântigas que emigraron para o Nordeste do Brasil.
Atesoura na sua soberba escritura, arcanos cernes dum velho país.

Léria Cultural

(DOCUMENTACION REVISTA BREIXO XANEIRO 2011)

HISTÓRIAS DA VELHA TOTÓNIA
MENINO DE ENGENHO – DOIDINHO
O MOLEQUE RICARDO
CANGACEIROS
PEDRA BONITA
RIACHO DOCE
FOGO MORTO
ÁGUA-MAE
BANGUÊ
EURÍDICE
PUREZA
USINA

O MISERABILISMO

Apesar da mediocridade xeral que nos alumia, o outro dia presenciei um discurso surpreendente, por parte dunha maxistrada da procuradoria da República. Acunhando um novo termo, que define com grande precision o novo rexime político que nos toca sofrer, o “Miserabilismo”.
Despois de atacar os programas “Neo-Liberais”, que colocan os servicios públicos nunha situacion de ruptura traumatica, para favorecer os negócios privados sobre tudo das companhias multinacionais. Termina demonstrando que, precisamente aqueles que mais colaboran para o abatimento do sistema de proteccion social, e mais danados son para a povoacion abandonada, logo se transforman em apóstolos da caridade, que non largan os pobrecinhos nem sequer um minuto, sobre tudo quando ha meios de comunicacion por perto, nunha verdadeira apoteósis do cinismo.

Léria Cultural

DA ETERNA GUERRA ENTRE GALAICOS E LUSITANOS

Sei que é bastante difícil, mas vou tentar verter um pouco de claridade sobre a tremebunda valvurdia xerada ó redor dos termos Portugal e Lusitânia, ou sexa a confusion que identifica Galaicos com Lusitânos.
Trantandose de duas nacions diferenciadas, non podo deixar de rir quando certos fulanos que gozan dum reconhecimento intelectual, afirman soberbamente ser Portugueses, Alfacinhas, e Lusôfonos, tudo isto ó mesmo tempo. Aqui seria para citar a famosa fráse ¡¡ Xuntos, pero no revueltos !!
A entrada natural para a meseta Castelhana é o rio Lyssos, e precisamente deste rio vem o nome da Lusitânia, sendo o grande porto desta rexion Lisboa, que tamen recebe a seu nome do referido rio. O Contrário do que muitos poidan pensar, Lisboa non é a capital da Lyssitânia, ainda que é desde bastante tempo atrás a sua cidade mais importante, com a particularidade de que a sua Cultura pertence ó noroeste atlantico peninsular, e non é Lusôfona como afirman os espertos.
Os Lusitânos som xente de terra adentro, e portanto mais Castelans que Portugueses seguramente. A sua magnífica capital é Emérita Augusta, cabeza dunha nacion passada, culturalmente diferenciada, ignoramos a sua fala mas estamos seguros que non era o Galaico-Portugues.
Portanto quando um Lisboeta, afirma no exercicio superlativo do seu ego, ser um autentico e xenúino Portugues, pode estar rotundamente enganado.
O mesmo acontece a um Senhor do norte, que afirma cantar as armas e os Barons assinalados do ílustre peito Lusitâno, por muito Luis de Camoens que se chame, pode estar facendo o ridículo ¡¡ Caralho !!

Léria Cultural

A EPICA GREGA ANTIGA

FOMENTO DA EPICA GREGA ARCAICA

Continuons, expondo um mostrário da Poesia épica Grega arcáica, por se poidera haber algum benaventurado que se quixera adentrar de temerária maneira, mais alá de Homero e Hesíodo, cousa que estou lonxe de recomendar, e tamen para xeral esclarecimento de xentes incultas.

Léria Cultural

(REVISTA BREIXO OUTUBRO DE 2010)

O ATAQUE OS INCENDIOS

A militarizacion crescente da sociedade civil, vislumbrase xá em certos detalhes tais como o combate ós incendios. O nosso vecinho “Pintasilgo”, home sempre colaborador com a autoridade, quando chegou á America dos Miamis, foi inmediatamente incorporado ó “Staf”, e gratificado com duas estrelas militares no bonet, que semelhaban o grau de tenente do exercito, ninguem como os Americanos para reconhecer um talento.
Pois agora apagar fogos, tamen se convertiu entre nós nunha guerra, em lugar de seren extinguidos como sempre se facia, agora son atacados por forzas para–militares, que em tanques e helicopteros bombardeian as chamas rebeldes.
Parece realmente como se non houvera vontade de apagar o lume, senon mais bem a intencion de espalhalo por todos os lados, ou sexa globalizalo. Antes vinha a Guardia Civil a propósito desde Pontareas, que daquela estaba muito mais lonxe que hoxe, e como xa sabia onde pousaban os “Pardais”, dirixiase rauda e veloz á taberna, obrigando o todo o mundo a apagar todo e qualquer incendio, os quais non solian durar mais d’unha hora nas mans espertas dos labregos todos. Hoxe, procuran desesperadamente manter a xente alonxada destas labores, nunha actitude passiva, deixando a nossa salvacion nas mans dunha lexion de companhias professionais, que por norma xeral sempre dan mostras dunha incompetencia desalentadora.
As veces penso, que por detrás destes grandes negócios do “Petróleo-Verde”, Ha algo mais, algo mais tenebroso e profundo, como unha “Globalizacion” da propriedade da terra, como unha despossesion das xentes, unha guerra sem cuartel ós “Comunais” e ó “Mini-Fundio”, e que busca a concentracion brutal das terras nas mans de “Companhias Bananeras”.
Oxalá que me engane rotundamente, e que tudo non pase da influencia das malas novelas de cabalaria, mas pareceme que esta é unha luta que vamos a ter que afrontar nós, e que mal preparados estamos para ela.

Eira Comunal

O FADO FILHO DE TROVADORES

Tal como os Portugueses, parece ser que tamen o Fado perdeu as suas orixens, ou o que seria muito mais tríste, envergonhase dos seus âncestros.

¡¡ Fado, que foste Fado, e agora xa non es !!

¡¡ Fado, que te voltaron, coa cabeza prós pés !!

Toda unha récua de teóricos do tema, buscan mais alá do Lyssos, esquecendo o país Atlântico no que nos encontramos, e a sua grande Cultura Trovadoresca, orgulho e prazer das nossas xentes, para adentrarse em desvarios carnavalescos sobre o nascimento do Fado.
Onde mais se nota esta aproximacion as fontes da velha Trova, é sem dúvida no Fado de Coimbra, que conserva toda a frescura galante, mamada nas Cançons da Lírica Medieval. A forte personalidade deste país sentimental, a alma bohémia dos trovadores, tudo unido por unha portentosa Fala que acabou alumbrando este querido  filho.
Fermossissimas verbas, para a xenialidade poética e musical das nossas xentes, para o son das gaitas e das zanfonas, dos torques dourados e das saias multicolores, da sagrada obstentacion Celtica no disfrute da vida.

Léria Cultural

O POMELO TAMEN TEM O SEU KAIROS

O tempo do Pomelo xurde, quando toda fruta escasseia. Nesse preciso momento do ano, em que xá poucas Laranxas restan, e as Cereixas temperâs desaparecem como por arte de máxia, barridas por vandadas de pardais e merlos.
Esse é o Cronos da degustacion, quando um retorna esgotado e sedento, despois de segar as primeiras hervas do fim do Maio. Arrivo todo encarnado, com a língua de fora, e espremo com angustiosa urxencia um Pomelo amarelo sobre a agua fresca da caneca.

O Tromentelo