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Arquivo por autores: fontedopazo
OS TRAÇOS DOMINANTES DO INTELECTO VENHEM DA NÁI
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O casal residia durante a primavera e o verán nunha elegante casa rural na periferia de Danzig e passava os meses frios nunha mansón no centro da cidade, de estilo barroco e com quatro andares. As duas residências eram cuidadas por numerosos criados e equipadas com todo o tipo de luxos em mobiliário, biblioteca e obras de arte, algumas de grande valor. Rodeado de fausto e com apenas vinte e poucos anos, Johanna devia viver soberanamente entediada, nunha solidón apenas interrompida pelo relacionamento social com pessoas ricas muito mais velhas do que ela. O seu gosto pela boa literatura (sobretudo a inglesa, que lia com a mesma facilidade que a alemâ) e pela pintura difícilmente animavam a existência naquela gaiola dourada. Foi a este mundo de opulência que Arthur Schopenhauer chegou a 22 de fevereiro de 1788. Nasceu em Danzig, mas esteve quase a ser inglês, Heinrich Floris, que apenas queria um filho para nomeá-lo herdeiro e sucessor nos seus negócios e património, pensou que se lhe oferecesse a nacionalidade inglesa dar-lhe-ia acesso a um mundo que ele amava: uma sociedade caracterizada pela tolerância, a liberdade de pensamento e o pragmatismo comercial. Assim, quando descobriu, durante unha viagem de lazer por França, com Johanna, que a esposa estava grávida, foi com ela para Inglaterra, disposto a aguardar na ilha a chegada do primoxénito. Chegou até a considerar, seriamente, mudar para lá a sede da sua empresa, cansado que estava do embargo comercial da Prússia. Johannna aceitou a ideia de bom grado, mas algo no carácter melancólico do marido (talvez algum ciúme infundado) fê-lo alterar repentinamente a decisón e o casal iniciou um regresso precipitado a Danzig, atravessando o Canal da Mancha de barco e viaxando, depois, num coche, por caminhos péssimos e muitas vezes lamacentos, nos quais a carruagem chegou a tombar. Os três chegaram, finalmente, a Danzig, na última noite de 1787, e cinquenta e dois dias depois viria a este mundo o ser chamado para desvendar o seu mistério mais profundo.
joan solé
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A “XUVENTUDE GALIZA” CORRE PERIGO
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Este Outono, durante unha breve visita minha a Lisboa, tivemos que ir buscar unha amiga ó Convento dos Cardais, que fica alá polo Príncipe Real, e a grata surpressa de encontrar quase toda a diáspora galega da cidade. Depois dos respectivos cumprimentos, fomos todos tomar um refrixério, a unha das explanadas da zona. Ó ar livre, porque para a época do ano, estava demasiado calor ainda. A resultas do qual, me vim inmerso nunha acalorada conversa sobre o futuro do Centro Galego de Lisboa, e a sua actual deriva histórica. A promoçón da cultura galega, que se supon deberia ser o obxectivo fundamental do Centro, non é, e parece que a altura de miras anda seguramente um pouco perdida. ¡¡Agora querem fazer um Centro de Dia para Velhos!! Depois de terem acabado com os Anaquinhos da Terra, testemunho morto da música, dos cantares e das danças da terra, e entregarem o Centro ás classes do baile “Flamenco”, agora para rematar, venhem com o assunto dos velhos. Acaso non saben, nas suas obnubiladas cacholas que isto é a “Xuventude Galiza”? A xente estava alarmada, pois parece ser que, existe no documento de oferta do palacete á Xuventude Galiza, unha cláusula que se a associaçón se dissolver, o imponênte edifício voltaria para a família Boullosa. Cuidado, que son palavras maiores, aparte de outros valores grandes, há também pequenos intereses, este palacete, no sítio em que está, com vistas de mirador sobre o centro da cidade de Lisboa, ¡¡VALE UM GUEVO!! Plantexáva-se, a urxente necessidade de incorporar xente nova na actual directiva, de reactivar os Anaquinhos da Terra, para acautelar possíveis manobras obscuras, e a pervivência para o futuro da nossa grandíssima cultura em Portugal. Cousa, que as autoridades culturais galegas (se é que na realidade existen), deberian preocupar-se por estes pequenos assuntos, mostrar algúm interês, ainda que fora pouco, mas actualmente isto parece que é pedir peras ó olmo. ¡¡Cuidado, com a “Teoría do Eterno Retorno”, representa um fundado perigo, para o património cultural galego!!
léria cultural
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O “BUDA DE FRANKFURT” (13)
Arthur Schopenhauer nasceu em 1788 (um ano depois da segunda ediçón de “A Crítica da Razón Pura de Kant e um ano antes da explosón da Revoluçón Francesa), na cidade-estado autónoma de Danzig, hoxe conhecida por Gdansk e pertencente á Polónia. Danzig estava localizada na costa do mar Báltico, a unha centena e meia de quilómetros de Königsberg (hoxe Caliningrado) onde, em 1788, vivia um Immanuel Kant de sessenta e quatro anos dedicado á elaboraçón da obra que, duas décadas mais tarde, seria decisiva na formaçón do jovem filósofo. Há quatro séculos que Danzig gozava do estatuto de “cidade livre”, o que lhe trazia grandes vantagens comerciais ao mesmo tempo que lhe garantia a proteçón da Polónia contra ataques exteriores. Mas a Prússia, que era unha grande potência, cobiçava aquela cidade rica e com unha localizaçón privilexiada para o comércio e, por isso, decidiu impor-lhe um apertado bloqueio e tributar o seu fráfego comercial com elevadas taxas, o que prexudicou bastante as famílias da alta burguesia que tinham enriquecido com o transporte marítimo internacional de mercadorias. Os Schopenhauer eram a mais importante destas famílias. Heinrich Floris Schopenhauer, pai de Arthur, recebera de herança unha grande empresa de importaçón e exportaçón – sobretudo de café, especiarias e licores – bem como unha fortuna assinalável que ele aumentou, graças ao seu empenho e intelixência comercial. Também herdou da sua nái unha forte propensón para a melancolia – antigo nome do que se conhece por depressón -, que, no caso dela, xá raiava a doença mental e que, no filho, se manifestaria como um distúrbio; Arthur non estava livre das garras da “dama negra”. Heinrich Floris era um homem de educaçón esmerada e gostos requintados na arte e na literatura; leitor de Voltaire e Rousseau e assinante do Times, um autêntico “gentleman” culto de convicçóns republicanas e um comerciante respeitado e honesto. Graças ao seu sucesso empresarial, Arthur pôde viver para a filosofia e non dela, facto pelo qual lhe agradeceu em várias ocasións. A verdade, porém é que o pai non aprovou a sua vocaçón filosófica; apenas unha reviravolta imprevista do destino permitiu que o filho se desviasse da vida de grande homem de negócios que lhe estava destinada. Non foi propriamente unha história de amor o que uniu Heinrich Floris, de trinta e oito anos de idade, a Johanna, de dezanove. Foi sobretudo um casamento de conveniência. O abastado comerciante, transformado xá no homem mais rico de Danzig, viu na bonita e educada xovem a nái ideal para os seus filhos, nunha época em que o cobiçado solteirón xá non podia adiar a necessidade de garantir um herdeiro, Johanna terá um papel de destaque nas páxinas seguintes, mas adiantamos xá que será o modelo – de unha forma provavelmente inmerecida – a partir do qual o futuro filósofo irá definir a sua intensa misoxínia.
joan solé
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A PORTUGÂLIA DO CAIXINÉ
É um sitio maravilhoso para passear xunto das águas do rio tejo, falar, e tomar o sol de inverno. O local é âmplo, vistoso e acolhedor, e sobre tudo há pouca xente. O marisco, non vale grande cousa, pelo que cheguei a recomendar non comer marisco em Lisboa, salvo algunhs pratos tradicionais que vale a pena provar. Por isso, se vêm aquí pida unhs camarons ó alho. bem quentes e acompanhados com cervexa, xá que a “Portugâlia”, era a mais famosa fábrica de cervexa da velha Lisboa, e ficava na “Avenida Almirante Reis” perto da “Praça do Chile”. A qual, era um dos locais mais frequentados e populares da cidade, com o seu famoso “Bife á Portugâlia” regado com a cervexa da casa por dentro e por fora.
léria cultural
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OS PASSEIOS DE SCHOPENHAUER (12)
Caricatura de Schopenhauer a passear com o seu can de água, da autoria de Wilhelm Busch. O filosofo dava um longo passeio de duas horas, quase todas as tardes da sua idade adulta, fizesse o tempo que fizesse. Com um elegante fato, cortado segundo padróns mais do século XVIII do que do século XIX, e acompanhado pelo ser mais leal que, segundo el, podia encontrar neste mundo traidor. Schopenhauer, caminhava e meditava sobre ideias e intuiçóns fundamentais que concebeu até aos vinte e cinco anos e que xá non abandonaria até ao seu ultimo dia.
joan solé
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EM NOME DE GUILLADE (XVII)
No caso dos montes de Santiago de Oliveira, como aldeia vecinha de Guillade, se sinalaría o seguinte:
1. “Quatro ferrados de monte/ ynutil, al sitio, casiñas do chan./ linda por el L. con Estevan Maior/ P. Juan F(ernandez) y por las mas partes/ cerrado su figura la del mar/gen.
2. Quatrocientos ferra/dos de Monte ynutil al sitio/ marco do forno, linda por el L./ Ygnacio Rodriguez P. Ciprian/ Andres, por las mas partes cerrado/ su figura la del M.
3. Ducientos ferrados de/ monte ynutil al sitio Marco/ do Baldopino. Linda por el L. con/ Gregorio da Vila, P. dehesa de S. M. N. camino Rl S. Pedro/ Baqueiro su figura la del M.
4. Cien ferrados de Monte/ ynutil, al sitio Pedra do visso/ linda por el L. con dehesa de/ S. M. P. Domingo davide, N. / camino Rl. S. monte su figura/ la del M.
5. Um ferrado de monte yn(nutil)/ al sitio da Camba, linda por/ el L., con Amaro/ Redondo, P./ Domingo Mouriño, N. y S. cerrado/ su figura da del M.
6. Medio ferrado de monte/ ynutil al sitio da graña/ linda por el L. con Joseph Bieites/ por el P. Bernarda Ulloa, y por/ las mas partes cerrado su figura la del/ M.”
a irmandade circular
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UNHA SAÍDA NO CIRCUITO FECHADO DO EGOÍSMO
O egoísmo e a sua manifestaçón práctica na vida están enraízadas na crença de que cada pessoa é unha e única: o egoísmo tem as suas fundaçóns no individualismo metafísico. Schopenhauer mostra-nos que esta concepçón individualista é errónea, que a singularidade diferenciada se dá apenas na superfície ou na aparência, no mundo como representaçón. Na interioridade de todos os seres há unha mesma força, um mesmo princípio vital. A consciência desta identidade comum permite conhecer os outros (e a sí mesmo) e este conhecimento desperta a compaixón pelo próximo. O egoísmo desaparece, non porque sexa mau, mas porque está fora de lugar. Formula a grande pergunta. Houve um tempo em que alguns seres sentiram o espanto de existir, de que existia algo (tudo) que poderia perfeitamente non existir. E perguntaram-se pelo fundamento desse existir e pela possibilidade de o conhecer. Non é possível sentir intensamente esse espanto sem fazer unha investigaçón. Por um equívoco da história, a essa investigaçón chamou-se metafísica. E metafísica é o que practicaram os grandes pensadores gregos anteriores a Sócrates, Platón e, depois, filósofos eminentes como Espinosa e Schopenhauer, antes do materialismo contemporâneo desencantar o mundo e ocultar o seu mistério essencial irreductível. Ler “O Mundo como Vontade e Representaçón” é entrar em contacto com a grande pergunta, é eliminar o ruído do transistor moderno para respirar o ar da alta montanha, tirar partido do horizonte visual e conceptual dos mais altos cumes. Mas depois, claro, é necessário descer ao vale.
joan solé
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DERIVA HISTÓRICA (V)
A CADEIRA DE OIONS
Este é um embarazo arqueolóxico surpreendênte! Pois, xa fai muito tempo, anos, que eu e o Xosé Manuel andávamos á caza dos eucaliptos na zona dos Muinhos e da Lomba. Daquela houbera unha dessas queimas cíclicas totais, que se repitem aproximadamente de dez em dez anos, como um encontro puntual do fogo com o abandono. Tudo estava completamente arrassado, e passamos pola tal cadeira, que eu confundia com o petroglífo de Oions. Da qual, eu só me apercibín, e non a primeira vista, senon despois de enfocar bem e demoradamente, logrei comprovar que estava toda coberta de olhinhos pequenos, imperceptíveis a simples vista. E pensei que era “Oions”, mas non era verdade, incluso, escrevin um artigo sobre o Carqueixo em que falava dela. Mas o curioso é que voltei várias vezes para buscala, xá com a vexetaçón bastante grande, e foi-me impossível encontrala, o qual me levou a duvidar, se non teria eu sonhado? Teria eu, confundido algum sonho meu, com a realidade dum obxecto desexado, que eu xuraría estar nesse lugar concreto? Pois, xá que voltou a arder tudo outra vez, vou retornar para comprobá-lo, prevenido desta contra as suas características peculiáres.
léria cultural
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DEVOLVER O HOMEM AO ÂMBITO NATURAL (10)
É unha cura e um antídoto para qualquer tipo de optimismo e de superficialidade. É fundamental a experiência de ler Schopenhauer. Ninguém que tenha tido contacto com as ideias de “O Mundo como Vontade e Representaçón” pode esquecer as suas duríssimas avaliaçóns sobre a base irracional e dolorosa de toda a existência, a negaçón de conceitos tan queridos e arraigados como os do livre-arbítrio, altruísmo e por aí fora. Ainda que se vá para além de Schopenhauer e se consiga superar ou transcender o seu pessimismo. este conxunto de intuiçons, ideias e genialidades deixa, inevitavelmente, unha impressón indelével. O efeito permanente, que lhe devemos agradecer, é o inocular unha dose de cepticismo que funciona de modo eficaz como um antídoto contra todos os discursos, sexam eles filosóficos, políticos ou quaisquer outros, que pretendam, e em xeral conseguem-no, tomar conta da consciência das pessoas. Devolve o homem ao âmbito natural. Um dos efeitos da filosofia e da ciência moderna foi o de separar o homem do mundo natural, que o rodeia, de fazê-lo acreditar que non é natureza e que até a pode dominar. Este caminho conduziu-nos á crise ambiental e aos antidepressivos. Schopenhauer coloca o corpo físico no centro do seu pensamento e encontra nele unha essência comum ao resto de todas as coisas, reintegrando, desta maneira, o ser humano na natureza. Como sua consciência superior, mas no seu seio.
joan solé
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A CERVEXARIA TRINDADE
Só têm unha cousa boa, e é que dá comida fora de horas. Así que se te retrassas, sempre podes comer na “Trindade”. O “Caldo Verde”, que antes era normal, e vinha nunha cunca de barro xeitosa, agora, em tempos “neo-liberais” é sub-normal, coitado, ficou completamente minguado, raquítico, non parece para pessoas, parece comida para canários. Local emblemático, bonito e desafogado, grandemente frequentado por “xentes que venhem e ván, em ván”. O “Bacalhau á Brás”, é o único prato que me atrevo a pedir aquí, pode-se comer e até têm bom sabor, claro que os ovos som liberais e dan pálidos reflexos doentios. O “Bife do Lombo”, unha cousa redonda a chorrear sangre, que resignadamente se come. “Melon á maneira Bárbara”, e unha bola de vainilha xelada. A “Teoría de Murphy”, de que tudo era incompetência neste mundo, porque á frente dos negócios, ian ficando aquelas pessoas que non valiam para outra cousa, e por aí se quedavam pilhadas, confirma-se plenamente neste lugar.
léria cultural
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TRATA DE COUSAS DIFERENTES (9)
As grandes secçóns do pensamento schopenhaueriano pertencem á filosofia mais consolidada: gnosiologia (ou teoria do conhecimento), metafísica (ou reflexón sobre a natureza da realidade), ética e estéctica. Mas a sua forma de tratar os conteúdos destas secçóns é muito idiossincrática, muito diferente de tudo o resto. Acabámos de assinalar a inclusón do nível irracional na sua filosofia. Há que acrescentar, igualmente, a sua visón da arte, e em especial da música, como um meio de conhecimento privilegiado da essência mais íntima do mundo e non apenas como unha diversón para os sentidos e unha elevaçón para o espírito. E, pela primeira, e até agora, última vez, a integraçón num grande sistema filosófico occidental de concepçóns fundamentais do pensamento oriental, concretamente do hinduísmo e do budismo. A filosofia de Schopenhauer é imanente, non é transcendente: tudo está dentro do mundo que vemos e experimentamos, non há um além nem unha vida ultraterrena; aquí xá está tudo, só é necessário aprender a percebê-lo através da incessante mudança aparente, do surxir e do desaparecer de tudo. Neste sentido, como noutros, a sua doutrina non têm nada a ver com a filosofia que tem dominado no Occidente desde que o neoplatonismo e os Padres da Igrexa adaptaram o idealismo platónico ás crenças cristáns.
joan solé
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EM NOME DE GUILLADE (XVI)
OS MONTES DO COMÚM EM GUILLADE.
Na relaçón dos montes do comúm do Marqués de Ensenada voltan a precisar os límites mas com uns deslindes menos precisos:
1. “Ciento y sesenta fe/rrados, de Monte ynutil al sit/tio de fonte lagarta, linda por/ el L. y P. con D. Benito car/ballo, por el N. con la fra. de San/ Ciprian de Mouriscados, por el/S. con francisco Rodriguez, su fi/gura del M./
2. Ciento y cinquen/ta ferrados de Monte ynutil/ al sitio de Santo Thome, linda/ por el L. con la fra. de San Zipri/an de Mouriscados por el P. y N./ con la de San Estevan de Comi/ar y por el S. con Juan francisco,/ su figura la del M.
3. Ciento y sesenta/ ferrados de Monte Ynutil/ al sitio de Rebordinños, linda/ por el L. con la fra. de San Andres/ de Uma, por el P. con Juan fran/cisco, por el N. con la fra. de San/ Ciprian del Mouriscados, y por/ el S. con D. Matheo pardo/ su fig. la del M.
4. Sesenta ferrados/ de Monte ynutil, al sitio da pe/dreyra, linda po el L. con la fra./ de San Andres de Uma, por el/ P. con dehesa de S. M. por el/N. Con esta fra. y por el S. con Ju/an ambrosio, su fig. al M.
5. Duzientos ferrados/ de Montes ynutil, al sitio de/ albelle, linda por el L. con fran/cisco Luis, por el P. con la fra. de/ Santiago de olibeyra, por el N. con/ francisco Rodriguez, y por el S. con/ la fra. de San Felix de Zeleiros/ su fig. la del M.”
a irmandade circular
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UNHA FILOSOFIA PESSOAL EXISTENCIAL (8)
. Non só Hegel e os seus acólitos ultrarracionalistas, mas quase todos os grandes pensadores – desde Platon a Espinosa e outros – consideram que a filosofia é unha disciplina abstracta, da qual deve ser removido qualquer rastro subjectivo de paixón e despropósito; há consenso de que existe unha verdade objectiva, estável e acessível, e que a tarefa do pensador é preparar e polir bem o seu instrumento, a razón, para conhecê-la. Schopenhauer prescinde da proibiçón do obsceno e, ao invés disso, sublinha nas suas reflexóns aspectos como a dor física, pulsons irracionais, como a fame ou o desexo sexual, estados como a insatisfaçón e o aborrecimento, em suma, atreve-se a penetrar no lado menos elegante da natureza humana. É o primeiro filósofo que institui o irracional como algo substâncial da vida e non como algo que é preciso ignorar ou reprimir de forma a poder concentrar-se em questóns transcendentes fundamentais. Num dos seus magníficos aforismos, escreve que a boa filosofia procede da vida e que a má procede dos livros. É coerente com esta percepçón que dê a máxima importância e credibilidade á intuiçón, á percepçón directa de estados interiores, , em oposiçón ás demonstraçóns do saber discursivo dominante na tradiçón filosófica. Naturalmente, expón a sua filosofia no plano abstracto dos conceitos, mas limita o uso da razón ao que intuiu previamente, ao que ficou rexistrado na consciência através da vivência.
joan solé
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DERIVA HISTÓRICA
O SILVA
Foi um português, a quem a necessidade trouxe até nós, para trabalhar nas obras de construçón da estrada. Pois, como nunca encontrara nada melhor na sua vida, por aquí entre nós quedou. Primeiramente vivia na altaneira “Casa da Recruta”, um formidável poleiro oratório, dotada de unha bonita xanela sobre o val. Do qual se aproveitava para dar demorados discursos, que sempre acabavam com a mesma sentença “há que respeitar as ferraduras dos cavalos”. Parece ser, que os paciêntes vecinhos se cansaron de tanta lenga-lenga, e acabou desterrado nunha corte do fundo de Mourigade, ó lado da “Casa da Lianora”. Unha pequena corte, que conservava todo o encanto doutrora, com um bonito pátio semi-circular coberto pela sombra benefactora d’unha videira. Alí passou este ser humilde vindo de lonxanas terras, os seus últimos dias. ¡Que a terra lhe sexa leve!.
a irmandade circular
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