
No início do século, a agricultura ocupava unha superfície de perto de oito milhóns de quilómetros quadrados em todo o mundo. Nessa altura, a agricultura era practicada há perto de dez mil anos. A maioria das grandes florestas da Europa tinham sído derrubadas há muito tempo, e nos Estados Unidos grande parte das florestas e pradarias também tinham desaparecido. No final do século, a superfície agricola era superior aos quinze milhóns de quilómetros quadrados, ou sexa, em apenas dez décadas esta superfície aumentou tanto como nos dez milénios anteriores. A expansón implicou o abate de grandes extensóns da Amazónia e das florestas tropicais da Indonésia, àreas no topo da lista dos “pontos críticos” de biodiversidade. Non se sabe quantas espécies se perderom durante este processo; é provábel que muitas se tenham eclipsado mesmo antes de terem sído identificadas. Entre os animais que se sabe que desaparecerom encontra-se o tigre-de-java, agora extinto, e a ararinha-azul, agora extinta na natureza. O consumo de combustíveis fósseis non teve início no século XX -os chineses xá queimavam carbón na idade do Bronze- mas para todos os efeitos, foi nessa altura que surxíu o problema das alteraçóns climáticas. Em 1900, as emissóns acumuladas de dióxido de carbono totalizavam perto de quarenta e cinco mil milhóns de toneladas. Em 2000, este valor cifrava-se em mil gigatoneladas e, desde entón, aumentou -pasmem-se- para 1700 xigatoneladas. Unha das grandes questóns -talvez a grande questón- do nosso tempo consiste em saber qual será a percentaxem da flora e da fauna do mundo que conseguirá sobreviver num planeta em rápido aquecimento.
BETH SHAPIRO