BERKELEY (UNHA ÉTICA FUNDAMENTADA NA PSICOLOXÍA)

Vemos como avança a primavera iluminista, em que se começam a reivindicar as ideias de beleza e virtude face à visón negativa de Hobbes acerca da condiçón humana, que influirá em Bernard Mandeville. Arrancada das garras da relixión revelada, cuidada no xardim natural que o deísmo lhe possibilitava graças ao universo mecânico newtoniano, a moral ia alcançando a sua maioridade graças à autonomia e confiança na natureza humana. David Hartley (1705-1757), fundador do associacionismo psicolóxico inglês – que se ocupará de estudar os mecanismos do costûme e do hábito -, dará à moral o seu carácter mais iluminista e independente da relixión ao propor unha ética fundamentada na psicoloxía. Partindo de Newton e de Locke, tenta explicar o funcionamento dos nossos processos psicolóxicos através do mecanismo da associaçón. Através dela, as ideias simples convertem-se em complexas, e o prazer e a dor axem como associaçóns elementares presentes nas mais complexas: a simpatia, o egoísmo, a moral, a ambiçón, o amor a Deus. Salvaguardando as devidas distâncias, as recentes descobertas neurocientíficas que situam Deus no nosso cérebro parecem ter um precedente na teoria de Hartley, formulada sem a axuda da psicoloxia cognitiva, da neurobioloxia e dos seus processos neuroquímicos ou da antropoloxía cultural. Se for verdade que tudo se debe ao modo como o nosso cérebro funciona, David Hartley, com a sua física da mente, esteve extraordinariamente à frente do seu tempo, non só pelas suas propostas, mas também por situar o debate no âmbito científico adequado.

LUIS ALFONSO IGLESIAS HUELGA

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