Arquivos diarios: 03/03/2023

O “CHEF” MICHEL

Embora português, Michel da Costa nasceu em Marrocos a quinze de Septembro de 1946 e tem unha vasta experiência profissional, non só como cozinheiro, mas como autor de libros sobre gastronomia e formador de cozinheiros. Agora com o seu “Atelier de Cozinha Michel”, o “Chef” Michel é unha das figuras mais mediáticas em Portugal e na Europa, na área da gastronomia. Profundo conhecedor non só da cozinha portuguesa, como também do que se faz em termos de cozinha pelo mundo inteiro, sendo muito respeitado pola sua grande cultura gastronómica. Michel, é consultor de vários grupos empresariais, e igualmente, membro fundador da “Comunidade Europeia de Cozinheiros Euro-Toques Internacional”. Presidente da “Euro-Toques Portugal”, comendador da “Associaçao dos Maitres Conseils en Haute Gastronomie Française”, “Cozinheiro-Mestre da Bélgica”, “Xúri internacional de cozinha e cozinheiro-mestre obreiro da Unión-Europeia”.

A COZINHA DOS FAMOSOS

BERKELEY (UNHA ÉTICA FUNDAMENTADA NA PSICOLOXÍA)

Vemos como avança a primavera iluminista, em que se começam a reivindicar as ideias de beleza e virtude face à visón negativa de Hobbes acerca da condiçón humana, que influirá em Bernard Mandeville. Arrancada das garras da relixión revelada, cuidada no xardim natural que o deísmo lhe possibilitava graças ao universo mecânico newtoniano, a moral ia alcançando a sua maioridade graças à autonomia e confiança na natureza humana. David Hartley (1705-1757), fundador do associacionismo psicolóxico inglês – que se ocupará de estudar os mecanismos do costûme e do hábito -, dará à moral o seu carácter mais iluminista e independente da relixión ao propor unha ética fundamentada na psicoloxía. Partindo de Newton e de Locke, tenta explicar o funcionamento dos nossos processos psicolóxicos através do mecanismo da associaçón. Através dela, as ideias simples convertem-se em complexas, e o prazer e a dor axem como associaçóns elementares presentes nas mais complexas: a simpatia, o egoísmo, a moral, a ambiçón, o amor a Deus. Salvaguardando as devidas distâncias, as recentes descobertas neurocientíficas que situam Deus no nosso cérebro parecem ter um precedente na teoria de Hartley, formulada sem a axuda da psicoloxia cognitiva, da neurobioloxia e dos seus processos neuroquímicos ou da antropoloxía cultural. Se for verdade que tudo se debe ao modo como o nosso cérebro funciona, David Hartley, com a sua física da mente, esteve extraordinariamente à frente do seu tempo, non só pelas suas propostas, mas também por situar o debate no âmbito científico adequado.

LUIS ALFONSO IGLESIAS HUELGA