Apolonio, Libro de. Anónimo, que pertence ao mester de clerecía. Trata-se de um poema de 2600 versos, escrito em quaderna vía e ( segundo Marden), composto ó redor de 1235-1240. Está basseado probabelmente nunha versón latina em prossa que se perdeu. O texto está cheio de aragonessísmos. A obra tem características bizantinas: abundam os piratas, os naufráxios, os amantes som separados, mas ao final se reencontram, etc… Muitas dessas lendas bassam-se em Apolonio, rei de Tiro, e a maioria estám tomadas da “Historia Apollonii regis Tyri”. O orixinal carece de forza estructural e têm inconsistências no argumento, que a miúdo resulta totalmente inverossímil, mas o poeta hispânico melhora substancialmente a obra em ambos os aspectos. O manuscrito encontra-se no Escorial. Apolonio é o predecessor do “perfeito cabalheiro” que se impón como herói nos libros de cabalaría. Apolonio descobre o amor incestuoso que existía entre o rei de Antioquía e a sua filha, e vê-se forzado a escapar para Tarso. Desde ahí, o herói vive unha multitude de incríbeis aventuras e coincidências que terminam de unha maneira igualmente arbitrária e que o levam a mostrar constantemente a sua virtude e a sua fé em Deus e na sua recompensa eterna. Como na maior parte das obras medievais, as personáxes non estám trazadas com maniqueísmo; non há bons nem maus, mas a obra carece de um desenho profundo da personalidade do herói, que em câmbio sim posse-e o “Libro de Alexandre”. Existem ediçóns modernas.
Antonio, Nicolás (Sevilla, 1617-1684). Bibliógrafo e erudícto. Acredita-se que a sua biblioteca pessoal chegou a ter trinta mil volûmes. A sua “Bibliotheca hispana vetus” (Roma, 1672) foi o primeiro intento sério por documentar todos os libros escritos na peninsula, desde tempos romanos até mil quinhentos. A sua “Bibliotheca hispana nova” (Roma, 1696), publicada póstumamente, chega até 1670. A obra de Antonio foi mais tarde revisada e aumentada por Pérez Bayer (Madrid, 1783-1788).
Anónimas peruanas. Duas poetisas peruanas do século XVII, unha das quais é completamente desconhecida. A outra utilizou o pseudónimo de “Amarilis”. Escreberom, respectivamente, “Discurso en loor de la poesía”, publicado por Diego Mexía em “Primera parte del parnaso antártico” (1608), e “Epístola a Abelardo”, dirixida a Lope de Vega, quem a publicou ao final da sua “Filomena” (1621). Menéndez y Pelayo afirmou ter descoberto que “Amarilis” era dona María de Alvarado, unha descendente de Gómez de Alvarado, conquistador que tinha fundado a cidade de León de Huanaco. Asenjo Barbieri e Millé y Jiménez atribuírom a “Epístola” ao mesmo Lope, mas Mendiburu suxeríu a Isabel de Figueroa, Moró Quesada xulgou que era de María Rojas e Garay e Riva Agüero pensarom em María Tello de Soutomayor.
Andújar, Juan de (século XV). Poeta da côrte de Alfonso V de Nápoles, cuxa obra se conserva no Cancioneiro de Stúñiga. O seu panexírico do rei, escrito em quince coplas de arte maior, entitula-se “Loores al señor rey don Alfonso” e aparece em “Rimas inéditas del siglo XV” (París, 1851), compilado por E. de Ochoa. A influênça que tivo Dante nos poetas espanhois foi menor que a de Petrarca, mas Andújar é a excepçón: a sua “Visión de amor” resulta unha imitaçón directa dos cantos IV e V do Inferno de Dante. Outro poema alegórico, “Cómo procede la fortuna”, conta em octassílabos o destino de várias personáxes lexendárias ou históricas, como Cleopatra, Semíramis, Dido ou Eneas.
Andrés Estellés, Vicent (Burjassot, Valencia, 1924). Poeta valenciano. Durante muitos anos foi redactor xefe do diário “Las Provincias”. A sua poesía foi ampliamente valorada na década dos setenta. Se bem nas suas primeiras obras utilizou o castelán como fala expressiva, pronto a abandonaria, para adoptar a fala materna. As suas principais obras som: “Ciutat a cau d’orella” (1953), “La nit” (1956), “L’amant de tota la vida” (1966), “Lletres de canvi” (1970), “Primera audició”, “Llibre de meravelles”, “L’inventari clement”, “La clau que obri tots els panys” ( 1971), “L’ofici de demà” (1972), libros que tinha escritos com anterioridade à sua publicaçón, e que integrou mais tarde no ciclo “Els manuscrits de Burjassot. Mais tarde publicou “L’hotel París” (1973), “Hamburg” (1974) e “Antibes” (1976). As suas “Obres completes” comezarom a publicár-se em 1972.
Andrés, Padre Juan (Planes, Valencia, 1740-1817). Erudícto Xesuíta que foi expulsado xunto com os seus companheiros em 1767. Foi nomeado bibliotecário do rei de Nápoles, e ahí escrebeu unha das primeiras histórias de “Europa, Orixem, progressos y estado actual de toda la literatura” (que foi traducida ao castelán polo seu irmán Carlos em dez volûmes, 1784-1806; o orixinal italiano tinha sete volûmes, Parma, 1782-1799). Andrés mostrou a influênça da cultura árabe na civilizaçón europeia em “Cartas sobre la música de los árabes”, obra que se incluíu na “Letteratura turchesca” (Venecia, 1787) de Giovanni Battista Toderini. “Cartas familiares” (1786-1793, quatro volûmes, reeditada em cinco volûmes, 1791-1794) introducíu muitas ideias forâneas em Espanha, continuando com a tradiçón do padre Feijoo. Os seus gostos eram exclusivamente neoclássicos: consideraba a “Gerusalemme liberata” a obra épica mais perfeita escrita até ao seu momento, e non apreçaba nem a Lope nem a Calderón, assim como tampouco gostaba de Dante ou Shakespeare.
Andrade, Olegario Víctor (Alegrete, 1839-1882). Poeta e xornalista arxentino nascido no Brasil. A sua poesía, de corte romântico, mostra a influênça de Hugo e de Manuel José Quintana. Foi recolhida em “Obras poéticas” (1887). O verso, cheio de sonoridade, a miúdo chega a parecer trivial, mas em Atlântida e Prometeo o seu estilo repetitivo salva-se pola xenuina visón da grandeza do seu continente. A melhor ediçón das suas obras é a da Academia Arxentina de Letras (1943). Prometeo é, segundo o próprio autor, “um canto ao espírito humano, soberano do mundo, verdadeiro emancipador das sociedades escrávas de tiranías e sperstiçóns”. O seu poema mais conhecido foi “El nido de los cóndores”, para o qual se inspirou no regreso do cadáver de San Martín á Arxentina. Andrade escrebeu também num estilo mais sôbrio “La vuelta al hogar”, “El consejo maternal” e “Las flores del guayacán”.
Anderson Imbert, Enrique (Córdoba, 1910). Historiador da literatura, crítico, novelista e contista arxentino. A sua maior obra é a intelixente “História de la literatura hispanoamericana” (México, sexta ediçón, 1971). Com a colaboraçón de Eugenio Florit compilou a “Literatura hispanoamericana: antología e introducción histórica” (1960). As suas novelas som Vigilia (1934), estudio de adolescencia, Fuga (1953) e Victoria (1977). Os seus contos están reunidos em “Las pruebas del caos” (1946), “El grimorio” (1961), “El gato de Cheshire” (1965), “La sandía y otros cuentos” (1969), “La locura juega al ajedrez” (1971), e “Los primeros cuentos del mundo” (1978). A maioria das suas narraçóns breves contenhem paradoxos, fantasía e espíritos, e constituiem um mundo similar ao onírico. Publicou também mais de vinte libros de ensaios e crítica literária. Neste campo destacam “La originalidad de Rubén Darío” (1967) e “Genio y figura de Sarmiento” (1967).
Som os anos em que no “Reveille-matin des François” se publicam pola primeira vez alguns fragmentos mutilados do “Discurso da Servidón Voluntária”. A segunda tentativa de imprimir o libelo de La Boétie no terceiro volûme das “Mémoires de L’Estat de France” do calvinista Simon Goulart non terá um destino feliz. Em 1577, as “Mémoires” que contêm o texto intacto do “Discurso da Servidón Voluntária” serám queimadas em Bordéus, na praça de l’Ombrière. Agora xá non resta qualquer legado daquela memória. A cunhaxem da famosa medalha que reproduz as insígnias de Montaigne rodeadas polo colar de San Miguel e a lenda de “Michel Seigneur de Montaigne” (no verso, a balança, com os pratos em equilíbrio e o lema “Je m’abstiens”) volta em Xaneiro-Febreiro de 1576. A nomeaçón, por parte de Henrique de Navarra, como xentil-home da câmara do rei chega no ano seguinte, mas começam também os primeiros ataques da “gravelle”, o problema das pedras nos rins que, como o seu pai, o torturará até à morte. Montaigne superou há pouco os quarenta anos e sente mais temor do que dor polos cálculos renais. O seu pai tinha morrido de unha nefrolitíase ( de pedras na bexiga) em 1568, ano dos dous horrores, xá que também perde unha filha. No ano seguinte, será a vez do seu irmán Arnaud, capitán de Saint-Martín, num acidente no “Jeu de Pomme”. Depois da sua morte, debido ao “affaire do colar” de ouro da sua propriedade, que apareceu na caixa-forte da mulher de Montaigne, nasce a suspeita de que tivesse sido amante da sua cunhada, Françoise de La Chassaigne. Antoinette de Louppe pretendeu a sua restituiçón, num acto público subscripto, além de polo notário, por ela própria, Michel e os seus dous irmáns. Em 1568, uns dez anos antes, parece detectar-se também a famosa queda do cavalo, aquela antecipaçón da morte que Montaigne descrebe no capítulo “Do Exercício”: sentia a vida languidescer e deixar-se ir, como nunha doce e infinita nostalxía. Lucrécio transforma-se no intertexto do capítulo e Montaigne insere cinco versos. Mas Lucrécio reclama Epicuro e, no seu exemplar da obra lucreciana, em referência à teoria dos átomos, Montaigne anota que, debido ao seu movimento acidental, non pode excluir-se que, na sua composiçón e recomposiçón, possa nascer “outro Montagne”.
Está-se realizando um proxecto (parece ser muito custoso, pois tenho entendido que sobrepassa os cinco milhóns) e estám-se introducindo modificaçóns, bastante mal recebidas polos vecinhos, pois non melhoram em absolucto o proxecto orixinal.
Pode precisar algo em concreto?
Pois sim, precisamente no “torreiro” da fésta, tinha-se proxectado seis farolas, com as suas respectivas lâmparas tipo “globo”, como se pode admirar em alamedas e parques públicos. Quando se iniciarom as obras da instalaçón do alumbrado, desde o poder municipal forom buscar outras pessoas mais manipulábeis. E no “torreiro”, em lugar das seis farolas proxectadas, puxérom unha farola enorme de três brazos, colocada no centro do recinto. Isto, ofendeu grandemente a xuventude, porque tinham unha pista de ténis no centro do “torreiro das féstas”. E, como consequência, da noite para a manhám, apareceu a farola espandilhada no chán. E, logo, pergunto-me quanto custaría trazer éste poste e arrincá-lo do lugar onde estaba, para o qual tivo de vir unha grúa desde Vigo. ¿Non houbéra sido melhor, collocar as seis farolas mais modéstas? Xá que estabam no proxecto, e non incomodaríam a ninguém.
Apesar de tudo isto, non está contento com o novo alumbrado?
Pois, sinceramente non! Acredito que o gasto é excessivo, e o proxecto xamais foi respeitado, pois também estaba previsto iluminar o cemitério, e foi algo que birlarom. Ademais, da “Cruz do Balado”, lugar cêntrico da aldeia, que ficou sem “super-farola” e ás escuras.
Quer despedir-se dos seus convecinhos?
Efectivamente! Um saúdo para todos, desexár-lhes unhas felízes féstas, e decir-lhes que apesar das cousas, que por unhas ou outras razóns se fán mal, a aldeia tem o dereito e a obrigaçón de denunciá-las, para conseguir para todos um futuro melhor.
O rei Henrique VIII, aproveitou as circunstâncias históricas para se separar de Roma e estabelecer o anglicanismo como Igrexa própria, fora da órbita papal. Em linhas xerais, pode dizer-se que a Igrexa anglicana é unha via intermédia entre o catolicismo e o protestantismo. O rei usurpou as funçóns desempenhadas até esse momento polo papa e conservou grande parte da liturxia católica, apesar de seguir muitos dos princípios da Reforma. Criou-se unha espécie de protestantismo de Estado, que pôs no centro o monarca inglês, como governador supremo. O anglicanismo foi, em parte, fruto do desexo de conseguir unha maior autoxestón, de que as decisóns non fossem tomadas em Roma. Num primeiro momento, foi unha amálgama um tanto confusa, que perseguia os fiéis católicos e confiscaba os seus bens, com o mesmo esmero com que enfrentava os luteranos e os mandaba para a fogueira. Um dos teólogos que defendeu e consolidou o corpo teórico do anglicanismo foi o relixioso Richard Hooker, autor com grande influênça em Locke, especialmente nos seus pensamentos sobre tolerância relixiosa. Este princípio, que tán frontalmente chocaba com os excessos fanáticos do século, é, no pensamento lockiano, a principal salvaguarda contra a violência, o fundamento de toda a convivênçia possíbel num tempo convulso.
RAÍZ CRÍTICA-ETIMOLÓXICA-DESPIADADA DA PALABRA CONTUBÉRNIO
Tudo parte de um contrícto contrainte, contraforme e contrafeito, contribuidor contributivo. Contrincante contristado, non mais que um tríste controlado. Controverssísta, conturbado. Que se víu envolto no meio de unha controvérsia, controvertíbel. A qual acabou em contubernal, contubérnio. Desatado, expontâneamente, dentro de nefânda taberna. Acabou sendo, irremediábelmente trincado, por atrever-se a trovar, sem a requerída licênça de proximidade.
O melhor retrato de Voltaire é o que foi pintado por Nicolas Largillières mal saiu da prisón. Theodore Besterman, o editor da correspondência de Voltaire, adquiriu-o num leilón e descreve-o desta forma: “Os olhos de um castanho brilhante; o nariz comprido e levemente bolboso; a boca larga, sensual, sorridente; a cara magra, mostrando xá as marcas do seu humor e talvez da sua saúde fráxil; tudo isso sob unha testa muito alta e enquadrada por unha grande peruca incrivelmente comprida, solta e desbotada; um colete de camurça vermelha aparece desabotoado com elegância, por cima e por baixo, para mostrar a elegante camisa com peitilho de renda; o casaco é de veludo malva escuro, com largos botóns dourados”. Aparentemente habia três versóns do retrato, e Voltaire ofereceu unha a Suzanne de Livry, embora a partilhasse com o seu amigo Génonville, xovem advogado que morreu prematuramente de varíola nunha epidemia que quase também custou a vida a Voltaire e que o transformou num acérrimo defensor da vacinaçón, tal como testemunham as suas Cartas Filosóficas. Fez com que Suzanne interpretasse Jocasta no seu Édipo, apesar de o seu talento dramático non se destacar muito. A peça teve muito sucesso, sobretudo para um xovem autor de 24 anos, e chegou a representar-se durante quarenta e cinco noites seguidas. Voltaire foi aclamado como merecedor da mesma glória que Racine e Corneille. Além disso, recebeu unha medalha de ouro e unha pensón do Rexente, a quem audaciosamente tinha dedicado o Édipo, unha peça onde se aborda o tema do incesto, ou sexa, aquilo de que tinha acusado esse Rexente que, por esse motivo, o tinha mandado prender na Bastilha. Voltaire xulgaba que a sua versón era superior à do Rei Édipo de Sófocles, ao manter o parentesco de Édipo em segredo até ao fim. Por outro lado, converteu Filoctetes em amante de Jocasta, Voltaire prefería este arqueiro de Hércules, possuidor das setas de Aquiles e víctima dos ardis de Ulisses, a Laio e ou ao próprio Édipo. Xulgou-se ver unha mensaxem subversiva encoberta, quando Filoctetes defende que, por mais que um rei sexa reverenciado como um Deus polos seus súbditos, Hércules e ele non deixarám de o ver como um home comum. Foram muito aplaudidos uns versos emparelhados em que se proclamaba que os sacerdotes som o que a estupidez das pessoas lhes permite ser e que toda a sua ciência está na nossa credulidade. Em 1722, morre o seu pai putativo e ele só fica com o mencionado usufructo de propriedade que passaria para os seus filhos nascidos no seio de unha unión matrimonial lexítima. Perde a sua pensón e recebe unha verba de perto de quatro mil libras. Voltaire sempre se indignou ao ver como Diderot trabalhava para a Enciclopédia por unha retribuiçón bastante modesta. Na sua opinión, se a arte debe ser algo excelso, non se debía negociar com ela como se fosse unha mercadoría. Rousseau escolheu escreber e viver pobre para manter a sua independência, embora também non evitasse pontualmente os mecenatos daqueles que procurabam refúxio nas suas casas de campo. Muito polo contrário, Voltaire será durante toda a sua vida um home de negócios que lidará com unha considerábel fortuna e, entre muitas outras actividades, comercializará relóxios de artesáns suiçós entre todos os seus conhecidos, incluindo em muitas casas reais. Esta circunstância fará com que se torne bastante classista, e defenderá que unha parte da populaçón debe quedar à marxem da educaçón, porque, caso contrário, ninguém serviria para desempenhar as necessárias tarefas agrícolas.
Note-se que os efeitos em Crescente som muito diferentes que os de Minguante. Afirma Plinio (libro 18 capítulo 32) que tudo o que se cortar, tusquear, colher fruta para conservar, debe-se facê-lo em Minguante. Os animais que se castram em Crescente, correm o perigo de morrer. Fructas, madeiras, veigas de milho, que se cortam em Crescente (segundo Paladio) estrágam-se mais de présa, que as cortadas em Minguante. Outro efeito é, para que se enxendrem machos, debem deitar-se os pais com as mulheres em Crescente. Quando se deitem as galinhas, se se quere tirar machos, ponham-nas encima dos ovos no Crescente. Se querem ao contrário esperem ao Minguante. Xirante da Lua. Afirma Jacobo de Palermo (italiano), que quem queira saber o ponto da conxunçón da Lua, tome unha copa de prata, ponha-lhe unha pouca de àgua do mar e cinza de oliveira, e naquel instânte em que se dê a conxunçón, revolverá-se a cinza e a àgua torna-se turba. O mesmo A. A. dá a causa do tal efeito, afirmando que, como a Lua tem domínio directamente sobre a prata, a oliveira e a àgua de mar, ao ponto da conxunçón dan sentimento, dando mostra da natureza que dela recebeu. Tem domínio no fluxo e refluxo do mar. E o A. A. Pedro Aponiense, afirmou que todo animal que morra de morte natural, non morre nunca em Crescente senón em Minguante. O primeiro Equinócio é o dia 21 de Março, entra o Sol baixo o Signo de Aries, e som os dias iguais com as noites. O segundo Equinócio é a 22 de Septembro, entra o Sol baixo o Signo de Libra, e aqui som outra vez os dias iguais às noites. O Solstício de Vrán é a 22 de Xunho, entrando o Sol no Signo de Cancer, e som os dias mais grandes de todo o ano. O Solstício de Inverno é a 22 de Decembro, entra o Sol no Signo de Capricornio, e som os dias mais pequenos de todo o ano.
O leitor que se aproximasse de “Ser e Tempo” teria de esquecer a aura enganosa da palabra “ser”, elevada na tradiçón como conceito fundamental. O significado filosófico teria de voltar ao seu sentido mais elementar: “ser” é apenas o nome para se referir a cada cousa e non a um conceito. Na verdade, mesmo antes de se definir por um significado, por “cousa” debería entender-se simplesmente “o que é”, e que é o primeiro, o que propriamente delimita unha “cousa” face a qualquer outra: nem sequer a um escudo face a unha espada, mas ao escudo cantado por Homero, quando se encontra no braço de Aquiles ou abandonado nunha esquina da sua tenda, ou até mesmo ao escudo de mísseis apontados a um obxectivo determinado. Na verdade, essa manifestaçón sempre distinta é o fenómeno em cada caso ou, o que é o mesmo, a “cousa”. Por isso, faz sentido falar de um ser universal (substância) e de um nome comum (substantivo), ao qual podemos chamar “ente”, que corresponderia a unha multiplicidade de cousas diversas (“escudo”, “espada”) e que também pretende significar “o que é”? Se fizer, virá sempre depois – recordemos aqui o sentido do irrelevante “antes” – e articular-se-á como algo derivado, a partir daquela “cousa” singular. Sobre o “ente” há, deste modo, unha ambiguidade orixinal: por um lado, constitui esse comum; por outro, na expressón ressoa, sem cessar, o eco daquilo que simplesmente é na sua irrelevância, a “cousa”, que tem lugar no momento exacto em que non reparamos nela, porque quando o fazemos, tal como vimos, se apresenta de outra forma. Imaxinemos os zapatos que trazemos calçados e que, certamente, nos passaram desapercebidos até este momento. Poder-se-ia dizer que o seu ser nada tem a ver com o significado “zapato” e que para nós carece de significado, na medida em que, simplesmente, os trazemos calçados. No entanto, esta situaçón mudará no momento em que, por diferentes motivos, por exemplo, porque se estragam em plena rua, me apertem o pé ou non sexam os adequados para a chuva que acabou de começar a cair, se me apresentam através de outro prisma. Dessa maneira, os zapatos convertem-se noutra “cousa”: nessa nova situaçón, por exemplo, se están estragados, penso neles noutra perspectiva, unha perspectiva que os torna precisamente inúteis para continuarem a ser usados. Os meus zapatos passam a ser assunto do zapateiro, que é quem sabe de zapatos e de como consertá-los. Assím, quem simplesmente calça zapatos, non sabe de zapatos, e quem sabe – o zapateiro ou desenhador de zapatos – non anda, polo menos enquanto exercita o seu saber. Qualquer outro exemplo (a camisa que tenho vestida; o copo que aproximo dos meus lábios para beber, mas no qual só penso como copo quando se parte; o eléctrico em que entro sem parar para pensar no seu funcionamento nem na rede de transportes municipais, excepto quando é interrompida) serviria para ilustrar esta divisón: as cousas “som” precisamente quando non as questionamos, e passam a ser outra cousa, quando, por algúm motivo, interrompemos a nossa relaçón e nos vemos obrigados a reparar nelas. Essa divisón reitera a ambígua questón do ser, xá antes referida. Agora poderíamos completá-la assim: a ontoloxia torna as cousas o seu tema central, mas ao fazê-lo interrompe o seu curso, o seu ser. A ontoloxia começa como interrupçón do ser, como a operaçón que situa as cousas noutro estracto, exactamente naquele em que o seu limite (o seu uso) non é suficiente para diferenciá-las e aparece unha determinaçón acrescida: o seu significado. Agora, o limite deixa de ser o seu para se transformar no que a própria tematizaçón impón. A partir dessa tematizaçón, as cousas podem ser reconhecidas como “entes” e, de passaxem, como conceitos e ideias.