Arquivo por autores: fontedopazo

ENGELS (AUSGEWÄHLTE SCHRIFTEN)

A concepçón materialista da história também tem agora muitos desses amigos para os quais ela non é mais de que um pretexto para non estudar história. Marx dissera em finais da década de setenta, referindo-se aos “marxistas” franceses, que “tout ce que je sais, c’est que je ne suis pas marxiste” (“a única cousa que sei é que eu non som marxista”). Em xeral, a palabra “materialista” serve na Alemanha, a muitos escritores xovens, como unha simples expressón para classificar sem necessidade de mais estudo tudo o que existe ou existirá; cola-se esta etiqueta e xulga-se poder dar o assunto por concluído. Mas a nossa concepçón da história é, sobretudo, unha guia para o estudo e non unha alavanca para levantar construçóns à maneira do hegelianismo. Há que estudar de novo toda a história, investigar em pormenor as condiçóns de vida das diversas formaçóns sociais, antes de começar a inferir delas as ideias políticas, do direito privado, estécticas, filosóficas, relixiosas, etc., que a elas correspondem. Até hoxe, neste terreno foi feito pouco, pois foi muito reduzido o número de pessoas que se dedicarom sériamente a isso. Aqui necessitamos de forças que nos axudem; o campo é infinitamente grande, e quem desexar trabalhar sériamente pode obter muito e distinguir-se. Mas, em vez de fazê-lo assim, há demasiados alemáns xovens a quem o estereótipo do materialismo histórico (tudo pode ser transformado em estereótipo) só lhes serve para erixir apressadamente um sistema com os seus conhecimentos históricos, relativamente escassos – pois a história económica está ainda no seu início -, e pavonear-se depois, muito ufanos da sua façanha.

ENGELS

LITERATURA CLÁSSICA GREGA (PROOIMION)

O Corpus dos “Himnos Homéricos”, están entre as obras a miúdo atribuidas a Homero na Antiguidade. Assím, Tucídides, citando a Homero como “a melhor proba” para um xuízo histórico, cita os versos do “Himno a Apolo” como procedentes de “O proémio de Apolo”. O têrmo “proémio”, “prooimion”, era standard para estes himnos e probabelmente implica que em ocasións se dabam como preliminares de unha recitaçón épica mais larga. Nalgum momento de finais da Antiguidade, todos os himnos em hexámetros non asociados com outros famosos autores de himnos (especialmente Orfeo, Museo, Oleno e Panfo) forom reunidos com aqueles que se atribuiam especificamente a Homero para formar o corpus dos “Himnos homéricos”, que se conservarom desde o final do período medieval. Sem embargo, a verdade é que nem só um destes himnos, nem sequer os mais imponentes, podem ser de Homero, porque a sua linguáxe e estilo som derivativos, “sub-épicos”, e em algúns lugares claramente hesiódicos. A práctica de atribuir a Homero toda unha variedade de poemas em metros épicos, começou bastante cedo, xá fora por ambiçóm, ignorância, piedade ou certo sentido de pulcritude. Incluíu-se um poema sobre Tebas, a “Tebaida”, assím como componentes sem autor do “Ciclo épico”, aqueles poemas épicos curtos e derivativos que tinham sido criados para encher os intervalos deixados pola Ilíada e a Odisseia, e dos que só se conservam resumes de argumentos e uns poucos fragmentos carentes de inspiraçón. Non resulta por tanto sorprehendente que Tucídides acreditara que o “Himno a Apolo” fora de Homero, ou que se consideraram suas acríticamente outras obras similares. Talvés sexa mais intrincado saber por que Hesíodo non foi escolhido ocasionalmente como possíbel autor, posto que em “Os Trabalhos e os dias”, pretende ter ganho um concurso com um himno nos xogos funerários de Anfidamas em Eubea; e habia unha tradiçón conhecida, segundo a qual él e Homero cantaron um himno a Apolo em Delos.

P. E. EASTERLING E B. M. W. KNOX (EDS.)

ARENDT (PODER + VIOLÊNCIA)

Probavelmente, a palabra “crise” é a que mais se repete no título dos seus ensaios destes anos: “A crise na educaçón”, “A crise na cultura”, “Crise da república”… Torna a ser relevante ter em conta o contexto, pois som libros muito relacionados com a turbulência da política americana e a situaçón mundial do momento. Terminado abruptamente o sonho dourado com o assassinato de Kennedy e a crise dos mísseis de Cuba em 1962, Arendt manifestou-se várias vezes contra a guerra do Vietname. Da mesma forma, escrebeu sobre o papel da mentira na política, quando se soube como o governo de Nixon mentira ao país para xustificar a intervençón militar no Vietname, através da publicaçón dos “Papéis do Pentágono”, num prenúncio do que seria o caso Watergate mais à frente, ou até o caso Wikileaks hoxe em dia. Escrebeu também sobre a desobediência civil de acordo com o movimento de defesa dos direitos civis nos Estados Unidos e com a resistência cívica à guerra, ou sobre os problemas da segregaçón racial dos afro-americanos. Outro dos problemas candentes do final da década de 1960, muito presente tanto nas discusóns públicas como no activismo político era, sem dúvida, a relaçón entre violência e poder: o poder é a expressón da violência de alguns? Podemos desligar o conceito do poder da violência e da força? O poder é um fenómeno exclusivamente governamental? O seu ensaio “Sobre a Violência” (1969) é, neste sentido, unha das obras fundamentais para comprehender a política – e, consequentemente, o poder – fora da categoria de dominaçón. Em suma, poderíamos dizer que os seus textos de 1960-1970 apelam para unha intervençón colectiva da cidadania no espaço público, entendendo a democracia e o poder como esse exercício cidadán da acçón colectiva, como unha acçón de defesa do público a partir da sociedade civil. Contudo, non debemos pensar que estes ensaios som de forma algunha meros comentários descriptivos dos factos históricos do momento. Polo contrário, encontramo-nos perante unha profunda reflexón filosófica sobre as experiências políticas do seu tempo, um pensamento normativo sobre aspectos fundamentais da política: a responsabilidade inherente à cidadania, o poder, a liberdade pública ou as possibilidades da acçón colectiva, questóns que reaparecem na sua obra de forma recorrente. A sua análise non parte de conceitos prévios, mas das experiências políticas, dos acontecimentos, e é a partir dessas experiências que constrói e reelabora termos como poder, violência ou acçón.

CRISTINA SÁNCHEZ

DILATAÇÓN TEMPORAL (F46)

Os relóxios em movimento parecem retrasar-se. Como isso também se aplica aos relóxios biolóxicos, as pessoas em movimento envelheceram mais lentamente, mas non se faga demasiadas ilusóns: às velocidades correntes, ningún relóxio normal seria capaz de medir a diferença. Para ver como este análise se aplica aos aparelhos que levam a conta do tempo, consideremos dous observadores que están mirando um relóxio. Segundo a relatividade especial, o relóxio vai mais rápido para um observador que está em repouso com respeito ao relóxio. Para os observadores que non están em repouso respeito do relóxio, este anda mais lentamente. Se o observador que está no avión sincroniza um pulso de luz que vai e vem entre a cauda e o morro do avión com o tic-tac do seu relóxio, vemos que para um observador em terra o relóxio vai mais lento, porque no sistema de referência do chan o pulso de luz tem de recorrer unha distancia maior. Mas o efeito non depende do mecanismo concreto do relóxio; aplica-se a todos os relóxios, incluso aos nossos relóxios biolóxicos. O trabalho de Einstein demostrou que, tal como ocurre com o conceito de repouso, o tempo non pode ser absolucto, à diferença do que tinha acreditado Newton. Em outras palabras, non é possíbel, para cada suceso, asignar um tempo para o qual todos os observadores estem de acordo. Ao contrário, cada observador têm a sua própria medida do tempo, e os tempos medidos por dous observadores que se estám movendo um com respeito do outro non coincidem. As ideias de Einstein vam contra a nossa intuiçón porque as suas implicaçóns non som observábeis às velocidades que encontramos na vida corrente, mas forom repetidamente confirmadas nas experiências. Por exemplo, imaxinemos um relóxio de referência no centro da Terra, outro na superfície da Terra, e outro a bordo de um avión que voa ou bem no sentido da rotaçón da Terra ou bem no sentido oposto. Com respeito ao relóxio situado no centro da Terra, o relóxio a bordo do avión que voa para Este – é dizer, no sentido da rotaçón da Terra – despraça-se mais rápido que o relóxio situado na superfície da Terra, e polo tanto debe retrasar. Análogamente, respeito ao relóxio situado no centro da Terra, o relóxio a bordo do avión que voa para o Oeste – no sentido oposto á rotaçón da Terra – despraça-se mais lentamente que o relóxio da superfície, o qual significa que o relóxio do avión debería avanzar respeito do relóxio da superfície. E isso é exactamente o que se observou quando, nunha experiência realizada em Outubro de 1971, um relóxio atómico muito preciso voou arredor do mundo. Assím pois, poderiamos alargar a nossa vida se voá-se-mos constantemente cara ao Este arredor do mundo, aínda que acabaríamos aborrecidos de ver todos os filmes das aerolinhas.

STEPHEN HAWKING E LEONARD MLODINOW

MACHIAVELLI (REALPOLITIK)

Os críticos dividem-se entre os que consideram relevante conhecer as vidas dos autores e os que se limitam a centrar-se nas suas obras. Isto é especialmente certo no caso da teoria literária, onde a opinión xeneralizada tende a optar pola segunda postura: por acaso um romance (ou um poema) deixa de ser bom polo facto de o seu autor ser mala pessoa? Mas a tese anterior é muito mais discutida na história da filosofia. Neste caso, non só é necessário conhecer o contexto histórico em que as ideias forom concebidas e formuladas, como evidentemente também é conveniente confirmar que existe unha certa coherência entre a experiência biográfica de um pensador e os conselhos que ele nos dá. O contrário é unha impostura, unha alarmante mostra de hipocrisia intelectual. O exemplo paradigmático de que non se pode separar o relato biográfico de um filósofo da exposiçón do seu pensamento é Nicolau Maquiavel, pois a sua obra é um resultado directo – e non só reflexivo, mas também obxectivo – das vicissitudes da sua vida. Consequentemente, concebemos este primeiro capítulo como unha revisón dos momentos mais importantes da vida política do eterno secretário da xovem República de Florença. Vamos deter-nos em todas aquelas situaçóns que produziram unha profunda impressón em Maquiavel e que após unha ponderada reflexón, expressou sob a forma de máximas e aforismos. E vamos apresentar ambos os aspectos, experiência vital e recomendaçóns para a acçón, em simultâneo. O também xovem Maquiavel teve unha carreira política que podemos classificar como meteórica, sem receio de nos enganarmos. Non foi por acaso que, em pouco tempo, foi nomeado e promovido a um grande número de cargos de responsabilidade nas maiores instituiçóns de Florença. Isto permitiu-lhe acumular unha vasta experiência laboral, da qual aproveitou para retirar liçóns fundamentais que expressará posteriormente nas suas obras de teoria política. O seu âmbito de acçón foi, sobretudo, o dos assuntos exteriores e militares da sua cidade-estado. E, nisto, Maquiavel foi um privilexiado, pois privou com os principais actores da cena política internacional, muitos dos quais conheceu pessoalmente de forma prolongada: Luís XII de França, os papas Alexandre VI, Xúlio II, León X e Clemente VII, César Bórgia, o imperador Maximiliano II do Sacro Império Romano (a que hoxe chamamos Alemanha), o rei Fernando, o Católico. A partir da observaçón da forma de actuar de todas estas ilustres personaxes, das missóns diplomáticas que lhe foram atribuídas e das negociaçóns que sostivo com elas, o perspicaz florentino aprendeu como se debe comportar um monarca de sucesso. Sem desmerecer o nosso protagonista, o que non teria cada um de nós retirado, se tivéssemos participado em reunións como a cimeira dos Açores ou a da assinatura do Tratado de Versalhes, para referir apenas duas muito conhecidas?

IGNACIO ITURRALDE BLANCO

ESCRITORES HISPÂNOS (HÉCTOR ALBERTO ÁLVAREZ MURENA)

Álvarez Murena, Héctor Alberto (1924-1975). Ensaísta, româncista e contista arxentino que escrebe como Héctor A. Murena. Aínda que publicou vários libros de poesía e a obra teatral “El juez”, é mais conhecido como ensaísta. “El pecado original de América” (1954) é, segundo o autor, unha autobiografia mental. Este pecado é histórico: trata-se de um sentimento de culpa que fai que o hispanoamericano sinta que debe ser castigado. À diferença de outros países, entre os que se incluiem aqueles países hispanoamericanos com unha herdânça indíxena, a Arxentina é um país que debe sobreviver sem um passado. Murena critica ao Borges dos anos cinquenta e também ao grupo Martín Fierro por criar unha sensaçón falsa de nostalxía entre os arxentinos. Vê a cultura como um paliativo contra a realidade e contra o sentimento de culpa. “Ensaios sobre subversón” (1963) afirma que o intelectual é necesariamente subverssívo ao defender o tempo. Hispanoamérica tolerou aos seus escritores, porque o humano foi sacrificado ao político e às esixências da “natureza” (José Eustacio Rivera em “La vorágine” ou o “Martín Fierro” de Hernández) ou a unha actitude intelectual ailhante. Os escritores desexam ser dominados polo capitalismo ou polo marxismo, quando na realidade deberiam estar em contra de toda exploraçón. Homo atomicus (1961) é unha visón igualmente pesimista da situaçón do home contemporâneo, na qual se atísba a destruçón da humanidade. A nossa época mostra-se como unha nova Idade Média ou como unha etapa poshistórica. Entre os seus românces encontram-se três sobre a época peronista (“La fatalidad de los cuerpos”, 1955; “Las leyes de la noche”, 1958, e “Los herederos de la promesa”, 1965), nos que reaparece a desilusón que mostram os seus ensaios “História de un día” e unha quevedesca “Epitalámica” (1969), que foi o primeiro volûme de sete, que mostram o mundo contemporàneo como unha traxicomédia grotesca e que ao mesmo tempo som intelixentes paródias de autores de hoxe, daqueles que Murena considera forom excesivamente valorados por críticas e públicos. “F. G.: Un bárbaro entre la belleza” (1972), é a biografia de um poeta ficticio que incluie a sua “obra literária”. Os seus contos som menos orixinais, pois neles é evidente a influênça de Poe, Quiroga e Kafka. Están recopilados em “Primer testamento” (1946) e “El centro del infierno” (1956).

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (ANTONIO ÁLVAREZ LLERAS)

Álvarez Lleras, Antonio (Bogotá, 1892-1956). Dramaturgo e româncista colombiano, foi um dos fundadores do teatro moderno no seu país. Escrebe sobre temas contemporâneos num estilo realista e frequentemente moralista. Bayona Posada considera a sua obra “El virrey Solís” a melhor obra teatral histórica escrita em Hispanoamérica. Outras obras som: “Víboras sociales” (1911), “Como los muertos” (1916) e “Los mercenarios” (1924). A sua melhor novela é “Ayer, nada más…” (1930), na qual trata do mundo interior e exterior que coexistem em Bogotá.

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (JUAN ÁLVAREZ GATO)

Álvarez Gato, Juan (Madrid, c. 1433 – c. 1509). Poeta e cortesán. Foi camareiro da rainha Isabel em 1495. Os seus delicados villancicos, as suas sátiras e versos líricos forom muito estimados por Gómez Manrique e recolhidos por J. Artiles Rodríguez para a sua publicaçón, “Obras completas” (1928). “Una Breve suma de la santa vida del reverendísimo fray Fernando de Talavera”, também lhe foi atribuida.

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (ALFONSO ÁLVAREZ DE VILLASANDINO)

Álvarez de Villasandino, Alfonso (Villasandino, Burgos, c. 1345- c. 1425). Também é conhecido como “de Illescas”. Foi poeta das cortes de Enrique II e Juan I de Castela. Escrebeu sobre matérias de relixión e poemas amorosos e de encargo. As suas sátiras som intelixentes e a sua facilidade técnica resulta evidente, ainda que as suas poesías som de desigual qualidade. Pero Niño, conde de Buelna, empregou-o como autor de cançóns amorosas. As suas primeiras obras forom escrítas em galego, mas logo passou ao castelán. No Cancioneiro de Baena incluiem-se mais de cem poemas seus; mais que de ningúm outro poeta.

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (GABRIEL ÁLVAREZ DE TOLEDO Y PELLICER)

Álvarez de Toledo y Pellicer, Gabriel (Sevilla, 1622 – 1714). Poeta e historiador de ascendência portuguesa. Foi secretário e bibliotecário de Felipe V e um dos membros fundadores da Real Academia Española. A sua poesía, excepçón feita da “Burromaquia, que é burlesca, caracteriza-se por um foro místico e filosófico. Torres de Villarroel publicou as suas “Obras póstumas poéticas, con la Burromaquia” (1744). O primeiro volûme da sua “Histórica de la Iglesia y del mundo” apareceu em 1713.

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (MIGUEL DE LOS SANTOS ÁLVAREZ)

Álvarez, Miguel de los Santos (Valladolid, 1817-1892). Poeta romântico de importância menor que seguíu a linha estilística de Espronceda, a quem conheceu. Álvarez continuou o poema inconclúso deste, “El diablo mundo” em 1852, mas sem a xenialidade que tinha o seu modelo. Esteve envolvido em actividades políticas de signo radical, que o forzarom a sair exiliado para França em 1848. Regresou em 1852, e foi nomeado gobernador de Valladolid em 1854. Entrou no serviço diplomático dous anos despois. A maior parte da sua obra foi circunstâncial. “La protección de un sastre” (1840), novela humorística e cáustica, é bastante melhor que as suas “Tentativas Literárias” (1864).

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ESCRITORES HISPÂNOS (JOSÉ SIXTO ÁLVAREZ)

Álvarez, José Sixto (Gualeguaychú, 1858 -1903). Escritor arxentino autor de contos costumbristas e libros de viáxes. Utilizou o pseudónimo de “Fray Mocho”. Estudou no Paraná e estabeleceu-se como xornalista em Buenos Aires por perto de 1879. Colaborou no “El Nacional”, “La Pampa”, “La Patria Argentina” e “La Nación”, sendo fundador da revista “Caras y Caretas”, que despois publicou alguns contos de Güiraldes. Em 1906 publicou em forma de libro “Cuentos de Fray Mocho”, onde recolhia algunhas narraçóns publicadas na sua revista. A maioria das suas obras forom circunstanciais, mas todavia se lem: “Un viaje al país de los matreros” (1897), sobre a província de Entre Rios; “Memórias de um vijilante” (1897), baixo o pseudónimo de “Fabio Carrizo”, e “Vida de los ladrones célebres y sus maneras de robar” (1887) que, como as “Memórias”, escrebeu a partir das suas experiências como oficial da polícia.

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ESCRITORES HISPÂNOS (HERNANDO DE ALVARADO TEZOZOMOC)

Alvarado Tezozomoc, Hernando de (México, c. 1520-d 1598). Tezozomoc foi filho do penúltimo emperador azteca, Cuitláhuac. Escrebeu em fala castelán unha “Crónica mexicana” que probabelmente debía comprehender duas partes: unha que descrebia a história dos povos indígenas até à chegada de Hernán Cortês, e unha segunda que narraria a conquista. Esta probabelmente nunca chegou a ser escríta. A primeira parte foi publicada por lord Kingsboroug em 1848 em “Antiquities of Mexico” e foi traducida ao françês e publicada em 1853. A obra é a miúdo obscura e está escrita em castelán bastante rudimentário. Como Alva Ixtlilxóchitl, Tezozomoc carecía de um sentido histórico da cronoloxía, pois a ambos lhes resultaba difícil acordar o antigo calendário indígena com o gregoriano. Segundo Orozco y Berra, “a Crónica de Tezozomoc apresenta a lenda na sua prístina sinxéleza; tem o sabor dessas relaçóns conservadas desde tempos remotos polos povos selvaxens, transmitidas de xeraçón em xeraçón… pinta as façanhas e as costûmes dos heróis – narra as causas que motivarom as guerras e os resultados destas… os diálogos som naturais, o estilo é duro, descuidado, próprio dos povos aos quais pertence…”. A fonte na qual se basou Alvarado Tezozomoc foi, como no caso da “História de las Indias” de Durán, a “Relación del origen de los indios que habitam esta Nueva España según sus histórias” de um historiador anónimo que foi seguramente um indígena seglar.

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ESCRITORES HISPÂNOS (HUBERTO ALVARADO)

Alvarado, Huberto (1925). Poeta guatemalteco que escrebeu no seu primeiro libro, “Sombras de sal” (1947), um sincero homenaxe ao home como centro do universo. Também publicou ensaios literarios e políticos e foi fundador do grupo “Saker Ti”, que continuou, de maneira mais radical que o grupo “Acento”, a renovaçón artística em Guatemala.

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ESCRITORES HISPÂNOS (FERNANDO DE ALVA IXTLILXÓCHITL)





Alva Ixtlilxóchitl, Fernando de (Teotihuacán, México, 1568 – 1648). Historiador e descendente do rei de Texcoco e do imperador de México. Estudou no coléxio de nobres indíxenas de Santiago de Tlatelolco. Escrebeu a “História chichimeca”, também conhecida como”História general de la Nueva España” (México, 1891-1892). Os seus materiais forom os antigos códices dos seus maiores e a informaçón oral que recabou entre os anciáns que tinham sido testemunhas da história. Também é o autor da “Relación de pobladores”. Ambas obras forom escritas em fala mexicana. De el afirmou García Icazbalceta: “oxalá houbera escríto menos, com mais detenimento e atençón à cronoloxia, porque resulta quase impossíbel seguí-lo no labirinto das suas relaçóns”. A visón que ofrece Ixtlilxóchitl da história é a texcuucana, polo que para conhecer minimamente a verdade, haxa que comparar a sua obra com a mexicana escrita por Alvarado Tezozomoc.

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