Arquivo por autores: fontedopazo

ESCRITORES HISPÂNOS (VERSOS DE ARTE MAIOR)

Arte maior, Versos. Ou coplas de arte maior, som aqueles formados por um número variábel de sílabas (de nove a catorce) com quatro pausas, duas em cada hemistíquio, e unha cesura. O têrmo aplíca-se polo comúm a versos de doze sílabas com unha forte cesura depois da sexta, fórmula especialmente popular no século XV. Pode-se fazer multitude de combinaçóns com este verso, no qual o rítmo é anapéstico e non yâmbico.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ANTÓN ARRUFAT)

Arrufat, Antón (La Habana, 1935). Dramaturgo cubano que cultiva o “teatro do absurdo”. O seu tema por antonomasia é o “tempo” e os estragos que causa ao home. “El caso se investiga” (1957), ridiculiza os métodos policiacos á maneira de Mack Sennet nos seus films mudos. “El vivo al pollo” (1961), que trata de unha mulher que embalsama o seu marido morto para poder conservá-lo sempre ao seu lado. A mulher acaba casándo-se com o embalsamador, e o difunto converte-se na melhor propaganda do negócio. A inexorábel destruçón do rutinário, aparece em “El último tren” e “La repetiçón”, ambas de 1963. “Todos los domingos” (1965) mostra-nos unha mulher paralítica que foi abandonada polo seu prometido vinte anos antes. Ela dedica-se a alugar muchachos xovens, que a visitam cada Domingo, vestidos exactamente igual a el. A enfermeIra da mulher, mata ao último dos impostores com unhas tissouras, mentras que ela rí aloucadamente. A sua obra “Los siete contra Tebas” (1968), baseada na traxédia de Ésquilo, provocou unha forte reaçón por parte do rexíme de Castro.

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ESCRITORES HISPÂNOS (RAFAEL ALBERTO ARRIETA)

Arrieta, Rafael Alberto (Buenos Aires, 1889-1968). Historiador literário e Poeta arxentino. Foi professor de literatura europeia na Universidade de La Plata, onde se tinha graduado. Entre 1917 e 1918 editou a “Revista Atenea”. Colaborou e editou a “História de la literatura argentina” (1960, seis volûmes). Ganhou o “Prémio Nacional de Filosofía” com a sua obra “Don Gregório Beeche y los bibliógrafos americanos de Chile y del Plata” (1942). A sua obra poética inclúie “Alma y momento” (1910), “El espejo de la fuente” (1912), “Las noches de oro” (1917), “Fugacidad” (1921), “Estío serrano (1926) e “Tiempo cautivo” (1947).

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ESCRITORES HISPÂNOS (JUAN BAUTISTA ARRIAZA Y SUPERVIELA)

Arriaza y Superviela, Juan Bautista (Madrid, 1770-1837). Poeta. Durante um tempo pertenceu à Marinha, mas foi licenciado em 1798. Servíu entón no corpo diplomático e foi asignado a Londres. Os seus primeiros versos forom publicados em “Primicias” (Paris, 1797), aos quais seguirom “Ensayos poéticos” (1799) e “Poesías Líricas” (1822). Cultivou também a poesía política nas suas “Poesías patrióticas” (Londres, 1810) e por elas foi chamado “el poeta oficial”, xa que com os seus versos celebraba os nascimentos, matrimonios ou mortes dos reis, assím como as proezas do povo espanhol em luta, como os famosos poemas sobre o dous de Maio. A sua traduçón da “Poética de Boileau” (1807) fixo-se célebre. Foi um poeta excessivamente fácil, ainda que os seus poemas eróticos estém dentro da melhor tradiçón da sua época. As suas poesías forom editadas na BAE, por L. A. de Cueto (vol. LXVII, 1875).

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ESCRITORES HISPÂNOS (JUAN JOSÉ ARREOLA)

Arreola, Juan José (Zapotlán, 1918). Contista e actor mexicano. Os seus primeiros contos aparecerom em Guadalajara em revistas estudantís dos anos quarenta. Editou, xunto com Juan Rulfo, a revista “Pan”. Foi actor de “La Comédie Française” baixo a direçón de Jean Louis Barrault. O seu libro “Varia invención” apareceu em 1949. “Confabulario” apareceu em 1952 e unha ediçón mais âmpla dos seus “Contos reunidos” apareceu em 1955. Em 1958 publicou “Punta de plata”, bestiário de fábulas satíricas que mais tarde forom incluídas, xunto com os dous libros anteriores, em “Confabulario total 1941-1961” (1962). Com a obra teatral “La feria” ganhou o “Primeiro Prémio de Teatro en Bellas Artes” (1963), nela conxura textos bíblicos de Isaías, Ezequiel e os Apócrifos, com dactos extraídos dos arquivos de “La Colonia” e parte das memórias da sua infância, por outro lado sempre pressentes no resto das suas obras. Em “Palindroma” (1971) percébe-se unha correspondência de inquietudes estécticas com Borges, com quem a miúdo se o compara inxustamente. Arreola é um dos criadores mais orixinais do seu continente.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ANTONIO ARRAÍZ)

Arraíz, Antonio (Barquisimeto, 1903-1962). Poeta e novelista venezolano que iniciou a sua produçón com os poemas vanguardistas reunidos em “Áspero” (1924). Despois dedicou-se à novela, a miúdo poderosamente autobiográfica, como quando escrebe “Puros hombres” (1938), obra na que narra a vida dos presos políticos durante a dictadura de Gómez (1908-1935). “Dámaso Velázquez” (1943), também chamada “El mar es como un potro”, é unha novela brutal e vigorosa situada no Caribe. “Todos iban desorientados” (1951) é unha sátira social cheia de intelixência, na qual se analiza a caída de algunhas famílias venezolanas. Também escrebeu unha fábula, “Tío tigre y tío conejo” (1945), na qual reflexa actitudes tipicamente venezolanas.

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ESCRITORES HISPÂNOS (FERNANDO ARRABAL)

Arrabal, Fernando (Melilla, 1932). Dramaturgo espanhol. Estudou dereito em Madrid, mas reside em Frânça desde 1954 e nesse país escrebeu a maior parte da sua obra. As suas peças teatrais reflexam a crueldade e a inocência, a violência e o mal, num intento por mostrar os vários tipos de moral que existem simultâneamente na sociedade. Arrabal reconhece a dívida que tem contraída com Beckett, mas Esslin (no seu “teatro do absurdo”, 1962) mostrou até que ponto o influênciou Dalí. Julliard publicou vários volûmes do seu “Théàtre”. O volûme I (1958) inclúie “Oraison”, “Les deux bourreaux”, “Fando et Lis” e “Le cimetière des voitures”; o volûme II (1961) “Guernica”, “Le labyrinthe”, “Le tricycle”, “Pique-nique en campagne” e “La bicyclette du condamné”; e o volûme III (1965), “le couronnement”, “Le grand cérémonial”, “Concert dans un oeuf” e “Cérémonie pour un noir assassiné”. Em “Orchestration théâtrale”, estreada em 1959, Arrabal intentou fazer unha obra sem diálogo, usando como vehículo expressivo as formas abstractas dos universos de Calders ou Miró. O seu gosto polo xadrez e outros xogos, levárom-no a escreber várias séries de obras dramáticas rituais como “L’architecte et L’Empereur d’Assyrie” (1967), para duas personáxes, brilhantemente representada por Jorge Lavelli em 1967. Também escrebeu “Baal Babylone” (París, 1959) e “L’enterrement de la sardine” (París, 1961). Em 1982 obtívo o Prémio Nadal, com a novela “La torre herida por el rayo”.

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ESCRITORES HISPÂNOS (PADRE JUAN AROLAS)

Arolas, Padre Juan (Barcelona, 1805- 1849). Poeta e xornalista. Foi ordenado sacerdote ós dezaseis anos e ingressou na ordem dos ensinantes das escolas pías. Trabalhou em Valencia de 1835 a 1842. Com unha excessiva emotividade, acabou por morrer louco. Incapacitado antes, para exercer a sua vocaçón. Os seus poemas amorosos, influídos por Víctor Hugo, resultam mais eróticos do que sería de esperar no período romântico espanhol. Nos seus versos relixiosos encontraremos unha pegada de Lamartine, mentras que Rivas e Zorrilla, influíron nas suas “Leyendas” e em “Romances históricos”. Em 1840 forom editadas as suas “Poesías caballerescas y orientales” e as suas “Poesías religiosas, orientales, caballerescas y amatorias” (1842). L. L. Roselló e j. Olea, editarom baixo o nome de “Poesías escogidas” em (1921).

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ESCRITORES HISPÂNOS (CARLOS ARNICHES Y BARRERA)

Arniches y Barrera, Carlos (Alicante, 1866-1943). Foi um dos mais prolíficos e importantes autores de sainetes xunto com os irmáns Álvarez Quintero. Escrebeu mais de duzentos sainetes ( que entón eram acompanhados com música como as zarzuelas), cuxos temas principais eram a vida e as costûmes madrilénas. Muitos deles forom escritos com a colaboraçón de Abati, García Álvarez, López Silva, Fernández Shaw e outros. Os que escrebeu em solitário forom reunidos por E. M. del Portillo em “Obras completas” (1948). Entre os seus sainetes mais populares podemos mencionar “Alma de Dios”, “El senhor Badanas”, “Don Quintín el amargao” e “La señorita de Trevélez.” Dedicou-se-lhe um número especial em “Cuadernos de Literatura Contemporânea” (1943), que inclúie unha bibliografía de Arregui. Nas suas obras esaxéra a nota sentimental e a miúdo descuida aspectos gramaticais e léxicos, ainda que o seu sentido teatral sexa innegábel e os seus neoloxismos foram incorporados ao castelán de Madrid. Em carta a Julio Cejador, afirmou: “Aspiro somente com os meus sainetes e farsas a estimular as condiçóns xenerosas do povo e fazer-lhe odiosos os malos instintos. Nada mais”.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ARNAU DE VILANOVA)

Arnau de vilanova (Valencia, c. 1240 – 1311). Escritor espiritual contemporâneo de Ramon Llull. Estudou línguas orientais, medicina e teoloxía; servíu como médico real em diferêntes côrtes, dedicando-se também ó ensino, época que marcou um câmbio importânte no seu pensamento. Foi influído polas doutrinas espirituais da época – o misticismo visionário de Joaquín de Fiore, o cabalismo xudaico, etc… – , as suas preocupaçóns de ordem relixioso passarom a um primeiro plano: nas suas predicaçóns advertía da inminente chegada do Anticristo e do fim do mundo (que datou em diferêntes ocasións), ao mesmo tempo que propugnaba a reforma da Igrexa e das ordens relixiosas. A sua produçón consta de numerosas obras médicas – perto de setenta – , escritas em latím, e de um bom número de obras de carácter relixioso, escritas em latím e em catalán. Debído a unha sentênça condenatória de 1316, somente se conservaron em catalán cinco opúsculos relixiosos: “Confessió de Barcelona” (defesa do seu ideário lída no palácio real de Barcelona em 1305), a “Lliçó de Narbona”, a “Informació als beguins”, o “Raonament d’Avinyó” e a “Informació espiritual”, dirixida a Federico de Sicília.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ANTONIO ARNAO)

Arnao, Antonio (Murcia, 1828 – 1889). Poeta e autor de libretos de zarzuela. Com o seu paisano murciano José Selgas, Arnao representa a tradiçón antiromântica da época. Os seus dramas históricos sobre figuras nacionais como o rei Rodrigo e Garcilaso non tiverom demasiado êxito e os seus versos non soportárom o passo do tempo, ainda que Menéndez y Pelayo, indulxentemente, tenha apuntado que tinham pureza no vocabulário e unha cuidada construçón. Estes versos están reunidos em “Himnos y quejas” (1851), “Melancolías” (1857), “La campaña de África” (1860), “El caudillo de los ciento” (1866), “Poesías religiosas” (1872) e o libro póstumo “Soñar despierto” (1891), entre outros.

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ESCRITORES HISPÂNOS (JOSÉ DE ARMAS Y CÁRDENAS)

Armas y Cárdenas, José de (1866 – 1919). Crítico cubano que escrebia baixo o pseudónimo de “Justo de Lara”. O seu melhor libro foi “Cervantes y el Quijote” (La Habana, 1905), que foi superado em quanto a biografía polo de Astrana Marín, mas que continua vixente enquanto aos métodos que Cervantes utilizou para satirizar a Felipe III e ao duque de Lerma, que estabam empobrecendo o país ainda mais com as guerras contra os infieis. “El Quijote y su época” (1915) continuou as investigaçóns anteriores. Armas publicou os seus ensaios em dous volûmes, “Ensayos críticos de literatura inglesa y española” (1910) e “Estudios y retratos” (1911).

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ESCRITORES HISPÂNOS (ROBERTO ARLT)

Arlt, Roberto (Buenos Aires, 1900 – 1942). Novelista, contista e autor arxentino. As suas quatro novelas som: “El juguete rabioso” (1926), “Los siete locos” (1929) e a sua secuela, “Los lanzallamas” (1931), que trata das aventuras de uns homes que planeabam colapsar o mundo capitalista, e “El amor brujo” (1932). Reuníu os seus contos em “El jorobadito” (1933). “Aguafuertes porteñas” som escenas da vida bonaerense. Há algo dos “Sueños de Quevedo” no mundo grotesco e pessimista de Arlt, para quem os seres humanos som monstruos que se movem nas sombras, ou autómatas que vivem nas cidades. Arlt, a diferênça de Larreta, escrebia rápidamente, pois também era um xornalista activo. As suas ficçóns carecem pois, da elaboraçón cuidadosa de outros dos seus contemporâneos, e algunhas incongruências argumentais e falta de planificaçón. Non obstânte, o seu poderío imaxinativo e a sua intensa visón da urbe, convertirom-no num dos novelistas mais interessantes da sua época. As suas obras teatrais som “África, trescientos millones” (1932), “La isla desierta” e “El fabricante de fantasmas” (1936). As suas “Novelas completas y cuentos” (3 volûmes) aparecerom em 1963. Existem ediçóns mais recentes.

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ESCRITORES HISPÂNOS (MANUEL MARÍA DE ARJONA Y DE CUBAS)

Arjona y de Cubas, Manuel María de (Osuna, 1771 – 1820). Poeta. Foi canónigo da catedral de Córdoba. Fundou a Academia Horaciana e revitalizou a Academia de Buenas Letras em Sevilla (1793). O seu poema mais conhecido é o neoclássico “Las ruínas de Roma” (1808), inspirado nunha visita que fixo a aquela cidade. Também escrebeu as odas “A la memoria” e “La ninfa del bosque”. As suas “Poesías” aparecerom no volûme LXIII (1871) da BAE.

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ESCRITORES HISPÂNOS (JUAN DE ARJONA)

Arjona, Juan de (Granada, c. 1560 – 1603). Sacerdote de Puente de Pinos que traduziu a “Thebaida de Estacio em oitavas”, com tanto acerto que Lope de Vega chamou-lhe o “Novo Apolo granadino, pluma heroica e soberana”. Morreu depois de haber traducido os primeiros nove libros. Os outros três que restabam forom traducidos por Gregorio Morillo em 1618. A versón completa apareceu no volûme XXXVI (1871) da BAE.

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