
Alguns dos versos hexamétricos, senón todos, som fragmentos dos “silloi”. Foi neles onde Xenófanes revelou a sua “teoloxía radical”, e condenou com enerxía os relatos homéricos e hesiódicos sobre os deuses. Continuou extendendo a sua crítica, polo que parece, a todas as crênças teolóxicas existentes. De unha maneira meio em sério, meio em broma, argumenta que se os animais tivéram deuses, os forxaríam à sua imáxe e semelhança, igual que os deuses que os etíopes adoram som negros e com o nariz chato, mentras que os dos trácios tenhem olhos cincentos e som roxos. Ninguém tem unha ideia clara sobre os deuses, mas apesar disto, Xenófanes esboçou unha teoloxía bastante notábel para o seu tempo. Refutando na sua totalidade a pluralidade tradicional dos deuses antropomórficos, escrebeu sobre “um deus, o mais grande entre os deuses e os homes, diferênte dos mortais em forma ou pensamento”. Este “deus único” é completamente inmóbil: pensa e percíbe “como um todo” e fai que “todas as cousas se axítem com a sua mente”. Os escritores posteriores atribuíram a Xenófanes um deus esférico idêntico ao mundo, mas non podemos asegurar que ésta fora a sua opinión. Os escasos fragmentos cosmolóxicos som de um interesse xeral muito menor. Xenófanes consideraba a terra e a água, como fonte de todas as cousas vivas. Tinha opinións sobre meteoroloxía, mas ningúm dos seus fragmentos suxére que a sua ciência representára um avance significativo, com respeito à cosmoloxía milésia. Como a sua outra obra, non obstânte, mostra que foi um agudo observador do mundo, muito por diante das principais correntes de pensamento do seu tempo. Xenófanes non foi um escéptico no sentido técnico, mas os seus comentários sobre as limitaçóns da comprehensón humana, som parte integrante das suas actitudes críticas e inovadoras. Como poeta non resulta fácil de evaluar, posto que grande parte do material que se conserva é francamente real e descriptivo. O vocabulário e estructura dos seus versos, non chamam especialmente à atençón, mas a fluidez rítmica e a lucidez de pensamento som rasgos notábeis de todos os seus versos. Os “silloi”, por fragmentários que sexam, mostram que podía atemperar a sua polémica com inxénio, e como xénero orixinal proporcionam probas adicionais da sua mente independente. No é possíbel afirmar se incluíam unha paródia de Homero, como em Timón de Fliunte e os cínicos.
P. E. EASTERLING E B. M. W. KNOX (EDS.)