
O resultado inspirado por esta combinaçón de Wittgenstein, Heidegger e Dewey foi o primeiro libro de Rorty, “A Filosofia e o Espelho da Natureza (1979), unha crónica sobre algunhas falsas imaxes a que a filosofia contemporânea continuava presa. A imaxe escolhida por Rorty foi a de unha representaçón exacta das cousas, um espelho que reflecte a realidade tal como ela é; para a desmontar fundiu unha abordagem retrospectiva com unha crónica de actualidade, ou sexa, remontou a Descartes e a Kant ao mesmo tempo que tentou colocar-se a par de Sellars, que atacou o mito do dado, e de Quine, que descobriu dous dogmas do empirismo, mas também de Donald Davidson, que em 1974 tinha questionado um terceiro dogma do empirismo que talvez até o próprio Quine tivesse respeitado: a distinçón entre esquema e conteúdo. Tal como noutras ocasións, no elenco da sua crónica também incluía filósofos que pareciam estar entre dous mundos, como Hilary Putnam, unha figura que foi adoptando um vocabulário pragmatista semelhante (embora non totalmente compatíbel) com o de Rorty. O obxectivo do libro era duplo, pois na realidade, Rorty non só incentivava a substituir a imaxe do conhecimento como unha representaçón fiel da realida de por outras imaxes diferentes, como tendia a abandonar a ideia do conhecimento como algo sobre o qual a filosofia tivesse algo a dizer. Para a primeira, investigava a orixem da concepçón da mente como um espelho e o surximento da teoria do conhecimento como unha disciplina que estuda e certifica a pureza e precisón do espelho. E a seguir, avançava para explicar porque é que mesmo substituindo o estudo das ideias pelo estudo da “linguaxem”, as metáforas especulares ou outras equivalentes perduravam na mentalidade filosófica. Nas duas primeiras partes do libro, Rorty questionava teorias sobre o problema mente-corpo e controvérsias sobre a natureza da verdade e o significado, e apostava em algunhas abordaxens que pareciam mais úteis para se desfazer dessas imaxens; mas, na terceira parte do libro, veio à tona algo muito mais provocador, unha alegaçón contra a própria ideia de investigaçón.
RAMÓN DEL CASTILLO
