ESCRITORES HISPÂNOS (RAMÓN DE BASTERRA)

BASTERRA, Ramón de (Bilbao, 1888-1928). Poeta e diplomático. A sua obsessón pola grandeza da Espanha levou-o a construir extranhas teorías históricas e culturais para probar a superioridade do católico-romano, latino e imperial sobre o protestante, anglosaxón e liberal. Trabalhou como diplomático em Itália, onde encontrou algunhas “probas” para a sua teoría; na Roménia, onde escrebeu “La obra de Trajano” (1921), obra em que relaciona a um emperador de orixe ibérico com os limítes do Império Romano; na Venezuela, onde escrebeu “Los navíos de la Ilustración: una empresa del siglo XVIII” (1925), libro no qual esaxéra a importância da “Real Compañía Guipuzcoana de Caracas” no futuro da América Hispâna. Basterra non foi somente um excêntrico: acabou morrendo maluco. A sua poesía é interessante no sentido ao que D’Ors chamou os seus sentimentos cerebrais. Apesar de estar dominado polas suas emoçóns, ou talvez por elas mesmas, Basterra entronizou o conceito de razón. O resultado foi a personalizaçón mítica do ideal “romano-hispânico” em Vírulo, em cuxo nome se combina a virilidade, a força e a humanidade. Usou metros tradicionais nos poemas, a miúdo barrocos, recolhidos em “Las ubres luminosas” (Bilbao, 1923) e “Vírulo. I. Las mocedades” (1924), mas os metros novos, vanguardistas, comezarom a notar-se em “Los labios del monte” (1925) e fixérom-se evidentes as suas necessidades de experimentaçón estilística e métrica em “Vírulo. II. Mediodía” (1927). A sua “Obra poética” foi recolhida recentemente (Bilbao, 1958).

OXFORD

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