ARENDT (ANTISSEMITISMO)

Na sua opinión. o antissemitismo non tivo um papel essencial no totalitarismo alemán, mas apenas instrumental. O antissemitismo cumpríu o papel de elemento aglutinador dos outros elementos que Arendt identifica: a aliança entre capital e populacho, a decadência do Estado-naçón, o racismo e o imperialismo. Arendt distingue dous tipos de antissemitismo: o antigo ou pré-moderno e o moderno. O primeiro tem um carácter fortemente relixioso, que leva ó ódio aos xudeus. Polo contrário, o antissemitismo moderno é fundamentalmente político. Este tipo de antissemitismo está muito ligado às contradiçóns internas dos Estados-naçón do século XIX no que diz respeito ao reconhecimento de direitos de cidadania a minorias como os xudeus, embora non só a eles. A análise de Hannah Arendt destaca a perda das condiçóns sociais dos xudeus no século XIX, com as medidas e as consequências políticas da exclusón social, verdadeiras percursoras do totalitarismo posterior. “A sua desigualdade social – a dos xudeus – era completamente diferente da desigualdade característica do sistema de classes.” Neste sentido, era unha desigualdade que excluía non só em matéria de dereitos, mas também socialmente, ou sexa, expulsava-os da sociedade e levava-os a desenvolver actitudes e comportamentos próprios de quem desexa a assimilaçón. Nesta análise destaca-se a forma como Arendt reflecte sobre as consequências políticas da desigualdade social: a assimilaçón social -mas non política- dos xudeus teve um preço, que foi o de serem admitidos non como iguais, mas como excepçóns, como os “xudeus excepcionais”, que podiam ser obxecto de admiraçón exótica. Isto obrigou os xudeus a escolher entre tornar-se arrivistas, axindo entón como “homes na rua e xudeus em casa”, e a possibilidade contrária, párias, ou sexa, suxeitos expulsos do mundo comum partilhado, do espaço público. É precisamente essa figura do pária, a pessoa afastada do mundo partilhado, despoxada das ligaçóns sociais e políticas da comunidade, que é mostrada nos passos prévios à instauraçón do totalitarismo. A criaçón de grandes grupos de párias (sem sociedade que os protexesse, sem direitos, sem pertença a nenhum Estado-naçón), através da expansón dos tratados de minorias do início do século XX, representou a antecâmara do triunfo do rexíme totalitário. O que se apresentava como um problema non resolvido polas respectivas políticas estatais tinha, além disso, o apoio da sociedade: “Aqueles que o perseguidor singularizara como a escória da Terra – xudeus, trotskistas, etc… -foram recebidos em todo o lado como escória”. O que o nazismo e o estalinismo fizeram foi dar unha soluçón totalitária -o extermínio- ao problema non resolvido dos grandes grupos de minorias (de povos párias) que se encontravam nos seus domínios territoriais.

CRISTINA SÁNCHEZ

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