
AS “DISPUTAS” OU “DEBATES”.
Aludimos à existência, na lírica provençal e na Galaica, de um xénero poético denominado “recuesta” (também “tensó” ou “partiment”), na qual gostavam de exercitar o seu enxenho os poetas cortesáns daquelas rexións. Afíns com este xénero encontramos outro tipo de “debates” de espécie mais dialéctica, que non se producía por separado entre dous poétas que enfrentábam as suas habilidades. Mas, entre duas personáxes diferêntes, dentro de unha composiçón única. Estes poemas non forom só património do mundo provençal, senón que estabam muito difundidos por todas as naçóns da Europa cristán, sobre tudo durante o domínio da Escolástica; gozando de idéntica difusón na literatura latina da época e também no mundo árabe. A “disputa” – afirma Menéndez Pidal – , como armazóm para desarrolhar um tema literário pertênce à literatura universal”. Estas “disputas” ou “debates”, podiam ter lugar entre pessoas reais, de carne e osso, ou entre abstraçóns e seres de carácter alegórico aos quais se atribuíam condiçóns humanas. A boga destas discusóns prolongou-se – segundo recorda o referído autor – até aos nossos días “nos “pliegos de cordel”, que se vendíam ainda nas aldeias e nas prazas dos suburbios, durante a época barroca, tán inclinada para a dialéctica e a alegoría, voltaron os temas das velhas “disputas” a encarnar-se com frequência baixo formas dramáticas. As “disputas” – segundo haberemos de indicar no capítulo correspondênte – forom consideradas por alguns investigadores entre os xérmens que puiderom dar orixem ao teatro medieval, precisamente polo que tinham de rudimentária acçón dramática, e incluso chegam a ser estudadas baixo tál aspecto. Aquí, interesan polos abundantes elementos líricos que à sua vez contenhem. A Literatura Castelán, conseguíu conservar vários destes debátes.
J. L. ALBORG