
A pesar do elevado número de versos que ficarom (ao redor de sessenta, mas ningúm fragmento excede dos três versos), resulta difícil captar o sentido real do “Bellum Poenicum” de Nevio. Isto debe-se em grande medida à ausencia de fontes de axuda como a que a poesía homérica da à apreciaçón da Odyssia. Mas Nevio, escrebendo nos seus últimos anos, aportou um rasgo que dominaria a poesia romana e que haberia sido explorado polos dramaturgos romanos: foi a fusón de materiais gregos e romanos nunha unidade o que formou um mundo de ideias que non era grego nem romano, mas que ofertou unha liberdade, desconhecida até entón, ao xogo da imaxinaçón poética. Estilisticamente Nevio dependia muito de Livio, ainda que foi muito mais lonxe que el na imitaçón directa dos compostos homéricos. Mas xá que os fragmentos som em grande medida históricos em quanto ao tema, causa unha impresón mais forte de prosaísmo em Nevio. Non obstante isto non deberia malentender-se: em contraste com a épica histórica grega, representa o ênfase que o poeta romano pôn na exactitude dos feitos ao narrar unha guerra na qual el mesmo tomou parte ( e assim o afirma no poema). A história contemporânea e a mitoloxia grega, principalmente a base mítica e prehistórica de Roma e Cartago, estabam unidas por primeira vez e de unha forma exemplar no “Bellum Poenicum”. Isto logrou-se, probabelmente (seguindo até certo ponto os modelos homéricos), mediante series de digresóns apropriadas respeito à narrativa histórica. Esta técnica foi usada frequentemente por Virxilio, em quem esta obra tivo unha profunda influênça – influencia que pode comprobar-se da maneira mais interessante incluso no testemunho dos escasos fragmentos que ficarom. O inconveniente fundamental com que Livio e Nevio trabalharom debeu ser o verso saturnio, com a sua desigual combinaçón de ritmos yámbicos e trocaicos que dividia cada verso em metades previssíbeis; non habia comparaçón com o fácil fluir do hexámetro. A eleiçón deste metro para a épica debeu ver-se forzada polas condiçóns romanas, feito que se xunta ao testemunho da existência de um tipo de cantos épicos na antiga Roma.
E. J. KENNEY E W. V. CLAUSEN (EDS.)