Arquivos diarios: 09/09/2020

HUME (ENTRE FRANÇA E INGLATERRA)

“Se a guerra entre França e Inglaterra non tivesse rebentado, certamente ter-me-ia mudado para algunha cidade da província do primeiro destes reinos, tería mudado o meu nome, e nunca mais teria voltado ao meu país natal”. Felizmente, este proxecto non era viábel e isso fez com que continuasse a redixir a sua História, que se transformou num grande êxito editorial. O resultado desse proxecto non foi apenas a fama. Hume chegou a ser non apenas independente economicamente, como também a alcançar, dir-nos-á orgulhoso, unha certa opulência. Isso levou-o a tomar a decisón de non voltar a sair da Escócia e de aí usufruir de unha vida social replecta de bons amigos. No entanto, non demoraria a mudar de opinión. Em 1763, recebeu um convite para exercer as funçóns de secretário da embaixada britânica em París, convite que, após algunhas hesitaçóns, acabou por aceitar. O acolhimento que tivo na capital francesa foi, no mínimo, apoteósico. Encontrou abertas as portas dos mais famosos salóns e descobriu que era admirado tanto polas mais elegantes damas como polos filósofos mais importantes. Chegaria assim a travar unha boa amizade com Diderot, D’Alembert e o barón d’Holbach. Quanto ao mundo feminino, manteve unha relaçón especial com Hippolyte de Saujon, condessa de Boufflers em virtude do seu casamento, que xá lhe tinha escrito uns anos antes para felicitá-lo pola sua História de Inglaterra. A relaçón desta dama com Hume foi descrita de formas muito diferêntes. Devemos ter em conta que era a amante oficial do príncipe de Conti e que esperaba casar-se com ele após a morte do seu marido. Sobre a sua moral pessoal, fala-se muito que tivésse censurado unha amiga íntima por se relacionar com Madame Pompadour, de quem afirmou que, apesar de tudo, era apenas a primeira prostituta do reino. Ao que a sua amiga, algo incomodada, replicou que era melhor ela non lhe perguntar quais eram a segunda e a terceira. Quando se soube désta resposta, a condessa de Boufflers sentiu-se bastante perturbada, o que talvés se possa entender, se levarmos a sério a afirmaçón de que, com as suas palabras, desexaba devolver à virtude o que lhe retiraba com os seus actos. É impossíbel conseguir saber com total certeza até onde chegou a sua amizade com Hume ou se houbo algo mais. Dizia-se que Hume estaba loucamente apaixonado pola condessa, e o próprio escrebeu que a relaçón o tinha salvado de unha indiferença completa em relaçón a todas as cousas da vida. Ainda assim, muito mais importante que os falatórios e o comentário de Hume, é o facto de que foi, seguramente, graças aos contactos e às dilixências da condessa que este acabou por se tornar protector de Rousseau e de acompanhá-lo a Inglaterra.

GERARDO LÓPEZ SASTRE

ESCRITORES HISPÂNOS (ALUMBRADISMO, ALUMBRADOS, ILUMINADOS, OU DEXADOS

Alumbradismo, Los alumbrados, Iluminados ou “dexados”. Formarom um pequeno movimento e unha corrente xeral de pensamento relixioso trás algunhas figuras cuxas raízes se remontam aos gnósticos. Alcanzarom certa notoriedade (pola sua heterodóxia) em Toledo despois de 1516. Forom perseguidos desde o edícto inquisitorial de 1525, no qual se denunciabam as seguintes actitudes de um total de quarenta e oito: que em um estado de “deixamento” (abandono ou trance em éxtase), as obras deixabam de ter importância e que actos externos, como os ritos relixiosos e a oraçón, eram non só inúteis senóm também perxudiciais para a alma. No século XVII a doutrina encontrou um guía em Miguel de Molinos. Juan de Valdés, importânte escritor alumbrado, afirmaba que a sabedoria divina existía sem que se necesitara a intervençón dos sacerdotes. O movimento seguíu duas tendências: acercou-se ao protestantismo ou ao misticismo extáctico. Esta seita levou à Inquisiçón a sospeitar, por principio, de toda manifestaçón de éxtase que puidéra relacionar-se com o abandono alumbrado. Por isso, Teresa de Ávila, san Juan de la Cruz e outros místicos forom suspeitosos de herexía.

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