Arquivos diarios: 12/12/2019

LITERATURA CLÁSSICA LATINA (3)

Presumibelmente, as instituiçóns educativas romanas seguíam os modelos gregos. De feito até à época de Augusto a educaçón romana era grega: é dicer, que eram a poesía e a oratória gregas o que constituía a matéria prima para o estudo e a imitaçón. “A poesía latina chegou a existir para que os mêstres tiveram algo sobre o que discutir”: até que non houbo unha literatura autóctona que puidera resistir a comparaçón com a grega, os textos latinos non puderom chegar a ser centrais na educaçón romana. Os romanos cultos eram conscientes da necessidade de unha literatura própria e estabam ansiosos de sacar proveito dela quando chegá-se a existir. No campo da oratória, os discursos de Cicerón forom estudados como exemplares durante a sua própria vida e os seus tratados De oratore, Orator e Brutus respiram unha convicçón de autoridade e unha seguridade que o seu autor convertíu nas bases de unha autêntica escola latina da eloquência. No campo da épica a Eneida foi aclamada, incluso antes da sua publicaçón, como unha obra de status clássico; um feito oficialmente reconhecido, como o foi, pola decisón do gramático Q. Cecilio Epirota arredor do 24 a. C. para disertar sobre “Virgilio e outros poetas modernos”. Desde esse momento, a literatura latina podería ocupar o seu lugar por dereito próprio no esquema educativo. Esta educaçón era quase enteiramente linguística e literária e servia com unha disposiçón quase completamente exclussíva para a finalidade de aperfeiçoar a expressón. Quintiliano dedica palabras à necessidade de estudar filosofía, ciências naturais, história e dereito; mas no plano principal da sua obra, estas recomendaçóns tenhem todo o ar de ser um pensamento secundário. Para el, o propósito das etapas pre-retóricas da educaçón, resume-se na frase “recte loquendi scientiam et poetarum enarrationem” (o conhecimento do bem falar e a interpretaçón dos poetas). Os métodos usados para este fim eram lentos, complexos e inevitabelmente pedantes. Baixo a direcçón do seu mêstre (litterator, magister ludi litterarii), desde os sete anos aproximadamente o neno practicaba a escritura e a leitura das letras do alfabeto em qualquer possíbel combinaçón antes de repetir o procedimento com sílabas e depois com palabras complexas. Non se permitiam abreviaçóns. “Non há atalho com as letras”, afirma Quintiliano: “deben aprender-se perfeitamente e as difíceis non debem deixar-se (como ocurre xeralmente) até que non se encontrem em palabras actuais”. Significa, que a atençón à forma há de preceder à atençón ao sentido; e esta é a ordem de prioridade recomendada expresamente polo crítico grego Dionisio de Halicarnaso (que escrebeu em época de Augusto) ó princípio do seu tratado Sobre a composiçón. Todo o método estaba tomado enteiramente do ensino primário helenístico. A mesma dependência e o mesmo ênfase na “minutiae” das letras e das palabras evidenciába-se na seguinte etapa com o professor de literatura (grammaticus), que começaba xeralmente à idade de once anos mais ou menos. A leitura (praelectio) e interpretaçón (enarratio) de textos, estabam orientadas para um nível predominantemente técnico. Um exemplo dos métodos inexorabelmente pedantes empregados pode atopar-se nas “Partitiones” (Distinçóns) de Prisciano sobre os doze primeiros versos da Eneida: ocupam unhas cinquenta e cinco páxinas de um oitávo na ediçón de Keil. A exposiçón do conteúdo (enarratio historiarum) formaba parte do processo, mas era quase enteiramente unha questón de erudiçón fáctica. A crítica literária como agora se entende – em relaçón com valores em grande medida sociais e estécticos – era virtualmente desconhecida a qualquer nível do trabalho dos estudiosos e certamente non formaba parte do curriculum escolar. Um rasgo paradoxal do sistema, mas que tinha importântes implicaçóns para a literatura, era a concentraçón nas escolas de textos poéticos, dado que o fim último era producir o “perfectus orator”, um home perfeitamente bem treinado na arte do discurso eficáz e improvisado em prosa. Aparentemente, este ênfase era beneficioso. A série de autores recomendados por Quintiliano para ler na escola, em grego e em latím, é bastante extensa e oferece unha excelente base para unha educaçón literária. De feito, a sua lista reflexa, como quase todo este tipo de listas, unha visón tradicional do que é desexábel desde um ponto de vista ideal, mas na realidade. Non obstânte, admitindo incluso a discrepância normal entre teoría e práctica, parece claro que a eleiçón de autores considerados como clássicos no sentido mais elevado e tán particularmente adequados para formar a base de trabalho sobre textos, recortou-se gradualmente durante o Baixo Império. A finais do século IV, para o gramático Arusiano Mesio, quatro autores chegarom a representar as fontes preferidas para o uso do latim clássico: Virgilio, Salustio, Terencio e Cicerón. Ademais, destes quatro autores eram os dous poetas quem predominaba no programa escolar e quem atraía a máxima atençón de gramáticos e comentaristas. Así é como Virgilio e Terencio gozam de unha tradiçón mais protexida que todos os demais escritores latinos, é dicer, que ficarom inmunes em grande medida às alteraçóns casuais e arbitrárias que em diferêntes épocas afectarom aos textos de outros autores. Mas, non era questón de estudá-los, a eles ou a qualquer outro autor, por próprio gosto. O papel da poesía na educaçón era sempre subordinado ao propósito rectórico que cubría todo o sistema. Quando Quintiliano recomenda os mais antigos poétas de Roma, é como fonte de autoridade e ornato para o orador

E. J. KENNEY E W. V. CLAUSEN (EDS.)