
A Montanha, está tán presente em José María de Pereda, como Madrid em Galdós, Andalucía em Valera, Oviedo em Claŕin ou Valencia em Blasco Ibáñez. Nasceu em Polanco em 1833, Pereda foi o filho número vintium de unha família acomodada, tradicionalista, católica e muito celosa das suas costûmes, das suas ideias e dos seus priviléxios. Foi educado segundo as mais rigurosas normas católicas, Pereda, sobre tudo a raíz do triunfo da Revoluçón de 1868, convertiu-se num crítico enemigo dos novos gobernantes, a quêm facía responsábeis de todos os males acaecidos. É possíbel, que o que o autor de Peñas Arriba temese – e de ahí os seus ataques – mais bem fora a ideoloxía liberal, que aos muito modestos câmbios sociais efectuados. Pereda refuxía-se, talvéz como reaçón ante os sucessos políticos, num rexionalismo nostálxico, tanto marinheiro como campesino, com o qual se enfrenta ó resurximento da classe média urbana, tinxida de nobres liberalismos; segundo ésta pauta, na sua obra enfrentam-se as nobres virtudes do fidalgo e do aldeán, com o ruím e maléfico positivismo do home da cidade. Em todo o caso – ó César o que é do César – , Pereda é autor de unha produçón desigual, sim, mas também de um valor indiscutíbel e significativo, na peculiar evoluçón da novela decimonónica espanhola. Escenas Montañesas, aparecido em 1864, e Tipos y Paisajes y Esbozos y Rasguños, publicados uns anos mais tarde, som textos muito representativos do “costumbrismo”, que inunda toda a literatura do século XIX e que late tanto nos românces dos melhores, como nos dos piores autores, posto que é um dos seus componentes fundamentais e incluso necessários. Nos ditos quadros, Pereda contrásta o presente com o passado, para el sempre mais positivo e felís – “qualquer tempo passado foi melhor”, parece anhorar – , assim como nas suas novelas El Buey Suelto ou De tal palo, tal astilha, ensaia a apoloxía do matrimónio e em Don Gonzalo González de la Gonzalera, propugna um fim político determinado. As duas obras mais representativas de José María de Pereda som Sotileza e Peñas Arriba; a primeira é um canto ó mar santanderino e às suas xentes, nas que se fundem três das constântes do autor – a épica, a idílica e a costûmista -, segundo afirmou um crítico, xa fai uns anos; a segunda é um poema da Montaña, o mundo fresco e sán, sublime e armónico – como afirma o autor – que se levanta frente à corrupçón espiritual da sociedade: o tradicionalismo rural e patriarcal, onde se mantenhem firmes e vixentes os valores morais da humanidade, frente à gangrena xerada nas cidades e producida polas “incríbeis ambiçóns do home culto”.
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