Arquivos diarios: 02/02/2018

QUE NADA SE SABE (6)

.

               Também isto há de decir-se dos termos simples que chaman predicáveis, respeito dos quais, á sua vez se perguntam quantos, quais e que son.  Nada, sandeces. Ademais, a unhas expresóns chaman equívocas, a outras unívocas, análogas, denominativas, termos, voces, palabras, sentênças; a unhas expresóns chaman simples, a outras compostas; a unhas complexas, a outras incomplexas; mentais, vocais ou escritas;  convencionais ou naturais; de primeira intençón ou de segunda intençón; categoremáticas ou sincategoremáticas; vagas, confusas: e outras inumeráveis denominacóns de nomes, das que, á sua vez, dan outras.  Em torno a qualquer delas organizan discusóns muito subtís, tan subtís na verdade, que ó menor golpe as precipitas na nada.  ¿E a isto tú chamas saber?  Eu chamo-o non saber!  Mas é agora quando começamos; se xuntas unha palabra com outra, entón boa fixeches; constituiem um suxeito e um predicado, unha cópula, unha proposiçón, unha definiçón, unha divisón ou unha argumentaçón.  Do qual surxem á sua vez outras infinitas espécies, diferenças, condiçóns. ¿Que vou decir?  Mentras afirman que a mente se aperfeiçoa com a ciência, tornam-se loucos de remate; os que deberiam investigar – e assim o pregoam – as naturezas e as causas das cousas, inventan outras extranhas, e o que mais inventa e obscurece, esse é o mestre.  Por isso até dos sofismas escrebeu aquél unha ciência, assim unha ficçón acaba noutra ficçón, e um cravo saca a outro cravo.  Parecem-me semelhantes aos que se ocupam da nigromância e dos encantamentos, dos quais o mais hábil é, segundo din, o que elude as accçóns e intentos do outro, e os deixa sem efeito, anula-os e impede-os.  Isto obxectaron noutro tempo ó divino Moisés alguns impíos a propósito da serpente que devorou ás dos magos.  Outro tanto sucede com estes encantadores nossos que, confiados nas palabras, ainda que nada saben, alardean, sem embargo, de saber muitas cousas para non ser acusados de ignorância.  Eu, polo contrário, confeso de boa gana a minha ignorância, e de melhor vontade ainda ponho a sua ó descoberto.  Non sei nada!  Eles, menos!  ¿Por que, entón, nos embadurnam a mente com palabras obscuras?

francisco sánchez

                                                                                                                                                                                                        .