AS TEORÍAS QUÂNTICAS DE CAMPOS (FI-50)

Ainda que âmbas revolucionarom a física, a teoría de Maxwell do electromagnetismo e a teoría de Einstein da gravitaçón (a relatividade xeral) som, como a física de Newton, teorías clássicas, é decir, som modelos nos que o universo tem unha só história. Tal como vimos no capítulo anterior, a nível atómico e subatómico esses modelos non concordam com as observaçóns, senón que temos que utilizar “teorías quânticas”, em que o universo pode ter qualquer história possíbel, cada unha delas com a sua própria âmplitude de probabilidade. Para os cálculos prácticos destinados ao mundo quotidiano, podemos continuar utilizando as teorías clássicas. Mas, se queremos comprehender o comportamento dos átomos e das moléculas, necessitamos unha versón quântica da teoría de Maxwell referênte ao electromagnetismo. E se queremos comprehender o universo primitivo, quando toda a matéria e toda a enerxía do universo estabam comprimidas dentro de um volûme diminuto, necessitamos unha versón quântica da teoría da relactividade xeral. Também necessitamos ditas teorías se queremos chegar a unha comprehensón fundamental da natureza, porque non seria consistente que algunhas das leis foram clássicas e outras quânticas. Polo tanto, temos que encontrar versóns quânticas de todas as leis da natureza. Tais teorías denominam-se “teorias quânticas de campos”.

STEPHEN HAWKING E LEONARD MLODINOW

SÓCRATES (LIDAR COM OS UNIVERSAIS)

Ora bem, quando falamos da definiçón de “table”, “chair”, ou “toothbrush”, sem nos apercebermos, estamos a lidar com universais, sendo evidente que só depois de conhecê-los posso conhecer a realidade e relacionar-me com ela com propriedade. Mas se isto nos parece óbvio e natural para os obxectos do mundo exterior, porque non aplicamos a mesma lóxica aos conceitos morais? Na nossa vida non nos relacionamos só com mesas, cadeiras e escobas de dentes, mas também, e com muito maior importância, com as acçóns dos homes, às quais, de forma similar ao que fazemos com os obxectos materiais, aplicamos conceitos como “bom”, “mau”, “xusto” ou “vergonhoso”. Passamos a vida a criticar determinado político que foi pago pola mesma empresa à qual outorgou contractos; a xustificar que non respeitámos a fila, porque estávamos com muita pressa; a admirar o xornalista que revelou um escândalo mesmo correndo o risco de perder o emprego, mas da mesma forma que nos parece imprescindivel saber o que é unha mesa (ou unha “table”) para aplicar o termo com propriedade, raramente nos preocupamos com a definiçón universal de “bem” ou de “xustiça”. Limitamo-nos a usá-las sem pensar se o fazemos de forma adequada ou se, polo contrário, as aplicamos de forma contradictória ou errada. Quantas vezes ouvimos alguém defender comportamentos que em qualquer outra circunstância teria condenado? Ou aplicar diferentes critérios ou princípios morais em funçón da situaçón? Entón, seria o mesmo se um dia, ao irmos almoçar, disséssemos que a superfície sobre a qual o fazemos é unha mesa e no dia seguinte pretendêssemos convencer-nos e ao mundo inteiro de que esse obxecto com quatro pernas que há na sala de xantar é unha batedeira, e que “mesa” é o obxecto comprido e afiado com que estou a espetar a carne. Se alguém acreditasse que unha mesa é unha batedeira e um garfo unha mesa, non diríamos, com razón, que non conhece a realidade e que está enganado? O que deveríamos dizer entón quando, para alguém, unha infidelidade é, em certas ocasións, um pecado merecedor do fogo eterno e, noutras, um deslize comprehensível que, no fundo, passa pola cabeça de todos e um dia non som dias? Para Sócrates, a realidade e os princípios universais que a rexem existem, como acontece com as mesas, independentemente de nós, e o conhecimento (a autêntica sabedoria) consiste precisamente em libertar-se de ideias preconcebidas e tentar descobri-los. Isso non se aplica só à realidade material exterior, mas também, e sobretudo, à realidade humana: os universais éticos. É como se Sócrates tivesse dado a volta aos olhos da filosofia de modo a dirixir o olhar para o interior do home, para as questóns humanas.

E. A. DAL MASCHIO

ESCRITORES HISPÂNOS (HOMERO ARIDJIS)

Aridjis, Homero (Contepec, 1940). Poeta mexicano. Estudou xornalismo e editou a revista “Correspondencias”. Foi-lhe concedida a beca Guggenheim de 1966-1967 e foi professor visitante da Universidade de Nova York em 1969-1971. Nos seus primeiros libros, percébe-se unha certa influênça da poesía de Octávio Paz, como em “La musa roja” (1958) ou “Los ojos desdoblados” (1960), mas os seus seguintes libros som xá de cunho pessoal: “La difícil ceremonia” (1963), “Mirándola dormir” (1964) e “Quemas las naves” (1975). “La tumba de Filirdor” (1961) é um volûme de contos. Últimamente publicou “Espectáculo del año dos mil” (1981), mistura de teatro mítico e representaçón colectiva.

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (BONAVENTURA CARLES ARIBAU I FARRIOLS)

Aribau i Farriols, Bonaventura Carles (Barcelona, 1798-1862). Poeta, editor, e economista catalán. Na extraordinaria carreira de Aribau, encontra-se incluso um período no qual foi director da Casa da Moeda e do tesouro espanhol. A sua romântica “Oda a la pátria”, está considerada como a primeira obra do resurximento catalán (Renaixença). Uniu-se a Rivadeneyra para planificar e administrar a “Biblioteca de Autores Españoles”, fundamental, ainda que irregular série de ediçóns dos clássicos espanhois. Escrebeu para essa biblioteca os prólogos aos volûmes dedicados a Cervantes, Moratín e a novelistas dos séculos XVI e XVII. Como economista defendeu as teses proteccionista, na sua própria revista, “La Verdad Económica (1861).

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (BENITO ARIAS MONTANO)

Arias Montano, Benito (Fregenal de la Sierra, 1527-1598). Teólogo e poeta. Foi durante muitos anos professor de línguas orientais no El Escorial. Conseguirom que abandonara a sua vida de reclusón, e supervisára a ediçón da Bíblia políglota de Amberes (1569-1572), trabalho erudicto de grande profundidade e de impecábel presentaçón e tipografía. estando em Flandes aproveitou para enriquecer considerabelmente a biblioteca de Felipe II do Escorial, com a adquisiçón de volûmes preciosos. Interesou-se especialmente pola antiguidade hebráica, sobre a qual escrebeu unha série de estudos. É autor de várias obras filosóficas e teolóxicas, ademais de que logrou fazer fermosas poesías em latím. Na poesía castelán imitou ao seu amigo fray Luis de León e, como el, escrebeu a sua própria versón do “Cantar de los cantares”, que foi posteriormente publicado por Nicolás Bölh de Faber em “Floresta de rimas antiguas castellanas” (Hamburgo, 1825). Foi reclamado em Itália para responder a certos cargos da Inquisiçón, feitos a instâncias de León de Castro, e ainda que resultou inocente, retirou-se da vida pública. O poema “A la hermosura exterior de Nuestra Señora”, usualmente atribuído a fray Luis de León, também o foi a Arias Montano.

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (JUAN DE ARGUIJO)

Arguijo, Juan de (Sevilla, 1567-1623). Poeta da linha de Fernando de Herrera. Foi mecenas e home proeminente da vida literária sevilhana. Morreu na pobreza! A sua silva “A la vihuela” é excelente, e os seus sessenta sonetos sobre temas clássicos están bem construidos. A tersura epigramática do seu estilo pode explicar-se a través das suas fontes latinas. Durante vários anos viveu em Madrid, onde conheceu a Lope de Vega, Góngora e os Argensola. Rodrigo Caro, no seu libro “Varones insignes de Sevilla, descrebeu-o como “non só elegantíssimo poeta, senón o Apolo de todos os poetas de Hispânia”. Firmou muitos poemas com o pseudónimo de “Arcicio”. A. de Castro editou as suas “Poesías” (BAE, volûme XXXII, 1854), existem ediçóns mais modernas de Benítez Claros (1968) e Stanko B. Vranich (1971).

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ESCRITORES HISPÂNOS (MANUEL ARGÜELLO MORA)

Argüello Mora, Manuel (San José, 1845-1902). Autor de novelas de tema histórico, e também contemporâneas da nacionalidade costarricense. Destacam “La trinchera” e “Elisa Delmar”. A sua melhor obra foi “Costa Rica pintoresca: sus leyendas y tradiciones, colección de novelas, cuentos, historias y paisajes” (1899). Era sobrinho do presidente da República, Juan Rafael Mora, e tivo por isso que abandonar o país despois do seu derrocamento em 1859. Âmbas personáxens viaxarom xuntos a Nicaragua, Nova York e mais tarde para a Europa.

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ESCRITORES HISPÂNOS (SOLÓN ARGÜELLO)

Argüello, Solón (1880-1920). Poeta modernista nicaragüense (que non debe ser confundido com Santiago Argüello). Lutou xunto com Zapata em México, e resultou assassinado nesse país.

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ESCRITORES HISPÂNOS (SANTIAGO ARGÜELLO)

Argüello, Santiago (León, 1872-1940). Foi o poeta mais importânte que deu Nicaragua, despois de Rubén Darío, quem o eloxiou tanto em “Viaje a Nicaragua” como em “Historia de mis libros”. Mentras permaneceu à sombra de Darío, Argüello alonxou-se do idealismo para abrazar um panteísmo cristán. O amor que despertaba nel a paisaxe nicaragüense, estivo pressente na sua obra desde o primeiro libro “Primeras ráfagas” (León, 1897). O seu melhor libro foi “Ojo y alma” (París, 1908). Despois de viaxar amplamente, e de obstentar várias cátedras, foi nomeado ministro de Educaçón em 1939. A melhor antoloxía da sua obra é: “Poesías escogídas y poesías nuevas” (1935), que contêm o melhor estudo sobre o autor feito até agora.

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ESCRITORES HISPÂNOS (AGENAOR ARGÜELLO)

Argüello, Agenaor (século XX). Escritor ultraísta nicaragüense, autor de “Ánforas de silencio” e de um importânte estudo, “Los precursores de la poesía nueva em Nicaragua (1963).

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ESCRITORES HISPÂNOS (JOSÉ MARÍA ARGUEDAS)

Arguedas, José María (Andahuaylas, Apurimac, 1911-1969). Româncista e folklorista peruano que escrebeu em quechua e em castelán. “Canto Kechwa” (1938) e “Canciones e cuentos del pueblo quechua” (1949). “En Yawar Fiesta” (1940, ed. rev., 1948), relatou desde os ritos quechuas até às costûmes de hoxe. “Diamantes y pedernales” (1954) precedeu à última das suas novelas com tema andino, “Los ríos profundos” (Buenos Aires, 1958), que trata da xentileza potencial dos homes que vivem rodeados de unha natureza bravía e que, como outras obras suas, é esencialmente autobiográfica. “El sexto” (1961), de novo mostra como os homes som capazes de superar o âmbiente que os rodea, neste caso o das cárceres limenhas, durante a dictadura de Benavides. Para J. M. Oviedo, a obra de Arguedas é muito mais que um documento. Converte-se nunha revelaçón da condiçón humana em sí mesma, mais forte que a morte ou que a xustiça humana. No título da sua novela “Todas las sangres” (Buenos Aires, 1964), refére-se às numerosas e diferêntes razas que convivem no Perú. Esíxe nela que a sociedade respeite por igual todas as étnias. “El zorro de arriba y el zorro de abajo” (Buenos Aires, 1970) foi escrita por perscripçón psiquiátrica, para prevenir um suicídio que finalmente aconteceu, nunha das aulas da Universidade de Lima. A novela publicou-se pôstumamente e quedou inconclusa.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ALCIDES ARGUEDAS)

Arguedas, Alcides (La Paz, 1879-1946). Historiador e novelista boliviano. Foi diplomático em París, Londres e Bogotá. A sua “História general de Bolivia” (1922) é um vasto compêndio de feitos e personáxes, e continua sendo um libro de referència obrigada, apesar de carecer de método e de análises imparciais dos feitos. Os primeiros cinco volûmes da sua inacabada “Historia de Bolivia”, aparecerom entre 1921 e 1929. A sua é a actitude do patrióta pessimista, para quem o passado é unha advertência fatal. A sua solidariedade com os indíxenas campesinos manifésta-se em “Pueblo enfermo” (1909), na qual acusa a represón organizada contra estes grupos. A sua maior obra “Raza de bronce” (1919), é unha recreaçón de “Wata wara”, unha lenda que tinha publicado em 1904, na qual ataca os que exploran os aymará para lograr os seus próprios fins, xá sexam sacerdotes, latifundistas ou serviçais mestíços. As suas outras obras, som menos impressionantes: “Pisagua” (1903) e “Vida criolla” (1905), que narra o vida em La Paz perto de 1900. As “Obras completas” forom publicadas em 1959 (México, 2 vols.).

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ESCRITORES HISPÂNOS (GONZALO ARGOTE DE MOLINA)

Argote de Molina, Gonzalo (Sevilla, 1548-1598). Humanista e bibliotecário particular, cuxos libros e museo Felipe II visitou de incógnito. Entre os seus escritos destacam “Discurso sobre la poesía castellana”, que se agregou à sua ediçón do “Conde Lucanor”. Também editou a “Historia del gran Tamerlán” (Sevilla, 1582) de Ruy González de Clavijo. A sua “Nobleza de Andalucía” (1588), é um trabalho de xenealoxía bastante importânte.

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ESCRITORES HISPÂNOS (LUPERCIO LEONARDO DE ARGENSOLA)

Argensola, Lupercio Leonardo de (Barbastro, 1559-1613). Poeta, historiador e autor de obras teatrais. Foi um dos membros mais destacados da escola aragonesa (com o seu irmán Bartolomé e com Esteban Manuel de Villegas). Cultivabam unha poesía sinxéla e pouco ornamentada com a qual reaccionabam em contra do estilo culterano de Góngora, que entón se tinha posto de moda. A poesía de Lupercio basaba-se nunha inspiraçón ecléctica, que tomaba temas ou tropos de Horacio, Virgilio e Garcilaso. A sua versón da oda horaciana “Beatus ille” está entre as melhor escritas em castelán. Os seus poemas mais conhecidos som “Al sueño” e os encantadores tercetos da sua “Descripción de Aranjuez”. Ademais de atacar ó gongorismo, enviou a Felipe II unha carta na que o prevenía contra as licênças que se tomabam os autores teatrais mais populares. Foi cronista real de Aragón até á sua morte ( lugar que herdou o seu irmán) e escrebeu, como tal, unha “Informaçión de los sucesos de Aragón en los años de 1590 y 1591” (1808). Também esteve em Nápoles, onde fundou a “Academia de los Ociosos”, ao tempo que era secretário de Estado do virrei, conde de Lemos. Queimou a maioria dos seus poemas nessa cidade, mas, o seu filho Gabriel, que guardaba cópias deles, acabou publicando-os pôstumamente, xunto com os poemas do seu tio Bartolomé num volûme entitulado “Rimas” (1634). Existen ediçóns modernas.

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ESCRITORES HISPÂNOS (BARTOLOMÉ LEONARDO DE ARGENSOLA)

Argensola, Bartolomé Leonardo de (Barbastro, 1562 – 1631). Poeta e historiador. Com o seu irmán Lupercio e com Esteban Manuel de Villegas, foi um dos membros mais destacados da escola aragonesa. A sua poesía é de inspiraçón clássica. O seu modelo hispâno foi fray Luis de León, e compuxo odas relixiosas e sonetos, num estilo muito similar ao do agustino. Á morte do seu irmán Lupercio, foi nomeado cronista real de Aragón e escrebeu a: “Primeira parte dos anais de Aragón” (Zaragoza, 1630), que continuou, com coherência os de Zurita (1516-1520). Também escrebeu versos lixeiros, como a: “Conquista de las islas Malucas” (1609, ed. M. Mir, Zaragoza, 1891). As suas “Rimas” forom publicadas xuntamente com as do seu irmán Lupercio, em 1634. J. M. Blecua reeditou-as em Madrid, 1974.

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