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A história do país Vasco no século VIII, quem era realmente García Ximénez? Que há de certo no românce de Navarro Villoslada “Amaya ou os Vascos do século VIII”? A este problema busca-se a soluçón por duas vías diferentes – a histórica e a novelesca – e esixe unha aclaraçón prévia: o control de um território polo poder, é um fenómeno relativamente recente e de aí que quando se fala que determinada zona estaba no marco de um reino ou condado, non excluímos que nessa zona os seus habitantes gozaram de unha real autonomia. Este é o caso dos vascos que, apesar das sucessivas invasóns, conservaram a sua idiosincrásia. Pertenciam xuridicamente ás zonas administractivas criadas polas autoridades, mas de feito mantinham a sua organizaçón peculiar. Ésta parece a situaçón do século VIII. Apesar da invasón islâmica, o esquema vasco manteve-se com pouco detrimento para a sua personalidade. Na zona de confluência de intereses francos, do reino das Astúrias (com os seus restos godos), e da expansón de caudilhos que tinham certa autonomia respeito do Emirato, desarrolhaba-se a traxectória do País Vasco, que estamos simplificando ó máximo. mas que remitimos como ampliaçón para a obra “Vascos e Navarros na sua Primeira História”, do professor Claudio Sánchez Albornoz, publicada em Madrid por Editorial Centro, em 1974. Num principio o actual País Vasco, quedou dividido a finais do século VIII em duas zonas de influência. Unha era a área de expansón do reino das Astúrias e a outra a do que sería reino de Navarra. Este reino compreendia, nos séculos VIII-IX, unha série de condados que lutavam por medrar na sua base e consolidar a sua soberanía frente a francos, árabes, e à família Banu Qasí. Neste período, obxecto de contínuas revisóns, pola apariçón de novos dactos, podemos citar a García Ximénez, cuxa autenticidade é discutida por algúns autores. Possivelmente fora senhor de algúm condado – rexente de todo o reino, segundo outros – e tería desposado a Íñiga Rebuelle, senhora de Sanguesa, e á morte desta, a dona Daidilis, irmán de Raimundo I, conde de Pallars e Ribagorza, que incluía Sobrarbe. Deste enlace nascería Sancho Garçês, que reinou de 905 ó 925. A presença de García Ximénez mascara, segundo os estudosos na matéria, a apariçón de unha nova dinastía Ximena, que reemprazaría a Íñiga, a orixinal do reino. Neste processo estaríam presentes os intereses do xá poderoso reino de León. Sobre este período versa o românce histórico de Francisco Navarro de Villoslada, “Amaya ou os Vascos do Século VIII”. Debemos precisar que Navarro masceu e morreu em Viana (1818-1895), e foi colaborador destacado do pretendente carlista, Carlos VII, e um eficaz propagandista das causas tradicionalistas. Amaya, descendente do lexendário fundador de Vascongadas, Aitor, non representa só a luta do País Vasco pola sua independencia frente ós invasores, senón ademais unha visón cristán e romântica (mas com retraso, a obra é de 1877), na realidade, mistura de elementos lexendários e reais.
josé maria sans puig
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Gottfried Wilhelm Leibniz nasceu em Leipzig (Alemanha) a 21 de Junho de 1646, durante o último fôlego da Guerra dos Trinta Anos, no seio de unha família abastada. O seu pai, Friedrich Leibnütz, luterano de orixem eslava. era notário e professor de moral na Universidade de Leipzig e tinha casado pola terceira vez (1644) com Catharina Schmuck, filha de um xurista muito respeitado na cidade. A irmán de Gottfried, Anna Catherina, nasceu dous anos despois (1648), com a Paz de Vestefália. O enteado de Anna, Friedrich Simon Löfler (1669), converter-se-á no herdeiro universal da família depois da morte de Leibniz (1716). Os antepassados de Leibniz tinham sido funcionários, professores e teólogos, mas também técnicos de minas e comerciantes, e parece que o nosso pensador dedicou alguns esforços durante a sua xuventude, tanto a fixar a grafía do seu apelido alemán como a encontrar as suas orixens eslavas e nobiliárias: em 1671, vemo-lo assinar como “Leibniz” e, a partir de 1676, utilizará como carimbo o escudo heráldico do seu antepassado Paul von Leubnitz, capitán tornado nobre em 1600 polos serviços prestados. Leitor insaciável de história, poesia e literatura, soube tirar partido da biblioteca paterna, que a nái puxo à sua disposiçón quando tinha oito anos, para o axudar a ultrapassar o duro golpe da morte prematura do pai (1652). Pouco inclinado para os xogos próprios da sua idade, construiu o seu mundo mergulhado nos libros, de maneira que aos 12 anos tinha aprendido non só a balbucear o grego, como a ler correctamente em latim, algo que puido demonstrar aos 13 anos quando compuxo em apenas três dias um poema de trezentos versos hexámetros latinos, que teve a oportunidade de ler em público, em 1659, nunha festa da escola na qual lhe tinham pedido para substituir outro alumno que estaba doente. No seu refúxio da biblioteca paterna aprendeu a compensar de maneira autodidacta os ensinamentos que recebeu na escola de S. Nicolau de Leipzig (1653-1661), alternando a leitura dos clássicos com a dos padres da Igrexa, que lhe serviram de fundamento tanto para a lóxica aristotélica como para a metafísica escolástica.
concha roldán
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A vida na abadía, e no Seminário em xeral, organizava-se sobre um trípode cuxas patas eran o silêncio, o estudo e a oraçón. Isto era igual para todos. Só variaba o nível de estudos, segundo os cursos claro. No 1º Traducía-mos oraçóns simples e algúm trozo facilón de César e de Cicerón. No 2º seguia-se com César e no 3º, entrabamos de cheio na Guerra das Galias e na Guerra Civil. “De bello galico” e “De bello civili”, amén dos discursos de Cicerón. No 4º e 5º traducía-se a Ovidio, a Virxílio e a Séneca; “As Pónticas”, “A Eneida”; “A Medea”, em versos de Séneca era impossíbel, e barroca e retorcida. César estaba chupado. E parte de Cicerón e Virxílio tamém. Em grego, a estrela, era naturalmente, Homero: “A Ilíada” e “A Odisseia”. E algo de “As Guerras do Peloponeso” de Tucídides, e Plutarco e as suas “Vidas Paralelas”. Outro tema odiado por quase todos era a “Retórica” do Padre Kleutgen, que, sem embargo, resultaba fascinante. Era um constante exercício de intelixência discursiva, de busca na linguaxem, os seus xogos e as suas numerosas e barrocas figuras de dicçón. Um exercício de vacuidade, também. Mas, acaso por isso, deslumbrante. Também se traducían fragmentos do “Quixote” ó latim, aínda que isso non fosse próprio da classe; senon do tempo dedicado ó que se chama composiçón latina. Ó finalizar o tempo que nos dabam para estes exercícios, o encargado de classe recolhía os quadernos e os levaba ó quarto do professor correspondente. O encargado de classe non era, necessariamente, o alumno mais intelixente, senon o mais lacaio. Um fámulo ó que sempre lhe subían a nota por recolher os quadernos. Aínda que fixera unhas chapuzas de traducóns. Para traducir, sobre tudo o verso, había que conhecer muito bem a métrica latina, os diferentes pés, cuxa musicalidade radicaba na combinaçón de sílabas largas e breves que eran unha cousa ou outra segundo os acentos e a colocaçón das letras; o dáctilo, o espondeo, o yámbico… Non era muito difícil passar o Quixote para latim; a linguaxem de Cervantes também tem música, unha música interna e subtíl, aínda que em latím soára igual que se o tivera escrito Cicerón. Non por culpa de Cervantes, claro, senon por nossa culpa, que nón dábamos com o “quid” musical. O arranque: “Em um lugar da Mancha de cuxo nome non quero acordarme”, soáva mais ou menos así: “in aliquo loco Macula nominato, nomen cuius exactiximum recordare non posum.” Non era unha proeza de latinistas, mas podía passar. Para o que mais valía conhecer os pés latinos era para analizar os poetas em castelhano, singularmente os modernistas. Estudando, por exemplo, a Rubén Darío e o seu “Canto Triunfal”, “ínclitas razas ubérrimas sangue da Hispania fecunda”, era fácil dar-se conta de que soába igual que o princípio da Eneida, de Virxílio, “arma virumque cano Troiae qui primus ab orís.” Estes descubrimentos gostavam-lhe muito ó professor de Literatura e sempre che punha um dez, ou sexa, unha matricula. No que mais fincapé se facía era no “Século de Ouro”: Calderón, Lope, Quevedo, Tirso. Quase nada de neoclassicismo e pouco de romantismo, salvo Bécquer e algo de Espronceda, de cuxa biografía apenas se decía nada. A “Xeraçón do 98” tinha-na metida “entre ceja e ceja”, menos a Azorín. Os prémios dos concursos literários, nos recompensabam com libros de José Martínez Ruiz, Castilla, Los Pueblos,… Unamuno era perigoso herexe, para nenos e adolescentes. Apaixoado crente Unamuno, só para os maiores com sólida formaçón lhes estaba permitido. António Machado acababa-se em “Campos de Castilha”, “oh tierra triste y noble, la de los altos llanos y yermos y roquedas, de campos sin arado, regatos ni arboledas”. Pouco se nos decía da sua vida, e nada da sua morte na França e menos da sua actitude na Guerra Civil. Valle Inclán, apenas existía. De todas maneiras había que distinguir entre os professores de Literatura, mais liberais, e os confesores, que sempre estabam pensando na condenaçón. Com tudo, os conhecimentos literários, aínda que escolhidos em funçón da ortodóxia e da moralidade, eran superiores ós que se podían adquirir nos estudos civis. As composiçóns em castelán consistían em escreber um conto ou um poema, segundo. Mais que a inventiva, aínda que também, fomentaba-se o manexo do idioma, a riqueza do vocabulário, inclúso a inventiva de palabras, cousa que dificilmente facíamos aínda que se supunha que o latím, debía axudarnos muito. Alguns punham-se a inventar e saía-lhes cada bodrío de pena. Así que o melhor era deixar as cousas como estabam.
javier villán
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A obra de Heidegger non está concluída. A sua publicaçón aínda terá de esperar alguns anos até estar completa. Entretanto, essa obra viveu diversas recepçóns, algunhas estranhas entre sí. Practicamente todas as correntes filosóficas do século XX, da fenomenoloxía, do existencialismo e do marxismo, até ao estructuralismo, ao deconstrucionismo de Derrida e até mesmo à filosofía analítica, passaram por Heidegger, quase transformado em ponto de partida ou de chegada ao que aquele século chamou filosofía. O seu pensamento despertou de modo igual tanto a admiraçón e a veneraçón como unha profunda rexeiçón, até chegar a ser considerado um expoente destacado do mal (nazismo, antissemitismo, reacionarismo). Pelo meio, surxe sempre a questón se esse mal se limitava à personaxe, ou se englobava também a sua obra. Nestas condiçóns, que imaxem se pode oferecer da sua filosofía? E, além disso, como fazê-lo quando a personaxe se antepón à sua obra, aparecendo sob diversas poses: a do deslumbrante professor universitário, clarificador de posiçóns filosóficas, políticas e teolóxicas extremas, ao nazi fardado; do seductor de estudantes ao finxido camponês de gravata; do solemne conferencista ao suspeito antissemita? Neste paradoxo xá se vislumbra a anomalía inseparável do nome “Heidegger”: um clichê no qual se confunde a lucidez teórica com a expresón disfarçada da persoaxem. Heidegger vê-se associado tanto ao último grande nome da vasta tradiçón que vai de Platón e Aristóteles a Kant, Hegel e Nietzsche, como à grandiloquência do profecta que sussurra evocadoramente unha nova história, arraigada, no entanto, à terra natal. Talvez a aura da personaxem tivesse vindo também a reflectir de forma confusa sobre o irresolúvel conflicto do seu tempo, que oscilava perigosamente entre a tradiçón e a sua destruiçón. Nesse sentido, o filósofo veio dar, de novo, voz à sua época e ser reflexo de um público para quem a reflexón consciente (ou sexa, a filosofía) nada podía contra a história, cuxo curso avançava como se fosse unha força autónoma e imparável da qual se podía esperar qualquer resultado. E o resultado chegou sob a forma de catástrofe mundial: Heidegger elaborou o núcleo da sua obra, aquilo que o elevou a figura principal da filosofía, entre as duas guerras mundiais que representaram o último adeus à história e à cultura europeias, definitivamente transformadas em ruínas ao chegar 1945. Se contra a personaxem pesa como um fardo a condenaçón de ter contribuído com a sua filiaçón política para o nazismo e de ter vinculado a sua biografía ao desastre xeral, pode perguntar-se se esse desastre non arrastou a própria filosofía na sua última grande apariçón épica, que foi precisamente a da sua obra. No cúmulo do paradoxo, como se se tratasse de unha grande encenaçón tráxica, a obra da personaxem suspeita aparece, por outro lado, cheia de unha lucidez inusitada para iluminar o seu próprio tempo – até as ruínas – ao formular propositadamente, como marca da sua filosofía, um discurso extemporâneo, porque dá por adquirido que “a pergunta pelo sentido do ser”, apresentada como início e núcleo do seu pensamento, non soava contemporânea, mas antiga e ultrapassada. Mas sê-lo-ia?
arturo leyte
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Filosofía Spiritista: J. M. R., estudando a filosofía espiritista em 1916, por meio do qual vinhem a resolver um par de problemas que sería impossíbel que os resolvera. Como ciências, riquezas, almas, maxía, etc. Pérdida de amor: o 27 de Septembro de 1916, andaba eu para José Fernandez a fazer um coberto. À noite vêm Isolina chamar por mim para fazer unha carta, e berreguei com ela (por entender que non lograba os meus plans), despedín-me dos seus pais, com malo sembrante, e dixem que non iba mais alá. De noite tivem um sonho: que estaba eu em Matamá, e vín passar a Isolina de lonxe, alá por Ponte, e vên-me um pensamento vivíssimo, decindo: é muito nova; e non se me representou idêntica, corpo mais pequeno, e mais feia. Definiçóns: o biográfico que subscribe, dá fé da 1ª infancia toda cheia de conturbaçóns e de misérias físicas, de pensamento moderado para a razón, tendo no seu corpo unha máquina agressiba que destruía nas entranhas as penas, aplacando a ira, pela sua natureza xovial. Sostivem unha grande luta contra as inclinaçóns, desvíos, e contra seus enemigos vissíbeis, tivo um grandíssimo combate contra as potestades infernais e, defendendo a sua vida privada com exorcismos, oraçóns, ma mais perfeita léi do Divino Criador. Sendo a sua vida de amor privada, por mala fé de xentes supersticiosas, e tendo medo ás consequências dos efeitos máxicos. Sostivem, unha grande luta contra a maxía, valendo-me de exorcismos, oraçóns e xexúns rigorosos, na mais perfeita fé de Dios Nuestro Senhor Jesucristo, e com dúvida chegou ó dia presente, que subscribe e dá fé do dito neste libro, como verdade sagrada. (Manuel Rodriguez)
manuel calviño souto
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Nascido no início do século III da nossa era, Plotino dificilmente poderá reconhecer-se no esplendor da “polis” clássica que Platón e Aristóteles viveram oitocentos anos antes. No complexo e vasto mundo que encontra perante os seus olhos, o foco da cultura xá non é Atenas mas Alexandria, no norte do Exipto, e o epicentro do poder político deslocou-se para Roma, fazendo com que a Grécia non passe de unha província periférica. Plotino é um grego tardio e crepuscular, consciente de que o seu mundo está a acabar. No entanto, também representa para nós o começo de algo grande. A sua filosofía é considerada o início do denominado “neoplatonismo” (datado habitualmente entre os séculos III e VI), unha corrente chamada a desempenhar um importante papel na história do Occidente. De um modo xeral, o neoplatonismo caracteriza-se, face à filosofía clássica na qual se inspira, por um deslocamento de interesses da condiçón política do ser humano para a sua condiçón divina, e da esfera racional e física para unha esfera suprarracional, relixiosa e metafísica. Mais concretamente, a filosofía de Plotino constitui um enorme esforço para superar o dualismo platónico do sensível (as “cousas”) e do intelixível (as “Formas” ou “Ideias”), visto naquela altura como insatisfactório e a necessitar de unha elaboraçón mais rigorosa. O seu esforço aplica-se, consequentemente, na introduçón de vários mecanismos de mediaçón que, tomados das escolas filosóficas do seu tempo (estoicismo, eclectismo, neopitagorismo…) ou fabricados “em casa”, tentam explicar o modo como o real foi enxendrado pelo Uno transcendente (xénese a que Plotino chama “procesón”) e, por outro lado, o modo como a alma humana pode voltar a fundir-se com o seu princípio criador (reunión que denomina “conversón”). O que torna esta empresa unha aventura singularmente ambiciosa e difícil é que Plotino propor-se-á a explicar cousas que em Platón só apareciam (se é que apareciam) relatadas sob forma de “mitos” que Sócrates ou algunha outra personaxem recitaba perante os seus estarrecidos ouvintes: a orixem do espaço, do tempo, da matéria e das próprias Ideias, assim como a das almas e dos corpos individuais. Indo um passo além do mestre, Plotino tentará descifrar, em termos de conceitos e xá non de relatos, tudo o que, na sua opinión, os Diálogos non ousaram dizer claramente. Na práctica, isso significa que a filosofía “competirá” de forma directa com as relixións da época, pois pretenderá fornecer, seguramente pela primeira vez na história, unha doutrina racional da salvaçón da alma individual.
antonio dopazo gallego
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o refúxio no “exÍlio interior”
No conxunto dos 33 (27 mestres e 6 mestras da província) que sufriron traslado fora da rexíon galega. Segundo Eiras Abad, o mestre de San Mateo, tomou o camiño de Palencia, aínda que por revisión de expediente, voltaría despois. Joaquín Martinez Pereira, de Santiago de Ribarteme, foi para Burgos, e Dámaso Giráldez Piña, mestre de Godóns (Covelo), marchou para Valencia. Todas e todos, sancionados ou non, tiveron que pasar un tempo no desacougo da espera. Houbo moito medo e decepción. Uns marcharon cara o exterior, á emigración, como foi o caso de Luis Soto, mestre de Mondariz, que acompanharía a Castelao a América, ou os cursillistas de 1936 Eugenio Soto Groba e Manuel Porto González, alumnos do lembrado mestre de Guláns, D. Gabino. Peor sorte tiveron os que quedaron no camiño, uns 30 na provincia de Pontevedra foron mortos, fusilados ou “paseados” (Porto Ucha, 2008, 68-82). Ante tal panorama, a moitas e moitos profesionais do ensino, que sobreviviron á traxédia da (in-civil guerra), o sector máis preparado e máis comprometido co movemento innovador repúblicano, non lles quedou máis saída que sumirse no seu particular “exilio interior”. De aquilo non se falaba. De aí a necesidade e o compromiso, como sinalabamos no citado Programa das Xornadas da Memória Histórica 2017: “por sacar á luz esta faciana do ensino, esencial para o desenvolvemento dunha sociedade democrática.”
anxo serafín porto ucha e raquel vázquez ramil

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Porquê precisamente Althusser e Gramsci quando falamos do marxismo actual? E porquê por esta ordem, primeiro Althusser e depois Gramsci? O principal motivo é que este último é, sem dúvida algunha, o autor marxista mais citado e mais influente nos últimos tempos. Acreditamos que este facto é difícil de questionar. Mas alguns de nós pensam também que sem a intervençón de Althusser – e do seu famoso seminário “Lire Le Capital” – a obra de marx tería sido muito difícil de recuperar com um mínimo de rigor. O sentido da contribuçón de Marx para a história do pensamento político e para a filosofía ter-se-ia extraviado num imbróglio ideolóxico em que o mito e o dogma se imporíam sem soluçón possível. Se assim tivesse sido, o marxismo, ao desaparecer a sua funcionalidade mitolóxica – ligada a movimentos políticos que mudaram o curso dos acontecimentos, mas que, em qualquer caso, xá passaram à história -, tería perdido também toda a sua vixência e todo o seu interesse teórico. No entanto, non foi assim. Há, certamente, unha actualidade do marxismo. E Gramsci transformou-se no epicentro de todo este fenómeno. Assim, queremos mostrar neste libro que o marxismo que hoxe renasce em força é muito mais compatível com a própria obra de Marx do que com as escolas ideolóxicas que se chamaram “marxistas”. E estamos convencidos de que, relativamente à obra de Marx em si mesma, a escola althusseriana abriu a possibilidade de realizar unha leitura livre de muitos preconceitos fatais. O nosso tema é “o marxismo na actualidade”. Acreditamos que convém – correndo mesmo o risco de inverter a ordem cronolóxica – partir de unha reflexón althusseriana sobre a obra de Marx, para depois tentar explicar em que medida o renascimento gramsciano a que assistimos actualmente merece ser chamado, em algum sentido importante, “marxista”.
carlos fernández liria
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Com Tales de Mileto (624-546 a. C.), uns 2.600 anos, isso começou a mudar. Surxíu a idéia de que a natureza seguía uns princípios consistentes que poderíam ser descifrados, e assí se iniciou o largo processo de reemplazar a noçón do reinado dos deuses, pola de um universo rexído por léis da natureza, e críado conforme a um plano, que algúm día aprenderemos a ler. Vista a escala da história humana, a indagaçón científica é unha empresa muito recente. (…) O “Homo Sapiens”, surxíu na África Subsahariana, fái uns douscentos mil anos. A linguaxem escrita, apenas uns sete mil anos a. C., como producto de sociedades centradas no cultivo de gramíneas. (…) Os documentos escritos mais antigos da grande civilizaçón da Grécia datam do século IX a. C. (…) Segundo Aristóteles (384-322 a. C.) foi naquela época quando Tales de Mileto – unha cidade que hoxe forma parte da Turquía occidental, formulou por primeira vez a idéia de que o mundo pode ser compreendido, e que os complêxos acontecimentos que nos rodeiam poderíam ser reducidos a princípios simples, e ser explicados sem necessidade de recorrer a interpretaçóns teolóxicas ou míticas. (…) A ciência xónica, foi unha empresa marcada por um intenso interés por descubrir as léis fundamentais que explicassem os fenómenos naturais, um hito formidábel na história do pensamento humano. (…) Aínda que representou um grande começo, com o passo dos séculos, unha boa parte foi esquecida, para voltar a ser redescuberta ou reinventada muito mais tarde. (…) Segundo a lenda, a primeira formulaçón matemática do que hoxe chamaríamos unha lei da natureza, data de outro xónio nomeado Pitágoras (580-490 a. C.), famoso por um teorema que leva o seu nome, a saber, que o quadrado da hipotenusa (o lado mais largo) de um triângulo rectângulo é igual à suma dos quadrados dos catetos. (…) Arquímedes (287-212 a. C.), que é sem lugar a dúvida, o físico mais eminente da antiguidade. Na terminoloxía actual, a lei da palanca explica que pequenas forzas poidam elevar grandes pesos, porque a palanca amplifica unha forza segundo a razón das distâncias ó fulcro, ou ponto de apoio da palanca. A lei de flotaçón, estabelece que qualquer corpo imerso num líquido experimenta unha forza para cima, igual ó peso do líquido desprazado. (…) Outros povos forom vendo que o universo, possue unha ordem interna, que podería chegar a ser comprendida mediante a observaçón e a razón.
stephen hawking e leonard mlodinow
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O seu programa do “atomismo lóxico” foi sendo abandonado ao longo do século devido às grandes transformaçóns na filosofía analítica provocadas, em primeiro lugar, pelo argumento de Wittgenstein contra a linguaxem privada e, em segundo, pelas críticas de Quine aos dogmas do empirismo. Contudo, as obras dos dois grandes filósofos son o resultado do seu esforço para compreender e ultrapassar o pensamento de Russel. Este continua a ser estudado porque aborda os problemas mais difíceis e fundamentais da filosofía, embora sexa admitido que non os resolve como sistema. Na realidade, se prestarmos atençón à evoluçón da filosofía analítica desde os anos de 1930, non tardamos a aperceber-nos de que practicamente todos os grandes autores (Carnap, Wittgenstein, Austin, Quine, Strawson) desenvolvem o seu pensamento em relaçón a Russell e fazendo-lhe referência. Se medirmos a grandeza de um autor pela dos adversários, Russell figura no Olimpo da filosofía precisamente pelo número de refutaçóns e controvérsias que suscita. Por outro lado, as formas de vida e as perspectivas políticas que defendeu contra o puritanismo, o sistema patriarcal nas instituiçóns e o imperialismo tornaram-se fundamentos de todas as ideoloxías que admitem um certo gráu de abertura e tolerância como componentes essenciais dos Estados de direito. O pacifismo e o antimilitarismo, o feminismo da igualdade, a liberdade de opçón sexual, a transformaçón antiautoritária da escola… Muitos dos eixos centrais da cultura a que chamamos occidental, baseada em grandes movimentos sociais, foram impulsionados no campo teórico e práctico pelo compromiso de Russell com o seu tempo. Wittgenstein disse sobre ele que as suas obras se dividiam em dous grupos; as sublinhadas a vermelho deviam ser de leitura obrigatória, as sublinhadas a azul deviam ser prohibidas. Estaba enganado. Dessa vez deixou-se levar pela tensón das suas relaçóns com Russel, que oscilavam entre a dependência e o distanciamento. Algunhas das suas obras “menores” no sentido académico, por exemplo, No Que Acredito, son obras-primas do pensamento, da literatura, e sem dúvida também de unha forma de fazer filosofía que é dirixi-la a todas as pessoas.
fernando broncano
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Neste complicado andamiáxe conceitual que acabo de descreber, assentabam-se os fundamentos da fé católica, questón de dogma. E os dogmas non se analizabam nem discutían. Mas à idade de catorze anos, quince ou dezaseis anos, os adolescentes comezam a perguntar-se muitas cousas. E comezam, sobre tudo, a sentir muitas cousas. Supunham os professores que, enclaustrados entre montanhas, os seminaristas iban quedar libres de mundanas turbaçóns. E non era verdade. Non sei o que lhes ocurria a eles. Alguns alumnos difundían suspeitas malintencionadas sobre curas e sobre monxas. Infúndios, seguro. Ou quase seguro. Esses difusores de insídias non chegaríam nunca ao sacerdócio. Nem a nada. E ademais, cometíam sacriléxio que era pecado gravíssimo feito contra ou com pessoa sagrada; e também em lugar sagrado. O sacrílego estaba perdido sem remisón e nem tán sequer o arrependimento podía salva-lo. Por isso, de golpe, no primeiro momento, aquela tarde em que lhe toquei o cú à monxa capelana, sentín que tinha cometido sacriléxio triple de luxúria: polo seu corpo, sagrado ou quase; polo meu igual; e polo lugar: a sacristía. Estábamos traxinando com as cousas do culto, um ó lado da outra, e de pronto a irmán capelana agachou-se para buscar um roquete nos caixóns de baixo. A minha mán, num movimento inocente, atopou-se com o cú da monxa. A surpressa foi, que ela seguíu nessa posiçón, rebuscando no fundo do caixón como se nada, e a minha mán demorou-se no seu cú mais da conta. Quando se enderezou, seguíu ordenando a roupa, sem mostras de nervossismo nem alteraçón. Primeiro mirou-me de reolho e logo de frente muito fixa, como se me reconhecera xusto nesse momento e non me houbera visto nunca. Estaba coloradíssima e os seus olhos resplandecían. A mím também me pareceu que nunca a tinha visto e que aquela monxinha, chameante pelos olhos e arrebolada, era um ser sobrenatural. Non baixou a vista como de costume. E den-me conta entón de que non levaba tocas almidonadas, dessas que parecen aleróns de avión, senón unha espécie de véu preto sobre unha tela branca, como unha orla rodeando o rosto. E unha saía com poucos voos, quase unha saía normal só que polo calcanhar. Entre os seus olhos e os meus estabeleceu-se unha corrente que eu temía que se estivera vendo desde fora de nós; um raio de luz, como em algunhas estampas, que vai ó corazón das santas desde o corazón transido de Xesús. Esa era outra questón: o corazón. O da monxa parecía estar normal, mas o meu era um terremoto tán violento que os tremores dobrabam-me os xoelhos. Sem baixar os olhos, a monxa deu meia volta e marchou. Pareceu-me que andaba doutra maneira. E que baixo a saía fina, nada de fardumenta e refoxos como outras irmáns ou madres, marcavam-se unhas curvas montarazes e suavíssimas. Nón sei. Ó melhor tinham estado alí sempre e eu nunca as tinha visto. E tinha que telas descuberto ao tácto. Sem querer.
javier villán e david ouro
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Se pedíssemos aos estudosos da filosofía para elaborarem unha lista com os cinco filósofos mais importantes de toda a história, sem dúvida que o nome de Platón aparecería de forma quase unânime em todas elas. De igual maneira, embora com menor fulgor intelectual, se saíssemos à rua e pedíssemos aos transeuntes o nome de um filósofo, unha imensa maioría dar-nos-ia o de Platón. Sexa qual for o valor de unha votaçón democrática na esfera do pensamento (unha ideia que pura e simplesmente horrorizaría o nosso protagonista). o que é evidente é que, por unha razón ou por outra, Platón é um dos grandes, dos enormes nomes na história da filosofía. Para melhor nos entendermos, algo parecido ao que Di Stéfano, Pelé, Cruyff, Eusébio ou Maradona representam na história do futebol: indiscutíveis. Independentemente do que cada um opinar acerca do seu pensamento, o que non se pode negar é que Platón é, no mínimo, o primeiro grande filósofo ou, dizendo-o de outro modo parecido mas non igual, o pensador com o qual se dá o pontapé de saída para a Filosofía com letra maiúscula. A respeito da anterior filosofía pré-socrática, cuxa atençón se centra fundamentalmente na explicaçón do mundo exterior e do cosmos, nos seus diálogos Platón amplifica o âmbito da filosofía, delimitando o que desde entón serán as questóns principais da disciplina: ontoloxía, epistemoloxía, estéctica, filosofía política e moral… E, ao fazê-lo, formúla explicitamente ou antecipa as categorias essenciais do pensar filosófico. Tanto assim é que o filósofo inglês Alfred North Whitehead chegou a afirmar que “a maneira mais segura de descrever o conxunto da tradiçón filosófica europeia é apresentá-la como unha série de anotaçóns a Platón” (Processo e Realidade) ou, mais recentemente, o exaltado antiplatónico Michel Onfray, para quem “a escrita da história da filosofía é platónica. Ampliemos o contexto: a historiografia dominante no Occidente Liberal é platónica” (As Sabedorias da Antiguidade – Contra-história da Filosofía). Para o bem ou para o mal, non se pode entender a história do pensamento sem conhecer a Platón.
E. A. DAL MASCHIO
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Sibylla: o día 3 de Xúlio de 1936, fún a Trancoso e vinhem por Queimadelos (Sra. Trsa.). De noite, tivem o seguinte sonho: sonhei que estaba na xanela, e estaba vendo o Senhor Caetano debaixo das fruiteiras de dentro do eido, parecia que algo percebín, Perfeuta sua filha, e ó momento o pensamento inclinou-se-me vivamente para Rsa. de Uma… Pois, sería sonho suxerído porque a Sibylla, me tinha profectizado que saía um home casado. E por que non me casaba? Pois aparecían unha rapariga ou duas comigo: tenho que indagar bem esta leçón. Accidentes, o 25 de Xúlio de 1916: neste día fún à festa de Guillade (mal vestido), chamei a Isolina do Caetano a bailar, e xuntamente com ela saíu outra equivocadamente, e despois houbo porfía e Isolina cedeu (sinal de bruxedo), indagar bem este libro, que a segunda parte non me ocuparéi de sonhos, tais sarilhos tenhem bruxaría, tal o miraba eu así esse día. Sonho Fantástico: o 17 de Agosto de 1916, comecei a serrar com Francisco Iglesias, e dixo-me que de noite tinha sonhado que estaba com unha pouca de xente, e que pelexára com um home que lhe parecera ser eu. Eu, aquela noite sonhára, mas, esquecera-se-me lentamente, e sei que non sonhei com o motrete, nem em pelexeiras. Mas, no mesmo día pola tarde, pelexamos os dous, habendo golpes mortais, porque el era de mala índole. Insolina Ultimas Definicçóns: non assistín ningúm día á Santa Missón, que se celebrou em Sto. Lourenzo. somente o último día 6 de Septembro de 1916, pensando vir con … (vexa-se arriba pág. 85). E a Divina Providencia, mudando as cousas e pondo a prova os mortais. Vinhem só até ó Pinheiral de Guillade, e desde alí com a dita Isolina, até à sua casa, com um diálogo de amor puro, e en este intervalo falei-lhe tudo o que o meu corazón sentía. Ò chegar ó seu portal, saíu o pai e voltou prá casa, estando eu e ela um pouco mais (Loquaví ectiam Vellem mecum conjunctionen, atque respondetur dicitur ne itá necne, vel haud), eu como me mostrei porfiado, impertinente, aproveitando-me das palabras, dando-lhe unha certa coherência, do xesto e do sembrante, tudo o que puiden aproveitar, e que significa o tudo na oraçón “ez necne haud.”
manuel calviño souto
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Non son poucos os estudosos que relegam a terceira crítica de Kant, a da faculdade de xulgar (ou Crítica do Xuízo), para unha posiçón secundária em relaçón ás duas primeiras, e até a tratam como um apêndice menor, um acrescendo de última hora. Outros consideram-na parte integrante da arquitectura kantiana, um elemento sustentador sem o qual o edifício da filosofía crítica non estaría completo. Se a Crítica da Razón Pura se ocupa da possibilidade do conhecimento certo e a Crítica da Razón Práctica explora o âmbito da liberdade ética como realidade mais profunda da existência, a Crítica do Xuízo estende unha ponte entre ambos os espaços, ao mesmo tempo que completa o panorama da experiência espiritual humana. Ocupa-se da fruiçón estéctica que a obra de arte produz e do intenso sentimento da plenitude que nos domina quando contemplamos a natureza. Ambas as experiências têm em comum a percepçón de um sentido, de unha finalidade, o que orixina um terceiro tipo de conhecimento: xuntamente ao teórico, proporcionado pelo entendimento, e ao da moralidade, surxido da afirmaçón da racionalidade ética, o contacto com a obra de arte e a ordem natural revela unha finalidade que se atribui a unha intelixência – a de outro ser humano e a de Deus. Neste libro non se analisa a terceira crítica, apesar de se admitir a sua plena presença no núcleo central da filosofía kantiana. A omissón deve-se em primeiro lugar, ao facto de non ter tido muita influência nem importância na história da filosofía: Kant marca o pensamento posterior pela sua teoría do conhecimento e pela sua filosofía moral. O xuízo estéctico e o teleolóxico interessaram a quem examinar a estructura interna da construçón crítica, mas non son imprescindíveis a quem desexe entender o legado kantiano. Em segundo lugar, o grande kant non está na terceira crítica. A sua implicaçón é máxima no que concerne ao fundamento do saber e da moral, mas na estéctica e na teleoloxía percebe-se que o filósofo non parte do acontecimento básico. Schopenhauer, que o admirava, deixa-o muito claro nunha anotaçón: “Se tiver que dizer o que falta à filosofía de Kant, sería a contemplaçón”. Na mente de Kant existe um dispositivo automático que racionaliza, que intelectualiza a experiência e que non deixa lugar para a pura vivência espiritual, quer perante a arte quer perante a natureza. Toda a Crítica do Xuízo se ressente desta característica.
joan solé
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Para subsistir, Maupassant trabalha mais de oito anos (1872-1880) como oficinista, primeiro no Ministério da Marinha e logo no de Instrucçón Pública, tarefas pouco gratas para um xovém que só sonha com a literatura. Baixo a direcçón do esixente Flaubert (em cuxa casa conhece a Edmond de Goncourt e a Zola), aprende a observar e a escreber, dominando a sua natural fogosidade e encauzando o seu temperamento com ordem e método. No ano de 1875 publica os seus primeiros trabalhos, que son bastantes modestos aínda. A partir de 1876 comeza a queixar-se de transtornos cardíacos, de fortes xaquecas e de síntomas nervosos que ó parecer, há que atribuir a unha enfermedade venérea probabelmente de orixem hereditário, tudo o qual o deprime muito, mas non renuncia nem ós seus incessantes amoríos (que contaba com todos os detalhes mais escabrosos a Flaubert, muito divertido com tais relatos) nem à gloria literária. Em torno de Zola reunem-se diversos escritores que em 1880 publicam unha série de contos no volume colectivo As veladas de Médan. Este libro de grande éxito, constituiu unha espécie de manifesto do nascente naturalismo. Maupassant contribuiu com Bola de Sebo, e ós trinta anos dá-se a conhecer com unha obra verdadeiramente mêstra. A pesar das Veladas de Médan, Maupassant non quere que o confundam com um naturista, fala com despego de Zola e busca um caminho mais pessoal. Agora está seguro das suas possibilidades, deixa o Ministério e dedica-se só à escritura, sobre tudo contos, que van aparecendo na prensa e que non tarda em recopilar em forma de libro: de 1881 é A Mancebía, com o famoso relato que da titulo ó volume, as pupilas de unha mancebía que assistem emocionadas à primeira comunhón dunha nena, do ano seguinte. Mademoiselle Fifí, com temas escabrosos e granguinholescos, de irresistíbel forza cómica e também unha exasperada crueldade. Mentras, inicia os seus viáxes visitando Córcega e Arxélia, cuxa descripçón faría nas crónicas de O Sol (1884). Unha Vida, de 1883, é a sua primeira novela, e obedece à mesma concepçón que inspirou a Flaubert Um Corazón Sinxelo, é decir, o seu interés polos temas humildes, das vidas cinzentas e monótonas, que se pintan com um realismo minucioso e voluntariamente impessoal. Pese ás doenças que começam a afectá-lo sem cesar, em 1885 dá a conhecer a segunda das suas novelas largas, Bel-Ami, que tem por escenário o París dos ambientes periodísticos, literários e mundanos. Ó adquerir fama, Maupassant había logrado introducir-se nas altas esferas sociais, mas alí sentía-se incómodo e torpe, e os seus retratos do grande mundo acusabam sempre unha amarga dose de ressentimento e de vinganza. Publica docenas e docenas de contos que vai reunindo em forma de libro: Contos da Becada (1883), que reflexa a sua paixón pola caza, As Irmáns Rondoli (1884), Yvette (1885), Contos do Dia e da Noite (1885), Monsieur Parent (1886), etc… Tinha reunido unha notábel fortuna, o qual lhe permitiu comprar um yate e viaxar polo extranxeiro, em parte movido polo seu afán de observaçón, em parte por unha necessidade moral de tratar de fuxir das suas obsesóns. Em 1887 publica o seu terceiro romance largo, Mont Oriol, e um dos seus mais importantes volumes de contos, A Horla, no que se mostra dominado pola angustiosa ameaça de unha presença misteriosa que sente a seu lado. Aparecem aínda vários romances mais, como Pierre e Jean (1888), Forte como a morte (1889) e O Nosso Corazón (1890), que non som as suas melhores obras. Pouco despois, os seus transtornos nervosos impedirón xá a escritura. Sofría insomnios e manía persecutória. O primeiro de Xaneiro de 1892, intentou suicidar-se. Tinha perdido toda a lucidez, quando os seus amigos o internarom na clínica parisina do famoso doutor Blanche, e alí morreu o 6 de Xulho de 1893, um mes antes de cumprir os quarenta e três anos.
r.b.a. editores, s. a. – barcelona

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